terça-feira, 16 de junho de 2026

Revelada a camuflagem operacional dos futuros C-390 da Força Aérea Checa

O primeiro Embraer C-390 Millennium destinado à Força Aérea da República Checa encontra-se já na fase final de preparação para entrega, apresentando pela primeira vez a camuflagem operacional que será utilizada pela futura frota checa. A aeronave, que recentemente completou o seu voo inaugural nas instalações da Embraer, no Brasil, deverá chegar à República Checa nos próximos meses.

As imagens divulgadas revelam um esquema de pintura distinto dos habitualmente observados nos operadores do C-390. O padrão foi concebido pelo artista e historiador militar Pavel Holý, do Instituto de História Militar de Praga, tendo como principal objetivo reduzir a perceção visual da aeronave através da fragmentação da sua silhueta. Segundo os responsáveis pelo projeto, a camuflagem não foi criada por razões estéticas, mas sim para dificultar a avaliação da distância, direção e perfil do aparelho por observadores no solo.

A República Checa encomendou dois C-390 Millennium para substituir gradualmente capacidades atualmente asseguradas pelos Airbus C-295M e reforçar a mobilidade estratégica das Forças Armadas. Os novos aviões serão utilizados em missões de transporte tático e estratégico, evacuação médica, lançamento de paraquedistas, apoio a operações humanitárias e reabastecimento aéreo.

O programa possui também uma importante componente industrial para a indústria aeronáutica checa. A Aero Vodochody participa na produção do C-390 como parceiro estratégico da Embraer, fabricando secções da fuselagem traseira, portas, rampas de carga e outros componentes estruturais do aparelho.

Com a chegada do primeiro exemplar, a República Checa juntar-se-á ao crescente grupo de operadores europeus do Millennium, que inclui Portugal, Hungria, Países Baixos, Áustria e Eslováquia, consolidando a presença da aeronave brasileira como uma das principais plataformas de transporte militar da NATO.

A entrega do primeiro C-390 representa um marco importante para a modernização da aviação militar checa, que passará a dispor de uma aeronave capaz de transportar até 26 toneladas de carga, operar a partir de pistas semipreparadas e executar missões multimissão num ambiente operacional cada vez mais exigente.

Fotos: Embraer




















O primeiro Embraer C-390 Millennium destinado à Força Aérea da República Checa encontra-se já na fase final de preparação para entrega, apresentando pela primeira vez a camuflagem operacional que será utilizada pela futura frota checa. A aeronave, que recentemente completou o seu voo inaugural nas instalações da Embraer, no Brasil, deverá chegar à República Checa nos próximos meses.

As imagens divulgadas revelam um esquema de pintura distinto dos habitualmente observados nos operadores do C-390. O padrão foi concebido pelo artista e historiador militar Pavel Holý, do Instituto de História Militar de Praga, tendo como principal objetivo reduzir a perceção visual da aeronave através da fragmentação da sua silhueta. Segundo os responsáveis pelo projeto, a camuflagem não foi criada por razões estéticas, mas sim para dificultar a avaliação da distância, direção e perfil do aparelho por observadores no solo.

A República Checa encomendou dois C-390 Millennium para substituir gradualmente capacidades atualmente asseguradas pelos Airbus C-295M e reforçar a mobilidade estratégica das Forças Armadas. Os novos aviões serão utilizados em missões de transporte tático e estratégico, evacuação médica, lançamento de paraquedistas, apoio a operações humanitárias e reabastecimento aéreo.

O programa possui também uma importante componente industrial para a indústria aeronáutica checa. A Aero Vodochody participa na produção do C-390 como parceiro estratégico da Embraer, fabricando secções da fuselagem traseira, portas, rampas de carga e outros componentes estruturais do aparelho.

Com a chegada do primeiro exemplar, a República Checa juntar-se-á ao crescente grupo de operadores europeus do Millennium, que inclui Portugal, Hungria, Países Baixos, Áustria e Eslováquia, consolidando a presença da aeronave brasileira como uma das principais plataformas de transporte militar da NATO.

A entrega do primeiro C-390 representa um marco importante para a modernização da aviação militar checa, que passará a dispor de uma aeronave capaz de transportar até 26 toneladas de carga, operar a partir de pistas semipreparadas e executar missões multimissão num ambiente operacional cada vez mais exigente.

Fotos: Embraer




















Grécia estuda o KC-390 para substituir os seus C-130 Hercules, será o próximo operador europeu?

 

A Grécia deu um passo rumo à aquisição do KC-390 Millennium da Embraer, depois de o plano de compra ter sido formalmente submetido ao Parlamento helénico para apreciação pela Comissão Permanente de Armamento. O programa, apoiado pelo Conselho Governamental para os Assuntos Externos e Defesa (KYSEA), prevê numa primeira fase a aquisição de três aeronaves, com a possibilidade de mais exemplares no futuro, tendo como principal objetivo substituir gradualmente a envelhecida frota de C-130 Hercules da Força Aérea Helénica e reforçar as capacidades de transporte aéreo estratégico do país.

A necessidade de renovar a frota de transporte militar tem vindo a ganhar prioridade nos últimos anos devido à reduzida disponibilidade operacional dos C-130H Hercules, alguns dos quais acumulam décadas de serviço. Apesar dos esforços realizados para prolongar a vida útil destas aeronaves, os desafios de manutenção e a crescente dificuldade em assegurar elevados níveis de prontidão operacional levaram as autoridades gregas a procurar uma solução mais moderna e eficiente.

Neste contexto, o KC-390 Millennium surge como um forte candidato. Desenvolvido pela Embraer, o avião brasileiro combina elevadas capacidades de transporte com tecnologia de última geração, oferecendo uma carga útil máxima de 26 toneladas, velocidades superiores às do C-130 e uma grande flexibilidade operacional. A aeronave pode executar missões de transporte de tropas e carga, evacuação médica, lançamento de paraquedistas, apoio humanitário, busca e salvamento e reabastecimento aéreo.

Uma das características mais atrativas para a Grécia é precisamente a capacidade de reabastecimento em voo. O KC-390 pode operar simultaneamente como avião-tanque e como aeronave recetora de combustível, permitindo aumentar significativamente o alcance e a autonomia das forças aéreas em cenários operacionais complexos, particularmente relevantes na região do Mediterrâneo Oriental.

Outro fator que poderá influenciar a decisão grega é a crescente presença do KC-390 na Europa. Portugal foi o primeiro operador europeu da aeronave, seguido por países como Hungria, Países Baixos, Áustria, República Checa e Eslováquia. Esta expansão tem contribuído para a criação de uma comunidade de utilizadores capaz de partilhar experiências operacionais, formação, logística e apoio técnico, reduzindo custos e aumentando a interoperabilidade entre forças aéreas da NATO.

A Embraer tem igualmente procurado aprofundar a cooperação com a indústria aeronáutica grega, nomeadamente através de entendimentos com a Hellenic Aerospace Industry (HAI), abrindo caminho à futura participação do setor industrial nacional no suporte e manutenção da frota.

Embora ainda não exista uma decisão final, o interesse demonstrado por Atenas reforça a posição do KC-390 Millennium como uma das aeronaves de transporte militar mais bem-sucedidas da atualidade. Caso a aquisição avance, a Grécia passará a integrar o crescente grupo de países europeus que escolheram a plataforma brasileira para responder aos desafios das operações aéreas do século XXI.
































 

A Grécia deu um passo rumo à aquisição do KC-390 Millennium da Embraer, depois de o plano de compra ter sido formalmente submetido ao Parlamento helénico para apreciação pela Comissão Permanente de Armamento. O programa, apoiado pelo Conselho Governamental para os Assuntos Externos e Defesa (KYSEA), prevê numa primeira fase a aquisição de três aeronaves, com a possibilidade de mais exemplares no futuro, tendo como principal objetivo substituir gradualmente a envelhecida frota de C-130 Hercules da Força Aérea Helénica e reforçar as capacidades de transporte aéreo estratégico do país.

A necessidade de renovar a frota de transporte militar tem vindo a ganhar prioridade nos últimos anos devido à reduzida disponibilidade operacional dos C-130H Hercules, alguns dos quais acumulam décadas de serviço. Apesar dos esforços realizados para prolongar a vida útil destas aeronaves, os desafios de manutenção e a crescente dificuldade em assegurar elevados níveis de prontidão operacional levaram as autoridades gregas a procurar uma solução mais moderna e eficiente.

Neste contexto, o KC-390 Millennium surge como um forte candidato. Desenvolvido pela Embraer, o avião brasileiro combina elevadas capacidades de transporte com tecnologia de última geração, oferecendo uma carga útil máxima de 26 toneladas, velocidades superiores às do C-130 e uma grande flexibilidade operacional. A aeronave pode executar missões de transporte de tropas e carga, evacuação médica, lançamento de paraquedistas, apoio humanitário, busca e salvamento e reabastecimento aéreo.

Uma das características mais atrativas para a Grécia é precisamente a capacidade de reabastecimento em voo. O KC-390 pode operar simultaneamente como avião-tanque e como aeronave recetora de combustível, permitindo aumentar significativamente o alcance e a autonomia das forças aéreas em cenários operacionais complexos, particularmente relevantes na região do Mediterrâneo Oriental.

Outro fator que poderá influenciar a decisão grega é a crescente presença do KC-390 na Europa. Portugal foi o primeiro operador europeu da aeronave, seguido por países como Hungria, Países Baixos, Áustria, República Checa e Eslováquia. Esta expansão tem contribuído para a criação de uma comunidade de utilizadores capaz de partilhar experiências operacionais, formação, logística e apoio técnico, reduzindo custos e aumentando a interoperabilidade entre forças aéreas da NATO.

A Embraer tem igualmente procurado aprofundar a cooperação com a indústria aeronáutica grega, nomeadamente através de entendimentos com a Hellenic Aerospace Industry (HAI), abrindo caminho à futura participação do setor industrial nacional no suporte e manutenção da frota.

Embora ainda não exista uma decisão final, o interesse demonstrado por Atenas reforça a posição do KC-390 Millennium como uma das aeronaves de transporte militar mais bem-sucedidas da atualidade. Caso a aquisição avance, a Grécia passará a integrar o crescente grupo de países europeus que escolheram a plataforma brasileira para responder aos desafios das operações aéreas do século XXI.
































sexta-feira, 12 de junho de 2026

Força Aérea destacou-se em maio com missões de transporte, resgate e salvamento

 

Em maio de 2026, a Força Aérea Portuguesa voltou a afirmar, de forma clara e inequívoca, a sua relevância no apoio à população, através de um conjunto de missões que exigiram elevada prontidão, coordenação e sentido de serviço. Ao longo do mês, a Instituição esteve envolvida em múltiplas operações que permitiram salvar vidas, garantir assistência urgente e responder com eficácia em contextos particularmente exigentes, reforçando a sua missão de servir Portugal e os portugueses em permanência.

No total, a Força Aérea apoiou 61 pessoas em diferentes tipos de missão. Destas, 59 foram transportadas em situações de urgência médica, num esforço que confirma a importância do transporte aéreo de doentes no quadro nacional de emergência. Estas operações são frequentemente decisivas para assegurar que os doentes chegam atempadamente a unidades hospitalares com capacidade de resposta diferenciada, sobretudo quando o tempo é um fator determinante entre a vida e a morte.

Além destes transportes urgentes, a Força Aérea realizou também 2 resgates em navios, operações que evidenciam a capacidade de intervenção em ambiente marítimo e a articulação constante com outras entidades do sistema de busca e salvamento. Estes resgates, pela sua complexidade e pelas condições em que normalmente decorrem, exigem elevada perícia das tripulações e dos meios envolvidos, bem como uma coordenação rigorosa entre todos os intervenientes. A rapidez de resposta nestes contextos é essencial para garantir a segurança e a preservação da vida humana no mar.

Durante o mesmo período, a Força Aérea empenhou-se ainda em 6 missões de busca e salvamento, reafirmando a sua prontidão operacional e a sua capacidade para atuar em cenários de incerteza, muitas vezes em zonas de difícil acesso ou em condições meteorológicas adversas. Este tipo de missão continua a ser um dos pilares mais visíveis da ação da Força Aérea junto da sociedade, demonstrando que a sua presença não se limita ao espaço aéreo, mas se estende também ao apoio direto a quem mais necessita, em terra ou no mar.

No domínio da assistência médica especializada, foram igualmente realizadas 2 missões de transporte de órgãos para transplante, um contributo discreto no ruído das operações, mas de enorme importância humana e clínica. Cada transporte deste género representa uma corrida contra o tempo, em que a celeridade, a precisão e a fiabilidade dos meios aéreos são indispensáveis para garantir que órgãos vitais chegam aos hospitais dentro do prazo necessário para possibilitar o transplante. Nestes casos, a Força Aérea desempenha um papel silencioso, mas absolutamente determinante, na cadeia que salva vidas e devolve esperança a doentes e famílias.

Estas missões contaram com o envolvimento de várias Esquadras da Força Aérea, nomeadamente a Esquadra 502 “Elefantes”, a Esquadra 504 “Linces”, a Esquadra 552 “Zangões”, a Esquadra 751 “Pumas” e a Esquadra 752 “Fénix”. Cada uma destas unidades contribuiu com a sua experiência, os seus meios e o profissionalismo das suas tripulações para assegurar o cumprimento das missões atribuídas. A diversidade de meios e de competências existentes nestas esquadras permite à Força Aérea responder a um amplo leque de necessidades operacionais, desde o transporte aéreo de doentes ao resgate em ambiente marítimo, passando pelas missões de busca e salvamento e pelo transporte urgente de órgãos.

Para além dos números, maio de 2026 fica marcado pelo exemplo concreto de uma Força Aérea que continua a estar ao lado dos portugueses nas situações mais difíceis. Cada missão realizada traduz-se em horas de preparação, treino, coordenação e empenho de equipas altamente qualificadas, muitas vezes sob forte pressão operacional e com total disponibilidade para responder a qualquer momento. É esse compromisso permanente que sustenta a confiança das populações na Instituição e que confirma o valor do seu serviço público. Ao mesmo tempo, sublinha a relevância das Esquadras 502 “Elefantes”, 504 “Linces”, 552 “Zangões”, 751 “Pumas” e 752 “Fénix”, que, em conjunto, dão corpo à resposta operacional da Força Aérea em benefício do país.

Fonte: FAP






































 

Em maio de 2026, a Força Aérea Portuguesa voltou a afirmar, de forma clara e inequívoca, a sua relevância no apoio à população, através de um conjunto de missões que exigiram elevada prontidão, coordenação e sentido de serviço. Ao longo do mês, a Instituição esteve envolvida em múltiplas operações que permitiram salvar vidas, garantir assistência urgente e responder com eficácia em contextos particularmente exigentes, reforçando a sua missão de servir Portugal e os portugueses em permanência.

No total, a Força Aérea apoiou 61 pessoas em diferentes tipos de missão. Destas, 59 foram transportadas em situações de urgência médica, num esforço que confirma a importância do transporte aéreo de doentes no quadro nacional de emergência. Estas operações são frequentemente decisivas para assegurar que os doentes chegam atempadamente a unidades hospitalares com capacidade de resposta diferenciada, sobretudo quando o tempo é um fator determinante entre a vida e a morte.

Além destes transportes urgentes, a Força Aérea realizou também 2 resgates em navios, operações que evidenciam a capacidade de intervenção em ambiente marítimo e a articulação constante com outras entidades do sistema de busca e salvamento. Estes resgates, pela sua complexidade e pelas condições em que normalmente decorrem, exigem elevada perícia das tripulações e dos meios envolvidos, bem como uma coordenação rigorosa entre todos os intervenientes. A rapidez de resposta nestes contextos é essencial para garantir a segurança e a preservação da vida humana no mar.

Durante o mesmo período, a Força Aérea empenhou-se ainda em 6 missões de busca e salvamento, reafirmando a sua prontidão operacional e a sua capacidade para atuar em cenários de incerteza, muitas vezes em zonas de difícil acesso ou em condições meteorológicas adversas. Este tipo de missão continua a ser um dos pilares mais visíveis da ação da Força Aérea junto da sociedade, demonstrando que a sua presença não se limita ao espaço aéreo, mas se estende também ao apoio direto a quem mais necessita, em terra ou no mar.

No domínio da assistência médica especializada, foram igualmente realizadas 2 missões de transporte de órgãos para transplante, um contributo discreto no ruído das operações, mas de enorme importância humana e clínica. Cada transporte deste género representa uma corrida contra o tempo, em que a celeridade, a precisão e a fiabilidade dos meios aéreos são indispensáveis para garantir que órgãos vitais chegam aos hospitais dentro do prazo necessário para possibilitar o transplante. Nestes casos, a Força Aérea desempenha um papel silencioso, mas absolutamente determinante, na cadeia que salva vidas e devolve esperança a doentes e famílias.

Estas missões contaram com o envolvimento de várias Esquadras da Força Aérea, nomeadamente a Esquadra 502 “Elefantes”, a Esquadra 504 “Linces”, a Esquadra 552 “Zangões”, a Esquadra 751 “Pumas” e a Esquadra 752 “Fénix”. Cada uma destas unidades contribuiu com a sua experiência, os seus meios e o profissionalismo das suas tripulações para assegurar o cumprimento das missões atribuídas. A diversidade de meios e de competências existentes nestas esquadras permite à Força Aérea responder a um amplo leque de necessidades operacionais, desde o transporte aéreo de doentes ao resgate em ambiente marítimo, passando pelas missões de busca e salvamento e pelo transporte urgente de órgãos.

Para além dos números, maio de 2026 fica marcado pelo exemplo concreto de uma Força Aérea que continua a estar ao lado dos portugueses nas situações mais difíceis. Cada missão realizada traduz-se em horas de preparação, treino, coordenação e empenho de equipas altamente qualificadas, muitas vezes sob forte pressão operacional e com total disponibilidade para responder a qualquer momento. É esse compromisso permanente que sustenta a confiança das populações na Instituição e que confirma o valor do seu serviço público. Ao mesmo tempo, sublinha a relevância das Esquadras 502 “Elefantes”, 504 “Linces”, 552 “Zangões”, 751 “Pumas” e 752 “Fénix”, que, em conjunto, dão corpo à resposta operacional da Força Aérea em benefício do país.

Fonte: FAP






































Sétimo Black Hawk chega e reforça capacidade operacional da Força Aérea Portuguesa

 


A Força Aérea Portuguesa recebeu o sétimo helicóptero UH-60 Black Hawk, que realizou no dia 11 de junho o voo de aceitação em território nacional, poucos dias após a sua chegada à Base Aérea N.º 8 (BA8), em Ovar, no passado dia 6 de junho.

Esta aeronave constitui o terceiro exemplar da variante “Lima” a integrar a frota da Esquadra 551 “Panteras”, unidade responsável pela missão de combate aéreo aos incêndios rurais, reforçando assim a capacidade operacional da Força Aérea nesta área crítica.

A introdução destes meios representa mais um passo no processo de consolidação de uma capacidade própria do Estado português para o combate aos incêndios rurais. A entrada em operação da missão está prevista para este ano, sendo inicialmente assegurada por dois helicópteros UH-60 Black Hawk, após um exigente período de formação e qualificação de pilotos e tripulações.

Face à versão “Alpha”, a variante “Lima” apresenta melhorias significativas ao nível do desempenho e da eficiência operacional. Está equipada com novos motores e uma caixa de transmissão modernizada, o que aumenta a vida útil da aeronave. Acresce ainda um maior peso máximo à descolagem, melhor capacidade de carga suspensa e desempenho superior em condições de elevada temperatura e altitude. A versão dispõe igualmente de radar meteorológico e sistema de guincho externo, aumentando a sua versatilidade em missões exigentes.

Com esta nova entrega, a Força Aérea passa a operar sete helicópteros UH-60 Black Hawk, dos quais três são da variante “Lima” e quatro da variante “Alpha”, todos integrados na Esquadra 551 “Panteras”.

O reforço desta frota insere-se numa estratégia mais ampla de criação de uma capacidade aérea nacional dedicada ao combate aos incêndios rurais, reduzindo a dependência de meios externos e garantindo maior prontidão operacional. Este esforço tem sido desenvolvido ao abrigo de diferentes contratos de aquisição.

O helicóptero agora recebido integra o primeiro contrato, correspondente ao quinto de seis aparelhos previstos nesse lote. No total, a Força Aérea já recebeu sete aeronaves no âmbito dos dois primeiros contratos estabelecidos, destinados à constituição desta nova capacidade operacional.

Paralelamente, foi já lançado um terceiro procedimento contratual, que prevê a aquisição de mais quatro helicópteros UH-60 Black Hawk, desta vez vocacionados para missões de transporte médico. Com estas aquisições, a frota poderá vir a atingir um total de 13 aeronaves.

À semelhança das restantes unidades adquiridas, o UH-60L Black Hawk foi financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), contribuindo para o reforço estrutural dos meios aéreos nacionais ao serviço da proteção e segurança das populações.

Fonte e Fotos: FAP













 


A Força Aérea Portuguesa recebeu o sétimo helicóptero UH-60 Black Hawk, que realizou no dia 11 de junho o voo de aceitação em território nacional, poucos dias após a sua chegada à Base Aérea N.º 8 (BA8), em Ovar, no passado dia 6 de junho.

Esta aeronave constitui o terceiro exemplar da variante “Lima” a integrar a frota da Esquadra 551 “Panteras”, unidade responsável pela missão de combate aéreo aos incêndios rurais, reforçando assim a capacidade operacional da Força Aérea nesta área crítica.

A introdução destes meios representa mais um passo no processo de consolidação de uma capacidade própria do Estado português para o combate aos incêndios rurais. A entrada em operação da missão está prevista para este ano, sendo inicialmente assegurada por dois helicópteros UH-60 Black Hawk, após um exigente período de formação e qualificação de pilotos e tripulações.

Face à versão “Alpha”, a variante “Lima” apresenta melhorias significativas ao nível do desempenho e da eficiência operacional. Está equipada com novos motores e uma caixa de transmissão modernizada, o que aumenta a vida útil da aeronave. Acresce ainda um maior peso máximo à descolagem, melhor capacidade de carga suspensa e desempenho superior em condições de elevada temperatura e altitude. A versão dispõe igualmente de radar meteorológico e sistema de guincho externo, aumentando a sua versatilidade em missões exigentes.

Com esta nova entrega, a Força Aérea passa a operar sete helicópteros UH-60 Black Hawk, dos quais três são da variante “Lima” e quatro da variante “Alpha”, todos integrados na Esquadra 551 “Panteras”.

O reforço desta frota insere-se numa estratégia mais ampla de criação de uma capacidade aérea nacional dedicada ao combate aos incêndios rurais, reduzindo a dependência de meios externos e garantindo maior prontidão operacional. Este esforço tem sido desenvolvido ao abrigo de diferentes contratos de aquisição.

O helicóptero agora recebido integra o primeiro contrato, correspondente ao quinto de seis aparelhos previstos nesse lote. No total, a Força Aérea já recebeu sete aeronaves no âmbito dos dois primeiros contratos estabelecidos, destinados à constituição desta nova capacidade operacional.

Paralelamente, foi já lançado um terceiro procedimento contratual, que prevê a aquisição de mais quatro helicópteros UH-60 Black Hawk, desta vez vocacionados para missões de transporte médico. Com estas aquisições, a frota poderá vir a atingir um total de 13 aeronaves.

À semelhança das restantes unidades adquiridas, o UH-60L Black Hawk foi financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), contribuindo para o reforço estrutural dos meios aéreos nacionais ao serviço da proteção e segurança das populações.

Fonte e Fotos: FAP













F-16AM portugueses em ação nos Bálticos reforçam a vigilância da NATO

Os caças F-16AM da Força Aérea Portuguesa voltaram a demonstrar a sua prontidão operacional nos céus do Báltico, ao serem acionados para missões reais de interceção no âmbito da missão de Policiamento Aéreo da NATO (NATO Air Policing). As operações ocorram enquanto decorre o exercício multinacional Ramstein Flag, provando que as forças aéreas aliadas mantêm total capacidade para responder a incidentes reais, mesmo durante grandes exercícios de treino.

Na passada semana, os pilotos portugueses receberam ordem para descolar e identificar várias aeronaves militares russas que operava nas proximidades do espaço aéreo aliado. As missões permitiram monitorizar a atividade das aeronaves e garantir a vigilância contínua do espaço aéreo dos Estados Bálticos, contribuindo para a segurança do flanco leste da Aliança Atlântica.

A atuação dos F-16AM portugueses evidencia o elevado grau de preparação das tripulações e das equipas de apoio destacadas para a região, assegurando uma resposta rápida e eficaz sempre que necessário. Estas missões constituem uma componente essencial da postura de dissuasão e defesa da NATO, particularmente numa área considerada estratégica para a segurança europeia.

Também esta semana, caças Rafale da Força Aérea Francesa foram acionados para responder a uma incursão de um sistema aéreo não tripulado (UAS) no espaço aéreo da Letónia. Após a identificação do alvo e em conformidade com os procedimentos estabelecidos pela NATO, o drone foi neutralizado. Os aviões franceses realizaram posteriormente uma missão adicional de vigilância ao longo da fronteira oriental dos Estados Bálticos.



As duas ocorrências demonstram a capacidade da NATO para treinar, dissuadir e defender em simultâneo. Enquanto milhares de militares participam no exercício Ramstein Flag, as aeronaves destacadas para as missões de policiamento aéreo permanecem permanentemente prontas para responder a qualquer incidente que possa comprometer a segurança do espaço aéreo aliado.

Para Portugal, estas missões representam mais uma demonstração do compromisso da Força Aérea Portuguesa com a defesa coletiva da Aliança Atlântica. A presença dos F-16AM nos Bálticos continua a afirmar a capacidade operacional da Força Aérea e o contributo nacional para a segurança e estabilidade da região, reforçando a vigilância de uma das fronteiras mais sensíveis da NATO.

Fonte e Fotos: Nato 























Os caças F-16AM da Força Aérea Portuguesa voltaram a demonstrar a sua prontidão operacional nos céus do Báltico, ao serem acionados para missões reais de interceção no âmbito da missão de Policiamento Aéreo da NATO (NATO Air Policing). As operações ocorram enquanto decorre o exercício multinacional Ramstein Flag, provando que as forças aéreas aliadas mantêm total capacidade para responder a incidentes reais, mesmo durante grandes exercícios de treino.

Na passada semana, os pilotos portugueses receberam ordem para descolar e identificar várias aeronaves militares russas que operava nas proximidades do espaço aéreo aliado. As missões permitiram monitorizar a atividade das aeronaves e garantir a vigilância contínua do espaço aéreo dos Estados Bálticos, contribuindo para a segurança do flanco leste da Aliança Atlântica.

A atuação dos F-16AM portugueses evidencia o elevado grau de preparação das tripulações e das equipas de apoio destacadas para a região, assegurando uma resposta rápida e eficaz sempre que necessário. Estas missões constituem uma componente essencial da postura de dissuasão e defesa da NATO, particularmente numa área considerada estratégica para a segurança europeia.

Também esta semana, caças Rafale da Força Aérea Francesa foram acionados para responder a uma incursão de um sistema aéreo não tripulado (UAS) no espaço aéreo da Letónia. Após a identificação do alvo e em conformidade com os procedimentos estabelecidos pela NATO, o drone foi neutralizado. Os aviões franceses realizaram posteriormente uma missão adicional de vigilância ao longo da fronteira oriental dos Estados Bálticos.



As duas ocorrências demonstram a capacidade da NATO para treinar, dissuadir e defender em simultâneo. Enquanto milhares de militares participam no exercício Ramstein Flag, as aeronaves destacadas para as missões de policiamento aéreo permanecem permanentemente prontas para responder a qualquer incidente que possa comprometer a segurança do espaço aéreo aliado.

Para Portugal, estas missões representam mais uma demonstração do compromisso da Força Aérea Portuguesa com a defesa coletiva da Aliança Atlântica. A presença dos F-16AM nos Bálticos continua a afirmar a capacidade operacional da Força Aérea e o contributo nacional para a segurança e estabilidade da região, reforçando a vigilância de uma das fronteiras mais sensíveis da NATO.

Fonte e Fotos: Nato 























sábado, 6 de junho de 2026

KC-390 da FAP em Huntsville poderá trazer novo Blackhawk para Portugal

 


A Força Aérea Portuguesa está em fase de transporte de mais um helicóptero UH-60L Blackhawk, agora ao que tudo indica, com o número de cauda 28905, que integra um lote de três aeronaves adquiridas à empresa norte-americana ACE Aeronautics, com vista ao reforço da capacidade operacional da Esquadra 551 “Panteras”. Estes aparelhos estão a ser alvo de processos de modernização antes da entrega, destinando-se a missões como combate a incêndios rurais, busca e salvamento e apoio geral.

O 28905 representa assim mais uma etapa na introdução desta capacidade na FAP, sendo que os dois restantes helicópteros deste lote deverão ser entregues até ao final de 2026. A incorporação progressiva destes meios tem sido acompanhada por um planeamento logístico exigente, que tem recorrido a soluções próprias de transporte estratégico.

Neste contexto, o KC-390 da FAP, com a matrícula 26904, foi recentemente observado a chegar a Huntsville, no estado do Alabama (EUA), um local associado às operações da ACE Aeronautics. O recurso ao KC-390 para este tipo de operação não é inédito, a FAP já utilizou anteriormente esta aeronave para transportar os Blackhawk desde os Estados Unidos, o helicóptero é desmontado e transportado no porão do KC-390, com escalas intermédias, incluindo nos Açores, demonstrando a flexibilidade e o alcance intercontinental da plataforma.

Esta capacidade de projeção estratégica constitui uma mais-valia relevante para a FAP, permitindo reduzir dependências externas e assegurar maior controlo sobre os prazos e condições de transporte de equipamentos críticos. A eventual missão do KC-390 26904 para recolha do UH-60L 28905 reforça, assim, o papel central desta aeronave na modernização e sustentação da frota aérea portuguesa.

Fotos: via Rich Enderle

















 


A Força Aérea Portuguesa está em fase de transporte de mais um helicóptero UH-60L Blackhawk, agora ao que tudo indica, com o número de cauda 28905, que integra um lote de três aeronaves adquiridas à empresa norte-americana ACE Aeronautics, com vista ao reforço da capacidade operacional da Esquadra 551 “Panteras”. Estes aparelhos estão a ser alvo de processos de modernização antes da entrega, destinando-se a missões como combate a incêndios rurais, busca e salvamento e apoio geral.

O 28905 representa assim mais uma etapa na introdução desta capacidade na FAP, sendo que os dois restantes helicópteros deste lote deverão ser entregues até ao final de 2026. A incorporação progressiva destes meios tem sido acompanhada por um planeamento logístico exigente, que tem recorrido a soluções próprias de transporte estratégico.

Neste contexto, o KC-390 da FAP, com a matrícula 26904, foi recentemente observado a chegar a Huntsville, no estado do Alabama (EUA), um local associado às operações da ACE Aeronautics. O recurso ao KC-390 para este tipo de operação não é inédito, a FAP já utilizou anteriormente esta aeronave para transportar os Blackhawk desde os Estados Unidos, o helicóptero é desmontado e transportado no porão do KC-390, com escalas intermédias, incluindo nos Açores, demonstrando a flexibilidade e o alcance intercontinental da plataforma.

Esta capacidade de projeção estratégica constitui uma mais-valia relevante para a FAP, permitindo reduzir dependências externas e assegurar maior controlo sobre os prazos e condições de transporte de equipamentos críticos. A eventual missão do KC-390 26904 para recolha do UH-60L 28905 reforça, assim, o papel central desta aeronave na modernização e sustentação da frota aérea portuguesa.

Fotos: via Rich Enderle

















quarta-feira, 3 de junho de 2026

Força Aérea realiza três missões médicas em 24 horas na Madeira

 

A Força Aérea Portuguesa realizou três missões de transporte médico em apenas 24 horas na Madeira, reforçando mais uma vez a sua elevada prontidão operacional e a importância do apoio aéreo às populações das ilhas. As operações decorreram entre 30 e 31 de maio e envolveram o helicóptero EH-101 Merlin duas vezes e um avião Falcon 50, em missões de evacuação médica e transporte de doentes com necessidade de cuidados diferenciados.

A primeira missão ocorreu na noite de sábado, 30 de maio, quando o EH-101 Merlin da Esquadra 751 “Pumas” foi ativado para transportar um doente entre Porto Santo e a ilha da Madeira, garantindo o acesso a tratamento hospitalar adequado. Ainda no domingo, 31 de maio, durante a tarde, o mesmo EH-101 Merlin voltou a ser empenhado numa nova missão de transporte médico no Arquipélago da Madeira, desta vez para evacuar outro doente que necessitava de assistência urgente. Já ao início da noite, a terceira missão foi realizada com um Falcon 50 da Esquadra 504 “Linces”, que transportou uma criança com queimaduras extensas da Madeira para Lisboa, onde iria receber tratamento especializado.

Estas três operações, concentradas num período tão curto, demonstram a capacidade da Força Aérea para responder com rapidez e eficiência a situações de emergência, sobretudo num contexto geográfico em que a distância entre ilhas e continente exige meios aéreos permanentemente disponíveis. O trabalho conjunto entre tripulações, meios aéreos e estruturas de apoio médico continua a ser essencial para assegurar o socorro e a evacuação de doentes em tempo útil.

Fonte: FAP






























 

A Força Aérea Portuguesa realizou três missões de transporte médico em apenas 24 horas na Madeira, reforçando mais uma vez a sua elevada prontidão operacional e a importância do apoio aéreo às populações das ilhas. As operações decorreram entre 30 e 31 de maio e envolveram o helicóptero EH-101 Merlin duas vezes e um avião Falcon 50, em missões de evacuação médica e transporte de doentes com necessidade de cuidados diferenciados.

A primeira missão ocorreu na noite de sábado, 30 de maio, quando o EH-101 Merlin da Esquadra 751 “Pumas” foi ativado para transportar um doente entre Porto Santo e a ilha da Madeira, garantindo o acesso a tratamento hospitalar adequado. Ainda no domingo, 31 de maio, durante a tarde, o mesmo EH-101 Merlin voltou a ser empenhado numa nova missão de transporte médico no Arquipélago da Madeira, desta vez para evacuar outro doente que necessitava de assistência urgente. Já ao início da noite, a terceira missão foi realizada com um Falcon 50 da Esquadra 504 “Linces”, que transportou uma criança com queimaduras extensas da Madeira para Lisboa, onde iria receber tratamento especializado.

Estas três operações, concentradas num período tão curto, demonstram a capacidade da Força Aérea para responder com rapidez e eficiência a situações de emergência, sobretudo num contexto geográfico em que a distância entre ilhas e continente exige meios aéreos permanentemente disponíveis. O trabalho conjunto entre tripulações, meios aéreos e estruturas de apoio médico continua a ser essencial para assegurar o socorro e a evacuação de doentes em tempo útil.

Fonte: FAP






























domingo, 31 de maio de 2026

Força Aérea assegurou uma dezena de missões de apoio à população entre 23 e 30 de maio

 

A Força Aérea Portuguesa voltou a desempenhar um papel determinante no apoio direto à população durante a última semana de maio, através de um conjunto diversificado de missões de transporte médico urgente, evacuações aeromédicas, transporte de órgãos para transplante e operações de busca e salvamento realizadas em território nacional e nas áreas marítimas sob responsabilidade portuguesa.

Entre 23 e 30 de maio, os meios aéreos da Força Aérea estiveram empenhados em várias missões de elevada exigência operacional, garantindo uma resposta rápida em situações onde o fator tempo foi decisivo para salvar vidas.

As evacuações médicas constituíram uma parte significativa da atividade operacional desenvolvida durante este período. Os helicópteros AW119 Koala da Esquadra 552 Zangões, os helicópteros EH-101 Merlin das Esquadras 751 Pumas e 752 Fénix, bem como a Esquadra 502 Elefantes, equipada com aeronaves C-295M, asseguraram diversos transportes urgentes de doentes entre unidades hospitalares e regiões mais isoladas do país, incluindo missões realizadas a partir dos arquipélagos dos Açores e da Madeira.

Paralelamente, os aviões Falcon 50 da Esquadra 504 Linces continuaram a garantir a ponte aérea médica entre as regiões autónomas e o continente, efetuando missões de evacuação aeromédica que permitiram o encaminhamento célere de pacientes para unidades hospitalares diferenciadas.

No âmbito do Programa Nacional de Transplantação, a Esquadra 504 voltou igualmente a desempenhar um papel essencial no transporte urgente de órgãos para transplante. Estas missões, frequentemente realizadas durante a noite e com reduzidas margens temporais, permitiram assegurar a ligação entre equipas médicas e centros hospitalares, contribuindo para o sucesso de vários procedimentos cirúrgicos.

A semana ficou também marcada por duas operações de busca e salvamento conduzidas pela Esquadra 751 Pumas. Numa das ocorrências, um helicóptero EH-101 Merlin foi empenhado no resgate de uma pessoa em dificuldades no mar, numa missão coordenada pelas autoridades de busca e salvamento. Noutra operação, a mesma esquadra voltou a ser acionada para prestar assistência e efetuar o resgate de um cidadão em situação de emergência, demonstrando a capacidade permanente de resposta da Força Aérea em missões SAR (Search and Rescue).

Estas operações exigiram a atuação coordenada entre tripulações, centros de coordenação de busca e salvamento, hospitais e restantes entidades do Sistema Integrado de Emergência Médica, evidenciando a importância da componente aérea militar no apoio às populações.

A elevada disponibilidade dos meios e das tripulações permitiu que, ao longo destes dias, fossem concretizadas missões que abrangeram transporte de doentes urgentes, transporte de órgãos para transplante, evacuações aeromédicas e operações de resgate, reforçando o contributo diário da Força Aérea Portuguesa para a proteção da vida humana.

Com meios distribuídos pelo território nacional e em permanente estado de prontidão, as esquadras 502 Elefantes, 504 Linces, 552 Zangões, 751 Pumas e 752 Fénix continuam a assegurar uma capacidade de resposta essencial, muitas vezes longe da atenção pública, mas determinante para salvar vidas e apoiar as populações.

Fonte: FAP



















 

A Força Aérea Portuguesa voltou a desempenhar um papel determinante no apoio direto à população durante a última semana de maio, através de um conjunto diversificado de missões de transporte médico urgente, evacuações aeromédicas, transporte de órgãos para transplante e operações de busca e salvamento realizadas em território nacional e nas áreas marítimas sob responsabilidade portuguesa.

Entre 23 e 30 de maio, os meios aéreos da Força Aérea estiveram empenhados em várias missões de elevada exigência operacional, garantindo uma resposta rápida em situações onde o fator tempo foi decisivo para salvar vidas.

As evacuações médicas constituíram uma parte significativa da atividade operacional desenvolvida durante este período. Os helicópteros AW119 Koala da Esquadra 552 Zangões, os helicópteros EH-101 Merlin das Esquadras 751 Pumas e 752 Fénix, bem como a Esquadra 502 Elefantes, equipada com aeronaves C-295M, asseguraram diversos transportes urgentes de doentes entre unidades hospitalares e regiões mais isoladas do país, incluindo missões realizadas a partir dos arquipélagos dos Açores e da Madeira.

Paralelamente, os aviões Falcon 50 da Esquadra 504 Linces continuaram a garantir a ponte aérea médica entre as regiões autónomas e o continente, efetuando missões de evacuação aeromédica que permitiram o encaminhamento célere de pacientes para unidades hospitalares diferenciadas.

No âmbito do Programa Nacional de Transplantação, a Esquadra 504 voltou igualmente a desempenhar um papel essencial no transporte urgente de órgãos para transplante. Estas missões, frequentemente realizadas durante a noite e com reduzidas margens temporais, permitiram assegurar a ligação entre equipas médicas e centros hospitalares, contribuindo para o sucesso de vários procedimentos cirúrgicos.

A semana ficou também marcada por duas operações de busca e salvamento conduzidas pela Esquadra 751 Pumas. Numa das ocorrências, um helicóptero EH-101 Merlin foi empenhado no resgate de uma pessoa em dificuldades no mar, numa missão coordenada pelas autoridades de busca e salvamento. Noutra operação, a mesma esquadra voltou a ser acionada para prestar assistência e efetuar o resgate de um cidadão em situação de emergência, demonstrando a capacidade permanente de resposta da Força Aérea em missões SAR (Search and Rescue).

Estas operações exigiram a atuação coordenada entre tripulações, centros de coordenação de busca e salvamento, hospitais e restantes entidades do Sistema Integrado de Emergência Médica, evidenciando a importância da componente aérea militar no apoio às populações.

A elevada disponibilidade dos meios e das tripulações permitiu que, ao longo destes dias, fossem concretizadas missões que abrangeram transporte de doentes urgentes, transporte de órgãos para transplante, evacuações aeromédicas e operações de resgate, reforçando o contributo diário da Força Aérea Portuguesa para a proteção da vida humana.

Com meios distribuídos pelo território nacional e em permanente estado de prontidão, as esquadras 502 Elefantes, 504 Linces, 552 Zangões, 751 Pumas e 752 Fénix continuam a assegurar uma capacidade de resposta essencial, muitas vezes longe da atenção pública, mas determinante para salvar vidas e apoiar as populações.

Fonte: FAP



















TITAN SKY 2026 levou Beja ao centro da cooperação aérea europeia

 

A Base Aérea N.º 11, em Beja, recebeu entre 18 e 29 de maio o TITAN SKY 2026, um exercício multinacional que marcou a primeira edição desta iniciativa dedicada aos Sistemas Aéreos Não Tripulados. Organizado pela Força Aérea Portuguesa, o exercício reuniu militares e participantes de Portugal, Bélgica, Hungria e Espanha, com o apoio da União Europeia e da Agência Europeia de Defesa.

 

Ao longo de duas semanas, o TITAN SKY 2026 proporcionou um ambiente de treino exigente e realista, pensado para reforçar a integração operacional entre diferentes meios e plataformas. Num contexto cada vez mais marcado pela importância dos drones e de outros sistemas não tripulados, o exercício permitiu testar procedimentos, aumentar a interoperabilidade e consolidar a cooperação entre forças aliadas.

 

A realização desta iniciativa em Beja reforça também o papel da Força Aérea Portuguesa como anfitriã de exercícios de elevada complexidade e como protagonista no desenvolvimento de capacidades associadas a um domínio que tem ganho peso nas operações militares modernas. Mais do que um simples exercício, o TITAN SKY 2026 serviu para demonstrar a importância da preparação conjunta, da inovação tecnológica e da adaptação às novas exigências do espaço aéreo.

 

No balanço final, a Força Aérea destacou o sucesso da primeira edição e o contributo do exercício para o fortalecimento da cooperação internacional e da resposta operacional em cenários multidomínio. Beja voltou, assim, a afirmar-se como um palco estratégico para a defesa e para o futuro da aviação militar europeia.

Fonte e fotos: FAP












 

A Base Aérea N.º 11, em Beja, recebeu entre 18 e 29 de maio o TITAN SKY 2026, um exercício multinacional que marcou a primeira edição desta iniciativa dedicada aos Sistemas Aéreos Não Tripulados. Organizado pela Força Aérea Portuguesa, o exercício reuniu militares e participantes de Portugal, Bélgica, Hungria e Espanha, com o apoio da União Europeia e da Agência Europeia de Defesa.

 

Ao longo de duas semanas, o TITAN SKY 2026 proporcionou um ambiente de treino exigente e realista, pensado para reforçar a integração operacional entre diferentes meios e plataformas. Num contexto cada vez mais marcado pela importância dos drones e de outros sistemas não tripulados, o exercício permitiu testar procedimentos, aumentar a interoperabilidade e consolidar a cooperação entre forças aliadas.

 

A realização desta iniciativa em Beja reforça também o papel da Força Aérea Portuguesa como anfitriã de exercícios de elevada complexidade e como protagonista no desenvolvimento de capacidades associadas a um domínio que tem ganho peso nas operações militares modernas. Mais do que um simples exercício, o TITAN SKY 2026 serviu para demonstrar a importância da preparação conjunta, da inovação tecnológica e da adaptação às novas exigências do espaço aéreo.

 

No balanço final, a Força Aérea destacou o sucesso da primeira edição e o contributo do exercício para o fortalecimento da cooperação internacional e da resposta operacional em cenários multidomínio. Beja voltou, assim, a afirmar-se como um palco estratégico para a defesa e para o futuro da aviação militar europeia.

Fonte e fotos: FAP












sexta-feira, 22 de maio de 2026

80 Anos do De Havilland Chipmunk – O Avião que ainda Forma Gerações

 

Hoje, 22 de maio de 2026, assinalam-se 80 anos desde o primeiro voo do De Havilland DHC-1 Chipmunk, um marco na história da aviação. Esta aeronave de treino bilugar, concebida para substituir o Tiger Moth, descolou pela primeira vez em 22 de maio de 1946 em Toronto, Canadá, projetada pelo engenheiro polaco Wsiewolod Jakimiuk. Com mais de 1.200 unidades produzidas, o Chipmunk tornou-se um dos aviões de instrução mais emblemáticos do pós-guerra, adotado por diversas forças aéreas, incluindo a portuguesa.

O Chipmunk em Portugal

O Chipmunk chegou a Portugal em 1951, inicialmente ao serviço da Aeronáutica Militar. Com a criação da Força Aérea Portuguesa (FAP) em 1952, a aeronave foi integrada na nova estrutura, recebendo as matrículas 1301 a 1310. Nesse mesmo ano, as Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA) iniciaram a produção sob licença de 66 unidades adicionais, numeradas de 1311 a 1376.

Ao longo de décadas, o Chipmunk desempenhou um papel crucial na formação de pilotos militares portugueses, operando em diversas bases como S. Jacinto (BA5/BA7), Ota (BA2) e Sintra (BA1). Em 1976, a Esquadra 21 foi redesignada como Esquadra 101 "Roncos", mantendo o Chipmunk como principal aeronave de instrução até à sua substituição pelo Aerospatiale Epsilon em 1989.

Após a sua retirada do serviço ativo, sete unidades foram modificadas para o modelo Chipmunk MK20, com motores Lycoming de 180 HP, e atribuídas à Academia da Força Aérea (AFA) para reboque de planadores e formação básica de cadetes. Estas aeronaves continuam a ser utilizadas pela Esquadra 802, proporcionando aos alunos experiências de voo fundamentais durante o curso de Piloto-Aviador.

Preservação e Operação Civil

Vários Chipmunks foram preservados e continuam a voar em mãos privadas. O Museu Aero-Fénix, por exemplo, mantém um exemplar em condições de voo, participando regularmente em eventos aeronáuticos e mantendo viva a memória desta icónica aeronave.

Destaca-se também o comandante José Costa, proprietário de um Chipmunk com a matrícula D-EECC, que opera na Alemanha. Este avião, pintado com as cores da FAP, é frequentemente visto em demonstrações aéreas, simbolizando a paixão e o empenho na preservação do património aeronáutico português.

O Museu do Ar, localizado na Base Aérea n.º 1 em Sintra, possui dois Chipmunks em exposição, representando o legado desta aeronave na formação de mais de dois mil pilotos ao longo de mais de seis décadas. Recentemente, um destes exemplares foi restaurado com o apoio de voluntários da Associação de Especialistas da Força Aérea, demonstrando o contínuo esforço na conservação da história da aviação nacional.

Conclusão

O De Havilland Chipmunk celebra hoje 80 anos de história, sendo uma peça fundamental na formação de pilotos e na evolução da aviação em Portugal. A sua presença contínua em instituições como a AFA e em mãos privadas assegura que o legado desta aeronave perdure, inspirando futuras gerações de aviadores e entusiastas da aviação. Fiquem bem, Jorge Ruivo
















 

Hoje, 22 de maio de 2026, assinalam-se 80 anos desde o primeiro voo do De Havilland DHC-1 Chipmunk, um marco na história da aviação. Esta aeronave de treino bilugar, concebida para substituir o Tiger Moth, descolou pela primeira vez em 22 de maio de 1946 em Toronto, Canadá, projetada pelo engenheiro polaco Wsiewolod Jakimiuk. Com mais de 1.200 unidades produzidas, o Chipmunk tornou-se um dos aviões de instrução mais emblemáticos do pós-guerra, adotado por diversas forças aéreas, incluindo a portuguesa.

O Chipmunk em Portugal

O Chipmunk chegou a Portugal em 1951, inicialmente ao serviço da Aeronáutica Militar. Com a criação da Força Aérea Portuguesa (FAP) em 1952, a aeronave foi integrada na nova estrutura, recebendo as matrículas 1301 a 1310. Nesse mesmo ano, as Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA) iniciaram a produção sob licença de 66 unidades adicionais, numeradas de 1311 a 1376.

Ao longo de décadas, o Chipmunk desempenhou um papel crucial na formação de pilotos militares portugueses, operando em diversas bases como S. Jacinto (BA5/BA7), Ota (BA2) e Sintra (BA1). Em 1976, a Esquadra 21 foi redesignada como Esquadra 101 "Roncos", mantendo o Chipmunk como principal aeronave de instrução até à sua substituição pelo Aerospatiale Epsilon em 1989.

Após a sua retirada do serviço ativo, sete unidades foram modificadas para o modelo Chipmunk MK20, com motores Lycoming de 180 HP, e atribuídas à Academia da Força Aérea (AFA) para reboque de planadores e formação básica de cadetes. Estas aeronaves continuam a ser utilizadas pela Esquadra 802, proporcionando aos alunos experiências de voo fundamentais durante o curso de Piloto-Aviador.

Preservação e Operação Civil

Vários Chipmunks foram preservados e continuam a voar em mãos privadas. O Museu Aero-Fénix, por exemplo, mantém um exemplar em condições de voo, participando regularmente em eventos aeronáuticos e mantendo viva a memória desta icónica aeronave.

Destaca-se também o comandante José Costa, proprietário de um Chipmunk com a matrícula D-EECC, que opera na Alemanha. Este avião, pintado com as cores da FAP, é frequentemente visto em demonstrações aéreas, simbolizando a paixão e o empenho na preservação do património aeronáutico português.

O Museu do Ar, localizado na Base Aérea n.º 1 em Sintra, possui dois Chipmunks em exposição, representando o legado desta aeronave na formação de mais de dois mil pilotos ao longo de mais de seis décadas. Recentemente, um destes exemplares foi restaurado com o apoio de voluntários da Associação de Especialistas da Força Aérea, demonstrando o contínuo esforço na conservação da história da aviação nacional.

Conclusão

O De Havilland Chipmunk celebra hoje 80 anos de história, sendo uma peça fundamental na formação de pilotos e na evolução da aviação em Portugal. A sua presença contínua em instituições como a AFA e em mãos privadas assegura que o legado desta aeronave perdure, inspirando futuras gerações de aviadores e entusiastas da aviação. Fiquem bem, Jorge Ruivo
















quarta-feira, 20 de maio de 2026

Spring Storm 2026: Portugal na linha da frente da defesa aérea da NATO

 

A Força Aérea Portuguesa voltou a marcar presença no exercício Spring Storm 2026, o maior exercício militar anual da Estónia, reforçando o compromisso nacional com a segurança coletiva no flanco leste da NATO. Integrando um ambiente multinacional exigente, os F-16AM portugueses destacados em Ämari desempenham um papel central em missões de policiamento aéreo, treino conjunto e demonstração de prontidão operacional. 

O Spring Storm 2026 envolve mais de 12 mil militares no seu ponto mais alto, incluindo efetivos da Estónia e de países aliados e parceiros como Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Letónia, Lituânia, Polónia, Portugal, Roménia, Espanha, Suécia, República Checa, Países Baixos, Reino Unido, Estados Unidos e Ucrânia. O exercício é liderado pelo Estado-Maior da Divisão Estónia e inclui unidades das forças terrestres, aéreas e navais, bem como da Liga de Defesa da Estónia. 

Parte da atividade decorre também no nordeste da Letónia, onde participam unidades da Estónia, França, Letónia e Reino Unido, reforçando a cooperação transfronteiriça e o treino em cenário operacional realista. Neste contexto, os F-16 portugueses contribuem para a integração de meios e procedimentos aliados, num ambiente que testa simultaneamente comando, controlo, mobilidade e interoperabilidade. 

A presença portuguesa no Spring Storm 2026 confirma a capacidade expedicionária da Força Aérea e o seu empenho contínuo na defesa coletiva e na dissuasão da NATO. Para os militares portugueses envolvidos, trata-se de uma oportunidade valiosa de treino conjunto ao lado de forças aliadas, num dos exercícios mais exigentes e relevantes do flanco oriental da Aliança.

Fonte e fotos: Estonian Defence Forces






















 

A Força Aérea Portuguesa voltou a marcar presença no exercício Spring Storm 2026, o maior exercício militar anual da Estónia, reforçando o compromisso nacional com a segurança coletiva no flanco leste da NATO. Integrando um ambiente multinacional exigente, os F-16AM portugueses destacados em Ämari desempenham um papel central em missões de policiamento aéreo, treino conjunto e demonstração de prontidão operacional. 

O Spring Storm 2026 envolve mais de 12 mil militares no seu ponto mais alto, incluindo efetivos da Estónia e de países aliados e parceiros como Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Letónia, Lituânia, Polónia, Portugal, Roménia, Espanha, Suécia, República Checa, Países Baixos, Reino Unido, Estados Unidos e Ucrânia. O exercício é liderado pelo Estado-Maior da Divisão Estónia e inclui unidades das forças terrestres, aéreas e navais, bem como da Liga de Defesa da Estónia. 

Parte da atividade decorre também no nordeste da Letónia, onde participam unidades da Estónia, França, Letónia e Reino Unido, reforçando a cooperação transfronteiriça e o treino em cenário operacional realista. Neste contexto, os F-16 portugueses contribuem para a integração de meios e procedimentos aliados, num ambiente que testa simultaneamente comando, controlo, mobilidade e interoperabilidade. 

A presença portuguesa no Spring Storm 2026 confirma a capacidade expedicionária da Força Aérea e o seu empenho contínuo na defesa coletiva e na dissuasão da NATO. Para os militares portugueses envolvidos, trata-se de uma oportunidade valiosa de treino conjunto ao lado de forças aliadas, num dos exercícios mais exigentes e relevantes do flanco oriental da Aliança.

Fonte e fotos: Estonian Defence Forces






















Três Anos dos “Rinocerontes”: Portugal na Vanguarda do Transporte Aéreo da NATO

 

A Força Aérea Portuguesa atravessa atualmente uma das fases mais marcantes da sua modernização, muito graças à entrada em operação da Esquadra 506 “Rinocerontes”, unidade sediada na Base Aérea N.º 11, em Beja, e responsável pela operação do moderno avião de transporte multimissão KC-390. Criada oficialmente em maio de 2023, a esquadra representa uma nova geração da aviação militar portuguesa, substituindo progressivamente os veteranos C-130H Hércules e introduzindo uma capacidade operacional muito mais abrangente, interoperável e adaptada às exigências da NATO e das missões internacionais do século XXI.

A origem da Esquadra 506 remonta ao programa de aquisição do KC-390, aprovado pelo Governo português em 2019, quando Portugal se tornou o primeiro cliente internacional da aeronave desenvolvida pela Embraer. O contrato previa inicialmente a aquisição de cinco aeronaves, um simulador de voo e um vasto conjunto de infraestruturas, sistemas de apoio e equipamentos compatíveis com os padrões da NATO. Portugal assumiu desde cedo um papel estratégico no programa, não apenas como operador, mas também como parceiro industrial e tecnológico, através da OGMA e de empresas nacionais envolvidas no desenvolvimento e produção de componentes da aeronave.

A designação “Rinocerontes” recupera um episódio histórico português ligado à chegada do primeiro rinoceronte-indiano a Portugal, em 1515, durante o reinado de D. Manuel I. O lema da esquadra, “Só pode o que impossível parecia”, inspirado n’Os Lusíadas, simboliza precisamente a ambição da unidade: operar uma aeronave de última geração, capaz de cumprir múltiplas missões em qualquer parte do mundo, desde operações militares a missões humanitárias e de apoio à população.

Atualmente, Portugal já recebeu quatro aeronaves KC-390 Millennium, integradas na Esquadra 506, sendo esperada a entrega da restante frota nos próximos anos. O primeiro aparelho chegou a Portugal em outubro de 2023, realizando de imediato uma missão transatlântica entre o Brasil e Portugal, demonstrando o alcance e a maturidade operacional da plataforma. A chegada do quarto KC-390, em 2026, consolidou definitivamente a capacidade operacional da esquadra, permitindo aumentar o número de tripulações qualificadas e o ritmo das missões nacionais e internacionais.

O KC-390 destaca-se por ser uma das aeronaves de transporte militar mais avançadas da atualidade. Desenvolvido para competir diretamente com plataformas tradicionais como o C-130 Hercules, o avião brasileiro-português apresenta uma combinação rara de velocidade, capacidade de carga, flexibilidade e tecnologia. Equipado com dois motores turbofan IAE V2500-E5, o KC-390 consegue atingir velocidades próximas dos 870 km/h, significativamente superiores às aeronaves turboélice da mesma categoria. Pode transportar até 26 toneladas de carga, incluindo viaturas blindadas, helicópteros, tropas, contentores paletizados ou equipamento humanitário.

Além do transporte aéreo tático e estratégico, a aeronave pode executar missões de reabastecimento aéreo, evacuação médica, lançamento de paraquedistas, busca e salvamento, transporte de altas entidades e combate a incêndios florestais. Esta versatilidade é uma das principais razões pelas quais o KC-390 tem despertado enorme interesse dentro da NATO. O aparelho opera em pistas curtas ou semi-preparadas, possui aviônicos totalmente digitais e foi certificado segundo os exigentes padrões de interoperabilidade da Aliança Atlântica, incluindo sistemas de comunicações e Link 16 compatíveis com operações conjuntas multinacionais.

A Esquadra 506 tornou-se, assim, uma referência europeia na operação do KC-390. Sendo Portugal o primeiro país da NATO a introduzir esta aeronave em serviço, várias forças aéreas aliadas têm visitado Beja para observar as capacidades do avião e recolher experiência operacional diretamente junto das tripulações portuguesas. Delegações militares de diversos países europeus acompanharam demonstrações, missões e processos de treino da aeronave, interessados na combinação entre custos operacionais relativamente reduzidos e elevada capacidade multimissão.

Os Países Baixos são um dos exemplos mais claros dessa aproximação. A futura operação neerlandesa do KC-390 já motivou programas de formação conduzidos pelos próprios “Rinocerontes”, com tripulações holandesas a treinarem em Portugal em simuladores e missões reais de voo. Esta cooperação demonstra como Portugal deixou de ser apenas um operador para assumir também um papel relevante na formação e integração operacional de novos utilizadores do KC-390 na Europa.

O interesse internacional pela aeronave continua a crescer. Atualmente, o KC-390 é operado pelo Brasil e por Portugal, tendo também sido adquirido pela Hungria, Países Baixos, Áustria, República Checa e Coreia do Sul. Outros países acompanham atentamente o desempenho da aeronave, sobretudo dentro da NATO, onde o KC-390 passou a ser visto como uma alternativa moderna e eficiente a plataformas tradicionais de transporte tático. Portugal desempenhou um papel fundamental nesta credibilização internacional, uma vez que foi responsável por validar vários sistemas NATO integrados no avião e por demonstrar a sua capacidade operacional em contexto europeu.

Em 2025, Portugal anunciou inclusivamente a aquisição de um sexto KC-390, abrindo ainda possibilidades de futuras encomendas conjuntas para outros aliados da NATO. A decisão reforçou o posicionamento estratégico do país dentro do programa e consolidou a Base Aérea de Beja como um importante centro europeu de operação e treino desta aeronave.

A Esquadra 506 “Rinocerontes” simboliza, portanto, muito mais do que a simples substituição de uma frota antiga. Representa a entrada definitiva da aviação militar portuguesa numa nova era tecnológica, marcada pela interoperabilidade internacional, pela capacidade expedicionária e pela valorização da indústria aeronáutica nacional. O KC-390 trouxe à Força Aérea Portuguesa uma aeronave capaz de responder tanto às exigências das operações militares modernas como às missões humanitárias e de proteção civil que hoje fazem parte da realidade das forças armadas europeias.

Num contexto internacional cada vez mais exigente, a Esquadra 506 tornou-se um dos rostos mais modernos e prestigiados da aviação militar portuguesa. Os “Rinocerontes” não são apenas os operadores de uma nova aeronave; são também embaixadores de uma capacidade tecnológica que coloca Portugal no centro da evolução do transporte aéreo militar europeu. Parabéns Rinocerontes.






















 

A Força Aérea Portuguesa atravessa atualmente uma das fases mais marcantes da sua modernização, muito graças à entrada em operação da Esquadra 506 “Rinocerontes”, unidade sediada na Base Aérea N.º 11, em Beja, e responsável pela operação do moderno avião de transporte multimissão KC-390. Criada oficialmente em maio de 2023, a esquadra representa uma nova geração da aviação militar portuguesa, substituindo progressivamente os veteranos C-130H Hércules e introduzindo uma capacidade operacional muito mais abrangente, interoperável e adaptada às exigências da NATO e das missões internacionais do século XXI.

A origem da Esquadra 506 remonta ao programa de aquisição do KC-390, aprovado pelo Governo português em 2019, quando Portugal se tornou o primeiro cliente internacional da aeronave desenvolvida pela Embraer. O contrato previa inicialmente a aquisição de cinco aeronaves, um simulador de voo e um vasto conjunto de infraestruturas, sistemas de apoio e equipamentos compatíveis com os padrões da NATO. Portugal assumiu desde cedo um papel estratégico no programa, não apenas como operador, mas também como parceiro industrial e tecnológico, através da OGMA e de empresas nacionais envolvidas no desenvolvimento e produção de componentes da aeronave.

A designação “Rinocerontes” recupera um episódio histórico português ligado à chegada do primeiro rinoceronte-indiano a Portugal, em 1515, durante o reinado de D. Manuel I. O lema da esquadra, “Só pode o que impossível parecia”, inspirado n’Os Lusíadas, simboliza precisamente a ambição da unidade: operar uma aeronave de última geração, capaz de cumprir múltiplas missões em qualquer parte do mundo, desde operações militares a missões humanitárias e de apoio à população.

Atualmente, Portugal já recebeu quatro aeronaves KC-390 Millennium, integradas na Esquadra 506, sendo esperada a entrega da restante frota nos próximos anos. O primeiro aparelho chegou a Portugal em outubro de 2023, realizando de imediato uma missão transatlântica entre o Brasil e Portugal, demonstrando o alcance e a maturidade operacional da plataforma. A chegada do quarto KC-390, em 2026, consolidou definitivamente a capacidade operacional da esquadra, permitindo aumentar o número de tripulações qualificadas e o ritmo das missões nacionais e internacionais.

O KC-390 destaca-se por ser uma das aeronaves de transporte militar mais avançadas da atualidade. Desenvolvido para competir diretamente com plataformas tradicionais como o C-130 Hercules, o avião brasileiro-português apresenta uma combinação rara de velocidade, capacidade de carga, flexibilidade e tecnologia. Equipado com dois motores turbofan IAE V2500-E5, o KC-390 consegue atingir velocidades próximas dos 870 km/h, significativamente superiores às aeronaves turboélice da mesma categoria. Pode transportar até 26 toneladas de carga, incluindo viaturas blindadas, helicópteros, tropas, contentores paletizados ou equipamento humanitário.

Além do transporte aéreo tático e estratégico, a aeronave pode executar missões de reabastecimento aéreo, evacuação médica, lançamento de paraquedistas, busca e salvamento, transporte de altas entidades e combate a incêndios florestais. Esta versatilidade é uma das principais razões pelas quais o KC-390 tem despertado enorme interesse dentro da NATO. O aparelho opera em pistas curtas ou semi-preparadas, possui aviônicos totalmente digitais e foi certificado segundo os exigentes padrões de interoperabilidade da Aliança Atlântica, incluindo sistemas de comunicações e Link 16 compatíveis com operações conjuntas multinacionais.

A Esquadra 506 tornou-se, assim, uma referência europeia na operação do KC-390. Sendo Portugal o primeiro país da NATO a introduzir esta aeronave em serviço, várias forças aéreas aliadas têm visitado Beja para observar as capacidades do avião e recolher experiência operacional diretamente junto das tripulações portuguesas. Delegações militares de diversos países europeus acompanharam demonstrações, missões e processos de treino da aeronave, interessados na combinação entre custos operacionais relativamente reduzidos e elevada capacidade multimissão.

Os Países Baixos são um dos exemplos mais claros dessa aproximação. A futura operação neerlandesa do KC-390 já motivou programas de formação conduzidos pelos próprios “Rinocerontes”, com tripulações holandesas a treinarem em Portugal em simuladores e missões reais de voo. Esta cooperação demonstra como Portugal deixou de ser apenas um operador para assumir também um papel relevante na formação e integração operacional de novos utilizadores do KC-390 na Europa.

O interesse internacional pela aeronave continua a crescer. Atualmente, o KC-390 é operado pelo Brasil e por Portugal, tendo também sido adquirido pela Hungria, Países Baixos, Áustria, República Checa e Coreia do Sul. Outros países acompanham atentamente o desempenho da aeronave, sobretudo dentro da NATO, onde o KC-390 passou a ser visto como uma alternativa moderna e eficiente a plataformas tradicionais de transporte tático. Portugal desempenhou um papel fundamental nesta credibilização internacional, uma vez que foi responsável por validar vários sistemas NATO integrados no avião e por demonstrar a sua capacidade operacional em contexto europeu.

Em 2025, Portugal anunciou inclusivamente a aquisição de um sexto KC-390, abrindo ainda possibilidades de futuras encomendas conjuntas para outros aliados da NATO. A decisão reforçou o posicionamento estratégico do país dentro do programa e consolidou a Base Aérea de Beja como um importante centro europeu de operação e treino desta aeronave.

A Esquadra 506 “Rinocerontes” simboliza, portanto, muito mais do que a simples substituição de uma frota antiga. Representa a entrada definitiva da aviação militar portuguesa numa nova era tecnológica, marcada pela interoperabilidade internacional, pela capacidade expedicionária e pela valorização da indústria aeronáutica nacional. O KC-390 trouxe à Força Aérea Portuguesa uma aeronave capaz de responder tanto às exigências das operações militares modernas como às missões humanitárias e de proteção civil que hoje fazem parte da realidade das forças armadas europeias.

Num contexto internacional cada vez mais exigente, a Esquadra 506 tornou-se um dos rostos mais modernos e prestigiados da aviação militar portuguesa. Os “Rinocerontes” não são apenas os operadores de uma nova aeronave; são também embaixadores de uma capacidade tecnológica que coloca Portugal no centro da evolução do transporte aéreo militar europeu. Parabéns Rinocerontes.






















sábado, 16 de maio de 2026

Comandante da Força Aérea Turca visita a FAP e conhece capacidades do KC-390 em Beja

 

O Comandante da Força Aérea Turca, General Kadıoğlu, realizou recentemente uma visita oficial à Força Aérea Portuguesa (FAP), numa deslocação que teve como um dos pontos centrais a Base Aérea N.º 11, em Beja, onde teve oportunidade de conhecer de perto as capacidades operacionais da Esquadra 506 “Rinocerontes” e da aeronave KC-390.

A visita inseriu-se no âmbito do reforço das relações institucionais e da cooperação entre as forças aéreas dos dois países, permitindo à delegação turca contactar diretamente com a realidade operacional da FAP e com um dos mais modernos vetores de transporte aéreo militar atualmente em operação na Europa.

Durante a permanência em Beja, o General Kadıoğlu foi recebido por responsáveis da Força Aérea Portuguesa e acompanhado numa apresentação detalhada sobre a missão da Esquadra 506, unidade que opera o KC-390 a partir da Base Aérea N.º 11.

A visita incluiu briefings operacionais, contacto com tripulações e técnicos de manutenção, bem como a observação das infraestruturas dedicadas ao novo sistema de armas da FAP. A delegação teve ainda oportunidade de conhecer o simulador de última geração utilizado na formação dos pilotos e navegadores do KC-390.

O KC-390, desenvolvido pela Embraer, representa atualmente um dos pilares da modernização da capacidade de transporte aéreo militar portuguesa. A aeronave foi concebida para executar um vasto leque de missões, entre as quais transporte tático e estratégico, evacuações aeromédicas, lançamento de carga e paraquedistas, busca e salvamento, combate a incêndios e reabastecimento aéreo.

A Esquadra 506 “Rinocerontes” tem vindo a assumir um papel central na introdução e consolidação operacional desta plataforma na Força Aérea Portuguesa. Sediada em Beja, a unidade é responsável pela operação dos KC-390 já entregues à FAP, integrando progressivamente novas capacidades que aumentam o alcance estratégico nacional e a interoperabilidade com países aliados da NATO.

Recentemente, a FAP recebeu o quarto KC-390 da sua frota, aeronave já equipada com o kit de reabastecimento aéreo, uma capacidade inédita na história da Força Aérea Portuguesa. Este sistema permite transformar rapidamente a aeronave num avião-tanque, ampliando significativamente a autonomia e projeção das forças aéreas em missões internacionais. 

A Base Aérea N.º 11 tem-se afirmado como um importante polo de operação e formação associado ao KC-390, acolhendo não apenas a Esquadra 506, mas também visitas institucionais e delegações estrangeiras interessadas nas potencialidades da aeronave. Em janeiro deste ano, por exemplo, responsáveis governamentais angolanos visitaram igualmente as instalações da unidade e conheceram as capacidades do avião brasileiro ao serviço da FAP.

A deslocação do Comandante da Força Aérea Turca a Beja surge num momento em que o KC-390 continua a despertar interesse internacional, consolidando-se como uma solução moderna e multifunções no segmento do transporte militar. Para a FAP, estas visitas representam também uma oportunidade para demonstrar o trabalho desenvolvido na operação da aeronave e o crescente reconhecimento internacional da Esquadra 506.

Fonte e fotos: FAP
























 

O Comandante da Força Aérea Turca, General Kadıoğlu, realizou recentemente uma visita oficial à Força Aérea Portuguesa (FAP), numa deslocação que teve como um dos pontos centrais a Base Aérea N.º 11, em Beja, onde teve oportunidade de conhecer de perto as capacidades operacionais da Esquadra 506 “Rinocerontes” e da aeronave KC-390.

A visita inseriu-se no âmbito do reforço das relações institucionais e da cooperação entre as forças aéreas dos dois países, permitindo à delegação turca contactar diretamente com a realidade operacional da FAP e com um dos mais modernos vetores de transporte aéreo militar atualmente em operação na Europa.

Durante a permanência em Beja, o General Kadıoğlu foi recebido por responsáveis da Força Aérea Portuguesa e acompanhado numa apresentação detalhada sobre a missão da Esquadra 506, unidade que opera o KC-390 a partir da Base Aérea N.º 11.

A visita incluiu briefings operacionais, contacto com tripulações e técnicos de manutenção, bem como a observação das infraestruturas dedicadas ao novo sistema de armas da FAP. A delegação teve ainda oportunidade de conhecer o simulador de última geração utilizado na formação dos pilotos e navegadores do KC-390.

O KC-390, desenvolvido pela Embraer, representa atualmente um dos pilares da modernização da capacidade de transporte aéreo militar portuguesa. A aeronave foi concebida para executar um vasto leque de missões, entre as quais transporte tático e estratégico, evacuações aeromédicas, lançamento de carga e paraquedistas, busca e salvamento, combate a incêndios e reabastecimento aéreo.

A Esquadra 506 “Rinocerontes” tem vindo a assumir um papel central na introdução e consolidação operacional desta plataforma na Força Aérea Portuguesa. Sediada em Beja, a unidade é responsável pela operação dos KC-390 já entregues à FAP, integrando progressivamente novas capacidades que aumentam o alcance estratégico nacional e a interoperabilidade com países aliados da NATO.

Recentemente, a FAP recebeu o quarto KC-390 da sua frota, aeronave já equipada com o kit de reabastecimento aéreo, uma capacidade inédita na história da Força Aérea Portuguesa. Este sistema permite transformar rapidamente a aeronave num avião-tanque, ampliando significativamente a autonomia e projeção das forças aéreas em missões internacionais. 

A Base Aérea N.º 11 tem-se afirmado como um importante polo de operação e formação associado ao KC-390, acolhendo não apenas a Esquadra 506, mas também visitas institucionais e delegações estrangeiras interessadas nas potencialidades da aeronave. Em janeiro deste ano, por exemplo, responsáveis governamentais angolanos visitaram igualmente as instalações da unidade e conheceram as capacidades do avião brasileiro ao serviço da FAP.

A deslocação do Comandante da Força Aérea Turca a Beja surge num momento em que o KC-390 continua a despertar interesse internacional, consolidando-se como uma solução moderna e multifunções no segmento do transporte militar. Para a FAP, estas visitas representam também uma oportunidade para demonstrar o trabalho desenvolvido na operação da aeronave e o crescente reconhecimento internacional da Esquadra 506.

Fonte e fotos: FAP