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| @Anders Nylén |
Assinalam-se hoje, 27 de setembro de 2026, 61 anos do primeiro voo do LTV A-7 Corsair II, realizado em 27 de setembro de 1965. Desenvolvido pela Chance Vought, posteriormente integrada na Ling-Temco-Vought (LTV), o A-7 nasceu para substituir o Douglas A-4 Skyhawk na função de avião ligeiro de ataque da Marinha dos Estados Unidos. O primeiro exemplar voou apenas cerca de 16 meses depois da assinatura do contrato de desenvolvimento, demonstrando a rapidez com que o programa avançou.
Derivado conceptualmente do F-8 Crusader, o Corsair II apresentava uma configuração muito diferente: monorreactor, asa alta, trem de aterragem triciclo e uma fuselagem compacta, optimizada para transportar uma elevada carga de armamento. Embora fosse subsónico, a sua grande autonomia, capacidade de carga e precisão no ataque tornaram-no uma plataforma particularmente eficaz. Dependendo da versão, podia transportar cerca de 6.800 kg de armamento, incluindo bombas convencionais, foguetes e mísseis, e as versões mais avançadas dispunham de radar, sistemas de navegação e sensores destinados a operações diurnas e nocturnas.
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| @Anders Nylén |
A carreira operacional do A-7 ficaria profundamente ligada à Guerra do Vietname, onde os Corsair II da U.S. Navy realizaram milhares de missões de ataque. O tipo participou posteriormente em operações no Líbano, Granada, Líbia, Panamá e na Guerra do Golfo, onde os últimos A-7E da Marinha norte-americana participaram em operações de combate em 1991. A U.S. Navy retirou o Corsair II nesse mesmo ano, seguindo-se a Air National Guard em 1993.
O A-7 foi também operado pela U.S. Air Force, U.S. Marine Corps e Air National Guard, além de ter sido exportado para Grécia, Portugal e Tailândia. A Grécia acabaria por ser o último operador mundial, retirando os seus últimos Corsair II em 17 de outubro de 2014, encerrando quase meio século de serviço do modelo.
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| @Anders Nylén |
O Corsair II em Portugal
Portugal teve um papel particularmente importante na história do A-7. A Força Aérea Portuguesa recebeu 50 aeronaves, constituídas por 44 A-7P monopostos e seis TA-7P bilugares, reconstruídos a partir de células A-7A da U.S. Navy. Equipados com motores Pratt & Whitney TF30-P-408 e aviónicos derivados das versões A-7D/E, os aviões portugueses começaram a chegar a Monte Real em dezembro de 1981.
Os Corsair II equiparam inicialmente a Esquadra 302, a partir de 1981, e posteriormente a Esquadra 304 "Magníficos", constituída em 1984. Operando a partir da Base Aérea de Monte Real, desempenharam missões de ataque, interdição aérea, luta anti-superfície e defesa aérea, assumindo também uma importante componente de defesa dos interesses portugueses no Atlântico.
Após 18 anos ao serviço da Força Aérea Portuguesa, o último A-7P realizou o seu derradeiro voo operacional em 10 de julho de 1999, encerrando uma das mais marcantes páginas da aviação militar portuguesa do final do século XX.
61 anos depois do primeiro voo, o A-7 Corsair II continua a ser recordado como um dos mais emblemáticos aviões de ataque da sua geração — e, em Portugal, permanece especialmente ligado à história de Monte Real e às Esquadras 302 e 304.
Nota do autor: O agradecimento especial a Anders Nylén pela disponibilização de fotos do seu voo em A-7P Corsair II




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