terça-feira, 30 de junho de 2026

O adeus ao C-2 Greyhound e a minha aventura a bordo de um porta-aviões da U.S. Navy...

 

Durante quase seis décadas, o Grumman C-2A Greyhound desempenhou uma das missões mais discretas, mas também mais importantes da aviação naval norte-americana. Responsável pelas missões de Carrier Onboard Delivery (COD), assegurava diariamente a ligação entre as bases em terra e os porta-aviões da U.S. Navy, transportando pessoal, correio, peças sobressalentes, motores aeronáuticos e outro material indispensável ao funcionamento de um grupo de batalha naval. Em junho de 2026, esta notável aeronave realizou a sua última aterragem e a sua última descolagem por catapulta de um porta-aviões, encerrando uma carreira operacional com cerca de sessenta anos. Ao conhecer esta notícia, foi inevitável recordar uma das experiências mais marcantes da minha vida enquanto fotógrafo e jornalista de aviação.

Tudo aconteceu em outubro de 2012.

Nessa altura tive o privilégio de embarcar num C-2A Greyhound no Aeroporto Internacional do Bahrain com destino ao porta-aviões USS John C. Stennis (CVN-74), que navegava no Mar Arábico, na companhia do meu amigo J. Munkelt Gonçalves. Era uma oportunidade única para acompanharmos, durante dois dias, a atividade operacional de um dos maiores navios de guerra do mundo, numa fase em que participava nas operações de apoio às forças dos Estados Unidos e da NATO destacadas no Afeganistão.

O voo até ao porta-aviões foi, por si só, uma experiência extraordinária. Depois de abandonar a costa do Bahrain e sobrevoar o Mar Arábico, a imensidão azul deu lugar a uma pequena silhueta cinzenta no horizonte. À medida que nos aproximávamos, tornava-se impressionante perceber como uma cidade flutuante emergia do oceano. Poucos minutos depois vivi, pela primeira vez, uma aterragem enganchada num porta-aviões. O impacto no convés, seguido da brusca desaceleração provocada pelo cabo de retenção, foi uma sensação impossível de descrever plenamente. Em apenas alguns segundos, o avião passava de uma velocidade superior a 200 km/h para a imobilização total.

Durante a permanência a bordo do USS John C. Stennis tivemos a oportunidade de testemunhar de perto o extraordinário ritmo operacional do convés de voo. Caças descolavam e aterravam praticamente sem interrupção, helicópteros cumpriam as suas missões de apoio e vigilância, enquanto os E-2C Hawkeye asseguravam a vigilância aérea do grupo de batalha. Cada movimento obedecia a uma coordenação absolutamente rigorosa, onde centenas de militares desempenhavam funções perfeitamente sincronizadas num ambiente exigente, ruidoso e, simultaneamente, fascinante.

Para mim, um dos aspetos mais gratificantes desta visita foi poder fotografar toda esta atividade operacional. Ao longo daqueles dois dias tive acesso a cenários que poucos civis têm oportunidade de observar tão de perto: as operações de voo, a preparação das aeronaves, o trabalho das equipas de manutenção e a intensidade permanente que caracteriza um porta-aviões em missão. Cada fotografia captada tornou-se um registo documental de uma realidade que dificilmente se repete.

Mas a aventura ainda reservaria um último momento inesquecível.

No regresso ao Bahrain voltámos a embarcar no mesmo C-2 Greyhound. Desta vez, a emoção começou antes mesmo da descolagem. Posicionado na catapulta do porta-aviões, o avião aguardou apenas alguns segundos até que toda a potência dos motores estivesse estabilizada. Num instante, fui literalmente projetado para a frente quando a catapulta lançou a aeronave do convés para o céu. A aceleração é brutal, impossível de comparar com qualquer descolagem convencional. Em poucos segundos, deixávamos para trás o USS John C. Stennis e regressávamos ao continente, terminando uma aventura que permanecerá para sempre entre as experiências mais extraordinárias que alguma vez vivi.

Foi por isso que acompanhei com alguma emoção a notícia do fim da carreira operacional do C-2 Greyhound. No passado dia 25 de junho de 2026, um aparelho do VRC-40 "Rawhides" efetuou a última aterragem enganchada e a derradeira descolagem por catapulta de um Greyhound a bordo do porta-aviões USS Nimitz (CVN-68). A missão logística passou agora a ser assegurada pelo CMV-22B Osprey, encerrando definitivamente um capítulo iniciado em meados da década de 1960.

Para a maioria das pessoas, o Greyhound era apenas um avião de transporte. Para mim, será sempre muito mais do que isso. Será a aeronave que me abriu as portas de um porta-aviões da U.S. Navy em plena missão operacional, permitindo-me viver, durante dois dias, uma experiência absolutamente única e testemunhar de perto uma das mais impressionantes demonstrações de poder naval da atualidade.

Agora que o C-2 Greyhound passou definitivamente à história, dou ainda mais valor à oportunidade que tive de voar naquela aeronave. Sem o saber, vivi um pequeno pedaço da história da aviação naval norte-americana. Hoje, essas recordações, bem como as fotografias captadas a bordo do USS John C. Stennis, ganharam um significado ainda mais especial, tornando-se o testemunho de uma aeronave que, durante sessenta anos, ligou o mar à terra e acompanhou praticamente todas as grandes operações da U.S. Navy. Fiquem bem, Jorge Ruivo





















 

Durante quase seis décadas, o Grumman C-2A Greyhound desempenhou uma das missões mais discretas, mas também mais importantes da aviação naval norte-americana. Responsável pelas missões de Carrier Onboard Delivery (COD), assegurava diariamente a ligação entre as bases em terra e os porta-aviões da U.S. Navy, transportando pessoal, correio, peças sobressalentes, motores aeronáuticos e outro material indispensável ao funcionamento de um grupo de batalha naval. Em junho de 2026, esta notável aeronave realizou a sua última aterragem e a sua última descolagem por catapulta de um porta-aviões, encerrando uma carreira operacional com cerca de sessenta anos. Ao conhecer esta notícia, foi inevitável recordar uma das experiências mais marcantes da minha vida enquanto fotógrafo e jornalista de aviação.

Tudo aconteceu em outubro de 2012.

Nessa altura tive o privilégio de embarcar num C-2A Greyhound no Aeroporto Internacional do Bahrain com destino ao porta-aviões USS John C. Stennis (CVN-74), que navegava no Mar Arábico, na companhia do meu amigo J. Munkelt Gonçalves. Era uma oportunidade única para acompanharmos, durante dois dias, a atividade operacional de um dos maiores navios de guerra do mundo, numa fase em que participava nas operações de apoio às forças dos Estados Unidos e da NATO destacadas no Afeganistão.

O voo até ao porta-aviões foi, por si só, uma experiência extraordinária. Depois de abandonar a costa do Bahrain e sobrevoar o Mar Arábico, a imensidão azul deu lugar a uma pequena silhueta cinzenta no horizonte. À medida que nos aproximávamos, tornava-se impressionante perceber como uma cidade flutuante emergia do oceano. Poucos minutos depois vivi, pela primeira vez, uma aterragem enganchada num porta-aviões. O impacto no convés, seguido da brusca desaceleração provocada pelo cabo de retenção, foi uma sensação impossível de descrever plenamente. Em apenas alguns segundos, o avião passava de uma velocidade superior a 200 km/h para a imobilização total.

Durante a permanência a bordo do USS John C. Stennis tivemos a oportunidade de testemunhar de perto o extraordinário ritmo operacional do convés de voo. Caças descolavam e aterravam praticamente sem interrupção, helicópteros cumpriam as suas missões de apoio e vigilância, enquanto os E-2C Hawkeye asseguravam a vigilância aérea do grupo de batalha. Cada movimento obedecia a uma coordenação absolutamente rigorosa, onde centenas de militares desempenhavam funções perfeitamente sincronizadas num ambiente exigente, ruidoso e, simultaneamente, fascinante.

Para mim, um dos aspetos mais gratificantes desta visita foi poder fotografar toda esta atividade operacional. Ao longo daqueles dois dias tive acesso a cenários que poucos civis têm oportunidade de observar tão de perto: as operações de voo, a preparação das aeronaves, o trabalho das equipas de manutenção e a intensidade permanente que caracteriza um porta-aviões em missão. Cada fotografia captada tornou-se um registo documental de uma realidade que dificilmente se repete.

Mas a aventura ainda reservaria um último momento inesquecível.

No regresso ao Bahrain voltámos a embarcar no mesmo C-2 Greyhound. Desta vez, a emoção começou antes mesmo da descolagem. Posicionado na catapulta do porta-aviões, o avião aguardou apenas alguns segundos até que toda a potência dos motores estivesse estabilizada. Num instante, fui literalmente projetado para a frente quando a catapulta lançou a aeronave do convés para o céu. A aceleração é brutal, impossível de comparar com qualquer descolagem convencional. Em poucos segundos, deixávamos para trás o USS John C. Stennis e regressávamos ao continente, terminando uma aventura que permanecerá para sempre entre as experiências mais extraordinárias que alguma vez vivi.

Foi por isso que acompanhei com alguma emoção a notícia do fim da carreira operacional do C-2 Greyhound. No passado dia 25 de junho de 2026, um aparelho do VRC-40 "Rawhides" efetuou a última aterragem enganchada e a derradeira descolagem por catapulta de um Greyhound a bordo do porta-aviões USS Nimitz (CVN-68). A missão logística passou agora a ser assegurada pelo CMV-22B Osprey, encerrando definitivamente um capítulo iniciado em meados da década de 1960.

Para a maioria das pessoas, o Greyhound era apenas um avião de transporte. Para mim, será sempre muito mais do que isso. Será a aeronave que me abriu as portas de um porta-aviões da U.S. Navy em plena missão operacional, permitindo-me viver, durante dois dias, uma experiência absolutamente única e testemunhar de perto uma das mais impressionantes demonstrações de poder naval da atualidade.

Agora que o C-2 Greyhound passou definitivamente à história, dou ainda mais valor à oportunidade que tive de voar naquela aeronave. Sem o saber, vivi um pequeno pedaço da história da aviação naval norte-americana. Hoje, essas recordações, bem como as fotografias captadas a bordo do USS John C. Stennis, ganharam um significado ainda mais especial, tornando-se o testemunho de uma aeronave que, durante sessenta anos, ligou o mar à terra e acompanhou praticamente todas as grandes operações da U.S. Navy. Fiquem bem, Jorge Ruivo





















domingo, 28 de junho de 2026

KC-390 portugueses concluem com sucesso ponte aérea humanitária para a Venezuela

As duas aeronaves KC-390 da Força Aérea Portuguesa concluíram com sucesso a missão de transporte da Força Conjunta Nacional destacada para a Venezuela, aterrando em Caracas durante a tarde de sábado, após um voo que incluiu escalas técnicas em Cabo Verde e na Martinica.

Os dois aviões, operados pela Esquadra 506 "Rinocerontes", transportaram 64 operacionais e cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária destinada a apoiar as populações afetadas pelos violentos sismos que recentemente atingiram aquele país sul-americano. A primeira aeronave aterrou às 13h45 e a segunda às 14h40 (hora de Portugal Continental), concluindo uma missão coordenada pelo Comando Conjunto para as Operações Militares do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

A operação envolveu militares e especialistas da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), reunindo capacidades de busca e salvamento urbano, recuperação de vítimas, resposta a catástrofes e apoio médico de emergência.

A carga transportada incluiu equipamentos de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores, bens alimentares e outros artigos essenciais para apoiar as operações de socorro no terreno.

A missão voltou a demonstrar uma das principais valências do KC-390 Millennium: a capacidade de projetar rapidamente meios humanos e materiais para qualquer ponto do globo. Com elevada velocidade de cruzeiro, grande capacidade de carga e autonomia suficiente para operar em rotas intercontinentais, a aeronave permite à Força Aérea responder de forma eficaz a situações de emergência internacional.

As escalas realizadas em Cabo Verde e na ilha da Martinica permitiram o reabastecimento das aeronaves antes da chegada ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, garantindo a continuidade da operação sem incidentes.

A missão resultou de um esforço conjunto entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Defesa Nacional, o Ministério da Administração Interna e o Ministério da Saúde, refletindo o compromisso de Portugal na resposta a crises internacionais e no apoio à significativa comunidade portuguesa e lusodescendente residente na Venezuela.

Mais do que um simples transporte aéreo, a operação evidenciou a capacidade das Forças Armadas Portuguesas para planear, coordenar e executar missões conjuntas de elevado grau de exigência, colocando em evidência a versatilidade do KC-390 como plataforma estratégica de transporte militar e humanitário.

Nos últimos anos, a aeronave tem vindo a afirmar-se como um dos principais meios da Força Aérea Portuguesa, sendo empregue em missões de transporte logístico, evacuações médicas, apoio a operações militares e ações de ajuda humanitária, confirmando a sua importância crescente na capacidade de projeção nacional e internacional de Portugal. A missão agora concluída na Venezuela constitui mais um exemplo da rapidez de resposta e da flexibilidade operacional proporcionadas pelo KC-390, num contexto em que a assistência humanitária exige mobilização imediata de pessoas, equipamentos e recursos.

Fotos: via FAP
















As duas aeronaves KC-390 da Força Aérea Portuguesa concluíram com sucesso a missão de transporte da Força Conjunta Nacional destacada para a Venezuela, aterrando em Caracas durante a tarde de sábado, após um voo que incluiu escalas técnicas em Cabo Verde e na Martinica.

Os dois aviões, operados pela Esquadra 506 "Rinocerontes", transportaram 64 operacionais e cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária destinada a apoiar as populações afetadas pelos violentos sismos que recentemente atingiram aquele país sul-americano. A primeira aeronave aterrou às 13h45 e a segunda às 14h40 (hora de Portugal Continental), concluindo uma missão coordenada pelo Comando Conjunto para as Operações Militares do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

A operação envolveu militares e especialistas da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), reunindo capacidades de busca e salvamento urbano, recuperação de vítimas, resposta a catástrofes e apoio médico de emergência.

A carga transportada incluiu equipamentos de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores, bens alimentares e outros artigos essenciais para apoiar as operações de socorro no terreno.

A missão voltou a demonstrar uma das principais valências do KC-390 Millennium: a capacidade de projetar rapidamente meios humanos e materiais para qualquer ponto do globo. Com elevada velocidade de cruzeiro, grande capacidade de carga e autonomia suficiente para operar em rotas intercontinentais, a aeronave permite à Força Aérea responder de forma eficaz a situações de emergência internacional.

As escalas realizadas em Cabo Verde e na ilha da Martinica permitiram o reabastecimento das aeronaves antes da chegada ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, garantindo a continuidade da operação sem incidentes.

A missão resultou de um esforço conjunto entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Defesa Nacional, o Ministério da Administração Interna e o Ministério da Saúde, refletindo o compromisso de Portugal na resposta a crises internacionais e no apoio à significativa comunidade portuguesa e lusodescendente residente na Venezuela.

Mais do que um simples transporte aéreo, a operação evidenciou a capacidade das Forças Armadas Portuguesas para planear, coordenar e executar missões conjuntas de elevado grau de exigência, colocando em evidência a versatilidade do KC-390 como plataforma estratégica de transporte militar e humanitário.

Nos últimos anos, a aeronave tem vindo a afirmar-se como um dos principais meios da Força Aérea Portuguesa, sendo empregue em missões de transporte logístico, evacuações médicas, apoio a operações militares e ações de ajuda humanitária, confirmando a sua importância crescente na capacidade de projeção nacional e internacional de Portugal. A missão agora concluída na Venezuela constitui mais um exemplo da rapidez de resposta e da flexibilidade operacional proporcionadas pelo KC-390, num contexto em que a assistência humanitária exige mobilização imediata de pessoas, equipamentos e recursos.

Fotos: via FAP
















sábado, 27 de junho de 2026

Portugal mobiliza missão humanitária - Força Aérea leva esperança à Venezuela

Portugal respondeu rapidamente à tragédia provocada pelos fortes sismos que atingiram a Venezuela, mobilizando uma Força Conjunta Nacional de ajuda humanitária para apoiar as operações de busca, salvamento e assistência às populações afetadas.

Ao final da tarde de sexta-feira, dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa descolaram da Base Aérea N.º 11, em Beja, transportando 64 operacionais e cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária. A missão foi coordenada pelo Comando Conjunto para as Operações Militares do Estado-Maior-General das Forças Armadas e resulta de um esforço conjunto que reúne capacidades especializadas de busca e salvamento em estruturas colapsadas, resposta médica de emergência e apoio logístico às populações atingidas.

A bordo das aeronaves seguem equipamentos de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores, bens alimentares e outros artigos essenciais destinados a reforçar a capacidade de resposta das autoridades venezuelanas.

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General João Cartaxo Alves, esteve presente na Base Aérea de Beja para assinalar a partida da força conjunta, sublinhando o empenhamento das Forças Armadas Portuguesas em missões de solidariedade internacional e de resposta a catástrofes.

Esta operação demonstra a capacidade expedicionária das Forças Armadas Portuguesas e a versatilidade do KC-390, aeronave que permite projetar rapidamente pessoas, equipamentos e apoio humanitário para qualquer ponto do mundo, desempenhando um papel fundamental em missões de proteção civil e assistência internacional.

A decisão de Portugal reveste-se de especial significado devido à forte comunidade portuguesa e lusodescendente residente na Venezuela, uma das maiores da América Latina. Os sismos provocaram centenas de vítimas mortais e milhares de feridos, afetando também cidadãos portugueses e lusodescendentes, o que reforçou a urgência da resposta nacional.

A missão constitui mais um exemplo do compromisso de Portugal com a solidariedade internacional, colocando as capacidades militares ao serviço da ajuda humanitária e da proteção de vidas humanas em situações de emergência.

Fonte e Fotos: via EMGFA














Portugal respondeu rapidamente à tragédia provocada pelos fortes sismos que atingiram a Venezuela, mobilizando uma Força Conjunta Nacional de ajuda humanitária para apoiar as operações de busca, salvamento e assistência às populações afetadas.

Ao final da tarde de sexta-feira, dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa descolaram da Base Aérea N.º 11, em Beja, transportando 64 operacionais e cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária. A missão foi coordenada pelo Comando Conjunto para as Operações Militares do Estado-Maior-General das Forças Armadas e resulta de um esforço conjunto que reúne capacidades especializadas de busca e salvamento em estruturas colapsadas, resposta médica de emergência e apoio logístico às populações atingidas.

A bordo das aeronaves seguem equipamentos de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores, bens alimentares e outros artigos essenciais destinados a reforçar a capacidade de resposta das autoridades venezuelanas.

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General João Cartaxo Alves, esteve presente na Base Aérea de Beja para assinalar a partida da força conjunta, sublinhando o empenhamento das Forças Armadas Portuguesas em missões de solidariedade internacional e de resposta a catástrofes.

Esta operação demonstra a capacidade expedicionária das Forças Armadas Portuguesas e a versatilidade do KC-390, aeronave que permite projetar rapidamente pessoas, equipamentos e apoio humanitário para qualquer ponto do mundo, desempenhando um papel fundamental em missões de proteção civil e assistência internacional.

A decisão de Portugal reveste-se de especial significado devido à forte comunidade portuguesa e lusodescendente residente na Venezuela, uma das maiores da América Latina. Os sismos provocaram centenas de vítimas mortais e milhares de feridos, afetando também cidadãos portugueses e lusodescendentes, o que reforçou a urgência da resposta nacional.

A missão constitui mais um exemplo do compromisso de Portugal com a solidariedade internacional, colocando as capacidades militares ao serviço da ajuda humanitária e da proteção de vidas humanas em situações de emergência.

Fonte e Fotos: via EMGFA














quinta-feira, 25 de junho de 2026

Seis Doentes, Um Voo, Uma Missão

A Esquadra 502 “Elefantes” da Força Aérea Portuguesa protagonizou recentemente uma missão inédita nos Açores, ao assegurar o transporte aeromédico de seis doentes num único voo realizado por uma aeronave C-295M.

A operação, conduzida por uma tripulação destacada permanentemente na Base Aérea N.º 4, nas Lajes, teve como objetivo garantir a transferência de doentes entre várias ilhas do arquipélago para unidades hospitalares com capacidade de resposta diferenciada, adequadas às necessidades clínicas de cada paciente.

Inicialmente planeada para o transporte de quatro doentes, a missão ganhou uma dimensão acrescida durante a sua execução, quando surgiu a necessidade de evacuar mais dois pacientes. Esta alteração obrigou a uma rápida adaptação do planeamento operacional e a uma estreita coordenação entre a Força Aérea e os serviços regionais de emergência médica.

Ao longo de aproximadamente cinco horas de voo, o C-295M efetuou diversas ligações interilhas, passando por diferentes pontos do arquipélago dos Açores para recolher e transportar os doentes. A complexidade logística da missão exigiu uma gestão cuidada dos tempos de voo, das prioridades médicas e dos procedimentos de embarque e desembarque.

A operação envolveu igualmente uma intensa articulação em terra. Em determinados momentos, chegaram a estar quatro ambulâncias em simultâneo na pista da Base Aérea das Lajes, assegurando a rápida transferência dos pacientes para as unidades de saúde mais adequadas.

A missão demonstra a versatilidade do C-295M e a capacidade da Esquadra 502 para executar operações de transporte aeromédico em cenários particularmente exigentes. Habitualmente associada a missões de transporte aéreo, vigilância marítima e busca e salvamento, a unidade continua a desempenhar um papel fundamental na ligação entre as ilhas dos Açores, contribuindo para o apoio às populações e para a coesão territorial do arquipélago.

Mais do que um feito operacional, esta missão evidencia a importância da presença permanente dos meios da Força Aérea nos Açores. A capacidade de responder rapidamente a necessidades médicas urgentes continua a ser um elemento essencial para garantir cuidados de saúde diferenciados às populações insulares, especialmente quando o fator tempo pode fazer a diferença.

Com esta operação inédita, a Esquadra 502 reafirma o seu compromisso com o serviço público e com a missão permanente da Força Aérea Portuguesa de proteger e apoiar os cidadãos, onde quer que seja necessário.

Fonte: FAP

















A Esquadra 502 “Elefantes” da Força Aérea Portuguesa protagonizou recentemente uma missão inédita nos Açores, ao assegurar o transporte aeromédico de seis doentes num único voo realizado por uma aeronave C-295M.

A operação, conduzida por uma tripulação destacada permanentemente na Base Aérea N.º 4, nas Lajes, teve como objetivo garantir a transferência de doentes entre várias ilhas do arquipélago para unidades hospitalares com capacidade de resposta diferenciada, adequadas às necessidades clínicas de cada paciente.

Inicialmente planeada para o transporte de quatro doentes, a missão ganhou uma dimensão acrescida durante a sua execução, quando surgiu a necessidade de evacuar mais dois pacientes. Esta alteração obrigou a uma rápida adaptação do planeamento operacional e a uma estreita coordenação entre a Força Aérea e os serviços regionais de emergência médica.

Ao longo de aproximadamente cinco horas de voo, o C-295M efetuou diversas ligações interilhas, passando por diferentes pontos do arquipélago dos Açores para recolher e transportar os doentes. A complexidade logística da missão exigiu uma gestão cuidada dos tempos de voo, das prioridades médicas e dos procedimentos de embarque e desembarque.

A operação envolveu igualmente uma intensa articulação em terra. Em determinados momentos, chegaram a estar quatro ambulâncias em simultâneo na pista da Base Aérea das Lajes, assegurando a rápida transferência dos pacientes para as unidades de saúde mais adequadas.

A missão demonstra a versatilidade do C-295M e a capacidade da Esquadra 502 para executar operações de transporte aeromédico em cenários particularmente exigentes. Habitualmente associada a missões de transporte aéreo, vigilância marítima e busca e salvamento, a unidade continua a desempenhar um papel fundamental na ligação entre as ilhas dos Açores, contribuindo para o apoio às populações e para a coesão territorial do arquipélago.

Mais do que um feito operacional, esta missão evidencia a importância da presença permanente dos meios da Força Aérea nos Açores. A capacidade de responder rapidamente a necessidades médicas urgentes continua a ser um elemento essencial para garantir cuidados de saúde diferenciados às populações insulares, especialmente quando o fator tempo pode fazer a diferença.

Com esta operação inédita, a Esquadra 502 reafirma o seu compromisso com o serviço público e com a missão permanente da Força Aérea Portuguesa de proteger e apoiar os cidadãos, onde quer que seja necessário.

Fonte: FAP

















Quando Cada Minuto Conta: Três Resgates Consecutivos no Mar

 

A Força Aérea Portuguesa realizou três missões consecutivas de resgate em navios mercantes ao largo dos Açores, em menos de 24 horas, numa demonstração de elevada prontidão operacional e capacidade de resposta em ambiente marítimo. As operações envolveram meios das Esquadras 752 “Fénix” e 502 “Elefantes”, sediadas na Base Aérea N.º 4 (BA4), nas Lajes, e permitiram prestar assistência médica urgente a três tripulantes que navegavam em pleno Oceano Atlântico.

A primeira missão teve início ao final da tarde de 19 de junho, quando um helicóptero EH-101 Merlin da Esquadra 752 descolou da BA4 para resgatar um tripulante de 26 anos que seguia a bordo do navio mercante Sigma Triumph. O navio encontrava-se a cerca de 950 quilómetros da Ilha Terceira, uma distância que obrigou ao empenhamento simultâneo de uma aeronave C-295M da Esquadra 502, responsável por assegurar apoio adicional e reforçar a segurança da operação. Após a recuperação do doente, o EH-101 regressou às Lajes, onde o paciente foi entregue aos meios de emergência médica para posterior encaminhamento hospitalar.

Menos de 24 horas depois, a tripulação da Esquadra 752 voltou a ser ativada para uma nova missão. Desta vez, o objetivo era resgatar um homem de 40 anos que necessitava de cuidados médicos urgentes e que se encontrava a bordo do navio mercante Monte Brasil. A operação decorreu com sucesso, tendo o doente sido transportado para a Ilha de São Miguel, onde foi encaminhado para o Hospital do Divino Espírito Santo.

Contudo, ainda durante a execução desta segunda missão, o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento das Lajes (RCC Lajes) recebeu um novo pedido de assistência por parte do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada). Sem tempo para pausas, e após concluir a evacuação do segundo paciente, a tripulação seguiu diretamente para uma terceira operação de salvamento.

A última missão incidiu sobre o navio mercante Kenya B, onde um tripulante de 27 anos necessitava igualmente de assistência médica urgente. A embarcação encontrava-se a cerca de 420 quilómetros da costa açoriana, tornando novamente necessário o empenhamento de uma aeronave C-295M da Esquadra 502 para acompanhar a missão e garantir maior segurança durante toda a operação. O resgate foi concluído com sucesso, encerrando um ciclo de três intervenções consecutivas em menos de um dia.

Estas três missões evidenciam a importância da complementaridade entre os helicópteros EH-101 Merlin da Esquadra 752 “Fénix” e os C-295M da Esquadra 502 “Elefantes”. Enquanto os Merlin asseguram a recuperação direta dos doentes em alto-mar, os C-295M desempenham um papel fundamental no apoio às operações de longo alcance, aumentando a segurança e a eficácia das missões de busca e salvamento.

Numa das maiores regiões de Busca e Salvamento do mundo, a Força Aérea mantém uma capacidade permanente de resposta que lhe permite atuar, a qualquer hora, nas vastas áreas oceânicas sob responsabilidade nacional. As três operações realizadas em menos de 24 horas constituem mais um exemplo do compromisso diário dos militares da Força Aérea com a missão de salvar vidas e cumprir o lema que orienta as suas esquadras de resgate: “Para que outros vivam”.

Fonte. FAP











 

A Força Aérea Portuguesa realizou três missões consecutivas de resgate em navios mercantes ao largo dos Açores, em menos de 24 horas, numa demonstração de elevada prontidão operacional e capacidade de resposta em ambiente marítimo. As operações envolveram meios das Esquadras 752 “Fénix” e 502 “Elefantes”, sediadas na Base Aérea N.º 4 (BA4), nas Lajes, e permitiram prestar assistência médica urgente a três tripulantes que navegavam em pleno Oceano Atlântico.

A primeira missão teve início ao final da tarde de 19 de junho, quando um helicóptero EH-101 Merlin da Esquadra 752 descolou da BA4 para resgatar um tripulante de 26 anos que seguia a bordo do navio mercante Sigma Triumph. O navio encontrava-se a cerca de 950 quilómetros da Ilha Terceira, uma distância que obrigou ao empenhamento simultâneo de uma aeronave C-295M da Esquadra 502, responsável por assegurar apoio adicional e reforçar a segurança da operação. Após a recuperação do doente, o EH-101 regressou às Lajes, onde o paciente foi entregue aos meios de emergência médica para posterior encaminhamento hospitalar.

Menos de 24 horas depois, a tripulação da Esquadra 752 voltou a ser ativada para uma nova missão. Desta vez, o objetivo era resgatar um homem de 40 anos que necessitava de cuidados médicos urgentes e que se encontrava a bordo do navio mercante Monte Brasil. A operação decorreu com sucesso, tendo o doente sido transportado para a Ilha de São Miguel, onde foi encaminhado para o Hospital do Divino Espírito Santo.

Contudo, ainda durante a execução desta segunda missão, o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento das Lajes (RCC Lajes) recebeu um novo pedido de assistência por parte do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada). Sem tempo para pausas, e após concluir a evacuação do segundo paciente, a tripulação seguiu diretamente para uma terceira operação de salvamento.

A última missão incidiu sobre o navio mercante Kenya B, onde um tripulante de 27 anos necessitava igualmente de assistência médica urgente. A embarcação encontrava-se a cerca de 420 quilómetros da costa açoriana, tornando novamente necessário o empenhamento de uma aeronave C-295M da Esquadra 502 para acompanhar a missão e garantir maior segurança durante toda a operação. O resgate foi concluído com sucesso, encerrando um ciclo de três intervenções consecutivas em menos de um dia.

Estas três missões evidenciam a importância da complementaridade entre os helicópteros EH-101 Merlin da Esquadra 752 “Fénix” e os C-295M da Esquadra 502 “Elefantes”. Enquanto os Merlin asseguram a recuperação direta dos doentes em alto-mar, os C-295M desempenham um papel fundamental no apoio às operações de longo alcance, aumentando a segurança e a eficácia das missões de busca e salvamento.

Numa das maiores regiões de Busca e Salvamento do mundo, a Força Aérea mantém uma capacidade permanente de resposta que lhe permite atuar, a qualquer hora, nas vastas áreas oceânicas sob responsabilidade nacional. As três operações realizadas em menos de 24 horas constituem mais um exemplo do compromisso diário dos militares da Força Aérea com a missão de salvar vidas e cumprir o lema que orienta as suas esquadras de resgate: “Para que outros vivam”.

Fonte. FAP











quinta-feira, 18 de junho de 2026

Dos céus da Estónia ao Ramstein Flag: F-16AM portugueses na linha da frente da NATO

A presença dos F-16AM da Força Aérea Portuguesa na Base Aérea de Ämari, na Estónia, continua a afirmar o compromisso nacional com a segurança coletiva da NATO e a defesa do seu flanco leste. Integrados na missão enhanced Air Policing 2026 (eAP26), os caças portugueses têm assegurado, desde abril, a vigilância permanente do espaço aéreo dos Países Bálticos, uma das regiões mais sensíveis da Aliança Atlântica.

Nas últimas semanas, os militares portugueses foram chamados a intervir em situações reais, tendo os F-16AM sido acionados para identificar e acompanhar aeronaves da Federação Russa que operavam nas proximidades do espaço aéreo aliado. Estas missões de alerta rápido, executadas no âmbito do sistema de defesa aérea integrado da NATO, demonstram a prontidão operacional das tripulações e a capacidade de resposta imediata da Força Aérea perante qualquer atividade aérea considerada de interesse para a segurança da Aliança.

Paralelamente às missões de policiamento aéreo, o destacamento nacional participa no exercício multinacional Ramstein Flag 2026, uma das mais importantes atividades de treino aéreo da NATO. O exercício reúne forças aéreas de vários países aliados e proporciona um ambiente operacional de elevada complexidade, permitindo treinar operações combinadas, reforçar a interoperabilidade entre parceiros e aperfeiçoar procedimentos em cenários de elevada intensidade. A participação portuguesa confirma a capacidade dos F-16M e das suas equipas para operar lado a lado com algumas das mais avançadas forças aéreas do mundo.

A missão portuguesa na Estónia envolve quatro aeronaves F-16AM e até 95 militares, entre pilotos, técnicos e especialistas de diversas áreas, responsáveis por garantir o funcionamento contínuo do destacamento e a execução das operações atribuídas. Esta é mais uma demonstração do contributo de Portugal para a segurança euro-atlântica e para a preservação da integridade do espaço aéreo aliado.

Do policiamento aéreo permanente às interceções reais e ao treino multinacional avançado, os F-16AM portugueses continuam a evidenciar elevados níveis de prontidão, profissionalismo e capacidade operacional, contribuindo ativamente para a defesa coletiva da NATO e para a estabilidade da região do Báltico. 

Fotos: CEMGFA

















A presença dos F-16AM da Força Aérea Portuguesa na Base Aérea de Ämari, na Estónia, continua a afirmar o compromisso nacional com a segurança coletiva da NATO e a defesa do seu flanco leste. Integrados na missão enhanced Air Policing 2026 (eAP26), os caças portugueses têm assegurado, desde abril, a vigilância permanente do espaço aéreo dos Países Bálticos, uma das regiões mais sensíveis da Aliança Atlântica.

Nas últimas semanas, os militares portugueses foram chamados a intervir em situações reais, tendo os F-16AM sido acionados para identificar e acompanhar aeronaves da Federação Russa que operavam nas proximidades do espaço aéreo aliado. Estas missões de alerta rápido, executadas no âmbito do sistema de defesa aérea integrado da NATO, demonstram a prontidão operacional das tripulações e a capacidade de resposta imediata da Força Aérea perante qualquer atividade aérea considerada de interesse para a segurança da Aliança.

Paralelamente às missões de policiamento aéreo, o destacamento nacional participa no exercício multinacional Ramstein Flag 2026, uma das mais importantes atividades de treino aéreo da NATO. O exercício reúne forças aéreas de vários países aliados e proporciona um ambiente operacional de elevada complexidade, permitindo treinar operações combinadas, reforçar a interoperabilidade entre parceiros e aperfeiçoar procedimentos em cenários de elevada intensidade. A participação portuguesa confirma a capacidade dos F-16M e das suas equipas para operar lado a lado com algumas das mais avançadas forças aéreas do mundo.

A missão portuguesa na Estónia envolve quatro aeronaves F-16AM e até 95 militares, entre pilotos, técnicos e especialistas de diversas áreas, responsáveis por garantir o funcionamento contínuo do destacamento e a execução das operações atribuídas. Esta é mais uma demonstração do contributo de Portugal para a segurança euro-atlântica e para a preservação da integridade do espaço aéreo aliado.

Do policiamento aéreo permanente às interceções reais e ao treino multinacional avançado, os F-16AM portugueses continuam a evidenciar elevados níveis de prontidão, profissionalismo e capacidade operacional, contribuindo ativamente para a defesa coletiva da NATO e para a estabilidade da região do Báltico. 

Fotos: CEMGFA

















terça-feira, 16 de junho de 2026

Revelada a camuflagem operacional dos futuros C-390 da Força Aérea Checa

O primeiro Embraer C-390 Millennium destinado à Força Aérea da República Checa encontra-se já na fase final de preparação para entrega, apresentando pela primeira vez a camuflagem operacional que será utilizada pela futura frota checa. A aeronave, que recentemente completou o seu voo inaugural nas instalações da Embraer, no Brasil, deverá chegar à República Checa nos próximos meses.

As imagens divulgadas revelam um esquema de pintura distinto dos habitualmente observados nos operadores do C-390. O padrão foi concebido pelo artista e historiador militar Pavel Holý, do Instituto de História Militar de Praga, tendo como principal objetivo reduzir a perceção visual da aeronave através da fragmentação da sua silhueta. Segundo os responsáveis pelo projeto, a camuflagem não foi criada por razões estéticas, mas sim para dificultar a avaliação da distância, direção e perfil do aparelho por observadores no solo.

A República Checa encomendou dois C-390 Millennium para substituir gradualmente capacidades atualmente asseguradas pelos Airbus C-295M e reforçar a mobilidade estratégica das Forças Armadas. Os novos aviões serão utilizados em missões de transporte tático e estratégico, evacuação médica, lançamento de paraquedistas, apoio a operações humanitárias e reabastecimento aéreo.

O programa possui também uma importante componente industrial para a indústria aeronáutica checa. A Aero Vodochody participa na produção do C-390 como parceiro estratégico da Embraer, fabricando secções da fuselagem traseira, portas, rampas de carga e outros componentes estruturais do aparelho.

Com a chegada do primeiro exemplar, a República Checa juntar-se-á ao crescente grupo de operadores europeus do Millennium, que inclui Portugal, Hungria, Países Baixos, Áustria e Eslováquia, consolidando a presença da aeronave brasileira como uma das principais plataformas de transporte militar da NATO.

A entrega do primeiro C-390 representa um marco importante para a modernização da aviação militar checa, que passará a dispor de uma aeronave capaz de transportar até 26 toneladas de carga, operar a partir de pistas semipreparadas e executar missões multimissão num ambiente operacional cada vez mais exigente.

Fotos: Embraer




















O primeiro Embraer C-390 Millennium destinado à Força Aérea da República Checa encontra-se já na fase final de preparação para entrega, apresentando pela primeira vez a camuflagem operacional que será utilizada pela futura frota checa. A aeronave, que recentemente completou o seu voo inaugural nas instalações da Embraer, no Brasil, deverá chegar à República Checa nos próximos meses.

As imagens divulgadas revelam um esquema de pintura distinto dos habitualmente observados nos operadores do C-390. O padrão foi concebido pelo artista e historiador militar Pavel Holý, do Instituto de História Militar de Praga, tendo como principal objetivo reduzir a perceção visual da aeronave através da fragmentação da sua silhueta. Segundo os responsáveis pelo projeto, a camuflagem não foi criada por razões estéticas, mas sim para dificultar a avaliação da distância, direção e perfil do aparelho por observadores no solo.

A República Checa encomendou dois C-390 Millennium para substituir gradualmente capacidades atualmente asseguradas pelos Airbus C-295M e reforçar a mobilidade estratégica das Forças Armadas. Os novos aviões serão utilizados em missões de transporte tático e estratégico, evacuação médica, lançamento de paraquedistas, apoio a operações humanitárias e reabastecimento aéreo.

O programa possui também uma importante componente industrial para a indústria aeronáutica checa. A Aero Vodochody participa na produção do C-390 como parceiro estratégico da Embraer, fabricando secções da fuselagem traseira, portas, rampas de carga e outros componentes estruturais do aparelho.

Com a chegada do primeiro exemplar, a República Checa juntar-se-á ao crescente grupo de operadores europeus do Millennium, que inclui Portugal, Hungria, Países Baixos, Áustria e Eslováquia, consolidando a presença da aeronave brasileira como uma das principais plataformas de transporte militar da NATO.

A entrega do primeiro C-390 representa um marco importante para a modernização da aviação militar checa, que passará a dispor de uma aeronave capaz de transportar até 26 toneladas de carga, operar a partir de pistas semipreparadas e executar missões multimissão num ambiente operacional cada vez mais exigente.

Fotos: Embraer