A Força Aérea Portuguesa prepara-se para voltar a marcar presença nos céus do norte da Europa, participando na missão Enhanced Air Policing 2026 (eAP26) da NATO, reforçando o compromisso de Portugal com a segurança coletiva da Aliança Atlântica.
Esta será a nona participação nacional em missões de policiamento aéreo nos Países Bálticos, uma iniciativa que visa garantir a integridade e a proteção do espaço aéreo da Estónia, Letónia e Lituânia — países que não dispõem de meios próprios suficientes para assegurar a defesa aérea de forma autónoma.
No âmbito desta missão, Portugal vai destacar entre 1 de Abril e 31 de Julho, quatro F-16AM e até 95 militares para a Base Aérea de Amari, na Estonia, que ficarão em estado de alerta permanente para identificar, monitorizar e, se necessário, intercetar aeronaves que não cumpram os regulamentos internacionais de voo ou que representem potenciais ameaças ao espaço aéreo aliado.
As missões de policiamento aéreo da NATO nos Países Bálticos existem desde 2004, ano em que aqueles três países aderiram à Aliança. Desde então, diversos aliados participam de forma rotativa nesta operação, assegurando uma vigilância contínua 24 horas por dia, sete dias por semana.
A participação portuguesa nesta missão representa não apenas uma contribuição concreta para a defesa coletiva da NATO, mas também uma oportunidade de treino operacional e de reforço da interoperabilidade com outras forças aéreas aliadas. Ao longo dos anos, os destacamentos nacionais têm demonstrado elevada prontidão e capacidade operacional, realizando missões de interceção e vigilância aérea em resposta a aeronaves que circulam na região sem cumprir os procedimentos internacionais de tráfego aéreo.
Com a participação na eAP26, a Força Aérea reafirma o seu papel como um parceiro credível e capaz no seio da Aliança Atlântica, projetando capacidades militares portuguesas além-fronteiras e contribuindo para a estabilidade e segurança do espaço euro-atlântico.
Fonte: FAP


























