O Museu do Ar assinala, hoje dia 21, o seu 58.º
aniversário, celebrando quase seis décadas dedicadas à preservação, valorização
e divulgação da história da aviação em Portugal. Criado em 1968 por iniciativa
da então Força Aérea Portuguesa, o Museu nasceu da consciência de que o
património aeronáutico nacional — feito de aeronaves históricas, equipamentos,
documentos e memórias humanas — constituía um legado de inestimável valor que
importava salvaguardar para as gerações futuras.
Atualmente instalado na Granja do Marquês, em Sintra, o
Museu do Ar é muito mais do que um espaço expositivo: é um verdadeiro centro de
memória aeronáutica nacional. Ao longo dos anos, foi reunindo um acervo notável
que inclui aeronaves militares e civis, motores, instrumentos de navegação,
fardamentos, fotografias e arquivos documentais que testemunham a evolução
tecnológica e operacional da aviação portuguesa. Entre as suas peças mais
emblemáticas encontram-se aviões que marcaram diferentes épocas da Força Aérea,
bem como exemplares ligados à aviação civil e ao início da aventura aérea em
Portugal.
O percurso expositivo permite ao visitante viajar desde os
primórdios da aviação, passando pelo período heroico dos pioneiros portugueses,
até à consolidação da aviação militar e civil no século XX. Nomes como o de Sacadura
Cabral e Gago Coutinho, protagonistas da primeira travessia aérea do
Atlântico Sul em 1922, encontram no Museu o devido enquadramento histórico,
reforçando o papel de Portugal na epopeia aeronáutica mundial.
Ao completar 58 anos, o Museu do Ar reafirma a sua missão
pedagógica e cultural. Ao longo das décadas, tem acolhido milhares de
visitantes, investigadores, escolas e entusiastas da aviação, promovendo
exposições temáticas, atividades educativas e iniciativas comemorativas que
aproximam o público da realidade aeronáutica. Mais do que conservar aeronaves,
o Museu preserva histórias de coragem, inovação e serviço, muitas delas ligadas
às missões desempenhadas pela Força Aérea Portuguesa em território nacional e
além-fronteiras.
Mais do que conservar aeronaves, o Museu preserva histórias
de coragem, inovação e serviço, muitas delas ligadas às missões desempenhadas
pela Força Aérea Portuguesa em território nacional e além-fronteiras. Assinalar
este aniversário é também reafirmar o “dever de memória” da Força Aérea
Portuguesa: a responsabilidade de honrar os que serviram, de preservar o
património que construíram e de transmitir às gerações futuras a herança
histórica, técnica e humana que moldou a aviação militar e civil em Portugal.
























