O Governo do Canadá anunciou a assinatura de um contrato no valor de 39 milhões de dólares canadianos destinado à modernização de cinco aeronaves de patrulha marítima Lockheed P‑3C Orion operadas pela Força Aérea Portuguesa. O acordo foi formalizado através da Canadian Commercial Corporation (CCC), entidade estatal responsável pela gestão de contratos governamentais internacionais, envolvendo a empresa General Dynamics Mission Systems–Canada (GDMS-Canada) como principal responsável pela execução técnica do programa.
Este novo contrato dá continuidade a um programa de modernização iniciado em 2022, no âmbito do qual Portugal tem vindo a atualizar gradualmente a sua frota de aeronaves de patrulha marítima de longo alcance. A iniciativa visa prolongar a vida útil das plataformas e assegurar que estas mantêm um elevado nível de capacidade operacional em missões de vigilância marítima, guerra antissubmarina e apoio às operações da NATO. O projeto reforça igualmente a cooperação industrial e tecnológica entre o Canadá e Portugal no domínio da defesa e da indústria aeroespacial.
Do ponto de vista técnico, o programa centra-se na atualização da arquitetura eletrónica e dos sistemas de missão das aeronaves. Entre as principais intervenções previstas destaca-se a integração de um sistema avançado de gestão de dados aerotransportados (Airborne Data Management System), desenvolvido pela GDMS-Canada. Este sistema constitui o núcleo da arquitetura de missão da aeronave, permitindo a integração e distribuição de informação proveniente de múltiplos sensores e equipamentos de bordo, ao mesmo tempo que melhora significativamente a capacidade de processamento, fusão e partilha de dados operacionais.
A modernização contempla igualmente melhorias na suíte de comunicações e na infraestrutura digital responsável pela ligação entre sensores, consolas táticas e sistemas de análise de dados. Estas atualizações permitirão aumentar a eficácia das operações de Intelligence, Surveillance and Reconnaissance (ISR), bem como reforçar a interoperabilidade com plataformas e centros de comando aliados. No contexto das missões de guerra antissubmarina, a melhoria da arquitetura de missão permitirá otimizar o processamento de dados provenientes de sonobóias, sensores acústicos e outros sistemas de deteção utilizados na identificação e acompanhamento de contactos submarinos.
A frota portuguesa de Lockheed P‑3C Orion, atualmente operada pela Esquadra 601, representa uma capacidade estratégica essencial para a vigilância do vasto espaço marítimo sob responsabilidade nacional, incluindo o Atlântico Nordeste e as áreas associadas ao arquipélago dos Açores. Estas aeronaves desempenham regularmente missões de patrulhamento marítimo, guerra antissubmarina, controlo de atividades ilícitas no mar, recolha de informações e operações de busca e salvamento de longo alcance.
Com a implementação deste programa de modernização, a Força Aérea Portuguesa pretende assegurar que os seus meios de patrulha marítima continuam plenamente capazes de responder aos desafios operacionais do atual ambiente estratégico, garantindo simultaneamente a integração plena com as capacidades da NATO e contribuindo para a segurança marítima e estabilidade no espaço euro-atlântico.
Fonte: Governo do Canadá
























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