quinta-feira, 12 de março de 2026

O F-15E abatido no Kuwait esteve no Ocean Sky 2025 - LN AF 91-0327


Um McDonnell Douglas F-15E Strike Eagle da Força Aérea dos Estados Unidos
identificado pelo tail number LN AF 91-0327, pertence à 48th Fighter Wing, mais concretamente ao 492nd Fighter Squadron, unidade baseada em RAF Lakenheath, no Reino Unido. Este F-15E em questão tornou-se, infelizmente, uma das aeronaves abatidas durante as operações no Kuwait, destacando-se pelo seu papel nas missões de ataque de precisão em teatros de combate complexos. Esta esquadra é historicamente conhecida pelos apelidos “Madhatters” ou “Bolars”, tradições que refletem diferentes fases da sua longa trajetória operacional. 

O incidente ocorreu durante operações militares na região do Golfo, num ambiente aéreo particularmente complexo e saturado. Durante essas missões, aeronaves de diferentes forças aliadas operavam simultaneamente no mesmo espaço aéreo enquanto as defesas permaneciam em elevado estado de alerta devido à ameaça de mísseis e drones hostis. Nesse contexto, o F-15E terá sido erradamente identificado como uma aeronave inimiga e acabou por ser engajado por um McDonnell Douglas F/A-18 Hornet pertencente à Força Aérea do Kuwait. O incidente resultou na perda da aeronave, embora os dois tripulantes — piloto e oficial de sistemas de armas — tenham conseguido ejetar-se com sucesso antes da queda do aparelho.

O F-15E Strike Eagle é uma versão profundamente modernizada do célebre F-15 Eagle, concebida para missões de ataque ao solo de longo alcance mantendo simultaneamente capacidades significativas de combate ar-ar. Operado por uma tripulação de dois elementos — piloto e Weapon Systems Officer (WSO) — o aparelho mede cerca de 19,4 metros de comprimento, possui 13,05 metros de envergadura e pode atingir um peso máximo à descolagem de aproximadamente 36.700 kg. A aeronave é propulsionada por dois turbofans Pratt & Whitney F100, permitindo-lhe alcançar velocidades superiores a Mach 2,5.

Graças à sua elevada autonomia e capacidade de transporte de armamento, o Strike Eagle pode transportar até 11 toneladas de carga bélica, incluindo bombas guiadas de precisão e mísseis ar-ar como o AIM-120 AMRAAM e o AIM-9 Sidewinder, além do canhão interno M61A1 Vulcan de 20 mm. Equipado com radar multimodo avançado e sistemas de navegação e designação de alvos altamente sofisticados, o F-15E é capaz de operar em qualquer condição meteorológica, de dia ou de noite, desempenhando missões de interdição, apoio aéreo aproximado e ataque estratégico.

A perda desta aeronave ilustra os riscos inerentes às operações aéreas modernas em ambientes altamente congestionados, onde múltiplas forças aliadas e ameaças inimigas partilham simultaneamente o mesmo espaço aéreo. Apesar da perda material, o facto de os tripulantes terem conseguido ejetar-se com sucesso evidencia a eficácia dos sistemas de segurança da aeronave e dos procedimentos de emergência adotados pelas tripulações da USAF em situações de combate.

Nota: As imagens que acompanham este artigo possuem também um valor documental particular. Foram captadas durante o exercício Ocean Sky 2025, realizado nas Ilhas Canárias, onde este mesmo F-15E esteve presente como uma das aeronaves participantes destacadas pela USAF. 

















Um McDonnell Douglas F-15E Strike Eagle da Força Aérea dos Estados Unidos
identificado pelo tail number LN AF 91-0327, pertence à 48th Fighter Wing, mais concretamente ao 492nd Fighter Squadron, unidade baseada em RAF Lakenheath, no Reino Unido. Este F-15E em questão tornou-se, infelizmente, uma das aeronaves abatidas durante as operações no Kuwait, destacando-se pelo seu papel nas missões de ataque de precisão em teatros de combate complexos. Esta esquadra é historicamente conhecida pelos apelidos “Madhatters” ou “Bolars”, tradições que refletem diferentes fases da sua longa trajetória operacional. 

O incidente ocorreu durante operações militares na região do Golfo, num ambiente aéreo particularmente complexo e saturado. Durante essas missões, aeronaves de diferentes forças aliadas operavam simultaneamente no mesmo espaço aéreo enquanto as defesas permaneciam em elevado estado de alerta devido à ameaça de mísseis e drones hostis. Nesse contexto, o F-15E terá sido erradamente identificado como uma aeronave inimiga e acabou por ser engajado por um McDonnell Douglas F/A-18 Hornet pertencente à Força Aérea do Kuwait. O incidente resultou na perda da aeronave, embora os dois tripulantes — piloto e oficial de sistemas de armas — tenham conseguido ejetar-se com sucesso antes da queda do aparelho.

O F-15E Strike Eagle é uma versão profundamente modernizada do célebre F-15 Eagle, concebida para missões de ataque ao solo de longo alcance mantendo simultaneamente capacidades significativas de combate ar-ar. Operado por uma tripulação de dois elementos — piloto e Weapon Systems Officer (WSO) — o aparelho mede cerca de 19,4 metros de comprimento, possui 13,05 metros de envergadura e pode atingir um peso máximo à descolagem de aproximadamente 36.700 kg. A aeronave é propulsionada por dois turbofans Pratt & Whitney F100, permitindo-lhe alcançar velocidades superiores a Mach 2,5.

Graças à sua elevada autonomia e capacidade de transporte de armamento, o Strike Eagle pode transportar até 11 toneladas de carga bélica, incluindo bombas guiadas de precisão e mísseis ar-ar como o AIM-120 AMRAAM e o AIM-9 Sidewinder, além do canhão interno M61A1 Vulcan de 20 mm. Equipado com radar multimodo avançado e sistemas de navegação e designação de alvos altamente sofisticados, o F-15E é capaz de operar em qualquer condição meteorológica, de dia ou de noite, desempenhando missões de interdição, apoio aéreo aproximado e ataque estratégico.

A perda desta aeronave ilustra os riscos inerentes às operações aéreas modernas em ambientes altamente congestionados, onde múltiplas forças aliadas e ameaças inimigas partilham simultaneamente o mesmo espaço aéreo. Apesar da perda material, o facto de os tripulantes terem conseguido ejetar-se com sucesso evidencia a eficácia dos sistemas de segurança da aeronave e dos procedimentos de emergência adotados pelas tripulações da USAF em situações de combate.

Nota: As imagens que acompanham este artigo possuem também um valor documental particular. Foram captadas durante o exercício Ocean Sky 2025, realizado nas Ilhas Canárias, onde este mesmo F-15E esteve presente como uma das aeronaves participantes destacadas pela USAF. 
















quarta-feira, 11 de março de 2026

Primeira missão de busca e salvamento foi há 71 anos

 

Assinalam-se 71 anos desde a primeira missão de resgate aéreo realizada por um helicóptero da Força Aérea Portuguesa, um marco histórico que teve lugar no dia 10 de março de 1955. Este acontecimento representou um momento pioneiro na utilização de meios de asa rotativa em operações de socorro em Portugal, abrindo caminho para o desenvolvimento das missões de busca e salvamento aéreo que hoje constituem uma das mais importantes responsabilidades da instituição.

A operação foi realizada com um helicóptero Sikorsky H-19 Chickasaw, uma aeronave que marcou os primeiros anos da aviação de helicópteros na Força Aérea. Naquele dia, o aparelho encontrava-se a bordo do porta-aviões USS Tripoli, que navegava ao largo da ilha Terceira, nos Açores. O helicóptero descolou do convés do navio em direção às Lajes para efetuar uma evacuação aeromédica, transportando um marinheiro norte-americano que necessitava urgentemente de cuidados médicos. A missão foi pilotada pelo Capitão Piloto Aviador Manuel Peixoto Rodrigues, tornando-se assim o primeiro resgate aéreo realizado por um helicóptero da Força Aérea.

@FAP

Este episódio marcou o início de uma longa tradição de missões de socorro aéreo que, ao longo das décadas, evoluíram em meios, tecnologia e capacidade operacional. Desde então, os helicópteros da Força Aérea têm desempenhado um papel essencial no salvamento de vidas humanas, particularmente nas vastas áreas marítimas sob responsabilidade portuguesa. Atualmente, a missão de busca e salvamento cobre uma área de cerca de 5,8 milhões de quilómetros quadrados no Atlântico Norte, uma das maiores regiões SAR do mundo.

Sete décadas depois, o espírito dessa primeira missão mantém-se vivo nas tripulações que diariamente garantem o alerta permanente no Continente, nos Açores e na Madeira. Dos pioneiros helicópteros H-19 (um exemplar no Museu do Ar) às aeronaves modernas utilizadas atualmente, a missão permanece a mesma: responder rapidamente a situações de emergência e salvar vidas, mantendo o compromisso permanente da Força Aérea com a segurança e o bem-estar das populações. 



























 

Assinalam-se 71 anos desde a primeira missão de resgate aéreo realizada por um helicóptero da Força Aérea Portuguesa, um marco histórico que teve lugar no dia 10 de março de 1955. Este acontecimento representou um momento pioneiro na utilização de meios de asa rotativa em operações de socorro em Portugal, abrindo caminho para o desenvolvimento das missões de busca e salvamento aéreo que hoje constituem uma das mais importantes responsabilidades da instituição.

A operação foi realizada com um helicóptero Sikorsky H-19 Chickasaw, uma aeronave que marcou os primeiros anos da aviação de helicópteros na Força Aérea. Naquele dia, o aparelho encontrava-se a bordo do porta-aviões USS Tripoli, que navegava ao largo da ilha Terceira, nos Açores. O helicóptero descolou do convés do navio em direção às Lajes para efetuar uma evacuação aeromédica, transportando um marinheiro norte-americano que necessitava urgentemente de cuidados médicos. A missão foi pilotada pelo Capitão Piloto Aviador Manuel Peixoto Rodrigues, tornando-se assim o primeiro resgate aéreo realizado por um helicóptero da Força Aérea.

@FAP

Este episódio marcou o início de uma longa tradição de missões de socorro aéreo que, ao longo das décadas, evoluíram em meios, tecnologia e capacidade operacional. Desde então, os helicópteros da Força Aérea têm desempenhado um papel essencial no salvamento de vidas humanas, particularmente nas vastas áreas marítimas sob responsabilidade portuguesa. Atualmente, a missão de busca e salvamento cobre uma área de cerca de 5,8 milhões de quilómetros quadrados no Atlântico Norte, uma das maiores regiões SAR do mundo.

Sete décadas depois, o espírito dessa primeira missão mantém-se vivo nas tripulações que diariamente garantem o alerta permanente no Continente, nos Açores e na Madeira. Dos pioneiros helicópteros H-19 (um exemplar no Museu do Ar) às aeronaves modernas utilizadas atualmente, a missão permanece a mesma: responder rapidamente a situações de emergência e salvar vidas, mantendo o compromisso permanente da Força Aérea com a segurança e o bem-estar das populações. 



























terça-feira, 10 de março de 2026

Portugal Moderniza Seus P‑3C Orion com Apoio Canadiano

O Governo do Canadá anunciou a assinatura de um contrato no valor de 39 milhões de dólares canadianos destinado à modernização de cinco aeronaves de patrulha marítima Lockheed P‑3C Orion operadas pela Força Aérea Portuguesa. O acordo foi formalizado através da Canadian Commercial Corporation (CCC), entidade estatal responsável pela gestão de contratos governamentais internacionais, envolvendo a empresa General Dynamics Mission Systems–Canada (GDMS-Canada) como principal responsável pela execução técnica do programa.

Este novo contrato dá continuidade a um programa de modernização iniciado em 2022, no âmbito do qual Portugal tem vindo a atualizar gradualmente a sua frota de aeronaves de patrulha marítima de longo alcance. A iniciativa visa prolongar a vida útil das plataformas e assegurar que estas mantêm um elevado nível de capacidade operacional em missões de vigilância marítima, guerra antissubmarina e apoio às operações da NATO. O projeto reforça igualmente a cooperação industrial e tecnológica entre o Canadá e Portugal no domínio da defesa e da indústria aeroespacial.

Do ponto de vista técnico, o programa centra-se na atualização da arquitetura eletrónica e dos sistemas de missão das aeronaves. Entre as principais intervenções previstas destaca-se a integração de um sistema avançado de gestão de dados aerotransportados (Airborne Data Management System), desenvolvido pela GDMS-Canada. Este sistema constitui o núcleo da arquitetura de missão da aeronave, permitindo a integração e distribuição de informação proveniente de múltiplos sensores e equipamentos de bordo, ao mesmo tempo que melhora significativamente a capacidade de processamento, fusão e partilha de dados operacionais.

A modernização contempla igualmente melhorias na suíte de comunicações e na infraestrutura digital responsável pela ligação entre sensores, consolas táticas e sistemas de análise de dados. Estas atualizações permitirão aumentar a eficácia das operações de Intelligence, Surveillance and Reconnaissance (ISR), bem como reforçar a interoperabilidade com plataformas e centros de comando aliados. No contexto das missões de guerra antissubmarina, a melhoria da arquitetura de missão permitirá otimizar o processamento de dados provenientes de sonobóias, sensores acústicos e outros sistemas de deteção utilizados na identificação e acompanhamento de contactos submarinos.

A frota portuguesa de Lockheed P‑3C Orion, atualmente operada pela Esquadra 601, representa uma capacidade estratégica essencial para a vigilância do vasto espaço marítimo sob responsabilidade nacional, incluindo o Atlântico Nordeste e as áreas associadas ao arquipélago dos Açores. Estas aeronaves desempenham regularmente missões de patrulhamento marítimo, guerra antissubmarina, controlo de atividades ilícitas no mar, recolha de informações e operações de busca e salvamento de longo alcance.

Com a implementação deste programa de modernização, a Força Aérea Portuguesa pretende assegurar que os seus meios de patrulha marítima continuam plenamente capazes de responder aos desafios operacionais do atual ambiente estratégico, garantindo simultaneamente a integração plena com as capacidades da NATO e contribuindo para a segurança marítima e estabilidade no espaço euro-atlântico.

Fonte: Governo do Canadá














































O Governo do Canadá anunciou a assinatura de um contrato no valor de 39 milhões de dólares canadianos destinado à modernização de cinco aeronaves de patrulha marítima Lockheed P‑3C Orion operadas pela Força Aérea Portuguesa. O acordo foi formalizado através da Canadian Commercial Corporation (CCC), entidade estatal responsável pela gestão de contratos governamentais internacionais, envolvendo a empresa General Dynamics Mission Systems–Canada (GDMS-Canada) como principal responsável pela execução técnica do programa.

Este novo contrato dá continuidade a um programa de modernização iniciado em 2022, no âmbito do qual Portugal tem vindo a atualizar gradualmente a sua frota de aeronaves de patrulha marítima de longo alcance. A iniciativa visa prolongar a vida útil das plataformas e assegurar que estas mantêm um elevado nível de capacidade operacional em missões de vigilância marítima, guerra antissubmarina e apoio às operações da NATO. O projeto reforça igualmente a cooperação industrial e tecnológica entre o Canadá e Portugal no domínio da defesa e da indústria aeroespacial.

Do ponto de vista técnico, o programa centra-se na atualização da arquitetura eletrónica e dos sistemas de missão das aeronaves. Entre as principais intervenções previstas destaca-se a integração de um sistema avançado de gestão de dados aerotransportados (Airborne Data Management System), desenvolvido pela GDMS-Canada. Este sistema constitui o núcleo da arquitetura de missão da aeronave, permitindo a integração e distribuição de informação proveniente de múltiplos sensores e equipamentos de bordo, ao mesmo tempo que melhora significativamente a capacidade de processamento, fusão e partilha de dados operacionais.

A modernização contempla igualmente melhorias na suíte de comunicações e na infraestrutura digital responsável pela ligação entre sensores, consolas táticas e sistemas de análise de dados. Estas atualizações permitirão aumentar a eficácia das operações de Intelligence, Surveillance and Reconnaissance (ISR), bem como reforçar a interoperabilidade com plataformas e centros de comando aliados. No contexto das missões de guerra antissubmarina, a melhoria da arquitetura de missão permitirá otimizar o processamento de dados provenientes de sonobóias, sensores acústicos e outros sistemas de deteção utilizados na identificação e acompanhamento de contactos submarinos.

A frota portuguesa de Lockheed P‑3C Orion, atualmente operada pela Esquadra 601, representa uma capacidade estratégica essencial para a vigilância do vasto espaço marítimo sob responsabilidade nacional, incluindo o Atlântico Nordeste e as áreas associadas ao arquipélago dos Açores. Estas aeronaves desempenham regularmente missões de patrulhamento marítimo, guerra antissubmarina, controlo de atividades ilícitas no mar, recolha de informações e operações de busca e salvamento de longo alcance.

Com a implementação deste programa de modernização, a Força Aérea Portuguesa pretende assegurar que os seus meios de patrulha marítima continuam plenamente capazes de responder aos desafios operacionais do atual ambiente estratégico, garantindo simultaneamente a integração plena com as capacidades da NATO e contribuindo para a segurança marítima e estabilidade no espaço euro-atlântico.

Fonte: Governo do Canadá














































Mirage 2000 celebra 48 anos do seu voo inaugural

Hoje, 10 de março, marca 48 anos desde o primeiro voo do Dassault Mirage 2000, o icónico caça francês que redefiniu a aviação militar europeia. Pilotado pelo experiente Jean Coureau, o protótipo decolou da base de Istres em 1978 para uma missão de cerca de 65 minutos, demonstrando desde logo a eficácia do seu design e das soluções tecnológicas introduzidas. Desde então, o Mirage 2000 evoluiu de um interceptor de alto desempenho para uma plataforma multifunções, integrando sistemas fly‑by‑wire, aviônica sofisticada e uma ampla gama de armamentos, mantendo‑se relevante mesmo décadas depois da estreia.

O Mirage 2000 foi projetado como um caça leve com asa delta, combinando estabilidade, agilidade e capacidades de manobra excepcionais. Entre os seus destaques técnicos estão a velocidade máxima de cerca de Mach 2,2, alcance operacional de aproximadamente 1.550 km sem reabastecimento, motor Snecma M53 turbofan e armamento típico composto por canhão DEFA 30 mm, mísseis ar-ar MICA e capacidade para mísseis de cruzeiro ou bombas guiadas em variantes específicas. Estas características permitiram ao Mirage 2000 cumprir missões de superioridade aérea, intercepção e ataque ao solo com eficácia, mantendo‑o operacional por décadas em várias forças aéreas.

Ao longo da sua carreira, mais de 600 unidades foram fabricadas e operadas em diversos países. Entre os principais operadores estão a França, país de origem, Grécia (Mirage 2000EG/BG), Índia (Mirage 2000H/TH), Emirados Árabes Unidos (Mirage 2000‑9), Taiwan (Mirage 2000‑5EI/DI), Catar (Mirage 2000‑5EDA) e Peru (Mirage 2000P/DP). Estes países empregaram o caça em variados contextos, desde defesa aérea até apoio em missões de ataque ou dissuasão regional.

Recentemente, o Mirage 2000 entrou num novo capítulo histórico no contexto do conflito entre a Ucrânia e a Rússia. Em 2024, a França anunciou a doação de caças Mirage 2000‑5F para reforçar a capacidade de defesa aérea ucraniana. O primeiro lote destas aeronaves chegou ao território ucraniano no início de 2025, após meses de treino intensivo de pilotos ucranianos em França. Equipados com mísseis ar-ar MICA e capacidades de ataque ar-solo, incluindo mísseis de cruzeiro e bombas guiadas, os Mirage 2000‑5 começaram a operar ao lado de outros caças ocidentais, como os F‑16, desempenhando papel ativo na defesa do espaço aéreo ucraniano e sendo utilizados em interceptações de mísseis e drones russos.

Produzido até meados dos anos 2000, o Mirage 2000 está a ser gradualmente substituído por aviões de combate de nova geração, como o Dassault Rafale, nas forças aéreas que o operavam. No entanto, a sua contribuição histórica — desde o voo inaugural em 1978 até à presença ativa no conflito europeu do século XXI — reforça a importância técnica e estratégica desta plataforma. Hoje, 48 anos depois do primeiro voo, o Dassault Mirage 2000 permanece como um símbolo da engenharia aeronáutica francesa e da evolução contínua da aviação militar global.










































Hoje, 10 de março, marca 48 anos desde o primeiro voo do Dassault Mirage 2000, o icónico caça francês que redefiniu a aviação militar europeia. Pilotado pelo experiente Jean Coureau, o protótipo decolou da base de Istres em 1978 para uma missão de cerca de 65 minutos, demonstrando desde logo a eficácia do seu design e das soluções tecnológicas introduzidas. Desde então, o Mirage 2000 evoluiu de um interceptor de alto desempenho para uma plataforma multifunções, integrando sistemas fly‑by‑wire, aviônica sofisticada e uma ampla gama de armamentos, mantendo‑se relevante mesmo décadas depois da estreia.

O Mirage 2000 foi projetado como um caça leve com asa delta, combinando estabilidade, agilidade e capacidades de manobra excepcionais. Entre os seus destaques técnicos estão a velocidade máxima de cerca de Mach 2,2, alcance operacional de aproximadamente 1.550 km sem reabastecimento, motor Snecma M53 turbofan e armamento típico composto por canhão DEFA 30 mm, mísseis ar-ar MICA e capacidade para mísseis de cruzeiro ou bombas guiadas em variantes específicas. Estas características permitiram ao Mirage 2000 cumprir missões de superioridade aérea, intercepção e ataque ao solo com eficácia, mantendo‑o operacional por décadas em várias forças aéreas.

Ao longo da sua carreira, mais de 600 unidades foram fabricadas e operadas em diversos países. Entre os principais operadores estão a França, país de origem, Grécia (Mirage 2000EG/BG), Índia (Mirage 2000H/TH), Emirados Árabes Unidos (Mirage 2000‑9), Taiwan (Mirage 2000‑5EI/DI), Catar (Mirage 2000‑5EDA) e Peru (Mirage 2000P/DP). Estes países empregaram o caça em variados contextos, desde defesa aérea até apoio em missões de ataque ou dissuasão regional.

Recentemente, o Mirage 2000 entrou num novo capítulo histórico no contexto do conflito entre a Ucrânia e a Rússia. Em 2024, a França anunciou a doação de caças Mirage 2000‑5F para reforçar a capacidade de defesa aérea ucraniana. O primeiro lote destas aeronaves chegou ao território ucraniano no início de 2025, após meses de treino intensivo de pilotos ucranianos em França. Equipados com mísseis ar-ar MICA e capacidades de ataque ar-solo, incluindo mísseis de cruzeiro e bombas guiadas, os Mirage 2000‑5 começaram a operar ao lado de outros caças ocidentais, como os F‑16, desempenhando papel ativo na defesa do espaço aéreo ucraniano e sendo utilizados em interceptações de mísseis e drones russos.

Produzido até meados dos anos 2000, o Mirage 2000 está a ser gradualmente substituído por aviões de combate de nova geração, como o Dassault Rafale, nas forças aéreas que o operavam. No entanto, a sua contribuição histórica — desde o voo inaugural em 1978 até à presença ativa no conflito europeu do século XXI — reforça a importância técnica e estratégica desta plataforma. Hoje, 48 anos depois do primeiro voo, o Dassault Mirage 2000 permanece como um símbolo da engenharia aeronáutica francesa e da evolução contínua da aviação militar global.










































segunda-feira, 9 de março de 2026

Força Aérea Portuguesa realiza segunda missões de repatriamento de cidadãos do Médio Oriente

A Força Aérea Portuguesa voltou a ser empenhada em operações de repatriamento de cidadãos que se encontravam no Médio Oriente, no âmbito de uma missão coordenada entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Defesa Nacional, face à deterioração da situação de segurança na região.

A primeira missão de repatriamento foi realizada com recurso a uma aeronave C-130H da Força Aérea Portuguesa. A bordo seguiram 61 passageiros, entre os quais 54 cidadãos portugueses e sete estrangeiros, de nacionalidades canadiana, britânica e sul-coreana. O voo partiu de Riade, na Arábia Saudita, com escala técnica em Creta, na Grécia, antes de prosseguir para Portugal. A chegada ocorreu no Aeródromo de Trânsito n.º 1, em Figo Maduro, em Lisboa, onde os cidadãos repatriados foram recebidos pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

Face à continuidade da necessidade de retirada de cidadãos da região, a Força Aérea realizou posteriormente uma segunda operação de repatriamento, novamente recorrendo a uma aeronave C-130H. Esta missão permitiu retirar mais 61 passageiros, incluindo 54 cidadãos portugueses e sete cidadãos estrangeiros, garantindo a sua deslocação em segurança para território nacional.

Estas operações evidenciam a capacidade da Força Aérea Portuguesa para projetar rapidamente meios aéreos e executar missões de apoio a cidadãos nacionais no estrangeiro, em estreita articulação com as autoridades diplomáticas e governamentais. A prontidão das tripulações e a flexibilidade do sistema de forças permitem responder a cenários de crise internacional e assegurar o regresso seguro de cidadãos portugueses.

Fotos: FAP





















A Força Aérea Portuguesa voltou a ser empenhada em operações de repatriamento de cidadãos que se encontravam no Médio Oriente, no âmbito de uma missão coordenada entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Defesa Nacional, face à deterioração da situação de segurança na região.

A primeira missão de repatriamento foi realizada com recurso a uma aeronave C-130H da Força Aérea Portuguesa. A bordo seguiram 61 passageiros, entre os quais 54 cidadãos portugueses e sete estrangeiros, de nacionalidades canadiana, britânica e sul-coreana. O voo partiu de Riade, na Arábia Saudita, com escala técnica em Creta, na Grécia, antes de prosseguir para Portugal. A chegada ocorreu no Aeródromo de Trânsito n.º 1, em Figo Maduro, em Lisboa, onde os cidadãos repatriados foram recebidos pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

Face à continuidade da necessidade de retirada de cidadãos da região, a Força Aérea realizou posteriormente uma segunda operação de repatriamento, novamente recorrendo a uma aeronave C-130H. Esta missão permitiu retirar mais 61 passageiros, incluindo 54 cidadãos portugueses e sete cidadãos estrangeiros, garantindo a sua deslocação em segurança para território nacional.

Estas operações evidenciam a capacidade da Força Aérea Portuguesa para projetar rapidamente meios aéreos e executar missões de apoio a cidadãos nacionais no estrangeiro, em estreita articulação com as autoridades diplomáticas e governamentais. A prontidão das tripulações e a flexibilidade do sistema de forças permitem responder a cenários de crise internacional e assegurar o regresso seguro de cidadãos portugueses.

Fotos: FAP





















domingo, 8 de março de 2026

Supermarine Spitfire - 90 anos a voar

 

Celebra-se o nonagésimo aniversário do primeiro voo de Supermarine Spitfire que foi para o ar neste dia, 5 de Março, tendo como piloto o Capitão José "Mutt" Summers e cuja aeronave voou durante 8 minutos.

Spitfire. Projectado em 1936 por Reginald Mitchel, o mesmo que criou na década de 20 o Supermarine S6, entrou ao serviço em Agosto de 1938 na versão MK I. O seu nome do inglês Spit (cuspir) e fire (fogo), poderá ser traduzido como "cuspidor de fogo" e designa uma pessoa de temperamento explosivo.

O primeiro voo foi efectuado em 5 de Março de 1936, com 9,12m de comprimento e uma envergadura de 11,22 m o Spitfire atingia a velocidade máxima de 582 km/h, propulsionado pelo Rolls Royce Merlin de 12 cilindros em V. Foram construídos ao todo cerca de 20.351 unidades em mais de quarenta versões e para além da Royal Air Force, o Spitfire também foi utilizado como avião de caça pela França, África do Sul, Bélgica, Canadá e Portugal.

A última vez que tivemos a oportunidade de ver um exemplar do Spitfire foi durante o Air Sumit de 2022, dos muitos existentes pelo mundo fora em estado de voo. Parabéns Spitfire.

























 

Celebra-se o nonagésimo aniversário do primeiro voo de Supermarine Spitfire que foi para o ar neste dia, 5 de Março, tendo como piloto o Capitão José "Mutt" Summers e cuja aeronave voou durante 8 minutos.

Spitfire. Projectado em 1936 por Reginald Mitchel, o mesmo que criou na década de 20 o Supermarine S6, entrou ao serviço em Agosto de 1938 na versão MK I. O seu nome do inglês Spit (cuspir) e fire (fogo), poderá ser traduzido como "cuspidor de fogo" e designa uma pessoa de temperamento explosivo.

O primeiro voo foi efectuado em 5 de Março de 1936, com 9,12m de comprimento e uma envergadura de 11,22 m o Spitfire atingia a velocidade máxima de 582 km/h, propulsionado pelo Rolls Royce Merlin de 12 cilindros em V. Foram construídos ao todo cerca de 20.351 unidades em mais de quarenta versões e para além da Royal Air Force, o Spitfire também foi utilizado como avião de caça pela França, África do Sul, Bélgica, Canadá e Portugal.

A última vez que tivemos a oportunidade de ver um exemplar do Spitfire foi durante o Air Sumit de 2022, dos muitos existentes pelo mundo fora em estado de voo. Parabéns Spitfire.

























domingo, 1 de março de 2026

Esquadra 751 distinguida com Louvor: Excelência Operacional ao Serviço da Vida

A Força Aérea Portuguesa agraciou a Esquadra 751 Pumas com um Louvor concedido pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves, em reconhecimento pelo desempenho excecional da unidade no apoio ao Serviço de Helicópteros de Emergência Médica. A distinção enquadra-se no esforço operacional desenvolvido entre 1 de julho e 31 de outubro de 2025, período em que a esquadra foi empenhada de forma complementar no transporte aeromédico, reforçando a capacidade nacional de resposta em situações críticas.

A Esquadra 751, atualmente sediada na Base Aérea N.º 6, no Montijo, integra o dispositivo permanente de Busca e Salvamento (SAR) da Força Aérea, assegurando uma das maiores áreas de responsabilidade do Atlântico Norte sob coordenação portuguesa. Herdeira direta das capacidades anteriormente operadas com os SA-330 Puma — aeronaves que deram origem ao indicativo “Pumas” — a unidade consolidou, ao longo de décadas, uma cultura operacional marcada por elevada prontidão, proficiência técnica e capacidade de projeção em ambientes marítimos adversos. A transição para o helicóptero EH-101 Merlin representou um salto qualitativo significativo, ampliando alcance, autonomia, capacidade de carga e integração de sistemas avançados de navegação, comunicações e sensores.

Durante o período agora reconhecido com louvor, a esquadra foi chamada a apoiar o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), assegurando missões de transporte inter-hospitalar urgente e evacuação aeromédica. Embora concebido primariamente para operações SAR e CSAR (Combat Search and Rescue), o EH-101 revelou elevada versatilidade na configuração para MEDEVAC, permitindo a instalação de macas, equipamentos de suporte avançado de vida e integração de equipas médicas especializadas. A operação exigiu planeamento rigoroso, gestão criteriosa de tripulações e manutenção intensiva, garantindo simultaneamente a continuidade do alerta SAR permanente nos Açores.

Do ponto de vista técnico, o EH-101 Merlin disponibiliza três motores turboeixo, redundância extensiva de sistemas críticos e sofisticados recursos de voo por instrumentos, incluindo piloto automático de quatro eixos, radar meteorológico e sistemas de visão noturna compatíveis com NVG, características determinantes para operações em condições meteorológicas frequentemente severas no Atlântico. A sua autonomia superior a cinco horas e o raio de ação alargado permitem cobrir vastas distâncias oceânicas, fator essencial numa região caracterizada por dispersão geográfica e elevada exigência logística.

Historicamente, a Esquadra 751 tem desempenhado um papel central em missões de salvamento marítimo, evacuações médicas, apoio a populações isoladas e cooperação internacional, acumulando milhares de horas de voo em cenários complexos. O louvor agora atribuído não representa apenas o reconhecimento de um esforço conjuntural, mas antes a confirmação de uma trajetória sustentada de excelência operacional, disciplina e espírito de missão. Num contexto em que as Forças Armadas são cada vez mais chamadas a desempenhar funções de apoio à sociedade civil, a atuação da Esquadra 751 reafirma a importância estratégica das capacidades aéreas de duplo uso e a relevância da prontidão permanente na salvaguarda de vidas humanas.

Fonte e Foto: FAP






























A Força Aérea Portuguesa agraciou a Esquadra 751 Pumas com um Louvor concedido pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves, em reconhecimento pelo desempenho excecional da unidade no apoio ao Serviço de Helicópteros de Emergência Médica. A distinção enquadra-se no esforço operacional desenvolvido entre 1 de julho e 31 de outubro de 2025, período em que a esquadra foi empenhada de forma complementar no transporte aeromédico, reforçando a capacidade nacional de resposta em situações críticas.

A Esquadra 751, atualmente sediada na Base Aérea N.º 6, no Montijo, integra o dispositivo permanente de Busca e Salvamento (SAR) da Força Aérea, assegurando uma das maiores áreas de responsabilidade do Atlântico Norte sob coordenação portuguesa. Herdeira direta das capacidades anteriormente operadas com os SA-330 Puma — aeronaves que deram origem ao indicativo “Pumas” — a unidade consolidou, ao longo de décadas, uma cultura operacional marcada por elevada prontidão, proficiência técnica e capacidade de projeção em ambientes marítimos adversos. A transição para o helicóptero EH-101 Merlin representou um salto qualitativo significativo, ampliando alcance, autonomia, capacidade de carga e integração de sistemas avançados de navegação, comunicações e sensores.

Durante o período agora reconhecido com louvor, a esquadra foi chamada a apoiar o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), assegurando missões de transporte inter-hospitalar urgente e evacuação aeromédica. Embora concebido primariamente para operações SAR e CSAR (Combat Search and Rescue), o EH-101 revelou elevada versatilidade na configuração para MEDEVAC, permitindo a instalação de macas, equipamentos de suporte avançado de vida e integração de equipas médicas especializadas. A operação exigiu planeamento rigoroso, gestão criteriosa de tripulações e manutenção intensiva, garantindo simultaneamente a continuidade do alerta SAR permanente nos Açores.

Do ponto de vista técnico, o EH-101 Merlin disponibiliza três motores turboeixo, redundância extensiva de sistemas críticos e sofisticados recursos de voo por instrumentos, incluindo piloto automático de quatro eixos, radar meteorológico e sistemas de visão noturna compatíveis com NVG, características determinantes para operações em condições meteorológicas frequentemente severas no Atlântico. A sua autonomia superior a cinco horas e o raio de ação alargado permitem cobrir vastas distâncias oceânicas, fator essencial numa região caracterizada por dispersão geográfica e elevada exigência logística.

Historicamente, a Esquadra 751 tem desempenhado um papel central em missões de salvamento marítimo, evacuações médicas, apoio a populações isoladas e cooperação internacional, acumulando milhares de horas de voo em cenários complexos. O louvor agora atribuído não representa apenas o reconhecimento de um esforço conjuntural, mas antes a confirmação de uma trajetória sustentada de excelência operacional, disciplina e espírito de missão. Num contexto em que as Forças Armadas são cada vez mais chamadas a desempenhar funções de apoio à sociedade civil, a atuação da Esquadra 751 reafirma a importância estratégica das capacidades aéreas de duplo uso e a relevância da prontidão permanente na salvaguarda de vidas humanas.

Fonte e Foto: FAP