sábado, 16 de maio de 2026

Comandante da Força Aérea Turca visita a FAP e conhece capacidades do KC-390 em Beja

 

O Comandante da Força Aérea Turca, General Kadıoğlu, realizou recentemente uma visita oficial à Força Aérea Portuguesa (FAP), numa deslocação que teve como um dos pontos centrais a Base Aérea N.º 11, em Beja, onde teve oportunidade de conhecer de perto as capacidades operacionais da Esquadra 506 “Rinocerontes” e da aeronave KC-390.

A visita inseriu-se no âmbito do reforço das relações institucionais e da cooperação entre as forças aéreas dos dois países, permitindo à delegação turca contactar diretamente com a realidade operacional da FAP e com um dos mais modernos vetores de transporte aéreo militar atualmente em operação na Europa.

Durante a permanência em Beja, o General Kadıoğlu foi recebido por responsáveis da Força Aérea Portuguesa e acompanhado numa apresentação detalhada sobre a missão da Esquadra 506, unidade que opera o KC-390 a partir da Base Aérea N.º 11.

A visita incluiu briefings operacionais, contacto com tripulações e técnicos de manutenção, bem como a observação das infraestruturas dedicadas ao novo sistema de armas da FAP. A delegação teve ainda oportunidade de conhecer o simulador de última geração utilizado na formação dos pilotos e navegadores do KC-390.

O KC-390, desenvolvido pela Embraer, representa atualmente um dos pilares da modernização da capacidade de transporte aéreo militar portuguesa. A aeronave foi concebida para executar um vasto leque de missões, entre as quais transporte tático e estratégico, evacuações aeromédicas, lançamento de carga e paraquedistas, busca e salvamento, combate a incêndios e reabastecimento aéreo.

A Esquadra 506 “Rinocerontes” tem vindo a assumir um papel central na introdução e consolidação operacional desta plataforma na Força Aérea Portuguesa. Sediada em Beja, a unidade é responsável pela operação dos KC-390 já entregues à FAP, integrando progressivamente novas capacidades que aumentam o alcance estratégico nacional e a interoperabilidade com países aliados da NATO.

Recentemente, a FAP recebeu o quarto KC-390 da sua frota, aeronave já equipada com o kit de reabastecimento aéreo, uma capacidade inédita na história da Força Aérea Portuguesa. Este sistema permite transformar rapidamente a aeronave num avião-tanque, ampliando significativamente a autonomia e projeção das forças aéreas em missões internacionais. 

A Base Aérea N.º 11 tem-se afirmado como um importante polo de operação e formação associado ao KC-390, acolhendo não apenas a Esquadra 506, mas também visitas institucionais e delegações estrangeiras interessadas nas potencialidades da aeronave. Em janeiro deste ano, por exemplo, responsáveis governamentais angolanos visitaram igualmente as instalações da unidade e conheceram as capacidades do avião brasileiro ao serviço da FAP.

A deslocação do Comandante da Força Aérea Turca a Beja surge num momento em que o KC-390 continua a despertar interesse internacional, consolidando-se como uma solução moderna e multifunções no segmento do transporte militar. Para a FAP, estas visitas representam também uma oportunidade para demonstrar o trabalho desenvolvido na operação da aeronave e o crescente reconhecimento internacional da Esquadra 506.

Fonte e fotos: FAP
























 

O Comandante da Força Aérea Turca, General Kadıoğlu, realizou recentemente uma visita oficial à Força Aérea Portuguesa (FAP), numa deslocação que teve como um dos pontos centrais a Base Aérea N.º 11, em Beja, onde teve oportunidade de conhecer de perto as capacidades operacionais da Esquadra 506 “Rinocerontes” e da aeronave KC-390.

A visita inseriu-se no âmbito do reforço das relações institucionais e da cooperação entre as forças aéreas dos dois países, permitindo à delegação turca contactar diretamente com a realidade operacional da FAP e com um dos mais modernos vetores de transporte aéreo militar atualmente em operação na Europa.

Durante a permanência em Beja, o General Kadıoğlu foi recebido por responsáveis da Força Aérea Portuguesa e acompanhado numa apresentação detalhada sobre a missão da Esquadra 506, unidade que opera o KC-390 a partir da Base Aérea N.º 11.

A visita incluiu briefings operacionais, contacto com tripulações e técnicos de manutenção, bem como a observação das infraestruturas dedicadas ao novo sistema de armas da FAP. A delegação teve ainda oportunidade de conhecer o simulador de última geração utilizado na formação dos pilotos e navegadores do KC-390.

O KC-390, desenvolvido pela Embraer, representa atualmente um dos pilares da modernização da capacidade de transporte aéreo militar portuguesa. A aeronave foi concebida para executar um vasto leque de missões, entre as quais transporte tático e estratégico, evacuações aeromédicas, lançamento de carga e paraquedistas, busca e salvamento, combate a incêndios e reabastecimento aéreo.

A Esquadra 506 “Rinocerontes” tem vindo a assumir um papel central na introdução e consolidação operacional desta plataforma na Força Aérea Portuguesa. Sediada em Beja, a unidade é responsável pela operação dos KC-390 já entregues à FAP, integrando progressivamente novas capacidades que aumentam o alcance estratégico nacional e a interoperabilidade com países aliados da NATO.

Recentemente, a FAP recebeu o quarto KC-390 da sua frota, aeronave já equipada com o kit de reabastecimento aéreo, uma capacidade inédita na história da Força Aérea Portuguesa. Este sistema permite transformar rapidamente a aeronave num avião-tanque, ampliando significativamente a autonomia e projeção das forças aéreas em missões internacionais. 

A Base Aérea N.º 11 tem-se afirmado como um importante polo de operação e formação associado ao KC-390, acolhendo não apenas a Esquadra 506, mas também visitas institucionais e delegações estrangeiras interessadas nas potencialidades da aeronave. Em janeiro deste ano, por exemplo, responsáveis governamentais angolanos visitaram igualmente as instalações da unidade e conheceram as capacidades do avião brasileiro ao serviço da FAP.

A deslocação do Comandante da Força Aérea Turca a Beja surge num momento em que o KC-390 continua a despertar interesse internacional, consolidando-se como uma solução moderna e multifunções no segmento do transporte militar. Para a FAP, estas visitas representam também uma oportunidade para demonstrar o trabalho desenvolvido na operação da aeronave e o crescente reconhecimento internacional da Esquadra 506.

Fonte e fotos: FAP
























quinta-feira, 14 de maio de 2026

Esquadra 101 "Roncos" – 112 Anos de História, Excelência e Missão

 

Hoje, dia 14 de maio de 2026, a Esquadra 101 "Roncos" da Força Aérea Portuguesa celebra mais um marco importante da sua existência, homenageando não apenas os 48 anos desde a sua materialização formal em 1978, mas sobretudo os 112 anos da génese da instrução aeronáutica militar em Portugal.

Foi em 14 de maio de 1914 que nasceu a Escola Aeronáutica Militar, lançando as bases do que viria a ser o voo militar em território nacional. A partir desse momento histórico, Portugal deu os primeiros passos firmes no domínio da aviação militar, afirmando-se com perseverança, dedicação e visão de futuro.

Materializada oficialmente em 1978, no contexto da reorganização da Força Aérea Portuguesa, a Esquadra 101 teve a sua origem na Base Aérea da Ota, operando então a lendária aeronave De Havilland Chipmunk. Foi com este avião que muitos dos pilotos da FAP deram os seus primeiros passos no mundo da aviação, iniciando uma formação exigente e rigorosa, que moldou gerações de militares. 

A Esquadra 101, sediada atualmente na Base Aérea N.º 11, em Beja, representa com orgulho a continuidade dessa missão iniciada há mais de um século. Conhecida como os "Roncos", a esquadra é hoje responsável pela formação elementar e básica dos futuros pilotos da Força Aérea, operando aeronaves Epsilon TB-30. Aqui, os jovens aspirantes a pilotos aprendem não apenas a voar, mas a incorporar os valores da excelência, disciplina, coragem e serviço à pátria.

Mais do que uma unidade de instrução, a Esquadra 101 é o elo vivo entre passado e futuro. Cada descolagem carrega o peso da história e o sonho da missão, alimentado por gerações que deram forma ao voo militar português. A Esquadra 101 mantém-se firme como guardiã dos ensinamentos do passado e formadora dos líderes do futuro, com os olhos postos no céu e o coração no serviço a Portugal.

Parabéns Roncos!



































 

Hoje, dia 14 de maio de 2026, a Esquadra 101 "Roncos" da Força Aérea Portuguesa celebra mais um marco importante da sua existência, homenageando não apenas os 48 anos desde a sua materialização formal em 1978, mas sobretudo os 112 anos da génese da instrução aeronáutica militar em Portugal.

Foi em 14 de maio de 1914 que nasceu a Escola Aeronáutica Militar, lançando as bases do que viria a ser o voo militar em território nacional. A partir desse momento histórico, Portugal deu os primeiros passos firmes no domínio da aviação militar, afirmando-se com perseverança, dedicação e visão de futuro.

Materializada oficialmente em 1978, no contexto da reorganização da Força Aérea Portuguesa, a Esquadra 101 teve a sua origem na Base Aérea da Ota, operando então a lendária aeronave De Havilland Chipmunk. Foi com este avião que muitos dos pilotos da FAP deram os seus primeiros passos no mundo da aviação, iniciando uma formação exigente e rigorosa, que moldou gerações de militares. 

A Esquadra 101, sediada atualmente na Base Aérea N.º 11, em Beja, representa com orgulho a continuidade dessa missão iniciada há mais de um século. Conhecida como os "Roncos", a esquadra é hoje responsável pela formação elementar e básica dos futuros pilotos da Força Aérea, operando aeronaves Epsilon TB-30. Aqui, os jovens aspirantes a pilotos aprendem não apenas a voar, mas a incorporar os valores da excelência, disciplina, coragem e serviço à pátria.

Mais do que uma unidade de instrução, a Esquadra 101 é o elo vivo entre passado e futuro. Cada descolagem carrega o peso da história e o sonho da missão, alimentado por gerações que deram forma ao voo militar português. A Esquadra 101 mantém-se firme como guardiã dos ensinamentos do passado e formadora dos líderes do futuro, com os olhos postos no céu e o coração no serviço a Portugal.

Parabéns Roncos!



































sábado, 9 de maio de 2026

Grécia aproxima‑se do KC‑390 em Beja

 

A Base Aérea N.º 11, em Beja, voltou a ser ponto de encontro para quem segue de perto a nova geração de aviões de transporte militar. No dia 7 de maio, o Ministro da Defesa da Grécia, Nikolaos Dendias, visitou a unidade para conhecer de perto o KC‑390 Millennium da Força Aérea Portuguesa, aeronave em que Atenas tem vindo a mostrar particular interesse. A visita decorreu na companhia do Ministro da Defesa Nacional português, Nuno Melo, sublinhando o peso político e operacional que o programa KC‑390 já tem no contexto europeu.

No coração da visita esteve precisamente o processo de introdução do KC‑390 na FAP: o modo como a aeronave está a ser integrada na frota, a organização da unidade em Beja e o tipo de missões que o Millennium já começa a assumir. Para quem acompanha o tema, a Base Aérea 11 está a tornar‑se a “casa” europeia do modelo, concentrando não só a operação, mas também a formação e o suporte técnico.

A comitiva grega teve oportunidade de contactar diretamente com o avião, observar a configuração interna para transporte de carga e tropas, bem como algumas das soluções que permitem ao KC‑390 alternar rapidamente entre diferentes perfis de missão. Do transporte tático a baixa altitude a voos logísticos de longo curso, passando por evacuações médicas, o Millennium oferece um leque de capacidades que encaixa nas necessidades de substituição dos veteranos C‑130 ainda em serviço na Grécia.

Esta aproximação helénica ao KC‑390 não é novidade: há já algum tempo que o modelo vem sendo avaliado como potencial sucessor dos Hercules gregos, numa altura em que vários países da NATO olham para o cargueiro brasileiro como alternativa moderna, com aviônica atualizada, desempenho robusto e custos operacionais competitivos. O facto de Portugal ser o primeiro operador europeu coloca a FAP numa posição privilegiada para mostrar, em cenário real, aquilo que o avião é capaz de fazer.

Cada visita deste tipo a Beja é também um sinal de que o KC‑390 está a ganhar tração no mercado internacional e que a Base Aérea 11 se afirma como referência para quem quer ver de perto o novo cargueiro multimissão. É mais um motivo para manter os olhos postos em Beja: é daqui que o KC-390 português vai projetar a sua imagem, e possivelmente influenciar decisões de futuros operadores na Europa.

Fonte e Fotos: FAP





















 

A Base Aérea N.º 11, em Beja, voltou a ser ponto de encontro para quem segue de perto a nova geração de aviões de transporte militar. No dia 7 de maio, o Ministro da Defesa da Grécia, Nikolaos Dendias, visitou a unidade para conhecer de perto o KC‑390 Millennium da Força Aérea Portuguesa, aeronave em que Atenas tem vindo a mostrar particular interesse. A visita decorreu na companhia do Ministro da Defesa Nacional português, Nuno Melo, sublinhando o peso político e operacional que o programa KC‑390 já tem no contexto europeu.

No coração da visita esteve precisamente o processo de introdução do KC‑390 na FAP: o modo como a aeronave está a ser integrada na frota, a organização da unidade em Beja e o tipo de missões que o Millennium já começa a assumir. Para quem acompanha o tema, a Base Aérea 11 está a tornar‑se a “casa” europeia do modelo, concentrando não só a operação, mas também a formação e o suporte técnico.

A comitiva grega teve oportunidade de contactar diretamente com o avião, observar a configuração interna para transporte de carga e tropas, bem como algumas das soluções que permitem ao KC‑390 alternar rapidamente entre diferentes perfis de missão. Do transporte tático a baixa altitude a voos logísticos de longo curso, passando por evacuações médicas, o Millennium oferece um leque de capacidades que encaixa nas necessidades de substituição dos veteranos C‑130 ainda em serviço na Grécia.

Esta aproximação helénica ao KC‑390 não é novidade: há já algum tempo que o modelo vem sendo avaliado como potencial sucessor dos Hercules gregos, numa altura em que vários países da NATO olham para o cargueiro brasileiro como alternativa moderna, com aviônica atualizada, desempenho robusto e custos operacionais competitivos. O facto de Portugal ser o primeiro operador europeu coloca a FAP numa posição privilegiada para mostrar, em cenário real, aquilo que o avião é capaz de fazer.

Cada visita deste tipo a Beja é também um sinal de que o KC‑390 está a ganhar tração no mercado internacional e que a Base Aérea 11 se afirma como referência para quem quer ver de perto o novo cargueiro multimissão. É mais um motivo para manter os olhos postos em Beja: é daqui que o KC-390 português vai projetar a sua imagem, e possivelmente influenciar decisões de futuros operadores na Europa.

Fonte e Fotos: FAP





















sexta-feira, 8 de maio de 2026

As asas da formação: Chipmunks da FAP em rota histórica para Duxford

 

A partida teve lugar na Base Aérea n.º 1, Sintra (Sintra Air Base – LPST), com os três Chipmunk da Força Aérea Portuguesa a iniciarem a travessia rumo ao sul da Inglaterra. O primeiro setor levou-os até Badajoz / Base Aérea de Talavera la Real (LEBZ), seguindo depois para o destino final do dia em Aeroporto de Salamanca (LESA). Em paralelo, o veículo de apoio percorreu cerca de 500 km.

O segundo dia começou em Aeroporto de Salamanca (LESA), mas as condições meteorológicas obrigaram a um ajuste de plano, tendo o destino sido alterado para Aeroporto de Burgos (LEBG), garantindo a continuidade da travessia em segurança. O veículo de apoio completou cerca de 270 km neste dia.

A etapa seguinte iniciou-se em Aeroporto de Burgos (LEBG), com entrada em território francês através do Aeroporto de Biarritz Pays Basque (LFBZ). A progressão continuou com escalas em Aeroporto de Rochefort–Saint-Agnant (LFDN) e posteriormente em Aeroporto de Angoulême–Cognac (LFJR), enquanto o veículo de apoio percorreu cerca de 800 km ao longo deste dia.

O último dia de viagem começou em Aeroporto de Angoulême–Cognac (LFJR), prosseguindo para Aeroporto de Quimper–Bretagne (LFRK) e depois para Aeroporto de Le Touquet–Côte d’Opale (LFAT). A travessia do Canal da Mancha levou finalmente ao Reino Unido, com chegada a Duxford / Imperial War Museum Duxford (EGSU). A ETA em Duxford foi às 17:00 LT, marcando o final da travessia europeia. O veículo de apoio completou cerca de 750 km neste último setor terrestre.

A missão teve como objetivo a participação no festival aéreo a decorrer em Duxford, onde serão celebrados os 80 anos do Chipmunk, uma aeronave icónica da formação de pilotos militares. Os três aviões pertencem à Esquadra 802 Águias da Academia da Força Aérea, unidade responsável pela formação inicial de voo na Força Aérea Portuguesa, e a sua presença no evento reforça o simbolismo histórico e operacional deste modelo.

A chegada a Duxford representou o culminar de uma travessia exigente, com os três Chipmunk da Força Aérea Portuguesa a concluírem com sucesso o percurso desde Portugal até ao Reino Unido, demonstrando coordenação, resistência operacional e um planeamento logístico eficaz ao longo de toda a rota europeia.

Um agradecimento especial a Ben Griff pela cedência das fotos da chegada das "Aguias" a Duxford. 




































 

A partida teve lugar na Base Aérea n.º 1, Sintra (Sintra Air Base – LPST), com os três Chipmunk da Força Aérea Portuguesa a iniciarem a travessia rumo ao sul da Inglaterra. O primeiro setor levou-os até Badajoz / Base Aérea de Talavera la Real (LEBZ), seguindo depois para o destino final do dia em Aeroporto de Salamanca (LESA). Em paralelo, o veículo de apoio percorreu cerca de 500 km.

O segundo dia começou em Aeroporto de Salamanca (LESA), mas as condições meteorológicas obrigaram a um ajuste de plano, tendo o destino sido alterado para Aeroporto de Burgos (LEBG), garantindo a continuidade da travessia em segurança. O veículo de apoio completou cerca de 270 km neste dia.

A etapa seguinte iniciou-se em Aeroporto de Burgos (LEBG), com entrada em território francês através do Aeroporto de Biarritz Pays Basque (LFBZ). A progressão continuou com escalas em Aeroporto de Rochefort–Saint-Agnant (LFDN) e posteriormente em Aeroporto de Angoulême–Cognac (LFJR), enquanto o veículo de apoio percorreu cerca de 800 km ao longo deste dia.

O último dia de viagem começou em Aeroporto de Angoulême–Cognac (LFJR), prosseguindo para Aeroporto de Quimper–Bretagne (LFRK) e depois para Aeroporto de Le Touquet–Côte d’Opale (LFAT). A travessia do Canal da Mancha levou finalmente ao Reino Unido, com chegada a Duxford / Imperial War Museum Duxford (EGSU). A ETA em Duxford foi às 17:00 LT, marcando o final da travessia europeia. O veículo de apoio completou cerca de 750 km neste último setor terrestre.

A missão teve como objetivo a participação no festival aéreo a decorrer em Duxford, onde serão celebrados os 80 anos do Chipmunk, uma aeronave icónica da formação de pilotos militares. Os três aviões pertencem à Esquadra 802 Águias da Academia da Força Aérea, unidade responsável pela formação inicial de voo na Força Aérea Portuguesa, e a sua presença no evento reforça o simbolismo histórico e operacional deste modelo.

A chegada a Duxford representou o culminar de uma travessia exigente, com os três Chipmunk da Força Aérea Portuguesa a concluírem com sucesso o percurso desde Portugal até ao Reino Unido, demonstrando coordenação, resistência operacional e um planeamento logístico eficaz ao longo de toda a rota europeia.

Um agradecimento especial a Ben Griff pela cedência das fotos da chegada das "Aguias" a Duxford. 




































quinta-feira, 7 de maio de 2026

F-16 Portugueses Voltam a Identificar Aeronaves Russas nos Céus do Báltico

Caças F-16AM da Força Aérea Portuguesa voltaram a ser acionados no âmbito da missão enhanced Air Policing 2026 (eAP26), integrada no dispositivo de defesa aérea da NATO nos países bálticos. A operação decorreu a partir da Base Aérea de Ämari, na Estónia, onde Portugal mantém destacado um contingente composto por quatro aeronaves F-16M e cerca de 95 militares, entre pilotos, mecânicos e pessoal de apoio.

A missão teve início após o Centro de Operações Aéreas Combinadas da NATO, localizado em Uedem, na Alemanha, detetar uma aeronave militar russa a voar em espaço aéreo internacional, próximo da área de responsabilidade da Aliança Atlântica. Em resposta ao alerta, uma parelha de F-16 portugueses descolou rapidamente para proceder à identificação visual e ao acompanhamento da aeronave. Segundo informações divulgadas, os pilotos portugueses identificaram diferentes aparelhos militares russos durante estas ações, entre os quais um avião de transporte Antonov An-12 e escoltas de caça Sukhoi Su-35.

Depois da identificação, os aviões portugueses mantiveram o acompanhamento da aeronave russa até esta abandonar a zona próxima do espaço aéreo da NATO, assegurando a vigilância e a integridade do espaço aéreo aliado. A operação demonstrou novamente o elevado nível de prontidão operacional do destacamento nacional, bem como a capacidade da Força Aérea Portuguesa em atuar de forma coordenada com os restantes meios da Aliança.

A participação portuguesa na eAP26 representa a nona presença nacional em missões de policiamento aéreo nos países bálticos e a segunda vez que os F-16M operam a partir da Base Aérea de Ämari. Para além das missões de interceção e alerta rápido, o destacamento português participa regularmente em exercícios conjuntos e ações de interoperabilidade com forças aéreas e militares de outros países aliados, reforçando a cooperação e a capacidade de resposta coletiva da NATO numa região considerada estratégica para a segurança europeia. 

Fotos: FAP



















Caças F-16AM da Força Aérea Portuguesa voltaram a ser acionados no âmbito da missão enhanced Air Policing 2026 (eAP26), integrada no dispositivo de defesa aérea da NATO nos países bálticos. A operação decorreu a partir da Base Aérea de Ämari, na Estónia, onde Portugal mantém destacado um contingente composto por quatro aeronaves F-16M e cerca de 95 militares, entre pilotos, mecânicos e pessoal de apoio.

A missão teve início após o Centro de Operações Aéreas Combinadas da NATO, localizado em Uedem, na Alemanha, detetar uma aeronave militar russa a voar em espaço aéreo internacional, próximo da área de responsabilidade da Aliança Atlântica. Em resposta ao alerta, uma parelha de F-16 portugueses descolou rapidamente para proceder à identificação visual e ao acompanhamento da aeronave. Segundo informações divulgadas, os pilotos portugueses identificaram diferentes aparelhos militares russos durante estas ações, entre os quais um avião de transporte Antonov An-12 e escoltas de caça Sukhoi Su-35.

Depois da identificação, os aviões portugueses mantiveram o acompanhamento da aeronave russa até esta abandonar a zona próxima do espaço aéreo da NATO, assegurando a vigilância e a integridade do espaço aéreo aliado. A operação demonstrou novamente o elevado nível de prontidão operacional do destacamento nacional, bem como a capacidade da Força Aérea Portuguesa em atuar de forma coordenada com os restantes meios da Aliança.

A participação portuguesa na eAP26 representa a nona presença nacional em missões de policiamento aéreo nos países bálticos e a segunda vez que os F-16M operam a partir da Base Aérea de Ämari. Para além das missões de interceção e alerta rápido, o destacamento português participa regularmente em exercícios conjuntos e ações de interoperabilidade com forças aéreas e militares de outros países aliados, reforçando a cooperação e a capacidade de resposta coletiva da NATO numa região considerada estratégica para a segurança europeia. 

Fotos: FAP



















terça-feira, 28 de abril de 2026

Boom sónico de F-16AM surpreende população na região da Figueira da Foz

A Força Aérea Portuguesa (FAP) confirmou que o estrondo de elevada intensidade registado durante o dia de ontem em várias localidades da região Centro teve origem numa missão operacional conduzida por uma aeronave F-16AM Fighting Falcon, ao largo da Figueira da Foz.

O fenómeno, amplamente reportado pela população e inicialmente envolto em incerteza, corresponde a um boom sónico, um efeito físico associado ao voo supersónico. Quando uma aeronave ultrapassa a velocidade do som (aproximadamente 1.235 km/h ao nível do mar, dependendo das condições atmosféricas), gera ondas de choque que se propagam até à superfície. Essas ondas acumulam-se e formam uma frente de pressão abrupta, percebida no solo como um estrondo seco e intenso.

Ao contrário de um ruído contínuo, o boom sónico caracteriza-se por um ou dois “bangs” distintos, resultantes da diferença de pressão entre a parte frontal e traseira da aeronave. A sua intensidade depende de vários fatores, incluindo altitude, velocidade, condições meteorológicas e geometria do voo.

Segundo a FAP, este tipo de ocorrência pode verificar-se no contexto de missões operacionais específicas que exigem voo em regime supersónico, nomeadamente para treino avançado, interceção aérea ou validação de procedimentos de prontidão. A instituição sublinha que tais operações são cuidadosamente planeadas e executadas em conformidade com as normas de segurança e regulamentação do espaço aéreo.

Apesar de não serem comuns sobre território continental, os voos supersónicos são uma componente essencial da preparação das tripulações e da capacidade de resposta da defesa aérea nacional. A Força Aérea reiterou que não houve qualquer risco para a população nem foram registados danos associados ao incidente.

O episódio gerou forte reação pública, refletindo o impacto que fenómenos desta natureza podem ter quando ocorrem em proximidade relativa de zonas habitadas, ainda que a altitudes elevadas.

Fonte: FAP






















A Força Aérea Portuguesa (FAP) confirmou que o estrondo de elevada intensidade registado durante o dia de ontem em várias localidades da região Centro teve origem numa missão operacional conduzida por uma aeronave F-16AM Fighting Falcon, ao largo da Figueira da Foz.

O fenómeno, amplamente reportado pela população e inicialmente envolto em incerteza, corresponde a um boom sónico, um efeito físico associado ao voo supersónico. Quando uma aeronave ultrapassa a velocidade do som (aproximadamente 1.235 km/h ao nível do mar, dependendo das condições atmosféricas), gera ondas de choque que se propagam até à superfície. Essas ondas acumulam-se e formam uma frente de pressão abrupta, percebida no solo como um estrondo seco e intenso.

Ao contrário de um ruído contínuo, o boom sónico caracteriza-se por um ou dois “bangs” distintos, resultantes da diferença de pressão entre a parte frontal e traseira da aeronave. A sua intensidade depende de vários fatores, incluindo altitude, velocidade, condições meteorológicas e geometria do voo.

Segundo a FAP, este tipo de ocorrência pode verificar-se no contexto de missões operacionais específicas que exigem voo em regime supersónico, nomeadamente para treino avançado, interceção aérea ou validação de procedimentos de prontidão. A instituição sublinha que tais operações são cuidadosamente planeadas e executadas em conformidade com as normas de segurança e regulamentação do espaço aéreo.

Apesar de não serem comuns sobre território continental, os voos supersónicos são uma componente essencial da preparação das tripulações e da capacidade de resposta da defesa aérea nacional. A Força Aérea reiterou que não houve qualquer risco para a população nem foram registados danos associados ao incidente.

O episódio gerou forte reação pública, refletindo o impacto que fenómenos desta natureza podem ter quando ocorrem em proximidade relativa de zonas habitadas, ainda que a altitudes elevadas.

Fonte: FAP






















sexta-feira, 24 de abril de 2026

Esquadra 751 “Pumas” – 48 anos a salvar vidas (1978–2026)

 

A Esquadra 751 “Pumas” da Força Aérea Portuguesa assinala 48 anos de uma história ímpar ao serviço de Portugal e da vida humana. Ao longo de quase meio século, esta unidade tornou-se sinónimo de coragem, prontidão e excelência operacional, materializando diariamente o seu lema: “Para que outros vivam”.

Criada em 1978, a Esquadra 751 nasceu com a missão de assegurar operações de busca e salvamento (SAR) numa das maiores áreas de responsabilidade da Europa. Essa área, correspondente às regiões de informação de voo de Lisboa e Santa Maria, abrange cerca de 5,6 milhões de quilómetros quadrados de oceano Atlântico, uma dimensão impressionante que evidencia o grau de exigência e responsabilidade atribuídos às tripulações portuguesas.

Desde o início da sua atividade, a esquadra operou o helicóptero SA-330 Puma, aeronave robusta e fiável que rapidamente se tornou o símbolo da unidade. Com o Puma, os “Pumas”, designação que perdura até hoje, realizaram milhares de missões de resgate, muitas em condições extremas, contribuindo decisivamente para a construção da reputação de excelência que caracteriza a esquadra. Durante décadas, estas aeronaves foram a espinha dorsal da capacidade SAR nacional, permitindo intervenções em alto-mar, evacuações médicas urgentes e apoio a embarcações e aeronaves em dificuldade.

O início do século XXI marcou uma nova era. Em 2005, a Esquadra 751 iniciou a transição para o moderno AgustaWestland EH-101 Merlin, entrando plenamente em operação no ano seguinte. Este helicóptero trouxe um salto qualitativo significativo, com maior autonomia, melhor capacidade de navegação em condições adversas, sistemas avançados de missão e maior alcance, permitindo responder com maior eficácia à vastidão da área SAR portuguesa. Além das missões de busca e salvamento, o Merlin passou também a desempenhar tarefas de evacuação médica, transporte e busca e salvamento em combate (CSAR).

Ao longo dos seus 48 anos, a Esquadra 751 acumulou marcos históricos de grande relevância. Entre eles destacam-se operações de resgate a centenas de quilómetros da costa, intervenções em condições meteorológicas severas e missões internacionais de apoio, nomeadamente em países como Espanha e Marrocos. Estas ações contribuíram para o reconhecimento internacional da esquadra como uma unidade de referência na área SAR.

Um dos números mais marcantes da sua história é o das vidas salvas. Ao longo de quase cinco décadas, a Esquadra 751 já resgatou mais de 5.000 pessoas, um feito extraordinário que representa milhares de histórias de sobrevivência e esperança. Cada missão bem-sucedida é o resultado de treino rigoroso, espírito de equipa e uma dedicação absoluta ao cumprimento da missão.

A presença permanente em destacamentos avançados foi outro fator essencial para o sucesso da esquadra. Na Madeira, o destacamento no Porto Santo garantiu durante décadas uma resposta rápida a emergências no arquipélago e nas rotas marítimas adjacentes. Nos Açores, o destacamento na Base Aérea N.º 4, nas Lajes, foi crucial para cobrir a vasta região do Atlântico Norte sob responsabilidade portuguesa, uma área particularmente exigente devido à distância, às condições meteorológicas e ao intenso tráfego aéreo e marítimo.

Contudo, a recente criação da Esquadra 752 “Fénix” veio introduzir uma nova dinâmica operacional. Com esta reorganização, os destacamentos permanentes da Esquadra 751 nos Açores foram desativados, passando essa responsabilidade a ser assegurada pela nova esquadra. Esta mudança permitiu uma melhor distribuição de meios e uma maior especialização, mantendo o mesmo compromisso de garantir a segurança e o salvamento de vidas humanas.

Hoje, aos 48 anos, a Esquadra 751 continua a afirmar-se como um dos pilares da Força Aérea Portuguesa. Com milhares de horas de voo acumuladas, uma vasta experiência operacional e uma cultura de missão profundamente enraizada, os “Pumas” permanecem uma referência incontornável no panorama internacional do busca e salvamento.

Mais do que números ou meios, o verdadeiro valor da Esquadra 751 reside nas suas pessoas. Homens e mulheres que, diariamente, enfrentam o desconhecido para cumprir uma missão onde cada segundo conta.

Ao celebrar este 48.º aniversário, celebra-se uma história feita de coragem, dedicação e humanidade e reafirma-se um compromisso que permanece inalterado desde 1978: estar sempre pronto, sempre presente, para que outros vivam.



















 

A Esquadra 751 “Pumas” da Força Aérea Portuguesa assinala 48 anos de uma história ímpar ao serviço de Portugal e da vida humana. Ao longo de quase meio século, esta unidade tornou-se sinónimo de coragem, prontidão e excelência operacional, materializando diariamente o seu lema: “Para que outros vivam”.

Criada em 1978, a Esquadra 751 nasceu com a missão de assegurar operações de busca e salvamento (SAR) numa das maiores áreas de responsabilidade da Europa. Essa área, correspondente às regiões de informação de voo de Lisboa e Santa Maria, abrange cerca de 5,6 milhões de quilómetros quadrados de oceano Atlântico, uma dimensão impressionante que evidencia o grau de exigência e responsabilidade atribuídos às tripulações portuguesas.

Desde o início da sua atividade, a esquadra operou o helicóptero SA-330 Puma, aeronave robusta e fiável que rapidamente se tornou o símbolo da unidade. Com o Puma, os “Pumas”, designação que perdura até hoje, realizaram milhares de missões de resgate, muitas em condições extremas, contribuindo decisivamente para a construção da reputação de excelência que caracteriza a esquadra. Durante décadas, estas aeronaves foram a espinha dorsal da capacidade SAR nacional, permitindo intervenções em alto-mar, evacuações médicas urgentes e apoio a embarcações e aeronaves em dificuldade.

O início do século XXI marcou uma nova era. Em 2005, a Esquadra 751 iniciou a transição para o moderno AgustaWestland EH-101 Merlin, entrando plenamente em operação no ano seguinte. Este helicóptero trouxe um salto qualitativo significativo, com maior autonomia, melhor capacidade de navegação em condições adversas, sistemas avançados de missão e maior alcance, permitindo responder com maior eficácia à vastidão da área SAR portuguesa. Além das missões de busca e salvamento, o Merlin passou também a desempenhar tarefas de evacuação médica, transporte e busca e salvamento em combate (CSAR).

Ao longo dos seus 48 anos, a Esquadra 751 acumulou marcos históricos de grande relevância. Entre eles destacam-se operações de resgate a centenas de quilómetros da costa, intervenções em condições meteorológicas severas e missões internacionais de apoio, nomeadamente em países como Espanha e Marrocos. Estas ações contribuíram para o reconhecimento internacional da esquadra como uma unidade de referência na área SAR.

Um dos números mais marcantes da sua história é o das vidas salvas. Ao longo de quase cinco décadas, a Esquadra 751 já resgatou mais de 5.000 pessoas, um feito extraordinário que representa milhares de histórias de sobrevivência e esperança. Cada missão bem-sucedida é o resultado de treino rigoroso, espírito de equipa e uma dedicação absoluta ao cumprimento da missão.

A presença permanente em destacamentos avançados foi outro fator essencial para o sucesso da esquadra. Na Madeira, o destacamento no Porto Santo garantiu durante décadas uma resposta rápida a emergências no arquipélago e nas rotas marítimas adjacentes. Nos Açores, o destacamento na Base Aérea N.º 4, nas Lajes, foi crucial para cobrir a vasta região do Atlântico Norte sob responsabilidade portuguesa, uma área particularmente exigente devido à distância, às condições meteorológicas e ao intenso tráfego aéreo e marítimo.

Contudo, a recente criação da Esquadra 752 “Fénix” veio introduzir uma nova dinâmica operacional. Com esta reorganização, os destacamentos permanentes da Esquadra 751 nos Açores foram desativados, passando essa responsabilidade a ser assegurada pela nova esquadra. Esta mudança permitiu uma melhor distribuição de meios e uma maior especialização, mantendo o mesmo compromisso de garantir a segurança e o salvamento de vidas humanas.

Hoje, aos 48 anos, a Esquadra 751 continua a afirmar-se como um dos pilares da Força Aérea Portuguesa. Com milhares de horas de voo acumuladas, uma vasta experiência operacional e uma cultura de missão profundamente enraizada, os “Pumas” permanecem uma referência incontornável no panorama internacional do busca e salvamento.

Mais do que números ou meios, o verdadeiro valor da Esquadra 751 reside nas suas pessoas. Homens e mulheres que, diariamente, enfrentam o desconhecido para cumprir uma missão onde cada segundo conta.

Ao celebrar este 48.º aniversário, celebra-se uma história feita de coragem, dedicação e humanidade e reafirma-se um compromisso que permanece inalterado desde 1978: estar sempre pronto, sempre presente, para que outros vivam.