terça-feira, 10 de março de 2026

Portugal Moderniza Seus P‑3C Orion com Apoio Canadiano

O Governo do Canadá anunciou a assinatura de um contrato no valor de 39 milhões de dólares canadianos destinado à modernização de cinco aeronaves de patrulha marítima Lockheed P‑3C Orion operadas pela Força Aérea Portuguesa. O acordo foi formalizado através da Canadian Commercial Corporation (CCC), entidade estatal responsável pela gestão de contratos governamentais internacionais, envolvendo a empresa General Dynamics Mission Systems–Canada (GDMS-Canada) como principal responsável pela execução técnica do programa.

Este novo contrato dá continuidade a um programa de modernização iniciado em 2022, no âmbito do qual Portugal tem vindo a atualizar gradualmente a sua frota de aeronaves de patrulha marítima de longo alcance. A iniciativa visa prolongar a vida útil das plataformas e assegurar que estas mantêm um elevado nível de capacidade operacional em missões de vigilância marítima, guerra antissubmarina e apoio às operações da NATO. O projeto reforça igualmente a cooperação industrial e tecnológica entre o Canadá e Portugal no domínio da defesa e da indústria aeroespacial.

Do ponto de vista técnico, o programa centra-se na atualização da arquitetura eletrónica e dos sistemas de missão das aeronaves. Entre as principais intervenções previstas destaca-se a integração de um sistema avançado de gestão de dados aerotransportados (Airborne Data Management System), desenvolvido pela GDMS-Canada. Este sistema constitui o núcleo da arquitetura de missão da aeronave, permitindo a integração e distribuição de informação proveniente de múltiplos sensores e equipamentos de bordo, ao mesmo tempo que melhora significativamente a capacidade de processamento, fusão e partilha de dados operacionais.

A modernização contempla igualmente melhorias na suíte de comunicações e na infraestrutura digital responsável pela ligação entre sensores, consolas táticas e sistemas de análise de dados. Estas atualizações permitirão aumentar a eficácia das operações de Intelligence, Surveillance and Reconnaissance (ISR), bem como reforçar a interoperabilidade com plataformas e centros de comando aliados. No contexto das missões de guerra antissubmarina, a melhoria da arquitetura de missão permitirá otimizar o processamento de dados provenientes de sonobóias, sensores acústicos e outros sistemas de deteção utilizados na identificação e acompanhamento de contactos submarinos.

A frota portuguesa de Lockheed P‑3C Orion, atualmente operada pela Esquadra 601, representa uma capacidade estratégica essencial para a vigilância do vasto espaço marítimo sob responsabilidade nacional, incluindo o Atlântico Nordeste e as áreas associadas ao arquipélago dos Açores. Estas aeronaves desempenham regularmente missões de patrulhamento marítimo, guerra antissubmarina, controlo de atividades ilícitas no mar, recolha de informações e operações de busca e salvamento de longo alcance.

Com a implementação deste programa de modernização, a Força Aérea Portuguesa pretende assegurar que os seus meios de patrulha marítima continuam plenamente capazes de responder aos desafios operacionais do atual ambiente estratégico, garantindo simultaneamente a integração plena com as capacidades da NATO e contribuindo para a segurança marítima e estabilidade no espaço euro-atlântico.

Fonte: Governo do Canadá














































O Governo do Canadá anunciou a assinatura de um contrato no valor de 39 milhões de dólares canadianos destinado à modernização de cinco aeronaves de patrulha marítima Lockheed P‑3C Orion operadas pela Força Aérea Portuguesa. O acordo foi formalizado através da Canadian Commercial Corporation (CCC), entidade estatal responsável pela gestão de contratos governamentais internacionais, envolvendo a empresa General Dynamics Mission Systems–Canada (GDMS-Canada) como principal responsável pela execução técnica do programa.

Este novo contrato dá continuidade a um programa de modernização iniciado em 2022, no âmbito do qual Portugal tem vindo a atualizar gradualmente a sua frota de aeronaves de patrulha marítima de longo alcance. A iniciativa visa prolongar a vida útil das plataformas e assegurar que estas mantêm um elevado nível de capacidade operacional em missões de vigilância marítima, guerra antissubmarina e apoio às operações da NATO. O projeto reforça igualmente a cooperação industrial e tecnológica entre o Canadá e Portugal no domínio da defesa e da indústria aeroespacial.

Do ponto de vista técnico, o programa centra-se na atualização da arquitetura eletrónica e dos sistemas de missão das aeronaves. Entre as principais intervenções previstas destaca-se a integração de um sistema avançado de gestão de dados aerotransportados (Airborne Data Management System), desenvolvido pela GDMS-Canada. Este sistema constitui o núcleo da arquitetura de missão da aeronave, permitindo a integração e distribuição de informação proveniente de múltiplos sensores e equipamentos de bordo, ao mesmo tempo que melhora significativamente a capacidade de processamento, fusão e partilha de dados operacionais.

A modernização contempla igualmente melhorias na suíte de comunicações e na infraestrutura digital responsável pela ligação entre sensores, consolas táticas e sistemas de análise de dados. Estas atualizações permitirão aumentar a eficácia das operações de Intelligence, Surveillance and Reconnaissance (ISR), bem como reforçar a interoperabilidade com plataformas e centros de comando aliados. No contexto das missões de guerra antissubmarina, a melhoria da arquitetura de missão permitirá otimizar o processamento de dados provenientes de sonobóias, sensores acústicos e outros sistemas de deteção utilizados na identificação e acompanhamento de contactos submarinos.

A frota portuguesa de Lockheed P‑3C Orion, atualmente operada pela Esquadra 601, representa uma capacidade estratégica essencial para a vigilância do vasto espaço marítimo sob responsabilidade nacional, incluindo o Atlântico Nordeste e as áreas associadas ao arquipélago dos Açores. Estas aeronaves desempenham regularmente missões de patrulhamento marítimo, guerra antissubmarina, controlo de atividades ilícitas no mar, recolha de informações e operações de busca e salvamento de longo alcance.

Com a implementação deste programa de modernização, a Força Aérea Portuguesa pretende assegurar que os seus meios de patrulha marítima continuam plenamente capazes de responder aos desafios operacionais do atual ambiente estratégico, garantindo simultaneamente a integração plena com as capacidades da NATO e contribuindo para a segurança marítima e estabilidade no espaço euro-atlântico.

Fonte: Governo do Canadá














































Mirage 2000 celebra 48 anos do seu voo inaugural

Hoje, 10 de março, marca 48 anos desde o primeiro voo do Dassault Mirage 2000, o icónico caça francês que redefiniu a aviação militar europeia. Pilotado pelo experiente Jean Coureau, o protótipo decolou da base de Istres em 1978 para uma missão de cerca de 65 minutos, demonstrando desde logo a eficácia do seu design e das soluções tecnológicas introduzidas. Desde então, o Mirage 2000 evoluiu de um interceptor de alto desempenho para uma plataforma multifunções, integrando sistemas fly‑by‑wire, aviônica sofisticada e uma ampla gama de armamentos, mantendo‑se relevante mesmo décadas depois da estreia.

O Mirage 2000 foi projetado como um caça leve com asa delta, combinando estabilidade, agilidade e capacidades de manobra excepcionais. Entre os seus destaques técnicos estão a velocidade máxima de cerca de Mach 2,2, alcance operacional de aproximadamente 1.550 km sem reabastecimento, motor Snecma M53 turbofan e armamento típico composto por canhão DEFA 30 mm, mísseis ar-ar MICA e capacidade para mísseis de cruzeiro ou bombas guiadas em variantes específicas. Estas características permitiram ao Mirage 2000 cumprir missões de superioridade aérea, intercepção e ataque ao solo com eficácia, mantendo‑o operacional por décadas em várias forças aéreas.

Ao longo da sua carreira, mais de 600 unidades foram fabricadas e operadas em diversos países. Entre os principais operadores estão a França, país de origem, Grécia (Mirage 2000EG/BG), Índia (Mirage 2000H/TH), Emirados Árabes Unidos (Mirage 2000‑9), Taiwan (Mirage 2000‑5EI/DI), Catar (Mirage 2000‑5EDA) e Peru (Mirage 2000P/DP). Estes países empregaram o caça em variados contextos, desde defesa aérea até apoio em missões de ataque ou dissuasão regional.

Recentemente, o Mirage 2000 entrou num novo capítulo histórico no contexto do conflito entre a Ucrânia e a Rússia. Em 2024, a França anunciou a doação de caças Mirage 2000‑5F para reforçar a capacidade de defesa aérea ucraniana. O primeiro lote destas aeronaves chegou ao território ucraniano no início de 2025, após meses de treino intensivo de pilotos ucranianos em França. Equipados com mísseis ar-ar MICA e capacidades de ataque ar-solo, incluindo mísseis de cruzeiro e bombas guiadas, os Mirage 2000‑5 começaram a operar ao lado de outros caças ocidentais, como os F‑16, desempenhando papel ativo na defesa do espaço aéreo ucraniano e sendo utilizados em interceptações de mísseis e drones russos.

Produzido até meados dos anos 2000, o Mirage 2000 está a ser gradualmente substituído por aviões de combate de nova geração, como o Dassault Rafale, nas forças aéreas que o operavam. No entanto, a sua contribuição histórica — desde o voo inaugural em 1978 até à presença ativa no conflito europeu do século XXI — reforça a importância técnica e estratégica desta plataforma. Hoje, 48 anos depois do primeiro voo, o Dassault Mirage 2000 permanece como um símbolo da engenharia aeronáutica francesa e da evolução contínua da aviação militar global.










































Hoje, 10 de março, marca 48 anos desde o primeiro voo do Dassault Mirage 2000, o icónico caça francês que redefiniu a aviação militar europeia. Pilotado pelo experiente Jean Coureau, o protótipo decolou da base de Istres em 1978 para uma missão de cerca de 65 minutos, demonstrando desde logo a eficácia do seu design e das soluções tecnológicas introduzidas. Desde então, o Mirage 2000 evoluiu de um interceptor de alto desempenho para uma plataforma multifunções, integrando sistemas fly‑by‑wire, aviônica sofisticada e uma ampla gama de armamentos, mantendo‑se relevante mesmo décadas depois da estreia.

O Mirage 2000 foi projetado como um caça leve com asa delta, combinando estabilidade, agilidade e capacidades de manobra excepcionais. Entre os seus destaques técnicos estão a velocidade máxima de cerca de Mach 2,2, alcance operacional de aproximadamente 1.550 km sem reabastecimento, motor Snecma M53 turbofan e armamento típico composto por canhão DEFA 30 mm, mísseis ar-ar MICA e capacidade para mísseis de cruzeiro ou bombas guiadas em variantes específicas. Estas características permitiram ao Mirage 2000 cumprir missões de superioridade aérea, intercepção e ataque ao solo com eficácia, mantendo‑o operacional por décadas em várias forças aéreas.

Ao longo da sua carreira, mais de 600 unidades foram fabricadas e operadas em diversos países. Entre os principais operadores estão a França, país de origem, Grécia (Mirage 2000EG/BG), Índia (Mirage 2000H/TH), Emirados Árabes Unidos (Mirage 2000‑9), Taiwan (Mirage 2000‑5EI/DI), Catar (Mirage 2000‑5EDA) e Peru (Mirage 2000P/DP). Estes países empregaram o caça em variados contextos, desde defesa aérea até apoio em missões de ataque ou dissuasão regional.

Recentemente, o Mirage 2000 entrou num novo capítulo histórico no contexto do conflito entre a Ucrânia e a Rússia. Em 2024, a França anunciou a doação de caças Mirage 2000‑5F para reforçar a capacidade de defesa aérea ucraniana. O primeiro lote destas aeronaves chegou ao território ucraniano no início de 2025, após meses de treino intensivo de pilotos ucranianos em França. Equipados com mísseis ar-ar MICA e capacidades de ataque ar-solo, incluindo mísseis de cruzeiro e bombas guiadas, os Mirage 2000‑5 começaram a operar ao lado de outros caças ocidentais, como os F‑16, desempenhando papel ativo na defesa do espaço aéreo ucraniano e sendo utilizados em interceptações de mísseis e drones russos.

Produzido até meados dos anos 2000, o Mirage 2000 está a ser gradualmente substituído por aviões de combate de nova geração, como o Dassault Rafale, nas forças aéreas que o operavam. No entanto, a sua contribuição histórica — desde o voo inaugural em 1978 até à presença ativa no conflito europeu do século XXI — reforça a importância técnica e estratégica desta plataforma. Hoje, 48 anos depois do primeiro voo, o Dassault Mirage 2000 permanece como um símbolo da engenharia aeronáutica francesa e da evolução contínua da aviação militar global.










































segunda-feira, 9 de março de 2026

Força Aérea Portuguesa realiza segunda missões de repatriamento de cidadãos do Médio Oriente

A Força Aérea Portuguesa voltou a ser empenhada em operações de repatriamento de cidadãos que se encontravam no Médio Oriente, no âmbito de uma missão coordenada entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Defesa Nacional, face à deterioração da situação de segurança na região.

A primeira missão de repatriamento foi realizada com recurso a uma aeronave C-130H da Força Aérea Portuguesa. A bordo seguiram 61 passageiros, entre os quais 54 cidadãos portugueses e sete estrangeiros, de nacionalidades canadiana, britânica e sul-coreana. O voo partiu de Riade, na Arábia Saudita, com escala técnica em Creta, na Grécia, antes de prosseguir para Portugal. A chegada ocorreu no Aeródromo de Trânsito n.º 1, em Figo Maduro, em Lisboa, onde os cidadãos repatriados foram recebidos pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

Face à continuidade da necessidade de retirada de cidadãos da região, a Força Aérea realizou posteriormente uma segunda operação de repatriamento, novamente recorrendo a uma aeronave C-130H. Esta missão permitiu retirar mais 61 passageiros, incluindo 54 cidadãos portugueses e sete cidadãos estrangeiros, garantindo a sua deslocação em segurança para território nacional.

Estas operações evidenciam a capacidade da Força Aérea Portuguesa para projetar rapidamente meios aéreos e executar missões de apoio a cidadãos nacionais no estrangeiro, em estreita articulação com as autoridades diplomáticas e governamentais. A prontidão das tripulações e a flexibilidade do sistema de forças permitem responder a cenários de crise internacional e assegurar o regresso seguro de cidadãos portugueses.

Fotos: FAP





















A Força Aérea Portuguesa voltou a ser empenhada em operações de repatriamento de cidadãos que se encontravam no Médio Oriente, no âmbito de uma missão coordenada entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Defesa Nacional, face à deterioração da situação de segurança na região.

A primeira missão de repatriamento foi realizada com recurso a uma aeronave C-130H da Força Aérea Portuguesa. A bordo seguiram 61 passageiros, entre os quais 54 cidadãos portugueses e sete estrangeiros, de nacionalidades canadiana, britânica e sul-coreana. O voo partiu de Riade, na Arábia Saudita, com escala técnica em Creta, na Grécia, antes de prosseguir para Portugal. A chegada ocorreu no Aeródromo de Trânsito n.º 1, em Figo Maduro, em Lisboa, onde os cidadãos repatriados foram recebidos pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

Face à continuidade da necessidade de retirada de cidadãos da região, a Força Aérea realizou posteriormente uma segunda operação de repatriamento, novamente recorrendo a uma aeronave C-130H. Esta missão permitiu retirar mais 61 passageiros, incluindo 54 cidadãos portugueses e sete cidadãos estrangeiros, garantindo a sua deslocação em segurança para território nacional.

Estas operações evidenciam a capacidade da Força Aérea Portuguesa para projetar rapidamente meios aéreos e executar missões de apoio a cidadãos nacionais no estrangeiro, em estreita articulação com as autoridades diplomáticas e governamentais. A prontidão das tripulações e a flexibilidade do sistema de forças permitem responder a cenários de crise internacional e assegurar o regresso seguro de cidadãos portugueses.

Fotos: FAP





















domingo, 8 de março de 2026

Supermarine Spitfire - 90 anos a voar

 

Celebra-se o nonagésimo aniversário do primeiro voo de Supermarine Spitfire que foi para o ar neste dia, 5 de Março, tendo como piloto o Capitão José "Mutt" Summers e cuja aeronave voou durante 8 minutos.

Spitfire. Projectado em 1936 por Reginald Mitchel, o mesmo que criou na década de 20 o Supermarine S6, entrou ao serviço em Agosto de 1938 na versão MK I. O seu nome do inglês Spit (cuspir) e fire (fogo), poderá ser traduzido como "cuspidor de fogo" e designa uma pessoa de temperamento explosivo.

O primeiro voo foi efectuado em 5 de Março de 1936, com 9,12m de comprimento e uma envergadura de 11,22 m o Spitfire atingia a velocidade máxima de 582 km/h, propulsionado pelo Rolls Royce Merlin de 12 cilindros em V. Foram construídos ao todo cerca de 20.351 unidades em mais de quarenta versões e para além da Royal Air Force, o Spitfire também foi utilizado como avião de caça pela França, África do Sul, Bélgica, Canadá e Portugal.

A última vez que tivemos a oportunidade de ver um exemplar do Spitfire foi durante o Air Sumit de 2022, dos muitos existentes pelo mundo fora em estado de voo. Parabéns Spitfire.

























 

Celebra-se o nonagésimo aniversário do primeiro voo de Supermarine Spitfire que foi para o ar neste dia, 5 de Março, tendo como piloto o Capitão José "Mutt" Summers e cuja aeronave voou durante 8 minutos.

Spitfire. Projectado em 1936 por Reginald Mitchel, o mesmo que criou na década de 20 o Supermarine S6, entrou ao serviço em Agosto de 1938 na versão MK I. O seu nome do inglês Spit (cuspir) e fire (fogo), poderá ser traduzido como "cuspidor de fogo" e designa uma pessoa de temperamento explosivo.

O primeiro voo foi efectuado em 5 de Março de 1936, com 9,12m de comprimento e uma envergadura de 11,22 m o Spitfire atingia a velocidade máxima de 582 km/h, propulsionado pelo Rolls Royce Merlin de 12 cilindros em V. Foram construídos ao todo cerca de 20.351 unidades em mais de quarenta versões e para além da Royal Air Force, o Spitfire também foi utilizado como avião de caça pela França, África do Sul, Bélgica, Canadá e Portugal.

A última vez que tivemos a oportunidade de ver um exemplar do Spitfire foi durante o Air Sumit de 2022, dos muitos existentes pelo mundo fora em estado de voo. Parabéns Spitfire.

























domingo, 1 de março de 2026

Esquadra 751 distinguida com Louvor: Excelência Operacional ao Serviço da Vida

A Força Aérea Portuguesa agraciou a Esquadra 751 Pumas com um Louvor concedido pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves, em reconhecimento pelo desempenho excecional da unidade no apoio ao Serviço de Helicópteros de Emergência Médica. A distinção enquadra-se no esforço operacional desenvolvido entre 1 de julho e 31 de outubro de 2025, período em que a esquadra foi empenhada de forma complementar no transporte aeromédico, reforçando a capacidade nacional de resposta em situações críticas.

A Esquadra 751, atualmente sediada na Base Aérea N.º 6, no Montijo, integra o dispositivo permanente de Busca e Salvamento (SAR) da Força Aérea, assegurando uma das maiores áreas de responsabilidade do Atlântico Norte sob coordenação portuguesa. Herdeira direta das capacidades anteriormente operadas com os SA-330 Puma — aeronaves que deram origem ao indicativo “Pumas” — a unidade consolidou, ao longo de décadas, uma cultura operacional marcada por elevada prontidão, proficiência técnica e capacidade de projeção em ambientes marítimos adversos. A transição para o helicóptero EH-101 Merlin representou um salto qualitativo significativo, ampliando alcance, autonomia, capacidade de carga e integração de sistemas avançados de navegação, comunicações e sensores.

Durante o período agora reconhecido com louvor, a esquadra foi chamada a apoiar o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), assegurando missões de transporte inter-hospitalar urgente e evacuação aeromédica. Embora concebido primariamente para operações SAR e CSAR (Combat Search and Rescue), o EH-101 revelou elevada versatilidade na configuração para MEDEVAC, permitindo a instalação de macas, equipamentos de suporte avançado de vida e integração de equipas médicas especializadas. A operação exigiu planeamento rigoroso, gestão criteriosa de tripulações e manutenção intensiva, garantindo simultaneamente a continuidade do alerta SAR permanente nos Açores.

Do ponto de vista técnico, o EH-101 Merlin disponibiliza três motores turboeixo, redundância extensiva de sistemas críticos e sofisticados recursos de voo por instrumentos, incluindo piloto automático de quatro eixos, radar meteorológico e sistemas de visão noturna compatíveis com NVG, características determinantes para operações em condições meteorológicas frequentemente severas no Atlântico. A sua autonomia superior a cinco horas e o raio de ação alargado permitem cobrir vastas distâncias oceânicas, fator essencial numa região caracterizada por dispersão geográfica e elevada exigência logística.

Historicamente, a Esquadra 751 tem desempenhado um papel central em missões de salvamento marítimo, evacuações médicas, apoio a populações isoladas e cooperação internacional, acumulando milhares de horas de voo em cenários complexos. O louvor agora atribuído não representa apenas o reconhecimento de um esforço conjuntural, mas antes a confirmação de uma trajetória sustentada de excelência operacional, disciplina e espírito de missão. Num contexto em que as Forças Armadas são cada vez mais chamadas a desempenhar funções de apoio à sociedade civil, a atuação da Esquadra 751 reafirma a importância estratégica das capacidades aéreas de duplo uso e a relevância da prontidão permanente na salvaguarda de vidas humanas.

Fonte e Foto: FAP






























A Força Aérea Portuguesa agraciou a Esquadra 751 Pumas com um Louvor concedido pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves, em reconhecimento pelo desempenho excecional da unidade no apoio ao Serviço de Helicópteros de Emergência Médica. A distinção enquadra-se no esforço operacional desenvolvido entre 1 de julho e 31 de outubro de 2025, período em que a esquadra foi empenhada de forma complementar no transporte aeromédico, reforçando a capacidade nacional de resposta em situações críticas.

A Esquadra 751, atualmente sediada na Base Aérea N.º 6, no Montijo, integra o dispositivo permanente de Busca e Salvamento (SAR) da Força Aérea, assegurando uma das maiores áreas de responsabilidade do Atlântico Norte sob coordenação portuguesa. Herdeira direta das capacidades anteriormente operadas com os SA-330 Puma — aeronaves que deram origem ao indicativo “Pumas” — a unidade consolidou, ao longo de décadas, uma cultura operacional marcada por elevada prontidão, proficiência técnica e capacidade de projeção em ambientes marítimos adversos. A transição para o helicóptero EH-101 Merlin representou um salto qualitativo significativo, ampliando alcance, autonomia, capacidade de carga e integração de sistemas avançados de navegação, comunicações e sensores.

Durante o período agora reconhecido com louvor, a esquadra foi chamada a apoiar o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), assegurando missões de transporte inter-hospitalar urgente e evacuação aeromédica. Embora concebido primariamente para operações SAR e CSAR (Combat Search and Rescue), o EH-101 revelou elevada versatilidade na configuração para MEDEVAC, permitindo a instalação de macas, equipamentos de suporte avançado de vida e integração de equipas médicas especializadas. A operação exigiu planeamento rigoroso, gestão criteriosa de tripulações e manutenção intensiva, garantindo simultaneamente a continuidade do alerta SAR permanente nos Açores.

Do ponto de vista técnico, o EH-101 Merlin disponibiliza três motores turboeixo, redundância extensiva de sistemas críticos e sofisticados recursos de voo por instrumentos, incluindo piloto automático de quatro eixos, radar meteorológico e sistemas de visão noturna compatíveis com NVG, características determinantes para operações em condições meteorológicas frequentemente severas no Atlântico. A sua autonomia superior a cinco horas e o raio de ação alargado permitem cobrir vastas distâncias oceânicas, fator essencial numa região caracterizada por dispersão geográfica e elevada exigência logística.

Historicamente, a Esquadra 751 tem desempenhado um papel central em missões de salvamento marítimo, evacuações médicas, apoio a populações isoladas e cooperação internacional, acumulando milhares de horas de voo em cenários complexos. O louvor agora atribuído não representa apenas o reconhecimento de um esforço conjuntural, mas antes a confirmação de uma trajetória sustentada de excelência operacional, disciplina e espírito de missão. Num contexto em que as Forças Armadas são cada vez mais chamadas a desempenhar funções de apoio à sociedade civil, a atuação da Esquadra 751 reafirma a importância estratégica das capacidades aéreas de duplo uso e a relevância da prontidão permanente na salvaguarda de vidas humanas.

Fonte e Foto: FAP






























sábado, 28 de fevereiro de 2026

KC-390 da Força Aérea Portuguesa liga Moçambique a Portugal em voo histórico

 

No dia 23 de fevereiro de 2026, a Força Aérea Portuguesa realizou um feito sem precedentes na sua história: a concretização de um voo entre Maputo (Moçambique) e Beja (Portugal) em menos de 16 horas, empregando uma aeronave militar de grande porte que demonstra a capacidade estratégica de projeção das Forças Armadas portuguesas.

A missão foi levada a cabo por um avião de transporte multimissão KC-390, pertencente à Esquadra 506 – “Rinocerontes”, destacada na Base Aérea nº 11, em Beja. A aeronave descolou de Maputo às 05h30 e, após um trajeto de mais de 5 600 milhas náuticas (aproximadamente 10 300 km) com escalas técnicas em São Tomé e Príncipe e em Cabo Verde para reabastecimento, chegou à Base Aérea nº 11 cerca das 00h25 do dia 24 de fevereiro.

Durante o voo, o KC-390 transportou mais de seis toneladas de carga, concluindo o trajeto em cerca de 15 horas e 25 minutos, um marco que simboliza não apenas um recorde de velocidade e autonomia para a Força Aérea, mas também a consolidação das capacidades logísticas e operacionais proporcionadas pela introdução desta aeronave na frota nacional.

O KC-390, integrado na Força Aérea desde 2023, é um avião de transporte bimotor de última geração, concebido para múltiplas funções: desde missões táticas e estratégicas de transporte de tropas e material até reabastecimento em voo e operações de emergência, como busca e salvamento ou evacuações médicas. A sua versatilidade — com capacidade para transportar até 80 passageiros ou 74 macas em configurações sanitárias — e o sistema de movimentação de carga adaptável tornam-no um recurso essencial para operações nacionais e internacionais.

Esta missão histórica representa um marco para a Força Aérea Portuguesa, ilustrando de forma concreta a capacidade de transporte estratégico intercontinental, essencial tanto para a projeção de meios em cenários de cooperação internacional como para a resposta rápida em situações de crise ou apoio humanitário, reforçando o compromisso de Portugal no quadro de alianças como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Fonte e Fotos: FAP




























 

No dia 23 de fevereiro de 2026, a Força Aérea Portuguesa realizou um feito sem precedentes na sua história: a concretização de um voo entre Maputo (Moçambique) e Beja (Portugal) em menos de 16 horas, empregando uma aeronave militar de grande porte que demonstra a capacidade estratégica de projeção das Forças Armadas portuguesas.

A missão foi levada a cabo por um avião de transporte multimissão KC-390, pertencente à Esquadra 506 – “Rinocerontes”, destacada na Base Aérea nº 11, em Beja. A aeronave descolou de Maputo às 05h30 e, após um trajeto de mais de 5 600 milhas náuticas (aproximadamente 10 300 km) com escalas técnicas em São Tomé e Príncipe e em Cabo Verde para reabastecimento, chegou à Base Aérea nº 11 cerca das 00h25 do dia 24 de fevereiro.

Durante o voo, o KC-390 transportou mais de seis toneladas de carga, concluindo o trajeto em cerca de 15 horas e 25 minutos, um marco que simboliza não apenas um recorde de velocidade e autonomia para a Força Aérea, mas também a consolidação das capacidades logísticas e operacionais proporcionadas pela introdução desta aeronave na frota nacional.

O KC-390, integrado na Força Aérea desde 2023, é um avião de transporte bimotor de última geração, concebido para múltiplas funções: desde missões táticas e estratégicas de transporte de tropas e material até reabastecimento em voo e operações de emergência, como busca e salvamento ou evacuações médicas. A sua versatilidade — com capacidade para transportar até 80 passageiros ou 74 macas em configurações sanitárias — e o sistema de movimentação de carga adaptável tornam-no um recurso essencial para operações nacionais e internacionais.

Esta missão histórica representa um marco para a Força Aérea Portuguesa, ilustrando de forma concreta a capacidade de transporte estratégico intercontinental, essencial tanto para a projeção de meios em cenários de cooperação internacional como para a resposta rápida em situações de crise ou apoio humanitário, reforçando o compromisso de Portugal no quadro de alianças como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Fonte e Fotos: FAP




























“Caracóis”: 73 Anos de Memória, Tradição e Excelência

 

Comemora-se hoje, 28 de fevereiro, o 73.º aniversário da Esquadra 103 “Caracóis”, uma unidade que permanece viva na memória da Forca Aérea Portuguesa apesar de se encontrar atualmente desativada. Ao longo de mais de sete décadas, a Esquadra 103 afirma-se como uma referência incontornável na formação de pilotos militares em Portugal, deixando uma marca profunda em gerações de aviadores que por ali passam.

Criada em 1953, a Esquadra 103 assume, desde cedo, a missão essencial de instrução complementar e avançada de pilotagem, tornando-se um pilar estruturante na construção da proficiência operacional da Força Aérea. É no seio dos “Caracóis” que muitos jovens pilotos consolidam competências técnicas, disciplina aérea e espírito de corpo, numa fase decisiva da sua formação, antes de transitarem para esquadras operacionais.

Ao longo da sua história, a unidade opera diferentes aeronaves de instrução que acompanham a evolução tecnológica e doutrinária da aviação militar portuguesa. Entre as mais emblemáticas destaca-se o Dassault/Dornier Alpha Jet, aeronave que marca profundamente a identidade recente da Esquadra 103. Com o Alpha Jet, os “Caracóis” asseguram a fase avançada da instrução, preparando pilotos para aeronaves de elevado desempenho e exigência, num contexto de crescente sofisticação dos sistemas de armas e das operações aéreas.

Instalada na Base Aérea No 11 durante a sua fase mais recente, a Esquadra 103 desempenha um papel central no treino avançado, beneficiando das condições ímpares de espaço aéreo e meteorologia do sul do país. O rigor da instrução, a exigência dos voos a baixa altitude, as missões de navegação tática e os voos por instrumentos contribuem para forjar aviadores preparados para os desafios operacionais contemporâneos.

A história da Esquadra 103 conhece um momento particularmente simbólico a 31 de janeiro de 2018, data em que é voada a sua última missão, integrada no exercício Real Thaw 2018. Esse voo encerra operacionalmente um ciclo de décadas dedicadas à formação avançada, marcando o fim de uma era para os “Caracóis” e para a instrução em jato na Força Aérea Portuguesa. A desativação formal que se segue não apaga, contudo, o impacto duradouro da unidade.

A designação “Caracóis” reflete uma tradição identitária própria, reforçada por um forte espírito de camaradagem e por um sentido de pertença que ultrapassa gerações. Mesmo após a sua desativação, a Esquadra 103 mantém-se como escola de excelência na memória coletiva da Força Aérea, símbolo de uma cultura de exigência, profissionalismo e dedicação ao serviço de Portugal.

Comemora-se hoje não apenas a data da sua criação, mas também o legado humano e operacional que constrói ao longo de 73 anos. A história da Esquadra 103 confunde-se com a história da formação avançada de pilotos militares portugueses, sendo impossível dissociar o sucesso das esquadras operacionais do trabalho rigoroso desenvolvido pelos “Caracóis”. Hoje, ao assinalar-se este aniversário, honra-se o passado, celebra-se o contributo de todos os que nela servem e reafirma-se a importância da formação como alicerce da superioridade aérea.





































 

Comemora-se hoje, 28 de fevereiro, o 73.º aniversário da Esquadra 103 “Caracóis”, uma unidade que permanece viva na memória da Forca Aérea Portuguesa apesar de se encontrar atualmente desativada. Ao longo de mais de sete décadas, a Esquadra 103 afirma-se como uma referência incontornável na formação de pilotos militares em Portugal, deixando uma marca profunda em gerações de aviadores que por ali passam.

Criada em 1953, a Esquadra 103 assume, desde cedo, a missão essencial de instrução complementar e avançada de pilotagem, tornando-se um pilar estruturante na construção da proficiência operacional da Força Aérea. É no seio dos “Caracóis” que muitos jovens pilotos consolidam competências técnicas, disciplina aérea e espírito de corpo, numa fase decisiva da sua formação, antes de transitarem para esquadras operacionais.

Ao longo da sua história, a unidade opera diferentes aeronaves de instrução que acompanham a evolução tecnológica e doutrinária da aviação militar portuguesa. Entre as mais emblemáticas destaca-se o Dassault/Dornier Alpha Jet, aeronave que marca profundamente a identidade recente da Esquadra 103. Com o Alpha Jet, os “Caracóis” asseguram a fase avançada da instrução, preparando pilotos para aeronaves de elevado desempenho e exigência, num contexto de crescente sofisticação dos sistemas de armas e das operações aéreas.

Instalada na Base Aérea No 11 durante a sua fase mais recente, a Esquadra 103 desempenha um papel central no treino avançado, beneficiando das condições ímpares de espaço aéreo e meteorologia do sul do país. O rigor da instrução, a exigência dos voos a baixa altitude, as missões de navegação tática e os voos por instrumentos contribuem para forjar aviadores preparados para os desafios operacionais contemporâneos.

A história da Esquadra 103 conhece um momento particularmente simbólico a 31 de janeiro de 2018, data em que é voada a sua última missão, integrada no exercício Real Thaw 2018. Esse voo encerra operacionalmente um ciclo de décadas dedicadas à formação avançada, marcando o fim de uma era para os “Caracóis” e para a instrução em jato na Força Aérea Portuguesa. A desativação formal que se segue não apaga, contudo, o impacto duradouro da unidade.

A designação “Caracóis” reflete uma tradição identitária própria, reforçada por um forte espírito de camaradagem e por um sentido de pertença que ultrapassa gerações. Mesmo após a sua desativação, a Esquadra 103 mantém-se como escola de excelência na memória coletiva da Força Aérea, símbolo de uma cultura de exigência, profissionalismo e dedicação ao serviço de Portugal.

Comemora-se hoje não apenas a data da sua criação, mas também o legado humano e operacional que constrói ao longo de 73 anos. A história da Esquadra 103 confunde-se com a história da formação avançada de pilotos militares portugueses, sendo impossível dissociar o sucesso das esquadras operacionais do trabalho rigoroso desenvolvido pelos “Caracóis”. Hoje, ao assinalar-se este aniversário, honra-se o passado, celebra-se o contributo de todos os que nela servem e reafirma-se a importância da formação como alicerce da superioridade aérea.