sexta-feira, 22 de maio de 2026

80 Anos do De Havilland Chipmunk – O Avião que ainda Forma Gerações

 

Hoje, 22 de maio de 2026, assinalam-se 80 anos desde o primeiro voo do De Havilland DHC-1 Chipmunk, um marco na história da aviação. Esta aeronave de treino bilugar, concebida para substituir o Tiger Moth, descolou pela primeira vez em 22 de maio de 1946 em Toronto, Canadá, projetada pelo engenheiro polaco Wsiewolod Jakimiuk. Com mais de 1.200 unidades produzidas, o Chipmunk tornou-se um dos aviões de instrução mais emblemáticos do pós-guerra, adotado por diversas forças aéreas, incluindo a portuguesa.

O Chipmunk em Portugal

O Chipmunk chegou a Portugal em 1951, inicialmente ao serviço da Aeronáutica Militar. Com a criação da Força Aérea Portuguesa (FAP) em 1952, a aeronave foi integrada na nova estrutura, recebendo as matrículas 1301 a 1310. Nesse mesmo ano, as Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA) iniciaram a produção sob licença de 66 unidades adicionais, numeradas de 1311 a 1376.

Ao longo de décadas, o Chipmunk desempenhou um papel crucial na formação de pilotos militares portugueses, operando em diversas bases como S. Jacinto (BA5/BA7), Ota (BA2) e Sintra (BA1). Em 1976, a Esquadra 21 foi redesignada como Esquadra 101 "Roncos", mantendo o Chipmunk como principal aeronave de instrução até à sua substituição pelo Aerospatiale Epsilon em 1989.

Após a sua retirada do serviço ativo, sete unidades foram modificadas para o modelo Chipmunk MK20, com motores Lycoming de 180 HP, e atribuídas à Academia da Força Aérea (AFA) para reboque de planadores e formação básica de cadetes. Estas aeronaves continuam a ser utilizadas pela Esquadra 802, proporcionando aos alunos experiências de voo fundamentais durante o curso de Piloto-Aviador.

Preservação e Operação Civil

Vários Chipmunks foram preservados e continuam a voar em mãos privadas. O Museu Aero-Fénix, por exemplo, mantém um exemplar em condições de voo, participando regularmente em eventos aeronáuticos e mantendo viva a memória desta icónica aeronave.

Destaca-se também o comandante José Costa, proprietário de um Chipmunk com a matrícula D-EECC, que opera na Alemanha. Este avião, pintado com as cores da FAP, é frequentemente visto em demonstrações aéreas, simbolizando a paixão e o empenho na preservação do património aeronáutico português.

O Museu do Ar, localizado na Base Aérea n.º 1 em Sintra, possui dois Chipmunks em exposição, representando o legado desta aeronave na formação de mais de dois mil pilotos ao longo de mais de seis décadas. Recentemente, um destes exemplares foi restaurado com o apoio de voluntários da Associação de Especialistas da Força Aérea, demonstrando o contínuo esforço na conservação da história da aviação nacional.

Conclusão

O De Havilland Chipmunk celebra hoje 80 anos de história, sendo uma peça fundamental na formação de pilotos e na evolução da aviação em Portugal. A sua presença contínua em instituições como a AFA e em mãos privadas assegura que o legado desta aeronave perdure, inspirando futuras gerações de aviadores e entusiastas da aviação. Fiquem bem, Jorge Ruivo
















 

Hoje, 22 de maio de 2026, assinalam-se 80 anos desde o primeiro voo do De Havilland DHC-1 Chipmunk, um marco na história da aviação. Esta aeronave de treino bilugar, concebida para substituir o Tiger Moth, descolou pela primeira vez em 22 de maio de 1946 em Toronto, Canadá, projetada pelo engenheiro polaco Wsiewolod Jakimiuk. Com mais de 1.200 unidades produzidas, o Chipmunk tornou-se um dos aviões de instrução mais emblemáticos do pós-guerra, adotado por diversas forças aéreas, incluindo a portuguesa.

O Chipmunk em Portugal

O Chipmunk chegou a Portugal em 1951, inicialmente ao serviço da Aeronáutica Militar. Com a criação da Força Aérea Portuguesa (FAP) em 1952, a aeronave foi integrada na nova estrutura, recebendo as matrículas 1301 a 1310. Nesse mesmo ano, as Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA) iniciaram a produção sob licença de 66 unidades adicionais, numeradas de 1311 a 1376.

Ao longo de décadas, o Chipmunk desempenhou um papel crucial na formação de pilotos militares portugueses, operando em diversas bases como S. Jacinto (BA5/BA7), Ota (BA2) e Sintra (BA1). Em 1976, a Esquadra 21 foi redesignada como Esquadra 101 "Roncos", mantendo o Chipmunk como principal aeronave de instrução até à sua substituição pelo Aerospatiale Epsilon em 1989.

Após a sua retirada do serviço ativo, sete unidades foram modificadas para o modelo Chipmunk MK20, com motores Lycoming de 180 HP, e atribuídas à Academia da Força Aérea (AFA) para reboque de planadores e formação básica de cadetes. Estas aeronaves continuam a ser utilizadas pela Esquadra 802, proporcionando aos alunos experiências de voo fundamentais durante o curso de Piloto-Aviador.

Preservação e Operação Civil

Vários Chipmunks foram preservados e continuam a voar em mãos privadas. O Museu Aero-Fénix, por exemplo, mantém um exemplar em condições de voo, participando regularmente em eventos aeronáuticos e mantendo viva a memória desta icónica aeronave.

Destaca-se também o comandante José Costa, proprietário de um Chipmunk com a matrícula D-EECC, que opera na Alemanha. Este avião, pintado com as cores da FAP, é frequentemente visto em demonstrações aéreas, simbolizando a paixão e o empenho na preservação do património aeronáutico português.

O Museu do Ar, localizado na Base Aérea n.º 1 em Sintra, possui dois Chipmunks em exposição, representando o legado desta aeronave na formação de mais de dois mil pilotos ao longo de mais de seis décadas. Recentemente, um destes exemplares foi restaurado com o apoio de voluntários da Associação de Especialistas da Força Aérea, demonstrando o contínuo esforço na conservação da história da aviação nacional.

Conclusão

O De Havilland Chipmunk celebra hoje 80 anos de história, sendo uma peça fundamental na formação de pilotos e na evolução da aviação em Portugal. A sua presença contínua em instituições como a AFA e em mãos privadas assegura que o legado desta aeronave perdure, inspirando futuras gerações de aviadores e entusiastas da aviação. Fiquem bem, Jorge Ruivo
















quarta-feira, 20 de maio de 2026

Spring Storm 2026: Portugal na linha da frente da defesa aérea da NATO

 

A Força Aérea Portuguesa voltou a marcar presença no exercício Spring Storm 2026, o maior exercício militar anual da Estónia, reforçando o compromisso nacional com a segurança coletiva no flanco leste da NATO. Integrando um ambiente multinacional exigente, os F-16AM portugueses destacados em Ämari desempenham um papel central em missões de policiamento aéreo, treino conjunto e demonstração de prontidão operacional. 

O Spring Storm 2026 envolve mais de 12 mil militares no seu ponto mais alto, incluindo efetivos da Estónia e de países aliados e parceiros como Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Letónia, Lituânia, Polónia, Portugal, Roménia, Espanha, Suécia, República Checa, Países Baixos, Reino Unido, Estados Unidos e Ucrânia. O exercício é liderado pelo Estado-Maior da Divisão Estónia e inclui unidades das forças terrestres, aéreas e navais, bem como da Liga de Defesa da Estónia. 

Parte da atividade decorre também no nordeste da Letónia, onde participam unidades da Estónia, França, Letónia e Reino Unido, reforçando a cooperação transfronteiriça e o treino em cenário operacional realista. Neste contexto, os F-16 portugueses contribuem para a integração de meios e procedimentos aliados, num ambiente que testa simultaneamente comando, controlo, mobilidade e interoperabilidade. 

A presença portuguesa no Spring Storm 2026 confirma a capacidade expedicionária da Força Aérea e o seu empenho contínuo na defesa coletiva e na dissuasão da NATO. Para os militares portugueses envolvidos, trata-se de uma oportunidade valiosa de treino conjunto ao lado de forças aliadas, num dos exercícios mais exigentes e relevantes do flanco oriental da Aliança.

Fonte e fotos: Estonian Defence Forces






















 

A Força Aérea Portuguesa voltou a marcar presença no exercício Spring Storm 2026, o maior exercício militar anual da Estónia, reforçando o compromisso nacional com a segurança coletiva no flanco leste da NATO. Integrando um ambiente multinacional exigente, os F-16AM portugueses destacados em Ämari desempenham um papel central em missões de policiamento aéreo, treino conjunto e demonstração de prontidão operacional. 

O Spring Storm 2026 envolve mais de 12 mil militares no seu ponto mais alto, incluindo efetivos da Estónia e de países aliados e parceiros como Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Letónia, Lituânia, Polónia, Portugal, Roménia, Espanha, Suécia, República Checa, Países Baixos, Reino Unido, Estados Unidos e Ucrânia. O exercício é liderado pelo Estado-Maior da Divisão Estónia e inclui unidades das forças terrestres, aéreas e navais, bem como da Liga de Defesa da Estónia. 

Parte da atividade decorre também no nordeste da Letónia, onde participam unidades da Estónia, França, Letónia e Reino Unido, reforçando a cooperação transfronteiriça e o treino em cenário operacional realista. Neste contexto, os F-16 portugueses contribuem para a integração de meios e procedimentos aliados, num ambiente que testa simultaneamente comando, controlo, mobilidade e interoperabilidade. 

A presença portuguesa no Spring Storm 2026 confirma a capacidade expedicionária da Força Aérea e o seu empenho contínuo na defesa coletiva e na dissuasão da NATO. Para os militares portugueses envolvidos, trata-se de uma oportunidade valiosa de treino conjunto ao lado de forças aliadas, num dos exercícios mais exigentes e relevantes do flanco oriental da Aliança.

Fonte e fotos: Estonian Defence Forces






















Três Anos dos “Rinocerontes”: Portugal na Vanguarda do Transporte Aéreo da NATO

 

A Força Aérea Portuguesa atravessa atualmente uma das fases mais marcantes da sua modernização, muito graças à entrada em operação da Esquadra 506 “Rinocerontes”, unidade sediada na Base Aérea N.º 11, em Beja, e responsável pela operação do moderno avião de transporte multimissão KC-390. Criada oficialmente em maio de 2023, a esquadra representa uma nova geração da aviação militar portuguesa, substituindo progressivamente os veteranos C-130H Hércules e introduzindo uma capacidade operacional muito mais abrangente, interoperável e adaptada às exigências da NATO e das missões internacionais do século XXI.

A origem da Esquadra 506 remonta ao programa de aquisição do KC-390, aprovado pelo Governo português em 2019, quando Portugal se tornou o primeiro cliente internacional da aeronave desenvolvida pela Embraer. O contrato previa inicialmente a aquisição de cinco aeronaves, um simulador de voo e um vasto conjunto de infraestruturas, sistemas de apoio e equipamentos compatíveis com os padrões da NATO. Portugal assumiu desde cedo um papel estratégico no programa, não apenas como operador, mas também como parceiro industrial e tecnológico, através da OGMA e de empresas nacionais envolvidas no desenvolvimento e produção de componentes da aeronave.

A designação “Rinocerontes” recupera um episódio histórico português ligado à chegada do primeiro rinoceronte-indiano a Portugal, em 1515, durante o reinado de D. Manuel I. O lema da esquadra, “Só pode o que impossível parecia”, inspirado n’Os Lusíadas, simboliza precisamente a ambição da unidade: operar uma aeronave de última geração, capaz de cumprir múltiplas missões em qualquer parte do mundo, desde operações militares a missões humanitárias e de apoio à população.

Atualmente, Portugal já recebeu quatro aeronaves KC-390 Millennium, integradas na Esquadra 506, sendo esperada a entrega da restante frota nos próximos anos. O primeiro aparelho chegou a Portugal em outubro de 2023, realizando de imediato uma missão transatlântica entre o Brasil e Portugal, demonstrando o alcance e a maturidade operacional da plataforma. A chegada do quarto KC-390, em 2026, consolidou definitivamente a capacidade operacional da esquadra, permitindo aumentar o número de tripulações qualificadas e o ritmo das missões nacionais e internacionais.

O KC-390 destaca-se por ser uma das aeronaves de transporte militar mais avançadas da atualidade. Desenvolvido para competir diretamente com plataformas tradicionais como o C-130 Hercules, o avião brasileiro-português apresenta uma combinação rara de velocidade, capacidade de carga, flexibilidade e tecnologia. Equipado com dois motores turbofan IAE V2500-E5, o KC-390 consegue atingir velocidades próximas dos 870 km/h, significativamente superiores às aeronaves turboélice da mesma categoria. Pode transportar até 26 toneladas de carga, incluindo viaturas blindadas, helicópteros, tropas, contentores paletizados ou equipamento humanitário.

Além do transporte aéreo tático e estratégico, a aeronave pode executar missões de reabastecimento aéreo, evacuação médica, lançamento de paraquedistas, busca e salvamento, transporte de altas entidades e combate a incêndios florestais. Esta versatilidade é uma das principais razões pelas quais o KC-390 tem despertado enorme interesse dentro da NATO. O aparelho opera em pistas curtas ou semi-preparadas, possui aviônicos totalmente digitais e foi certificado segundo os exigentes padrões de interoperabilidade da Aliança Atlântica, incluindo sistemas de comunicações e Link 16 compatíveis com operações conjuntas multinacionais.

A Esquadra 506 tornou-se, assim, uma referência europeia na operação do KC-390. Sendo Portugal o primeiro país da NATO a introduzir esta aeronave em serviço, várias forças aéreas aliadas têm visitado Beja para observar as capacidades do avião e recolher experiência operacional diretamente junto das tripulações portuguesas. Delegações militares de diversos países europeus acompanharam demonstrações, missões e processos de treino da aeronave, interessados na combinação entre custos operacionais relativamente reduzidos e elevada capacidade multimissão.

Os Países Baixos são um dos exemplos mais claros dessa aproximação. A futura operação neerlandesa do KC-390 já motivou programas de formação conduzidos pelos próprios “Rinocerontes”, com tripulações holandesas a treinarem em Portugal em simuladores e missões reais de voo. Esta cooperação demonstra como Portugal deixou de ser apenas um operador para assumir também um papel relevante na formação e integração operacional de novos utilizadores do KC-390 na Europa.

O interesse internacional pela aeronave continua a crescer. Atualmente, o KC-390 é operado pelo Brasil e por Portugal, tendo também sido adquirido pela Hungria, Países Baixos, Áustria, República Checa e Coreia do Sul. Outros países acompanham atentamente o desempenho da aeronave, sobretudo dentro da NATO, onde o KC-390 passou a ser visto como uma alternativa moderna e eficiente a plataformas tradicionais de transporte tático. Portugal desempenhou um papel fundamental nesta credibilização internacional, uma vez que foi responsável por validar vários sistemas NATO integrados no avião e por demonstrar a sua capacidade operacional em contexto europeu.

Em 2025, Portugal anunciou inclusivamente a aquisição de um sexto KC-390, abrindo ainda possibilidades de futuras encomendas conjuntas para outros aliados da NATO. A decisão reforçou o posicionamento estratégico do país dentro do programa e consolidou a Base Aérea de Beja como um importante centro europeu de operação e treino desta aeronave.

A Esquadra 506 “Rinocerontes” simboliza, portanto, muito mais do que a simples substituição de uma frota antiga. Representa a entrada definitiva da aviação militar portuguesa numa nova era tecnológica, marcada pela interoperabilidade internacional, pela capacidade expedicionária e pela valorização da indústria aeronáutica nacional. O KC-390 trouxe à Força Aérea Portuguesa uma aeronave capaz de responder tanto às exigências das operações militares modernas como às missões humanitárias e de proteção civil que hoje fazem parte da realidade das forças armadas europeias.

Num contexto internacional cada vez mais exigente, a Esquadra 506 tornou-se um dos rostos mais modernos e prestigiados da aviação militar portuguesa. Os “Rinocerontes” não são apenas os operadores de uma nova aeronave; são também embaixadores de uma capacidade tecnológica que coloca Portugal no centro da evolução do transporte aéreo militar europeu. Parabéns Rinocerontes.






















 

A Força Aérea Portuguesa atravessa atualmente uma das fases mais marcantes da sua modernização, muito graças à entrada em operação da Esquadra 506 “Rinocerontes”, unidade sediada na Base Aérea N.º 11, em Beja, e responsável pela operação do moderno avião de transporte multimissão KC-390. Criada oficialmente em maio de 2023, a esquadra representa uma nova geração da aviação militar portuguesa, substituindo progressivamente os veteranos C-130H Hércules e introduzindo uma capacidade operacional muito mais abrangente, interoperável e adaptada às exigências da NATO e das missões internacionais do século XXI.

A origem da Esquadra 506 remonta ao programa de aquisição do KC-390, aprovado pelo Governo português em 2019, quando Portugal se tornou o primeiro cliente internacional da aeronave desenvolvida pela Embraer. O contrato previa inicialmente a aquisição de cinco aeronaves, um simulador de voo e um vasto conjunto de infraestruturas, sistemas de apoio e equipamentos compatíveis com os padrões da NATO. Portugal assumiu desde cedo um papel estratégico no programa, não apenas como operador, mas também como parceiro industrial e tecnológico, através da OGMA e de empresas nacionais envolvidas no desenvolvimento e produção de componentes da aeronave.

A designação “Rinocerontes” recupera um episódio histórico português ligado à chegada do primeiro rinoceronte-indiano a Portugal, em 1515, durante o reinado de D. Manuel I. O lema da esquadra, “Só pode o que impossível parecia”, inspirado n’Os Lusíadas, simboliza precisamente a ambição da unidade: operar uma aeronave de última geração, capaz de cumprir múltiplas missões em qualquer parte do mundo, desde operações militares a missões humanitárias e de apoio à população.

Atualmente, Portugal já recebeu quatro aeronaves KC-390 Millennium, integradas na Esquadra 506, sendo esperada a entrega da restante frota nos próximos anos. O primeiro aparelho chegou a Portugal em outubro de 2023, realizando de imediato uma missão transatlântica entre o Brasil e Portugal, demonstrando o alcance e a maturidade operacional da plataforma. A chegada do quarto KC-390, em 2026, consolidou definitivamente a capacidade operacional da esquadra, permitindo aumentar o número de tripulações qualificadas e o ritmo das missões nacionais e internacionais.

O KC-390 destaca-se por ser uma das aeronaves de transporte militar mais avançadas da atualidade. Desenvolvido para competir diretamente com plataformas tradicionais como o C-130 Hercules, o avião brasileiro-português apresenta uma combinação rara de velocidade, capacidade de carga, flexibilidade e tecnologia. Equipado com dois motores turbofan IAE V2500-E5, o KC-390 consegue atingir velocidades próximas dos 870 km/h, significativamente superiores às aeronaves turboélice da mesma categoria. Pode transportar até 26 toneladas de carga, incluindo viaturas blindadas, helicópteros, tropas, contentores paletizados ou equipamento humanitário.

Além do transporte aéreo tático e estratégico, a aeronave pode executar missões de reabastecimento aéreo, evacuação médica, lançamento de paraquedistas, busca e salvamento, transporte de altas entidades e combate a incêndios florestais. Esta versatilidade é uma das principais razões pelas quais o KC-390 tem despertado enorme interesse dentro da NATO. O aparelho opera em pistas curtas ou semi-preparadas, possui aviônicos totalmente digitais e foi certificado segundo os exigentes padrões de interoperabilidade da Aliança Atlântica, incluindo sistemas de comunicações e Link 16 compatíveis com operações conjuntas multinacionais.

A Esquadra 506 tornou-se, assim, uma referência europeia na operação do KC-390. Sendo Portugal o primeiro país da NATO a introduzir esta aeronave em serviço, várias forças aéreas aliadas têm visitado Beja para observar as capacidades do avião e recolher experiência operacional diretamente junto das tripulações portuguesas. Delegações militares de diversos países europeus acompanharam demonstrações, missões e processos de treino da aeronave, interessados na combinação entre custos operacionais relativamente reduzidos e elevada capacidade multimissão.

Os Países Baixos são um dos exemplos mais claros dessa aproximação. A futura operação neerlandesa do KC-390 já motivou programas de formação conduzidos pelos próprios “Rinocerontes”, com tripulações holandesas a treinarem em Portugal em simuladores e missões reais de voo. Esta cooperação demonstra como Portugal deixou de ser apenas um operador para assumir também um papel relevante na formação e integração operacional de novos utilizadores do KC-390 na Europa.

O interesse internacional pela aeronave continua a crescer. Atualmente, o KC-390 é operado pelo Brasil e por Portugal, tendo também sido adquirido pela Hungria, Países Baixos, Áustria, República Checa e Coreia do Sul. Outros países acompanham atentamente o desempenho da aeronave, sobretudo dentro da NATO, onde o KC-390 passou a ser visto como uma alternativa moderna e eficiente a plataformas tradicionais de transporte tático. Portugal desempenhou um papel fundamental nesta credibilização internacional, uma vez que foi responsável por validar vários sistemas NATO integrados no avião e por demonstrar a sua capacidade operacional em contexto europeu.

Em 2025, Portugal anunciou inclusivamente a aquisição de um sexto KC-390, abrindo ainda possibilidades de futuras encomendas conjuntas para outros aliados da NATO. A decisão reforçou o posicionamento estratégico do país dentro do programa e consolidou a Base Aérea de Beja como um importante centro europeu de operação e treino desta aeronave.

A Esquadra 506 “Rinocerontes” simboliza, portanto, muito mais do que a simples substituição de uma frota antiga. Representa a entrada definitiva da aviação militar portuguesa numa nova era tecnológica, marcada pela interoperabilidade internacional, pela capacidade expedicionária e pela valorização da indústria aeronáutica nacional. O KC-390 trouxe à Força Aérea Portuguesa uma aeronave capaz de responder tanto às exigências das operações militares modernas como às missões humanitárias e de proteção civil que hoje fazem parte da realidade das forças armadas europeias.

Num contexto internacional cada vez mais exigente, a Esquadra 506 tornou-se um dos rostos mais modernos e prestigiados da aviação militar portuguesa. Os “Rinocerontes” não são apenas os operadores de uma nova aeronave; são também embaixadores de uma capacidade tecnológica que coloca Portugal no centro da evolução do transporte aéreo militar europeu. Parabéns Rinocerontes.






















sábado, 16 de maio de 2026

Comandante da Força Aérea Turca visita a FAP e conhece capacidades do KC-390 em Beja

 

O Comandante da Força Aérea Turca, General Kadıoğlu, realizou recentemente uma visita oficial à Força Aérea Portuguesa (FAP), numa deslocação que teve como um dos pontos centrais a Base Aérea N.º 11, em Beja, onde teve oportunidade de conhecer de perto as capacidades operacionais da Esquadra 506 “Rinocerontes” e da aeronave KC-390.

A visita inseriu-se no âmbito do reforço das relações institucionais e da cooperação entre as forças aéreas dos dois países, permitindo à delegação turca contactar diretamente com a realidade operacional da FAP e com um dos mais modernos vetores de transporte aéreo militar atualmente em operação na Europa.

Durante a permanência em Beja, o General Kadıoğlu foi recebido por responsáveis da Força Aérea Portuguesa e acompanhado numa apresentação detalhada sobre a missão da Esquadra 506, unidade que opera o KC-390 a partir da Base Aérea N.º 11.

A visita incluiu briefings operacionais, contacto com tripulações e técnicos de manutenção, bem como a observação das infraestruturas dedicadas ao novo sistema de armas da FAP. A delegação teve ainda oportunidade de conhecer o simulador de última geração utilizado na formação dos pilotos e navegadores do KC-390.

O KC-390, desenvolvido pela Embraer, representa atualmente um dos pilares da modernização da capacidade de transporte aéreo militar portuguesa. A aeronave foi concebida para executar um vasto leque de missões, entre as quais transporte tático e estratégico, evacuações aeromédicas, lançamento de carga e paraquedistas, busca e salvamento, combate a incêndios e reabastecimento aéreo.

A Esquadra 506 “Rinocerontes” tem vindo a assumir um papel central na introdução e consolidação operacional desta plataforma na Força Aérea Portuguesa. Sediada em Beja, a unidade é responsável pela operação dos KC-390 já entregues à FAP, integrando progressivamente novas capacidades que aumentam o alcance estratégico nacional e a interoperabilidade com países aliados da NATO.

Recentemente, a FAP recebeu o quarto KC-390 da sua frota, aeronave já equipada com o kit de reabastecimento aéreo, uma capacidade inédita na história da Força Aérea Portuguesa. Este sistema permite transformar rapidamente a aeronave num avião-tanque, ampliando significativamente a autonomia e projeção das forças aéreas em missões internacionais. 

A Base Aérea N.º 11 tem-se afirmado como um importante polo de operação e formação associado ao KC-390, acolhendo não apenas a Esquadra 506, mas também visitas institucionais e delegações estrangeiras interessadas nas potencialidades da aeronave. Em janeiro deste ano, por exemplo, responsáveis governamentais angolanos visitaram igualmente as instalações da unidade e conheceram as capacidades do avião brasileiro ao serviço da FAP.

A deslocação do Comandante da Força Aérea Turca a Beja surge num momento em que o KC-390 continua a despertar interesse internacional, consolidando-se como uma solução moderna e multifunções no segmento do transporte militar. Para a FAP, estas visitas representam também uma oportunidade para demonstrar o trabalho desenvolvido na operação da aeronave e o crescente reconhecimento internacional da Esquadra 506.

Fonte e fotos: FAP
























 

O Comandante da Força Aérea Turca, General Kadıoğlu, realizou recentemente uma visita oficial à Força Aérea Portuguesa (FAP), numa deslocação que teve como um dos pontos centrais a Base Aérea N.º 11, em Beja, onde teve oportunidade de conhecer de perto as capacidades operacionais da Esquadra 506 “Rinocerontes” e da aeronave KC-390.

A visita inseriu-se no âmbito do reforço das relações institucionais e da cooperação entre as forças aéreas dos dois países, permitindo à delegação turca contactar diretamente com a realidade operacional da FAP e com um dos mais modernos vetores de transporte aéreo militar atualmente em operação na Europa.

Durante a permanência em Beja, o General Kadıoğlu foi recebido por responsáveis da Força Aérea Portuguesa e acompanhado numa apresentação detalhada sobre a missão da Esquadra 506, unidade que opera o KC-390 a partir da Base Aérea N.º 11.

A visita incluiu briefings operacionais, contacto com tripulações e técnicos de manutenção, bem como a observação das infraestruturas dedicadas ao novo sistema de armas da FAP. A delegação teve ainda oportunidade de conhecer o simulador de última geração utilizado na formação dos pilotos e navegadores do KC-390.

O KC-390, desenvolvido pela Embraer, representa atualmente um dos pilares da modernização da capacidade de transporte aéreo militar portuguesa. A aeronave foi concebida para executar um vasto leque de missões, entre as quais transporte tático e estratégico, evacuações aeromédicas, lançamento de carga e paraquedistas, busca e salvamento, combate a incêndios e reabastecimento aéreo.

A Esquadra 506 “Rinocerontes” tem vindo a assumir um papel central na introdução e consolidação operacional desta plataforma na Força Aérea Portuguesa. Sediada em Beja, a unidade é responsável pela operação dos KC-390 já entregues à FAP, integrando progressivamente novas capacidades que aumentam o alcance estratégico nacional e a interoperabilidade com países aliados da NATO.

Recentemente, a FAP recebeu o quarto KC-390 da sua frota, aeronave já equipada com o kit de reabastecimento aéreo, uma capacidade inédita na história da Força Aérea Portuguesa. Este sistema permite transformar rapidamente a aeronave num avião-tanque, ampliando significativamente a autonomia e projeção das forças aéreas em missões internacionais. 

A Base Aérea N.º 11 tem-se afirmado como um importante polo de operação e formação associado ao KC-390, acolhendo não apenas a Esquadra 506, mas também visitas institucionais e delegações estrangeiras interessadas nas potencialidades da aeronave. Em janeiro deste ano, por exemplo, responsáveis governamentais angolanos visitaram igualmente as instalações da unidade e conheceram as capacidades do avião brasileiro ao serviço da FAP.

A deslocação do Comandante da Força Aérea Turca a Beja surge num momento em que o KC-390 continua a despertar interesse internacional, consolidando-se como uma solução moderna e multifunções no segmento do transporte militar. Para a FAP, estas visitas representam também uma oportunidade para demonstrar o trabalho desenvolvido na operação da aeronave e o crescente reconhecimento internacional da Esquadra 506.

Fonte e fotos: FAP
























quinta-feira, 14 de maio de 2026

Esquadra 101 "Roncos" – 112 Anos de História, Excelência e Missão

 

Hoje, dia 14 de maio de 2026, a Esquadra 101 "Roncos" da Força Aérea Portuguesa celebra mais um marco importante da sua existência, homenageando não apenas os 48 anos desde a sua materialização formal em 1978, mas sobretudo os 112 anos da génese da instrução aeronáutica militar em Portugal.

Foi em 14 de maio de 1914 que nasceu a Escola Aeronáutica Militar, lançando as bases do que viria a ser o voo militar em território nacional. A partir desse momento histórico, Portugal deu os primeiros passos firmes no domínio da aviação militar, afirmando-se com perseverança, dedicação e visão de futuro.

Materializada oficialmente em 1978, no contexto da reorganização da Força Aérea Portuguesa, a Esquadra 101 teve a sua origem na Base Aérea da Ota, operando então a lendária aeronave De Havilland Chipmunk. Foi com este avião que muitos dos pilotos da FAP deram os seus primeiros passos no mundo da aviação, iniciando uma formação exigente e rigorosa, que moldou gerações de militares. 

A Esquadra 101, sediada atualmente na Base Aérea N.º 11, em Beja, representa com orgulho a continuidade dessa missão iniciada há mais de um século. Conhecida como os "Roncos", a esquadra é hoje responsável pela formação elementar e básica dos futuros pilotos da Força Aérea, operando aeronaves Epsilon TB-30. Aqui, os jovens aspirantes a pilotos aprendem não apenas a voar, mas a incorporar os valores da excelência, disciplina, coragem e serviço à pátria.

Mais do que uma unidade de instrução, a Esquadra 101 é o elo vivo entre passado e futuro. Cada descolagem carrega o peso da história e o sonho da missão, alimentado por gerações que deram forma ao voo militar português. A Esquadra 101 mantém-se firme como guardiã dos ensinamentos do passado e formadora dos líderes do futuro, com os olhos postos no céu e o coração no serviço a Portugal.

Parabéns Roncos!



































 

Hoje, dia 14 de maio de 2026, a Esquadra 101 "Roncos" da Força Aérea Portuguesa celebra mais um marco importante da sua existência, homenageando não apenas os 48 anos desde a sua materialização formal em 1978, mas sobretudo os 112 anos da génese da instrução aeronáutica militar em Portugal.

Foi em 14 de maio de 1914 que nasceu a Escola Aeronáutica Militar, lançando as bases do que viria a ser o voo militar em território nacional. A partir desse momento histórico, Portugal deu os primeiros passos firmes no domínio da aviação militar, afirmando-se com perseverança, dedicação e visão de futuro.

Materializada oficialmente em 1978, no contexto da reorganização da Força Aérea Portuguesa, a Esquadra 101 teve a sua origem na Base Aérea da Ota, operando então a lendária aeronave De Havilland Chipmunk. Foi com este avião que muitos dos pilotos da FAP deram os seus primeiros passos no mundo da aviação, iniciando uma formação exigente e rigorosa, que moldou gerações de militares. 

A Esquadra 101, sediada atualmente na Base Aérea N.º 11, em Beja, representa com orgulho a continuidade dessa missão iniciada há mais de um século. Conhecida como os "Roncos", a esquadra é hoje responsável pela formação elementar e básica dos futuros pilotos da Força Aérea, operando aeronaves Epsilon TB-30. Aqui, os jovens aspirantes a pilotos aprendem não apenas a voar, mas a incorporar os valores da excelência, disciplina, coragem e serviço à pátria.

Mais do que uma unidade de instrução, a Esquadra 101 é o elo vivo entre passado e futuro. Cada descolagem carrega o peso da história e o sonho da missão, alimentado por gerações que deram forma ao voo militar português. A Esquadra 101 mantém-se firme como guardiã dos ensinamentos do passado e formadora dos líderes do futuro, com os olhos postos no céu e o coração no serviço a Portugal.

Parabéns Roncos!



































sábado, 9 de maio de 2026

Grécia aproxima‑se do KC‑390 em Beja

 

A Base Aérea N.º 11, em Beja, voltou a ser ponto de encontro para quem segue de perto a nova geração de aviões de transporte militar. No dia 7 de maio, o Ministro da Defesa da Grécia, Nikolaos Dendias, visitou a unidade para conhecer de perto o KC‑390 Millennium da Força Aérea Portuguesa, aeronave em que Atenas tem vindo a mostrar particular interesse. A visita decorreu na companhia do Ministro da Defesa Nacional português, Nuno Melo, sublinhando o peso político e operacional que o programa KC‑390 já tem no contexto europeu.

No coração da visita esteve precisamente o processo de introdução do KC‑390 na FAP: o modo como a aeronave está a ser integrada na frota, a organização da unidade em Beja e o tipo de missões que o Millennium já começa a assumir. Para quem acompanha o tema, a Base Aérea 11 está a tornar‑se a “casa” europeia do modelo, concentrando não só a operação, mas também a formação e o suporte técnico.

A comitiva grega teve oportunidade de contactar diretamente com o avião, observar a configuração interna para transporte de carga e tropas, bem como algumas das soluções que permitem ao KC‑390 alternar rapidamente entre diferentes perfis de missão. Do transporte tático a baixa altitude a voos logísticos de longo curso, passando por evacuações médicas, o Millennium oferece um leque de capacidades que encaixa nas necessidades de substituição dos veteranos C‑130 ainda em serviço na Grécia.

Esta aproximação helénica ao KC‑390 não é novidade: há já algum tempo que o modelo vem sendo avaliado como potencial sucessor dos Hercules gregos, numa altura em que vários países da NATO olham para o cargueiro brasileiro como alternativa moderna, com aviônica atualizada, desempenho robusto e custos operacionais competitivos. O facto de Portugal ser o primeiro operador europeu coloca a FAP numa posição privilegiada para mostrar, em cenário real, aquilo que o avião é capaz de fazer.

Cada visita deste tipo a Beja é também um sinal de que o KC‑390 está a ganhar tração no mercado internacional e que a Base Aérea 11 se afirma como referência para quem quer ver de perto o novo cargueiro multimissão. É mais um motivo para manter os olhos postos em Beja: é daqui que o KC-390 português vai projetar a sua imagem, e possivelmente influenciar decisões de futuros operadores na Europa.

Fonte e Fotos: FAP





















 

A Base Aérea N.º 11, em Beja, voltou a ser ponto de encontro para quem segue de perto a nova geração de aviões de transporte militar. No dia 7 de maio, o Ministro da Defesa da Grécia, Nikolaos Dendias, visitou a unidade para conhecer de perto o KC‑390 Millennium da Força Aérea Portuguesa, aeronave em que Atenas tem vindo a mostrar particular interesse. A visita decorreu na companhia do Ministro da Defesa Nacional português, Nuno Melo, sublinhando o peso político e operacional que o programa KC‑390 já tem no contexto europeu.

No coração da visita esteve precisamente o processo de introdução do KC‑390 na FAP: o modo como a aeronave está a ser integrada na frota, a organização da unidade em Beja e o tipo de missões que o Millennium já começa a assumir. Para quem acompanha o tema, a Base Aérea 11 está a tornar‑se a “casa” europeia do modelo, concentrando não só a operação, mas também a formação e o suporte técnico.

A comitiva grega teve oportunidade de contactar diretamente com o avião, observar a configuração interna para transporte de carga e tropas, bem como algumas das soluções que permitem ao KC‑390 alternar rapidamente entre diferentes perfis de missão. Do transporte tático a baixa altitude a voos logísticos de longo curso, passando por evacuações médicas, o Millennium oferece um leque de capacidades que encaixa nas necessidades de substituição dos veteranos C‑130 ainda em serviço na Grécia.

Esta aproximação helénica ao KC‑390 não é novidade: há já algum tempo que o modelo vem sendo avaliado como potencial sucessor dos Hercules gregos, numa altura em que vários países da NATO olham para o cargueiro brasileiro como alternativa moderna, com aviônica atualizada, desempenho robusto e custos operacionais competitivos. O facto de Portugal ser o primeiro operador europeu coloca a FAP numa posição privilegiada para mostrar, em cenário real, aquilo que o avião é capaz de fazer.

Cada visita deste tipo a Beja é também um sinal de que o KC‑390 está a ganhar tração no mercado internacional e que a Base Aérea 11 se afirma como referência para quem quer ver de perto o novo cargueiro multimissão. É mais um motivo para manter os olhos postos em Beja: é daqui que o KC-390 português vai projetar a sua imagem, e possivelmente influenciar decisões de futuros operadores na Europa.

Fonte e Fotos: FAP





















sexta-feira, 8 de maio de 2026

As asas da formação: Chipmunks da FAP em rota histórica para Duxford

 

A partida teve lugar na Base Aérea n.º 1, Sintra (Sintra Air Base – LPST), com os três Chipmunk da Força Aérea Portuguesa a iniciarem a travessia rumo ao sul da Inglaterra. O primeiro setor levou-os até Badajoz / Base Aérea de Talavera la Real (LEBZ), seguindo depois para o destino final do dia em Aeroporto de Salamanca (LESA). Em paralelo, o veículo de apoio percorreu cerca de 500 km.

O segundo dia começou em Aeroporto de Salamanca (LESA), mas as condições meteorológicas obrigaram a um ajuste de plano, tendo o destino sido alterado para Aeroporto de Burgos (LEBG), garantindo a continuidade da travessia em segurança. O veículo de apoio completou cerca de 270 km neste dia.

A etapa seguinte iniciou-se em Aeroporto de Burgos (LEBG), com entrada em território francês através do Aeroporto de Biarritz Pays Basque (LFBZ). A progressão continuou com escalas em Aeroporto de Rochefort–Saint-Agnant (LFDN) e posteriormente em Aeroporto de Angoulême–Cognac (LFJR), enquanto o veículo de apoio percorreu cerca de 800 km ao longo deste dia.

O último dia de viagem começou em Aeroporto de Angoulême–Cognac (LFJR), prosseguindo para Aeroporto de Quimper–Bretagne (LFRK) e depois para Aeroporto de Le Touquet–Côte d’Opale (LFAT). A travessia do Canal da Mancha levou finalmente ao Reino Unido, com chegada a Duxford / Imperial War Museum Duxford (EGSU). A ETA em Duxford foi às 17:00 LT, marcando o final da travessia europeia. O veículo de apoio completou cerca de 750 km neste último setor terrestre.

A missão teve como objetivo a participação no festival aéreo a decorrer em Duxford, onde serão celebrados os 80 anos do Chipmunk, uma aeronave icónica da formação de pilotos militares. Os três aviões pertencem à Esquadra 802 Águias da Academia da Força Aérea, unidade responsável pela formação inicial de voo na Força Aérea Portuguesa, e a sua presença no evento reforça o simbolismo histórico e operacional deste modelo.

A chegada a Duxford representou o culminar de uma travessia exigente, com os três Chipmunk da Força Aérea Portuguesa a concluírem com sucesso o percurso desde Portugal até ao Reino Unido, demonstrando coordenação, resistência operacional e um planeamento logístico eficaz ao longo de toda a rota europeia.

Um agradecimento especial a Ben Griff pela cedência das fotos da chegada das "Aguias" a Duxford. 




































 

A partida teve lugar na Base Aérea n.º 1, Sintra (Sintra Air Base – LPST), com os três Chipmunk da Força Aérea Portuguesa a iniciarem a travessia rumo ao sul da Inglaterra. O primeiro setor levou-os até Badajoz / Base Aérea de Talavera la Real (LEBZ), seguindo depois para o destino final do dia em Aeroporto de Salamanca (LESA). Em paralelo, o veículo de apoio percorreu cerca de 500 km.

O segundo dia começou em Aeroporto de Salamanca (LESA), mas as condições meteorológicas obrigaram a um ajuste de plano, tendo o destino sido alterado para Aeroporto de Burgos (LEBG), garantindo a continuidade da travessia em segurança. O veículo de apoio completou cerca de 270 km neste dia.

A etapa seguinte iniciou-se em Aeroporto de Burgos (LEBG), com entrada em território francês através do Aeroporto de Biarritz Pays Basque (LFBZ). A progressão continuou com escalas em Aeroporto de Rochefort–Saint-Agnant (LFDN) e posteriormente em Aeroporto de Angoulême–Cognac (LFJR), enquanto o veículo de apoio percorreu cerca de 800 km ao longo deste dia.

O último dia de viagem começou em Aeroporto de Angoulême–Cognac (LFJR), prosseguindo para Aeroporto de Quimper–Bretagne (LFRK) e depois para Aeroporto de Le Touquet–Côte d’Opale (LFAT). A travessia do Canal da Mancha levou finalmente ao Reino Unido, com chegada a Duxford / Imperial War Museum Duxford (EGSU). A ETA em Duxford foi às 17:00 LT, marcando o final da travessia europeia. O veículo de apoio completou cerca de 750 km neste último setor terrestre.

A missão teve como objetivo a participação no festival aéreo a decorrer em Duxford, onde serão celebrados os 80 anos do Chipmunk, uma aeronave icónica da formação de pilotos militares. Os três aviões pertencem à Esquadra 802 Águias da Academia da Força Aérea, unidade responsável pela formação inicial de voo na Força Aérea Portuguesa, e a sua presença no evento reforça o simbolismo histórico e operacional deste modelo.

A chegada a Duxford representou o culminar de uma travessia exigente, com os três Chipmunk da Força Aérea Portuguesa a concluírem com sucesso o percurso desde Portugal até ao Reino Unido, demonstrando coordenação, resistência operacional e um planeamento logístico eficaz ao longo de toda a rota europeia.

Um agradecimento especial a Ben Griff pela cedência das fotos da chegada das "Aguias" a Duxford. 




































quinta-feira, 7 de maio de 2026

F-16 Portugueses Voltam a Identificar Aeronaves Russas nos Céus do Báltico

Caças F-16AM da Força Aérea Portuguesa voltaram a ser acionados no âmbito da missão enhanced Air Policing 2026 (eAP26), integrada no dispositivo de defesa aérea da NATO nos países bálticos. A operação decorreu a partir da Base Aérea de Ämari, na Estónia, onde Portugal mantém destacado um contingente composto por quatro aeronaves F-16M e cerca de 95 militares, entre pilotos, mecânicos e pessoal de apoio.

A missão teve início após o Centro de Operações Aéreas Combinadas da NATO, localizado em Uedem, na Alemanha, detetar uma aeronave militar russa a voar em espaço aéreo internacional, próximo da área de responsabilidade da Aliança Atlântica. Em resposta ao alerta, uma parelha de F-16 portugueses descolou rapidamente para proceder à identificação visual e ao acompanhamento da aeronave. Segundo informações divulgadas, os pilotos portugueses identificaram diferentes aparelhos militares russos durante estas ações, entre os quais um avião de transporte Antonov An-12 e escoltas de caça Sukhoi Su-35.

Depois da identificação, os aviões portugueses mantiveram o acompanhamento da aeronave russa até esta abandonar a zona próxima do espaço aéreo da NATO, assegurando a vigilância e a integridade do espaço aéreo aliado. A operação demonstrou novamente o elevado nível de prontidão operacional do destacamento nacional, bem como a capacidade da Força Aérea Portuguesa em atuar de forma coordenada com os restantes meios da Aliança.

A participação portuguesa na eAP26 representa a nona presença nacional em missões de policiamento aéreo nos países bálticos e a segunda vez que os F-16M operam a partir da Base Aérea de Ämari. Para além das missões de interceção e alerta rápido, o destacamento português participa regularmente em exercícios conjuntos e ações de interoperabilidade com forças aéreas e militares de outros países aliados, reforçando a cooperação e a capacidade de resposta coletiva da NATO numa região considerada estratégica para a segurança europeia. 

Fotos: FAP



















Caças F-16AM da Força Aérea Portuguesa voltaram a ser acionados no âmbito da missão enhanced Air Policing 2026 (eAP26), integrada no dispositivo de defesa aérea da NATO nos países bálticos. A operação decorreu a partir da Base Aérea de Ämari, na Estónia, onde Portugal mantém destacado um contingente composto por quatro aeronaves F-16M e cerca de 95 militares, entre pilotos, mecânicos e pessoal de apoio.

A missão teve início após o Centro de Operações Aéreas Combinadas da NATO, localizado em Uedem, na Alemanha, detetar uma aeronave militar russa a voar em espaço aéreo internacional, próximo da área de responsabilidade da Aliança Atlântica. Em resposta ao alerta, uma parelha de F-16 portugueses descolou rapidamente para proceder à identificação visual e ao acompanhamento da aeronave. Segundo informações divulgadas, os pilotos portugueses identificaram diferentes aparelhos militares russos durante estas ações, entre os quais um avião de transporte Antonov An-12 e escoltas de caça Sukhoi Su-35.

Depois da identificação, os aviões portugueses mantiveram o acompanhamento da aeronave russa até esta abandonar a zona próxima do espaço aéreo da NATO, assegurando a vigilância e a integridade do espaço aéreo aliado. A operação demonstrou novamente o elevado nível de prontidão operacional do destacamento nacional, bem como a capacidade da Força Aérea Portuguesa em atuar de forma coordenada com os restantes meios da Aliança.

A participação portuguesa na eAP26 representa a nona presença nacional em missões de policiamento aéreo nos países bálticos e a segunda vez que os F-16M operam a partir da Base Aérea de Ämari. Para além das missões de interceção e alerta rápido, o destacamento português participa regularmente em exercícios conjuntos e ações de interoperabilidade com forças aéreas e militares de outros países aliados, reforçando a cooperação e a capacidade de resposta coletiva da NATO numa região considerada estratégica para a segurança europeia. 

Fotos: FAP



















terça-feira, 28 de abril de 2026

Boom sónico de F-16AM surpreende população na região da Figueira da Foz

A Força Aérea Portuguesa (FAP) confirmou que o estrondo de elevada intensidade registado durante o dia de ontem em várias localidades da região Centro teve origem numa missão operacional conduzida por uma aeronave F-16AM Fighting Falcon, ao largo da Figueira da Foz.

O fenómeno, amplamente reportado pela população e inicialmente envolto em incerteza, corresponde a um boom sónico, um efeito físico associado ao voo supersónico. Quando uma aeronave ultrapassa a velocidade do som (aproximadamente 1.235 km/h ao nível do mar, dependendo das condições atmosféricas), gera ondas de choque que se propagam até à superfície. Essas ondas acumulam-se e formam uma frente de pressão abrupta, percebida no solo como um estrondo seco e intenso.

Ao contrário de um ruído contínuo, o boom sónico caracteriza-se por um ou dois “bangs” distintos, resultantes da diferença de pressão entre a parte frontal e traseira da aeronave. A sua intensidade depende de vários fatores, incluindo altitude, velocidade, condições meteorológicas e geometria do voo.

Segundo a FAP, este tipo de ocorrência pode verificar-se no contexto de missões operacionais específicas que exigem voo em regime supersónico, nomeadamente para treino avançado, interceção aérea ou validação de procedimentos de prontidão. A instituição sublinha que tais operações são cuidadosamente planeadas e executadas em conformidade com as normas de segurança e regulamentação do espaço aéreo.

Apesar de não serem comuns sobre território continental, os voos supersónicos são uma componente essencial da preparação das tripulações e da capacidade de resposta da defesa aérea nacional. A Força Aérea reiterou que não houve qualquer risco para a população nem foram registados danos associados ao incidente.

O episódio gerou forte reação pública, refletindo o impacto que fenómenos desta natureza podem ter quando ocorrem em proximidade relativa de zonas habitadas, ainda que a altitudes elevadas.

Fonte: FAP






















A Força Aérea Portuguesa (FAP) confirmou que o estrondo de elevada intensidade registado durante o dia de ontem em várias localidades da região Centro teve origem numa missão operacional conduzida por uma aeronave F-16AM Fighting Falcon, ao largo da Figueira da Foz.

O fenómeno, amplamente reportado pela população e inicialmente envolto em incerteza, corresponde a um boom sónico, um efeito físico associado ao voo supersónico. Quando uma aeronave ultrapassa a velocidade do som (aproximadamente 1.235 km/h ao nível do mar, dependendo das condições atmosféricas), gera ondas de choque que se propagam até à superfície. Essas ondas acumulam-se e formam uma frente de pressão abrupta, percebida no solo como um estrondo seco e intenso.

Ao contrário de um ruído contínuo, o boom sónico caracteriza-se por um ou dois “bangs” distintos, resultantes da diferença de pressão entre a parte frontal e traseira da aeronave. A sua intensidade depende de vários fatores, incluindo altitude, velocidade, condições meteorológicas e geometria do voo.

Segundo a FAP, este tipo de ocorrência pode verificar-se no contexto de missões operacionais específicas que exigem voo em regime supersónico, nomeadamente para treino avançado, interceção aérea ou validação de procedimentos de prontidão. A instituição sublinha que tais operações são cuidadosamente planeadas e executadas em conformidade com as normas de segurança e regulamentação do espaço aéreo.

Apesar de não serem comuns sobre território continental, os voos supersónicos são uma componente essencial da preparação das tripulações e da capacidade de resposta da defesa aérea nacional. A Força Aérea reiterou que não houve qualquer risco para a população nem foram registados danos associados ao incidente.

O episódio gerou forte reação pública, refletindo o impacto que fenómenos desta natureza podem ter quando ocorrem em proximidade relativa de zonas habitadas, ainda que a altitudes elevadas.

Fonte: FAP






















sexta-feira, 24 de abril de 2026

Esquadra 751 “Pumas” – 48 anos a salvar vidas (1978–2026)

 

A Esquadra 751 “Pumas” da Força Aérea Portuguesa assinala 48 anos de uma história ímpar ao serviço de Portugal e da vida humana. Ao longo de quase meio século, esta unidade tornou-se sinónimo de coragem, prontidão e excelência operacional, materializando diariamente o seu lema: “Para que outros vivam”.

Criada em 1978, a Esquadra 751 nasceu com a missão de assegurar operações de busca e salvamento (SAR) numa das maiores áreas de responsabilidade da Europa. Essa área, correspondente às regiões de informação de voo de Lisboa e Santa Maria, abrange cerca de 5,6 milhões de quilómetros quadrados de oceano Atlântico, uma dimensão impressionante que evidencia o grau de exigência e responsabilidade atribuídos às tripulações portuguesas.

Desde o início da sua atividade, a esquadra operou o helicóptero SA-330 Puma, aeronave robusta e fiável que rapidamente se tornou o símbolo da unidade. Com o Puma, os “Pumas”, designação que perdura até hoje, realizaram milhares de missões de resgate, muitas em condições extremas, contribuindo decisivamente para a construção da reputação de excelência que caracteriza a esquadra. Durante décadas, estas aeronaves foram a espinha dorsal da capacidade SAR nacional, permitindo intervenções em alto-mar, evacuações médicas urgentes e apoio a embarcações e aeronaves em dificuldade.

O início do século XXI marcou uma nova era. Em 2005, a Esquadra 751 iniciou a transição para o moderno AgustaWestland EH-101 Merlin, entrando plenamente em operação no ano seguinte. Este helicóptero trouxe um salto qualitativo significativo, com maior autonomia, melhor capacidade de navegação em condições adversas, sistemas avançados de missão e maior alcance, permitindo responder com maior eficácia à vastidão da área SAR portuguesa. Além das missões de busca e salvamento, o Merlin passou também a desempenhar tarefas de evacuação médica, transporte e busca e salvamento em combate (CSAR).

Ao longo dos seus 48 anos, a Esquadra 751 acumulou marcos históricos de grande relevância. Entre eles destacam-se operações de resgate a centenas de quilómetros da costa, intervenções em condições meteorológicas severas e missões internacionais de apoio, nomeadamente em países como Espanha e Marrocos. Estas ações contribuíram para o reconhecimento internacional da esquadra como uma unidade de referência na área SAR.

Um dos números mais marcantes da sua história é o das vidas salvas. Ao longo de quase cinco décadas, a Esquadra 751 já resgatou mais de 5.000 pessoas, um feito extraordinário que representa milhares de histórias de sobrevivência e esperança. Cada missão bem-sucedida é o resultado de treino rigoroso, espírito de equipa e uma dedicação absoluta ao cumprimento da missão.

A presença permanente em destacamentos avançados foi outro fator essencial para o sucesso da esquadra. Na Madeira, o destacamento no Porto Santo garantiu durante décadas uma resposta rápida a emergências no arquipélago e nas rotas marítimas adjacentes. Nos Açores, o destacamento na Base Aérea N.º 4, nas Lajes, foi crucial para cobrir a vasta região do Atlântico Norte sob responsabilidade portuguesa, uma área particularmente exigente devido à distância, às condições meteorológicas e ao intenso tráfego aéreo e marítimo.

Contudo, a recente criação da Esquadra 752 “Fénix” veio introduzir uma nova dinâmica operacional. Com esta reorganização, os destacamentos permanentes da Esquadra 751 nos Açores foram desativados, passando essa responsabilidade a ser assegurada pela nova esquadra. Esta mudança permitiu uma melhor distribuição de meios e uma maior especialização, mantendo o mesmo compromisso de garantir a segurança e o salvamento de vidas humanas.

Hoje, aos 48 anos, a Esquadra 751 continua a afirmar-se como um dos pilares da Força Aérea Portuguesa. Com milhares de horas de voo acumuladas, uma vasta experiência operacional e uma cultura de missão profundamente enraizada, os “Pumas” permanecem uma referência incontornável no panorama internacional do busca e salvamento.

Mais do que números ou meios, o verdadeiro valor da Esquadra 751 reside nas suas pessoas. Homens e mulheres que, diariamente, enfrentam o desconhecido para cumprir uma missão onde cada segundo conta.

Ao celebrar este 48.º aniversário, celebra-se uma história feita de coragem, dedicação e humanidade e reafirma-se um compromisso que permanece inalterado desde 1978: estar sempre pronto, sempre presente, para que outros vivam.



















 

A Esquadra 751 “Pumas” da Força Aérea Portuguesa assinala 48 anos de uma história ímpar ao serviço de Portugal e da vida humana. Ao longo de quase meio século, esta unidade tornou-se sinónimo de coragem, prontidão e excelência operacional, materializando diariamente o seu lema: “Para que outros vivam”.

Criada em 1978, a Esquadra 751 nasceu com a missão de assegurar operações de busca e salvamento (SAR) numa das maiores áreas de responsabilidade da Europa. Essa área, correspondente às regiões de informação de voo de Lisboa e Santa Maria, abrange cerca de 5,6 milhões de quilómetros quadrados de oceano Atlântico, uma dimensão impressionante que evidencia o grau de exigência e responsabilidade atribuídos às tripulações portuguesas.

Desde o início da sua atividade, a esquadra operou o helicóptero SA-330 Puma, aeronave robusta e fiável que rapidamente se tornou o símbolo da unidade. Com o Puma, os “Pumas”, designação que perdura até hoje, realizaram milhares de missões de resgate, muitas em condições extremas, contribuindo decisivamente para a construção da reputação de excelência que caracteriza a esquadra. Durante décadas, estas aeronaves foram a espinha dorsal da capacidade SAR nacional, permitindo intervenções em alto-mar, evacuações médicas urgentes e apoio a embarcações e aeronaves em dificuldade.

O início do século XXI marcou uma nova era. Em 2005, a Esquadra 751 iniciou a transição para o moderno AgustaWestland EH-101 Merlin, entrando plenamente em operação no ano seguinte. Este helicóptero trouxe um salto qualitativo significativo, com maior autonomia, melhor capacidade de navegação em condições adversas, sistemas avançados de missão e maior alcance, permitindo responder com maior eficácia à vastidão da área SAR portuguesa. Além das missões de busca e salvamento, o Merlin passou também a desempenhar tarefas de evacuação médica, transporte e busca e salvamento em combate (CSAR).

Ao longo dos seus 48 anos, a Esquadra 751 acumulou marcos históricos de grande relevância. Entre eles destacam-se operações de resgate a centenas de quilómetros da costa, intervenções em condições meteorológicas severas e missões internacionais de apoio, nomeadamente em países como Espanha e Marrocos. Estas ações contribuíram para o reconhecimento internacional da esquadra como uma unidade de referência na área SAR.

Um dos números mais marcantes da sua história é o das vidas salvas. Ao longo de quase cinco décadas, a Esquadra 751 já resgatou mais de 5.000 pessoas, um feito extraordinário que representa milhares de histórias de sobrevivência e esperança. Cada missão bem-sucedida é o resultado de treino rigoroso, espírito de equipa e uma dedicação absoluta ao cumprimento da missão.

A presença permanente em destacamentos avançados foi outro fator essencial para o sucesso da esquadra. Na Madeira, o destacamento no Porto Santo garantiu durante décadas uma resposta rápida a emergências no arquipélago e nas rotas marítimas adjacentes. Nos Açores, o destacamento na Base Aérea N.º 4, nas Lajes, foi crucial para cobrir a vasta região do Atlântico Norte sob responsabilidade portuguesa, uma área particularmente exigente devido à distância, às condições meteorológicas e ao intenso tráfego aéreo e marítimo.

Contudo, a recente criação da Esquadra 752 “Fénix” veio introduzir uma nova dinâmica operacional. Com esta reorganização, os destacamentos permanentes da Esquadra 751 nos Açores foram desativados, passando essa responsabilidade a ser assegurada pela nova esquadra. Esta mudança permitiu uma melhor distribuição de meios e uma maior especialização, mantendo o mesmo compromisso de garantir a segurança e o salvamento de vidas humanas.

Hoje, aos 48 anos, a Esquadra 751 continua a afirmar-se como um dos pilares da Força Aérea Portuguesa. Com milhares de horas de voo acumuladas, uma vasta experiência operacional e uma cultura de missão profundamente enraizada, os “Pumas” permanecem uma referência incontornável no panorama internacional do busca e salvamento.

Mais do que números ou meios, o verdadeiro valor da Esquadra 751 reside nas suas pessoas. Homens e mulheres que, diariamente, enfrentam o desconhecido para cumprir uma missão onde cada segundo conta.

Ao celebrar este 48.º aniversário, celebra-se uma história feita de coragem, dedicação e humanidade e reafirma-se um compromisso que permanece inalterado desde 1978: estar sempre pronto, sempre presente, para que outros vivam.



















quarta-feira, 22 de abril de 2026

O A-10 Thunderbolt II e a Sua Vida Prolongada até 2030

A decisão dos Estados Unidos de prolongar a vida operacional do A-10 Thunderbolt II até, pelo menos, 2030 representa mais um capítulo na longa história de sobrevivência desta aeronave icónica. Concebido durante a Guerra Fria para um tipo de conflito muito específico, o “Warthog” continua, mais de quatro décadas após a sua entrada ao serviço, a demonstrar uma utilidade difícil de substituir, sobretudo num contexto em que as operações de apoio aéreo aproximado continuam a ser uma necessidade real no terreno.

O A-10 Thunderbolt II, desenvolvido pela Fairchild Republic, realizou o seu primeiro voo em 1972 e entrou ao serviço em 1977. Foi projetado especificamente para missões de apoio aéreo aproximado (CAS), com o objetivo de travar grandes formações blindadas do Pacto de Varsóvia na Europa. A aeronave foi construída em torno da sua arma principal, o canhão GAU-8/A de 30 mm, capaz de destruir carros de combate com elevada eficácia. A sua filosofia de projeto privilegiou a resistência, a simplicidade e a capacidade de operar a baixa altitude e velocidade, com destaque para a blindagem em titânio que protege o piloto e para a redundância de sistemas críticos, permitindo-lhe sobreviver a danos que seriam fatais para outras aeronaves.


Ao longo da sua carreira, o A-10 participou em praticamente todos os grandes conflitos envolvendo os Estados Unidos desde o final do século XX, incluindo a Guerra do Golfo, onde teve um desempenho particularmente marcante ao destruir centenas de veículos blindados iraquianos. Posteriormente, foi amplamente utilizado nos Balcãs, no Afeganistão, no Iraque e em operações contra o Estado Islâmico, consolidando uma reputação de eficácia e proximidade com as forças terrestres. A sua capacidade de permanecer longos períodos sobre o campo de batalha e fornecer apoio preciso tornou-o especialmente valorizado pelas tropas no terreno.

Apesar de repetidas tentativas para retirar a aeronave de serviço, a Força Aérea dos Estados Unidos continua a operar uma frota significativa, que em 2026 rondava cerca de 160 aeronaves. Estas encontram-se distribuídas por unidades da USAF, da Air National Guard e da Air Force Reserve, incluindo esquadras como a 74th e 75th Fighter Squadron, baseadas em Moody Air Force Base, e unidades sediadas em Davis-Monthan, no Arizona, tradicional bastião do A-10. Estas esquadras asseguram tanto a prontidão operacional como o desenvolvimento de táticas e doutrina associadas à missão de apoio aéreo aproximado.


A decisão de estender a vida útil do A-10 até 2030 resulta de uma combinação de fatores operacionais e estratégicos. Por um lado, a ausência de um substituto direto para a missão CAS, mesmo com a introdução de aeronaves mais modernas como o F-35 Lightning II, continua a ser um argumento forte. Por outro, a necessidade de manter capacidades de combate credíveis durante a transição para novas plataformas levou a USAF a rever os seus planos de desativação. Acresce ainda o peso político e o reconhecimento generalizado da eficácia do A-10 em cenários reais de combate.

Um exemplo da sua relevância recente pode ser observado em operações no Médio Oriente, onde o A-10 continuou a desempenhar missões de ataque e apoio a forças no terreno, incluindo ações contra ameaças assimétricas e embarcações ligeiras. Estes cenários demonstram que, apesar da evolução tecnológica e da crescente sofisticação dos sistemas de defesa aérea, continua a existir um espaço operacional onde as características únicas do A-10 são particularmente valiosas.

No contexto europeu, importa destacar a presença do A-10 em Portugal, nomeadamente durante o exercício Real Thaw 2013, realizado na Base Aérea de Monte Real. Este exercício, conduzido pela Força Aérea Portuguesa, contou com a participação de destacamentos internacionais, incluindo aeronaves A-10 da USAF. A presença do “Warthog” em Monte Real permitiu treinar missões conjuntas de apoio aéreo aproximado, integração com forças no terreno e operações em ambiente multinacional. Para Portugal, tratou-se de uma oportunidade relevante para reforçar a interoperabilidade com aliados da NATO e observar de perto uma das plataformas mais emblemáticas na missão CAS.

Ao longo da sua história, o A-10 acumulou feitos notáveis que contribuíram para a sua longevidade. Entre estes destacam-se a sua extraordinária resistência a danos em combate, com vários casos documentados de aeronaves que regressaram à base após sofrerem impactos severos, e a confiança que inspira nas tropas apoiadas. Esta combinação de robustez, poder de fogo e eficácia operacional consolidou o seu estatuto como uma das aeronaves mais icónicas da aviação militar moderna.

Em síntese, a extensão da vida útil do A-10 Thunderbolt II até 2030 confirma que, mesmo numa era dominada por aeronaves furtivas e altamente tecnológicas, plataformas especializadas continuam a desempenhar um papel essencial. O futuro do A-10 para além dessa data permanece incerto, mas o seu legado como símbolo de apoio direto às forças terrestres e eficácia em combate já está firmemente estabelecido.













A decisão dos Estados Unidos de prolongar a vida operacional do A-10 Thunderbolt II até, pelo menos, 2030 representa mais um capítulo na longa história de sobrevivência desta aeronave icónica. Concebido durante a Guerra Fria para um tipo de conflito muito específico, o “Warthog” continua, mais de quatro décadas após a sua entrada ao serviço, a demonstrar uma utilidade difícil de substituir, sobretudo num contexto em que as operações de apoio aéreo aproximado continuam a ser uma necessidade real no terreno.

O A-10 Thunderbolt II, desenvolvido pela Fairchild Republic, realizou o seu primeiro voo em 1972 e entrou ao serviço em 1977. Foi projetado especificamente para missões de apoio aéreo aproximado (CAS), com o objetivo de travar grandes formações blindadas do Pacto de Varsóvia na Europa. A aeronave foi construída em torno da sua arma principal, o canhão GAU-8/A de 30 mm, capaz de destruir carros de combate com elevada eficácia. A sua filosofia de projeto privilegiou a resistência, a simplicidade e a capacidade de operar a baixa altitude e velocidade, com destaque para a blindagem em titânio que protege o piloto e para a redundância de sistemas críticos, permitindo-lhe sobreviver a danos que seriam fatais para outras aeronaves.


Ao longo da sua carreira, o A-10 participou em praticamente todos os grandes conflitos envolvendo os Estados Unidos desde o final do século XX, incluindo a Guerra do Golfo, onde teve um desempenho particularmente marcante ao destruir centenas de veículos blindados iraquianos. Posteriormente, foi amplamente utilizado nos Balcãs, no Afeganistão, no Iraque e em operações contra o Estado Islâmico, consolidando uma reputação de eficácia e proximidade com as forças terrestres. A sua capacidade de permanecer longos períodos sobre o campo de batalha e fornecer apoio preciso tornou-o especialmente valorizado pelas tropas no terreno.

Apesar de repetidas tentativas para retirar a aeronave de serviço, a Força Aérea dos Estados Unidos continua a operar uma frota significativa, que em 2026 rondava cerca de 160 aeronaves. Estas encontram-se distribuídas por unidades da USAF, da Air National Guard e da Air Force Reserve, incluindo esquadras como a 74th e 75th Fighter Squadron, baseadas em Moody Air Force Base, e unidades sediadas em Davis-Monthan, no Arizona, tradicional bastião do A-10. Estas esquadras asseguram tanto a prontidão operacional como o desenvolvimento de táticas e doutrina associadas à missão de apoio aéreo aproximado.


A decisão de estender a vida útil do A-10 até 2030 resulta de uma combinação de fatores operacionais e estratégicos. Por um lado, a ausência de um substituto direto para a missão CAS, mesmo com a introdução de aeronaves mais modernas como o F-35 Lightning II, continua a ser um argumento forte. Por outro, a necessidade de manter capacidades de combate credíveis durante a transição para novas plataformas levou a USAF a rever os seus planos de desativação. Acresce ainda o peso político e o reconhecimento generalizado da eficácia do A-10 em cenários reais de combate.

Um exemplo da sua relevância recente pode ser observado em operações no Médio Oriente, onde o A-10 continuou a desempenhar missões de ataque e apoio a forças no terreno, incluindo ações contra ameaças assimétricas e embarcações ligeiras. Estes cenários demonstram que, apesar da evolução tecnológica e da crescente sofisticação dos sistemas de defesa aérea, continua a existir um espaço operacional onde as características únicas do A-10 são particularmente valiosas.

No contexto europeu, importa destacar a presença do A-10 em Portugal, nomeadamente durante o exercício Real Thaw 2013, realizado na Base Aérea de Monte Real. Este exercício, conduzido pela Força Aérea Portuguesa, contou com a participação de destacamentos internacionais, incluindo aeronaves A-10 da USAF. A presença do “Warthog” em Monte Real permitiu treinar missões conjuntas de apoio aéreo aproximado, integração com forças no terreno e operações em ambiente multinacional. Para Portugal, tratou-se de uma oportunidade relevante para reforçar a interoperabilidade com aliados da NATO e observar de perto uma das plataformas mais emblemáticas na missão CAS.

Ao longo da sua história, o A-10 acumulou feitos notáveis que contribuíram para a sua longevidade. Entre estes destacam-se a sua extraordinária resistência a danos em combate, com vários casos documentados de aeronaves que regressaram à base após sofrerem impactos severos, e a confiança que inspira nas tropas apoiadas. Esta combinação de robustez, poder de fogo e eficácia operacional consolidou o seu estatuto como uma das aeronaves mais icónicas da aviação militar moderna.

Em síntese, a extensão da vida útil do A-10 Thunderbolt II até 2030 confirma que, mesmo numa era dominada por aeronaves furtivas e altamente tecnológicas, plataformas especializadas continuam a desempenhar um papel essencial. O futuro do A-10 para além dessa data permanece incerto, mas o seu legado como símbolo de apoio direto às forças terrestres e eficácia em combate já está firmemente estabelecido.