Caças F‑16AM da Força Aérea Portuguesa (FAP) realizaram uma operação de reabastecimento em voo a partir de um avião A330 "Phénix" da Força Aérea Francesa (Armée de l’Air et de l’Espace) num exercício recente sobre o Mar Báltico, em abril de 2026. A ação decorreu no âmbito da missão da NATO enhanced Air Policing 2026 (eAP26), atualmente em curso na Estónia, e envolveu ainda aeronaves F‑16AM romenas, baseadas em Šiauliai, na Lituânia.
O procedimento de reabastecimento, executado em voo a alta
altitude, garantiu a continuidade das operações de patrulha aérea aliadas sobre
o espaço aéreo báltico, uma região de importância estratégica para a Aliança
Atlântica. As aeronaves portuguesas operam a partir da Base Aérea de Ämari, na
Estónia, onde se encontram destacadas desde o início de abril.
O destacamento português é composto por 95 militares e quatro
F‑16M e ao longo de quatro meses, até
31 de julho, as tripulações portuguesas asseguram a prontidão operacional em
regime de alerta rápido (Quick Reaction Alert – QRA), permanecendo
preparadas para descolar em minutos perante qualquer violação ou potencial
ameaça ao espaço aéreo dos países bálticos. Trata-se do nono destacamento da
FAP no âmbito desta missão desde 2007 e do segundo consecutivo sediado na Estónia.
Os F‑16 portugueses
utilizam em configuração normalmente depósitos suplementares de combustível e mísseis ar‑ar AIM‑9 Sidewinder (guiados por
infravermelhos) e AIM‑120 AMRAAM (guiados por radar), garantindo capacidade de
interceção em curtas e médias distâncias. E ainda é normal voarem com dois sistemas complementares: à frente, o conjunto de designação
de alvos e observação Litening AN/AAQ‑28(V), e o
módulo de guerra eletrónica e contramedidas AN/ALQ‑131.
A aeronave francesa A330 MRTT “Phénix”, destacada para esta
missão, desempenhou um papel fundamental no apoio às forças aliadas, permitindo
prolongar o tempo de patrulha e a autonomia operacional dos caças F‑16
portugueses e romenos. O reabastecimento em voo, manobra tecnicamente exigente,
realiza-se dentro de parâmetros de precisão milimétrica, evidenciando o elevado
grau de treino e coordenação das equipas envolvidas.
Para Portugal, esta rotação da eAP26 reforça o compromisso
de segurança coletiva no flanco nordeste da NATO, contribuindo para a defesa do
espaço aéreo da Estónia, Letónia e Lituânia. Além de promover a
interoperabilidade entre forças aliadas, a missão destaca a capacidade da Força
Aérea Portuguesa em operar num contexto multinacional complexo e em regiões
distantes do território nacional.
Fotos: Armée française

























