sexta-feira, 3 de julho de 2026

Black Hawk chegam ao Exército: Portugal assina contrato histórico em Miami

 

O Exército Português deu mais um passo na concretização da sua futura capacidade de asa rotativa com a assinatura, em Miami, Estados Unidos da América, do acordo relativo ao contrato celebrado entre a NATO Support and Procurement Agency (NSPA) e a empresa Sahar Group para a aquisição dos helicópteros UH-60 Black Hawk, no âmbito do Projeto Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação (HAPE).

A cerimónia, realizada na presença de representantes da NSPA, da indústria e da delegação portuguesa, assinala a entrada numa nova fase daquele que é considerado um dos mais importantes projetos de modernização do Exército Português das últimas décadas. Através deste programa, Portugal recuperará uma capacidade de helicópteros orgânica para o Exército, inexistente desde a extinção da Aviação Ligeira do Exército, reforçando significativamente a mobilidade e a autonomia das forças terrestres.

A contratação através da NSPA garante não apenas um processo de aquisição enquadrado pelos mecanismos da NATO, mas também uma solução que privilegia a interoperabilidade, o apoio logístico integrado e a sustentabilidade da futura frota. A Sahar Group será responsável pelo fornecimento das aeronaves e dos respetivos serviços de apoio, assegurando igualmente parte da logística associada ao programa.

Os UH-60 Black Hawk, fabricados pela norte-americana Sikorsky, pertencente ao grupo Lockheed Martin, constituem uma das plataformas de asa rotativa mais reconhecidas e utilizadas no mundo, encontrando-se ao serviço de mais de três dezenas de países e acumulando milhões de horas de voo em operações militares, humanitárias e de proteção civil.

Com uma elevada capacidade de transporte, grande robustez estrutural e comprovada fiabilidade operacional, os Black Hawk serão empregues numa vasta gama de missões, incluindo transporte tático de tropas, infiltração e exfiltração de forças, evacuação médica (MEDEVAC), operações de busca e salvamento, apoio logístico, comando e controlo, bem como proteção de forças em ambientes operacionais complexos.

Paralelamente à sua utilização militar, estas aeronaves poderão desempenhar um papel relevante no Apoio Militar de Emergência, participando em missões de combate aos incêndios rurais, evacuação de populações, resposta a catástrofes naturais e apoio às autoridades nacionais em situações de crise, reforçando a capacidade de resposta do Estado perante emergências de grande dimensão.

O Projeto HAPE integra a Lei de Programação Militar e contempla não apenas a aquisição dos helicópteros, mas também a formação de pilotos e técnicos de manutenção, a aquisição de simuladores e equipamentos de apoio, bem como a adaptação das infraestruturas do Aeródromo Militar de Tancos, onde ficará sediada a futura Unidade de Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação.

Esta nova capacidade permitirá ao Exército Português aumentar significativamente a rapidez de projeção das suas forças, melhorar a resposta em operações nacionais e internacionais e reforçar o cumprimento dos compromissos assumidos por Portugal no quadro da NATO e da União Europeia.

A assinatura do contrato em Miami representa, por isso, muito mais do que a aquisição de uma nova frota de helicópteros. Constitui um marco na transformação do Exército Português, devolvendo-lhe uma capacidade aérea própria que potenciará a mobilidade, a proteção e o apoio às forças terrestres durante as próximas décadas.

Com a entrada em serviço dos UH-60 Black Hawk, prevista para os próximos anos, Portugal reforça o investimento na modernização das suas Forças Armadas, dotando o Exército de um meio moderno, versátil e interoperável, preparado para responder tanto aos desafios do combate moderno como às missões de apoio à população em território nacional.

Fotos: Exercito 
























 

O Exército Português deu mais um passo na concretização da sua futura capacidade de asa rotativa com a assinatura, em Miami, Estados Unidos da América, do acordo relativo ao contrato celebrado entre a NATO Support and Procurement Agency (NSPA) e a empresa Sahar Group para a aquisição dos helicópteros UH-60 Black Hawk, no âmbito do Projeto Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação (HAPE).

A cerimónia, realizada na presença de representantes da NSPA, da indústria e da delegação portuguesa, assinala a entrada numa nova fase daquele que é considerado um dos mais importantes projetos de modernização do Exército Português das últimas décadas. Através deste programa, Portugal recuperará uma capacidade de helicópteros orgânica para o Exército, inexistente desde a extinção da Aviação Ligeira do Exército, reforçando significativamente a mobilidade e a autonomia das forças terrestres.

A contratação através da NSPA garante não apenas um processo de aquisição enquadrado pelos mecanismos da NATO, mas também uma solução que privilegia a interoperabilidade, o apoio logístico integrado e a sustentabilidade da futura frota. A Sahar Group será responsável pelo fornecimento das aeronaves e dos respetivos serviços de apoio, assegurando igualmente parte da logística associada ao programa.

Os UH-60 Black Hawk, fabricados pela norte-americana Sikorsky, pertencente ao grupo Lockheed Martin, constituem uma das plataformas de asa rotativa mais reconhecidas e utilizadas no mundo, encontrando-se ao serviço de mais de três dezenas de países e acumulando milhões de horas de voo em operações militares, humanitárias e de proteção civil.

Com uma elevada capacidade de transporte, grande robustez estrutural e comprovada fiabilidade operacional, os Black Hawk serão empregues numa vasta gama de missões, incluindo transporte tático de tropas, infiltração e exfiltração de forças, evacuação médica (MEDEVAC), operações de busca e salvamento, apoio logístico, comando e controlo, bem como proteção de forças em ambientes operacionais complexos.

Paralelamente à sua utilização militar, estas aeronaves poderão desempenhar um papel relevante no Apoio Militar de Emergência, participando em missões de combate aos incêndios rurais, evacuação de populações, resposta a catástrofes naturais e apoio às autoridades nacionais em situações de crise, reforçando a capacidade de resposta do Estado perante emergências de grande dimensão.

O Projeto HAPE integra a Lei de Programação Militar e contempla não apenas a aquisição dos helicópteros, mas também a formação de pilotos e técnicos de manutenção, a aquisição de simuladores e equipamentos de apoio, bem como a adaptação das infraestruturas do Aeródromo Militar de Tancos, onde ficará sediada a futura Unidade de Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação.

Esta nova capacidade permitirá ao Exército Português aumentar significativamente a rapidez de projeção das suas forças, melhorar a resposta em operações nacionais e internacionais e reforçar o cumprimento dos compromissos assumidos por Portugal no quadro da NATO e da União Europeia.

A assinatura do contrato em Miami representa, por isso, muito mais do que a aquisição de uma nova frota de helicópteros. Constitui um marco na transformação do Exército Português, devolvendo-lhe uma capacidade aérea própria que potenciará a mobilidade, a proteção e o apoio às forças terrestres durante as próximas décadas.

Com a entrada em serviço dos UH-60 Black Hawk, prevista para os próximos anos, Portugal reforça o investimento na modernização das suas Forças Armadas, dotando o Exército de um meio moderno, versátil e interoperável, preparado para responder tanto aos desafios do combate moderno como às missões de apoio à população em território nacional.

Fotos: Exercito 
























quarta-feira, 1 de julho de 2026

P-3C CUP+ da Força Aérea Portuguesa está a opera nos Bálticos em missão da NATO

A Força Aérea Portuguesa voltou a projetar uma das suas mais importantes capacidades de vigilância marítima para o flanco leste da NATO. Desde 22 de junho e até 22 de julho, um destacamento composto por 38 militares e uma aeronave P-3C CUP+ Orion encontra-se destacado na Base Aérea de Ämari, na Estónia, no âmbito da missão Assurance Measures 2026.

Esta operação integra o conjunto de medidas implementadas pela Aliança Atlântica para reforçar a presença e a capacidade de resposta na região do Mar Báltico, numa altura em que a segurança no flanco oriental continua a assumir uma importância estratégica acrescida. A missão tem como objetivo principal contribuir para a vigilância e segurança marítima através da realização de voos de Reconhecimento, Vigilância e Informações (ISR – Intelligence, Surveillance and Reconnaissance).

Operando a partir da Base Aérea de Ämari, o P-3C CUP+ português efetua patrulhas sobre o Mar Báltico, recolhendo informação sobre a atividade marítima e contribuindo para a criação de uma imagem operacional comum entre os aliados da NATO. Este tipo de missões permite monitorizar o tráfego naval, identificar movimentos de interesse e apoiar o conhecimento situacional numa das regiões mais sensíveis da Europa.

O P-3C CUP+ é uma das plataformas mais versáteis da Força Aérea Portuguesa. Dotado de uma autonomia que pode ultrapassar as 15 horas de voo, combina radar de vigilância marítima, sensores eletro-óticos e infravermelhos, sistemas de guerra eletrónica e capacidade de processamento de grandes volumes de informação em tempo real. Estas características tornam-no particularmente adequado para missões de patrulhamento marítimo, guerra antissubmarina, guerra antissuperfície, busca e salvamento (SAR) e recolha de informações.

A participação portuguesa demonstra igualmente a elevada prontidão operacional da Esquadra 601 "Lobos", sediada na Base Aérea N.º 11, em Beja, cuja experiência em operações internacionais se estende por teatros como o Mediterrâneo, o Atlântico e o Oceano Índico, onde os P-3 portugueses participaram em missões da NATO e da União Europeia de vigilância marítima, combate à pirataria e controlo de atividades ilícitas.

A missão Assurance Measures 2026 representa mais um contributo de Portugal para o esforço coletivo de dissuasão e defesa da NATO. Ao lado de outros destacamentos aliados presentes na região, o destacamento português reforça a capacidade de vigilância marítima do Mar Báltico, contribuindo para a estabilidade regional e para a segurança das linhas de comunicação marítimas.

Este destacamento evidencia ainda a crescente relevância da componente aérea portuguesa nas missões internacionais da Aliança. Paralelamente ao destacamento do P-3C CUP+, Portugal mantém igualmente meios F-16AM destacados em Ämari no âmbito da missão NATO Enhanced Air Policing, demonstrando a capacidade da Força Aérea em sustentar operações simultâneas de policiamento aéreo e vigilância marítima no flanco leste da Europa. 

Fotos: via EMGFA e FAP











A Força Aérea Portuguesa voltou a projetar uma das suas mais importantes capacidades de vigilância marítima para o flanco leste da NATO. Desde 22 de junho e até 22 de julho, um destacamento composto por 38 militares e uma aeronave P-3C CUP+ Orion encontra-se destacado na Base Aérea de Ämari, na Estónia, no âmbito da missão Assurance Measures 2026.

Esta operação integra o conjunto de medidas implementadas pela Aliança Atlântica para reforçar a presença e a capacidade de resposta na região do Mar Báltico, numa altura em que a segurança no flanco oriental continua a assumir uma importância estratégica acrescida. A missão tem como objetivo principal contribuir para a vigilância e segurança marítima através da realização de voos de Reconhecimento, Vigilância e Informações (ISR – Intelligence, Surveillance and Reconnaissance).

Operando a partir da Base Aérea de Ämari, o P-3C CUP+ português efetua patrulhas sobre o Mar Báltico, recolhendo informação sobre a atividade marítima e contribuindo para a criação de uma imagem operacional comum entre os aliados da NATO. Este tipo de missões permite monitorizar o tráfego naval, identificar movimentos de interesse e apoiar o conhecimento situacional numa das regiões mais sensíveis da Europa.

O P-3C CUP+ é uma das plataformas mais versáteis da Força Aérea Portuguesa. Dotado de uma autonomia que pode ultrapassar as 15 horas de voo, combina radar de vigilância marítima, sensores eletro-óticos e infravermelhos, sistemas de guerra eletrónica e capacidade de processamento de grandes volumes de informação em tempo real. Estas características tornam-no particularmente adequado para missões de patrulhamento marítimo, guerra antissubmarina, guerra antissuperfície, busca e salvamento (SAR) e recolha de informações.

A participação portuguesa demonstra igualmente a elevada prontidão operacional da Esquadra 601 "Lobos", sediada na Base Aérea N.º 11, em Beja, cuja experiência em operações internacionais se estende por teatros como o Mediterrâneo, o Atlântico e o Oceano Índico, onde os P-3 portugueses participaram em missões da NATO e da União Europeia de vigilância marítima, combate à pirataria e controlo de atividades ilícitas.

A missão Assurance Measures 2026 representa mais um contributo de Portugal para o esforço coletivo de dissuasão e defesa da NATO. Ao lado de outros destacamentos aliados presentes na região, o destacamento português reforça a capacidade de vigilância marítima do Mar Báltico, contribuindo para a estabilidade regional e para a segurança das linhas de comunicação marítimas.

Este destacamento evidencia ainda a crescente relevância da componente aérea portuguesa nas missões internacionais da Aliança. Paralelamente ao destacamento do P-3C CUP+, Portugal mantém igualmente meios F-16AM destacados em Ämari no âmbito da missão NATO Enhanced Air Policing, demonstrando a capacidade da Força Aérea em sustentar operações simultâneas de policiamento aéreo e vigilância marítima no flanco leste da Europa. 

Fotos: via EMGFA e FAP











Viana do Castelo celebra o 74.º aniversário da Força Aérea Portuguesa

Criada em 1 de julho de 1952, a Força Aérea Portuguesa assinala este ano 74 anos de serviço ao País. Ao longo de mais de sete décadas, tem assegurado a defesa do espaço aéreo nacional, realizado missões de busca e salvamento, transporte aéreo, evacuações médicas, vigilância marítima, combate aos incêndios rurais e participado em operações internacionais, mantendo um compromisso permanente com a segurança e o bem-estar dos portugueses.

As comemorações do 74.º aniversário da Força Aérea Portuguesa decorrem em Viana do Castelo, cidade que este ano acolhe as celebrações oficiais da Instituição. Sob o lema "A Voar no Coração de Viana", a Força Aérea iniciou em 27 de junho até 5 de julho, um vasto programa de iniciativas destinado a aproximar os portugueses da sua missão, das suas capacidades e, sobretudo, das mulheres e dos homens que diariamente servem Portugal.

Depois do arranque das comemorações no passado fim de semana, as atividades prosseguem ao longo dos próximos dias, proporcionando aos visitantes diversas oportunidades para conhecer de perto a Força Aérea e interagir com os seus militares e equipamentos.

No dia 1 de julho, data em que se assinala oficialmente o aniversário da Instituição, o programa inclui atividades desportivas "Kids Athletics", no Jardim da Marina, e "Treina com a Força Aérea", na Praia do Cabedelo, ambas entre as 10h00 e as 12h00. Pelas 10h45 será inaugurado um monumento evocativo do 74.º Aniversário da Força Aérea, na Praça Marquês Júnior, seguindo-se, às 21h30, um Concerto Popular da Banda de Música da Força Aérea, em Vila Nova de Anha.

Nos dias 2 e 3 de julho, a Praia do Cabedelo volta a receber o Circuito de Obstáculos, uma atividade destinada a desafiar participantes de todas as idades, decorrendo entre as 10h00 e as 12h00 e das 15h00 às 17h00. Na noite de 2 de julho, às 21h30, a Banda de Música da Força Aérea atua no Largo das Neves, num concerto de entrada livre.

A 4 de julho realiza-se a Cerimónia Militar comemorativa do Dia da Força Aérea, junto à estátua de João Álvares Fagundes, pelas 10h30. Nesse mesmo dia, às 21h30, o Teatro Municipal Sá de Miranda recebe o Concerto Oficial da Banda de Música da Força Aérea, um dos momentos culturais mais emblemáticos das celebrações.

O encerramento está reservado para 5 de julho, começando com a Celebração Eucarística e Sufrágio, às 10h00, na Igreja da Sagrada Família. O ponto alto das comemorações acontece às 16h00, com a demonstração de capacidades aéreas das aeronaves da Força Aérea sobre a zona ribeirinha de Viana do Castelo, proporcionando ao público a oportunidade de assistir à atuação de alguns dos meios aéreos ao serviço da Instituição. As celebrações terminam às 18h00, com o arriar das bandeiras e o encerramento da Exposição Força Aérea, no Centro Cultural de Viana do Castelo.

Ao longo de todo o período das comemorações, até 5 de julho, mantém-se patente na Estação Viana Shopping a exposição infográfica "História da Força Aérea", permitindo aos visitantes conhecer a evolução da aviação militar portuguesa e os principais marcos dos seus 74 anos de existência.


Mais do que assinalar uma efeméride, estas comemorações reforçam a proximidade entre a Força Aérea e a sociedade, dando a conhecer a sua missão, as suas capacidades e o trabalho desenvolvido diariamente pelos seus militares e civis. Durante estes dias, Viana do Castelo afirma-se como a capital da aviação militar portuguesa, celebrando uma instituição que, há 74 anos, serve Portugal e os portugueses.

Fonte: FAP





























Criada em 1 de julho de 1952, a Força Aérea Portuguesa assinala este ano 74 anos de serviço ao País. Ao longo de mais de sete décadas, tem assegurado a defesa do espaço aéreo nacional, realizado missões de busca e salvamento, transporte aéreo, evacuações médicas, vigilância marítima, combate aos incêndios rurais e participado em operações internacionais, mantendo um compromisso permanente com a segurança e o bem-estar dos portugueses.

As comemorações do 74.º aniversário da Força Aérea Portuguesa decorrem em Viana do Castelo, cidade que este ano acolhe as celebrações oficiais da Instituição. Sob o lema "A Voar no Coração de Viana", a Força Aérea iniciou em 27 de junho até 5 de julho, um vasto programa de iniciativas destinado a aproximar os portugueses da sua missão, das suas capacidades e, sobretudo, das mulheres e dos homens que diariamente servem Portugal.

Depois do arranque das comemorações no passado fim de semana, as atividades prosseguem ao longo dos próximos dias, proporcionando aos visitantes diversas oportunidades para conhecer de perto a Força Aérea e interagir com os seus militares e equipamentos.

No dia 1 de julho, data em que se assinala oficialmente o aniversário da Instituição, o programa inclui atividades desportivas "Kids Athletics", no Jardim da Marina, e "Treina com a Força Aérea", na Praia do Cabedelo, ambas entre as 10h00 e as 12h00. Pelas 10h45 será inaugurado um monumento evocativo do 74.º Aniversário da Força Aérea, na Praça Marquês Júnior, seguindo-se, às 21h30, um Concerto Popular da Banda de Música da Força Aérea, em Vila Nova de Anha.

Nos dias 2 e 3 de julho, a Praia do Cabedelo volta a receber o Circuito de Obstáculos, uma atividade destinada a desafiar participantes de todas as idades, decorrendo entre as 10h00 e as 12h00 e das 15h00 às 17h00. Na noite de 2 de julho, às 21h30, a Banda de Música da Força Aérea atua no Largo das Neves, num concerto de entrada livre.

A 4 de julho realiza-se a Cerimónia Militar comemorativa do Dia da Força Aérea, junto à estátua de João Álvares Fagundes, pelas 10h30. Nesse mesmo dia, às 21h30, o Teatro Municipal Sá de Miranda recebe o Concerto Oficial da Banda de Música da Força Aérea, um dos momentos culturais mais emblemáticos das celebrações.

O encerramento está reservado para 5 de julho, começando com a Celebração Eucarística e Sufrágio, às 10h00, na Igreja da Sagrada Família. O ponto alto das comemorações acontece às 16h00, com a demonstração de capacidades aéreas das aeronaves da Força Aérea sobre a zona ribeirinha de Viana do Castelo, proporcionando ao público a oportunidade de assistir à atuação de alguns dos meios aéreos ao serviço da Instituição. As celebrações terminam às 18h00, com o arriar das bandeiras e o encerramento da Exposição Força Aérea, no Centro Cultural de Viana do Castelo.

Ao longo de todo o período das comemorações, até 5 de julho, mantém-se patente na Estação Viana Shopping a exposição infográfica "História da Força Aérea", permitindo aos visitantes conhecer a evolução da aviação militar portuguesa e os principais marcos dos seus 74 anos de existência.


Mais do que assinalar uma efeméride, estas comemorações reforçam a proximidade entre a Força Aérea e a sociedade, dando a conhecer a sua missão, as suas capacidades e o trabalho desenvolvido diariamente pelos seus militares e civis. Durante estes dias, Viana do Castelo afirma-se como a capital da aviação militar portuguesa, celebrando uma instituição que, há 74 anos, serve Portugal e os portugueses.

Fonte: FAP





























terça-feira, 30 de junho de 2026

O adeus ao C-2 Greyhound e a minha aventura a bordo de um porta-aviões da U.S. Navy...

 

Durante quase seis décadas, o Grumman C-2A Greyhound desempenhou uma das missões mais discretas, mas também mais importantes da aviação naval norte-americana. Responsável pelas missões de Carrier Onboard Delivery (COD), assegurava diariamente a ligação entre as bases em terra e os porta-aviões da U.S. Navy, transportando pessoal, correio, peças sobressalentes, motores aeronáuticos e outro material indispensável ao funcionamento de um grupo de batalha naval. Em junho de 2026, esta notável aeronave realizou a sua última aterragem e a sua última descolagem por catapulta de um porta-aviões, encerrando uma carreira operacional com cerca de sessenta anos. Ao conhecer esta notícia, foi inevitável recordar uma das experiências mais marcantes da minha vida enquanto fotógrafo e jornalista de aviação.

Tudo aconteceu em outubro de 2012.

Nessa altura tive o privilégio de embarcar num C-2A Greyhound no Aeroporto Internacional do Bahrain com destino ao porta-aviões USS John C. Stennis (CVN-74), que navegava no Mar Arábico, na companhia do meu amigo J. Munkelt Gonçalves. Era uma oportunidade única para acompanharmos, durante dois dias, a atividade operacional de um dos maiores navios de guerra do mundo, numa fase em que participava nas operações de apoio às forças dos Estados Unidos e da NATO destacadas no Afeganistão.

O voo até ao porta-aviões foi, por si só, uma experiência extraordinária. Depois de abandonar a costa do Bahrain e sobrevoar o Mar Arábico, a imensidão azul deu lugar a uma pequena silhueta cinzenta no horizonte. À medida que nos aproximávamos, tornava-se impressionante perceber como uma cidade flutuante emergia do oceano. Poucos minutos depois vivi, pela primeira vez, uma aterragem enganchada num porta-aviões. O impacto no convés, seguido da brusca desaceleração provocada pelo cabo de retenção, foi uma sensação impossível de descrever plenamente. Em apenas alguns segundos, o avião passava de uma velocidade superior a 200 km/h para a imobilização total.

Durante a permanência a bordo do USS John C. Stennis tivemos a oportunidade de testemunhar de perto o extraordinário ritmo operacional do convés de voo. Caças descolavam e aterravam praticamente sem interrupção, helicópteros cumpriam as suas missões de apoio e vigilância, enquanto os E-2C Hawkeye asseguravam a vigilância aérea do grupo de batalha. Cada movimento obedecia a uma coordenação absolutamente rigorosa, onde centenas de militares desempenhavam funções perfeitamente sincronizadas num ambiente exigente, ruidoso e, simultaneamente, fascinante.

Para mim, um dos aspetos mais gratificantes desta visita foi poder fotografar toda esta atividade operacional. Ao longo daqueles dois dias tive acesso a cenários que poucos civis têm oportunidade de observar tão de perto: as operações de voo, a preparação das aeronaves, o trabalho das equipas de manutenção e a intensidade permanente que caracteriza um porta-aviões em missão. Cada fotografia captada tornou-se um registo documental de uma realidade que dificilmente se repete.

Mas a aventura ainda reservaria um último momento inesquecível.

No regresso ao Bahrain voltámos a embarcar no mesmo C-2 Greyhound. Desta vez, a emoção começou antes mesmo da descolagem. Posicionado na catapulta do porta-aviões, o avião aguardou apenas alguns segundos até que toda a potência dos motores estivesse estabilizada. Num instante, fui literalmente projetado para a frente quando a catapulta lançou a aeronave do convés para o céu. A aceleração é brutal, impossível de comparar com qualquer descolagem convencional. Em poucos segundos, deixávamos para trás o USS John C. Stennis e regressávamos ao continente, terminando uma aventura que permanecerá para sempre entre as experiências mais extraordinárias que alguma vez vivi.

Foi por isso que acompanhei com alguma emoção a notícia do fim da carreira operacional do C-2 Greyhound. No passado dia 25 de junho de 2026, um aparelho do VRC-40 "Rawhides" efetuou a última aterragem enganchada e a derradeira descolagem por catapulta de um Greyhound a bordo do porta-aviões USS Nimitz (CVN-68). A missão logística passou agora a ser assegurada pelo CMV-22B Osprey, encerrando definitivamente um capítulo iniciado em meados da década de 1960.

Para a maioria das pessoas, o Greyhound era apenas um avião de transporte. Para mim, será sempre muito mais do que isso. Será a aeronave que me abriu as portas de um porta-aviões da U.S. Navy em plena missão operacional, permitindo-me viver, durante dois dias, uma experiência absolutamente única e testemunhar de perto uma das mais impressionantes demonstrações de poder naval da atualidade.

Agora que o C-2 Greyhound passou definitivamente à história, dou ainda mais valor à oportunidade que tive de voar naquela aeronave. Sem o saber, vivi um pequeno pedaço da história da aviação naval norte-americana. Hoje, essas recordações, bem como as fotografias captadas a bordo do USS John C. Stennis, ganharam um significado ainda mais especial, tornando-se o testemunho de uma aeronave que, durante sessenta anos, ligou o mar à terra e acompanhou praticamente todas as grandes operações da U.S. Navy. Fiquem bem, Jorge Ruivo





















 

Durante quase seis décadas, o Grumman C-2A Greyhound desempenhou uma das missões mais discretas, mas também mais importantes da aviação naval norte-americana. Responsável pelas missões de Carrier Onboard Delivery (COD), assegurava diariamente a ligação entre as bases em terra e os porta-aviões da U.S. Navy, transportando pessoal, correio, peças sobressalentes, motores aeronáuticos e outro material indispensável ao funcionamento de um grupo de batalha naval. Em junho de 2026, esta notável aeronave realizou a sua última aterragem e a sua última descolagem por catapulta de um porta-aviões, encerrando uma carreira operacional com cerca de sessenta anos. Ao conhecer esta notícia, foi inevitável recordar uma das experiências mais marcantes da minha vida enquanto fotógrafo e jornalista de aviação.

Tudo aconteceu em outubro de 2012.

Nessa altura tive o privilégio de embarcar num C-2A Greyhound no Aeroporto Internacional do Bahrain com destino ao porta-aviões USS John C. Stennis (CVN-74), que navegava no Mar Arábico, na companhia do meu amigo J. Munkelt Gonçalves. Era uma oportunidade única para acompanharmos, durante dois dias, a atividade operacional de um dos maiores navios de guerra do mundo, numa fase em que participava nas operações de apoio às forças dos Estados Unidos e da NATO destacadas no Afeganistão.

O voo até ao porta-aviões foi, por si só, uma experiência extraordinária. Depois de abandonar a costa do Bahrain e sobrevoar o Mar Arábico, a imensidão azul deu lugar a uma pequena silhueta cinzenta no horizonte. À medida que nos aproximávamos, tornava-se impressionante perceber como uma cidade flutuante emergia do oceano. Poucos minutos depois vivi, pela primeira vez, uma aterragem enganchada num porta-aviões. O impacto no convés, seguido da brusca desaceleração provocada pelo cabo de retenção, foi uma sensação impossível de descrever plenamente. Em apenas alguns segundos, o avião passava de uma velocidade superior a 200 km/h para a imobilização total.

Durante a permanência a bordo do USS John C. Stennis tivemos a oportunidade de testemunhar de perto o extraordinário ritmo operacional do convés de voo. Caças descolavam e aterravam praticamente sem interrupção, helicópteros cumpriam as suas missões de apoio e vigilância, enquanto os E-2C Hawkeye asseguravam a vigilância aérea do grupo de batalha. Cada movimento obedecia a uma coordenação absolutamente rigorosa, onde centenas de militares desempenhavam funções perfeitamente sincronizadas num ambiente exigente, ruidoso e, simultaneamente, fascinante.

Para mim, um dos aspetos mais gratificantes desta visita foi poder fotografar toda esta atividade operacional. Ao longo daqueles dois dias tive acesso a cenários que poucos civis têm oportunidade de observar tão de perto: as operações de voo, a preparação das aeronaves, o trabalho das equipas de manutenção e a intensidade permanente que caracteriza um porta-aviões em missão. Cada fotografia captada tornou-se um registo documental de uma realidade que dificilmente se repete.

Mas a aventura ainda reservaria um último momento inesquecível.

No regresso ao Bahrain voltámos a embarcar no mesmo C-2 Greyhound. Desta vez, a emoção começou antes mesmo da descolagem. Posicionado na catapulta do porta-aviões, o avião aguardou apenas alguns segundos até que toda a potência dos motores estivesse estabilizada. Num instante, fui literalmente projetado para a frente quando a catapulta lançou a aeronave do convés para o céu. A aceleração é brutal, impossível de comparar com qualquer descolagem convencional. Em poucos segundos, deixávamos para trás o USS John C. Stennis e regressávamos ao continente, terminando uma aventura que permanecerá para sempre entre as experiências mais extraordinárias que alguma vez vivi.

Foi por isso que acompanhei com alguma emoção a notícia do fim da carreira operacional do C-2 Greyhound. No passado dia 25 de junho de 2026, um aparelho do VRC-40 "Rawhides" efetuou a última aterragem enganchada e a derradeira descolagem por catapulta de um Greyhound a bordo do porta-aviões USS Nimitz (CVN-68). A missão logística passou agora a ser assegurada pelo CMV-22B Osprey, encerrando definitivamente um capítulo iniciado em meados da década de 1960.

Para a maioria das pessoas, o Greyhound era apenas um avião de transporte. Para mim, será sempre muito mais do que isso. Será a aeronave que me abriu as portas de um porta-aviões da U.S. Navy em plena missão operacional, permitindo-me viver, durante dois dias, uma experiência absolutamente única e testemunhar de perto uma das mais impressionantes demonstrações de poder naval da atualidade.

Agora que o C-2 Greyhound passou definitivamente à história, dou ainda mais valor à oportunidade que tive de voar naquela aeronave. Sem o saber, vivi um pequeno pedaço da história da aviação naval norte-americana. Hoje, essas recordações, bem como as fotografias captadas a bordo do USS John C. Stennis, ganharam um significado ainda mais especial, tornando-se o testemunho de uma aeronave que, durante sessenta anos, ligou o mar à terra e acompanhou praticamente todas as grandes operações da U.S. Navy. Fiquem bem, Jorge Ruivo





















domingo, 28 de junho de 2026

KC-390 portugueses concluem com sucesso ponte aérea humanitária para a Venezuela

As duas aeronaves KC-390 da Força Aérea Portuguesa concluíram com sucesso a missão de transporte da Força Conjunta Nacional destacada para a Venezuela, aterrando em Caracas durante a tarde de sábado, após um voo que incluiu escalas técnicas em Cabo Verde e na Martinica.

Os dois aviões, operados pela Esquadra 506 "Rinocerontes", transportaram 64 operacionais e cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária destinada a apoiar as populações afetadas pelos violentos sismos que recentemente atingiram aquele país sul-americano. A primeira aeronave aterrou às 13h45 e a segunda às 14h40 (hora de Portugal Continental), concluindo uma missão coordenada pelo Comando Conjunto para as Operações Militares do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

A operação envolveu militares e especialistas da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), reunindo capacidades de busca e salvamento urbano, recuperação de vítimas, resposta a catástrofes e apoio médico de emergência.

A carga transportada incluiu equipamentos de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores, bens alimentares e outros artigos essenciais para apoiar as operações de socorro no terreno.

A missão voltou a demonstrar uma das principais valências do KC-390 Millennium: a capacidade de projetar rapidamente meios humanos e materiais para qualquer ponto do globo. Com elevada velocidade de cruzeiro, grande capacidade de carga e autonomia suficiente para operar em rotas intercontinentais, a aeronave permite à Força Aérea responder de forma eficaz a situações de emergência internacional.

As escalas realizadas em Cabo Verde e na ilha da Martinica permitiram o reabastecimento das aeronaves antes da chegada ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, garantindo a continuidade da operação sem incidentes.

A missão resultou de um esforço conjunto entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Defesa Nacional, o Ministério da Administração Interna e o Ministério da Saúde, refletindo o compromisso de Portugal na resposta a crises internacionais e no apoio à significativa comunidade portuguesa e lusodescendente residente na Venezuela.

Mais do que um simples transporte aéreo, a operação evidenciou a capacidade das Forças Armadas Portuguesas para planear, coordenar e executar missões conjuntas de elevado grau de exigência, colocando em evidência a versatilidade do KC-390 como plataforma estratégica de transporte militar e humanitário.

Nos últimos anos, a aeronave tem vindo a afirmar-se como um dos principais meios da Força Aérea Portuguesa, sendo empregue em missões de transporte logístico, evacuações médicas, apoio a operações militares e ações de ajuda humanitária, confirmando a sua importância crescente na capacidade de projeção nacional e internacional de Portugal. A missão agora concluída na Venezuela constitui mais um exemplo da rapidez de resposta e da flexibilidade operacional proporcionadas pelo KC-390, num contexto em que a assistência humanitária exige mobilização imediata de pessoas, equipamentos e recursos.

Fotos: via FAP
















As duas aeronaves KC-390 da Força Aérea Portuguesa concluíram com sucesso a missão de transporte da Força Conjunta Nacional destacada para a Venezuela, aterrando em Caracas durante a tarde de sábado, após um voo que incluiu escalas técnicas em Cabo Verde e na Martinica.

Os dois aviões, operados pela Esquadra 506 "Rinocerontes", transportaram 64 operacionais e cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária destinada a apoiar as populações afetadas pelos violentos sismos que recentemente atingiram aquele país sul-americano. A primeira aeronave aterrou às 13h45 e a segunda às 14h40 (hora de Portugal Continental), concluindo uma missão coordenada pelo Comando Conjunto para as Operações Militares do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

A operação envolveu militares e especialistas da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), reunindo capacidades de busca e salvamento urbano, recuperação de vítimas, resposta a catástrofes e apoio médico de emergência.

A carga transportada incluiu equipamentos de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores, bens alimentares e outros artigos essenciais para apoiar as operações de socorro no terreno.

A missão voltou a demonstrar uma das principais valências do KC-390 Millennium: a capacidade de projetar rapidamente meios humanos e materiais para qualquer ponto do globo. Com elevada velocidade de cruzeiro, grande capacidade de carga e autonomia suficiente para operar em rotas intercontinentais, a aeronave permite à Força Aérea responder de forma eficaz a situações de emergência internacional.

As escalas realizadas em Cabo Verde e na ilha da Martinica permitiram o reabastecimento das aeronaves antes da chegada ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, garantindo a continuidade da operação sem incidentes.

A missão resultou de um esforço conjunto entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Defesa Nacional, o Ministério da Administração Interna e o Ministério da Saúde, refletindo o compromisso de Portugal na resposta a crises internacionais e no apoio à significativa comunidade portuguesa e lusodescendente residente na Venezuela.

Mais do que um simples transporte aéreo, a operação evidenciou a capacidade das Forças Armadas Portuguesas para planear, coordenar e executar missões conjuntas de elevado grau de exigência, colocando em evidência a versatilidade do KC-390 como plataforma estratégica de transporte militar e humanitário.

Nos últimos anos, a aeronave tem vindo a afirmar-se como um dos principais meios da Força Aérea Portuguesa, sendo empregue em missões de transporte logístico, evacuações médicas, apoio a operações militares e ações de ajuda humanitária, confirmando a sua importância crescente na capacidade de projeção nacional e internacional de Portugal. A missão agora concluída na Venezuela constitui mais um exemplo da rapidez de resposta e da flexibilidade operacional proporcionadas pelo KC-390, num contexto em que a assistência humanitária exige mobilização imediata de pessoas, equipamentos e recursos.

Fotos: via FAP
















sábado, 27 de junho de 2026

Portugal mobiliza missão humanitária - Força Aérea leva esperança à Venezuela

Portugal respondeu rapidamente à tragédia provocada pelos fortes sismos que atingiram a Venezuela, mobilizando uma Força Conjunta Nacional de ajuda humanitária para apoiar as operações de busca, salvamento e assistência às populações afetadas.

Ao final da tarde de sexta-feira, dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa descolaram da Base Aérea N.º 11, em Beja, transportando 64 operacionais e cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária. A missão foi coordenada pelo Comando Conjunto para as Operações Militares do Estado-Maior-General das Forças Armadas e resulta de um esforço conjunto que reúne capacidades especializadas de busca e salvamento em estruturas colapsadas, resposta médica de emergência e apoio logístico às populações atingidas.

A bordo das aeronaves seguem equipamentos de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores, bens alimentares e outros artigos essenciais destinados a reforçar a capacidade de resposta das autoridades venezuelanas.

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General João Cartaxo Alves, esteve presente na Base Aérea de Beja para assinalar a partida da força conjunta, sublinhando o empenhamento das Forças Armadas Portuguesas em missões de solidariedade internacional e de resposta a catástrofes.

Esta operação demonstra a capacidade expedicionária das Forças Armadas Portuguesas e a versatilidade do KC-390, aeronave que permite projetar rapidamente pessoas, equipamentos e apoio humanitário para qualquer ponto do mundo, desempenhando um papel fundamental em missões de proteção civil e assistência internacional.

A decisão de Portugal reveste-se de especial significado devido à forte comunidade portuguesa e lusodescendente residente na Venezuela, uma das maiores da América Latina. Os sismos provocaram centenas de vítimas mortais e milhares de feridos, afetando também cidadãos portugueses e lusodescendentes, o que reforçou a urgência da resposta nacional.

A missão constitui mais um exemplo do compromisso de Portugal com a solidariedade internacional, colocando as capacidades militares ao serviço da ajuda humanitária e da proteção de vidas humanas em situações de emergência.

Fonte e Fotos: via EMGFA














Portugal respondeu rapidamente à tragédia provocada pelos fortes sismos que atingiram a Venezuela, mobilizando uma Força Conjunta Nacional de ajuda humanitária para apoiar as operações de busca, salvamento e assistência às populações afetadas.

Ao final da tarde de sexta-feira, dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa descolaram da Base Aérea N.º 11, em Beja, transportando 64 operacionais e cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária. A missão foi coordenada pelo Comando Conjunto para as Operações Militares do Estado-Maior-General das Forças Armadas e resulta de um esforço conjunto que reúne capacidades especializadas de busca e salvamento em estruturas colapsadas, resposta médica de emergência e apoio logístico às populações atingidas.

A bordo das aeronaves seguem equipamentos de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores, bens alimentares e outros artigos essenciais destinados a reforçar a capacidade de resposta das autoridades venezuelanas.

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General João Cartaxo Alves, esteve presente na Base Aérea de Beja para assinalar a partida da força conjunta, sublinhando o empenhamento das Forças Armadas Portuguesas em missões de solidariedade internacional e de resposta a catástrofes.

Esta operação demonstra a capacidade expedicionária das Forças Armadas Portuguesas e a versatilidade do KC-390, aeronave que permite projetar rapidamente pessoas, equipamentos e apoio humanitário para qualquer ponto do mundo, desempenhando um papel fundamental em missões de proteção civil e assistência internacional.

A decisão de Portugal reveste-se de especial significado devido à forte comunidade portuguesa e lusodescendente residente na Venezuela, uma das maiores da América Latina. Os sismos provocaram centenas de vítimas mortais e milhares de feridos, afetando também cidadãos portugueses e lusodescendentes, o que reforçou a urgência da resposta nacional.

A missão constitui mais um exemplo do compromisso de Portugal com a solidariedade internacional, colocando as capacidades militares ao serviço da ajuda humanitária e da proteção de vidas humanas em situações de emergência.

Fonte e Fotos: via EMGFA














quinta-feira, 25 de junho de 2026

Seis Doentes, Um Voo, Uma Missão

A Esquadra 502 “Elefantes” da Força Aérea Portuguesa protagonizou recentemente uma missão inédita nos Açores, ao assegurar o transporte aeromédico de seis doentes num único voo realizado por uma aeronave C-295M.

A operação, conduzida por uma tripulação destacada permanentemente na Base Aérea N.º 4, nas Lajes, teve como objetivo garantir a transferência de doentes entre várias ilhas do arquipélago para unidades hospitalares com capacidade de resposta diferenciada, adequadas às necessidades clínicas de cada paciente.

Inicialmente planeada para o transporte de quatro doentes, a missão ganhou uma dimensão acrescida durante a sua execução, quando surgiu a necessidade de evacuar mais dois pacientes. Esta alteração obrigou a uma rápida adaptação do planeamento operacional e a uma estreita coordenação entre a Força Aérea e os serviços regionais de emergência médica.

Ao longo de aproximadamente cinco horas de voo, o C-295M efetuou diversas ligações interilhas, passando por diferentes pontos do arquipélago dos Açores para recolher e transportar os doentes. A complexidade logística da missão exigiu uma gestão cuidada dos tempos de voo, das prioridades médicas e dos procedimentos de embarque e desembarque.

A operação envolveu igualmente uma intensa articulação em terra. Em determinados momentos, chegaram a estar quatro ambulâncias em simultâneo na pista da Base Aérea das Lajes, assegurando a rápida transferência dos pacientes para as unidades de saúde mais adequadas.

A missão demonstra a versatilidade do C-295M e a capacidade da Esquadra 502 para executar operações de transporte aeromédico em cenários particularmente exigentes. Habitualmente associada a missões de transporte aéreo, vigilância marítima e busca e salvamento, a unidade continua a desempenhar um papel fundamental na ligação entre as ilhas dos Açores, contribuindo para o apoio às populações e para a coesão territorial do arquipélago.

Mais do que um feito operacional, esta missão evidencia a importância da presença permanente dos meios da Força Aérea nos Açores. A capacidade de responder rapidamente a necessidades médicas urgentes continua a ser um elemento essencial para garantir cuidados de saúde diferenciados às populações insulares, especialmente quando o fator tempo pode fazer a diferença.

Com esta operação inédita, a Esquadra 502 reafirma o seu compromisso com o serviço público e com a missão permanente da Força Aérea Portuguesa de proteger e apoiar os cidadãos, onde quer que seja necessário.

Fonte: FAP

















A Esquadra 502 “Elefantes” da Força Aérea Portuguesa protagonizou recentemente uma missão inédita nos Açores, ao assegurar o transporte aeromédico de seis doentes num único voo realizado por uma aeronave C-295M.

A operação, conduzida por uma tripulação destacada permanentemente na Base Aérea N.º 4, nas Lajes, teve como objetivo garantir a transferência de doentes entre várias ilhas do arquipélago para unidades hospitalares com capacidade de resposta diferenciada, adequadas às necessidades clínicas de cada paciente.

Inicialmente planeada para o transporte de quatro doentes, a missão ganhou uma dimensão acrescida durante a sua execução, quando surgiu a necessidade de evacuar mais dois pacientes. Esta alteração obrigou a uma rápida adaptação do planeamento operacional e a uma estreita coordenação entre a Força Aérea e os serviços regionais de emergência médica.

Ao longo de aproximadamente cinco horas de voo, o C-295M efetuou diversas ligações interilhas, passando por diferentes pontos do arquipélago dos Açores para recolher e transportar os doentes. A complexidade logística da missão exigiu uma gestão cuidada dos tempos de voo, das prioridades médicas e dos procedimentos de embarque e desembarque.

A operação envolveu igualmente uma intensa articulação em terra. Em determinados momentos, chegaram a estar quatro ambulâncias em simultâneo na pista da Base Aérea das Lajes, assegurando a rápida transferência dos pacientes para as unidades de saúde mais adequadas.

A missão demonstra a versatilidade do C-295M e a capacidade da Esquadra 502 para executar operações de transporte aeromédico em cenários particularmente exigentes. Habitualmente associada a missões de transporte aéreo, vigilância marítima e busca e salvamento, a unidade continua a desempenhar um papel fundamental na ligação entre as ilhas dos Açores, contribuindo para o apoio às populações e para a coesão territorial do arquipélago.

Mais do que um feito operacional, esta missão evidencia a importância da presença permanente dos meios da Força Aérea nos Açores. A capacidade de responder rapidamente a necessidades médicas urgentes continua a ser um elemento essencial para garantir cuidados de saúde diferenciados às populações insulares, especialmente quando o fator tempo pode fazer a diferença.

Com esta operação inédita, a Esquadra 502 reafirma o seu compromisso com o serviço público e com a missão permanente da Força Aérea Portuguesa de proteger e apoiar os cidadãos, onde quer que seja necessário.

Fonte: FAP