segunda-feira, 20 de julho de 2026

Hawker Hunter: 75 anos de um dos mais elegantes caças a jato da história

 

A 20 de julho de 1951, o protótipo Hawker P.1067, que daria origem ao lendário Hawker Hunter, realizou o seu voo inaugural a partir da RAF Boscombe Down, tendo aos comandos o célebre piloto de testes Neville Duke. Setenta e cinco anos depois, o Hunter continua a ser recordado como um dos caças mais elegantes e bem-sucedidos da era dos primeiros jatos, permanecendo uma referência incontornável na história da aviação militar.

Desenvolvido pela britânica Hawker Aircraft para responder às exigências da Royal Air Force durante o início da Guerra Fria, o Hunter surgiu como sucessor dos primeiros caças a reação britânicos, combinando uma aerodinâmica refinada com excelentes prestações. Equipado com o motor Rolls-Royce Avon, destacou-se pela elevada velocidade, excelente manobrabilidade e robustez, características que rapidamente lhe garantiram uma reputação invejável entre os pilotos.

Ao longo da sua carreira foram construídos 1.972 exemplares, nas mais diversas versões, desde caças de superioridade aérea até variantes de treino e ataque ao solo. O Hunter foi exportado para dezenas de países, permanecendo em serviço durante várias décadas em forças aéreas da Europa, Médio Oriente, Ásia, África e América do Sul. Em alguns operadores, manteve-se ativo até ao século XXI, testemunhando a qualidade do seu projeto.

Além da sua longa carreira operacional, o Hawker Hunter tornou-se uma presença habitual em festivais aéreos graças ao seu desempenho elegante e ao inconfundível rugido do motor Avon. No entanto, a tragédia ocorrida durante o Shoreham Airshow, em 2015, alterou profundamente a forma como estas aeronaves históricas participam em demonstrações aéreas no Reino Unido. Desde então, os dois exemplares ainda aeronavegáveis naquele país deixaram de realizar exibições acrobáticas públicas, embora continuem a marcar presença em exposições estáticas e efetuem ocasionalmente voos de treino ou de baixa altitude.

Um desses exemplares continua a voar no Reino Unido sob a operação da Hawker Hunter Aviation. Trata-se do Hawker Hunter Mk.58, com a matrícula militar ZZ190 e o registo civil G-HHAD, facilmente reconhecido pelo seu distinto esquema de pintura "Dazzle", inspirado nos padrões de camuflagem disruptiva utilizados por navios durante a Primeira Guerra Mundial. A aeronave marcou presença na edição de 2024 do Royal International Air Tattoo (RIAT), em RAF Fairford, onde voltou a demonstrar toda a elegância das linhas do Hunter, constituindo uma das grandes atrações entre os clássicos históricos presentes no evento e recordando aos milhares de visitantes um dos mais emblemáticos caças britânicos do pós-guerra.

A cronologia do Hunter ajuda igualmente a compreender a rapidez da evolução tecnológica da época. O seu primeiro voo ocorreu apenas 15 anos após o voo inaugural do Supermarine Spitfire, em 1936, e apenas três anos antes da estreia do protótipo do English Electric Lightning, em 1954. Em menos de duas décadas, a aviação militar passou dos caças a pistão que dominaram a Segunda Guerra Mundial para aeronaves a jato capazes de ultrapassar a velocidade do som.

Setenta e cinco anos após levantar voo pela primeira vez, o Hawker Hunter continua a simbolizar uma época de extraordinária inovação tecnológica. A sua silhueta elegante, as linhas harmoniosas e o desempenho excecional garantem-lhe um lugar de destaque entre os mais icónicos aviões militares de sempre. Mesmo com apenas um pequeno número de exemplares ainda aeronavegáveis, o Hunter permanece vivo na memória de gerações de pilotos, mecânicos e apaixonados pela aviação, provando que algumas máquinas conseguem transcender o seu tempo e transformar-se em verdadeiras lendas.














 

A 20 de julho de 1951, o protótipo Hawker P.1067, que daria origem ao lendário Hawker Hunter, realizou o seu voo inaugural a partir da RAF Boscombe Down, tendo aos comandos o célebre piloto de testes Neville Duke. Setenta e cinco anos depois, o Hunter continua a ser recordado como um dos caças mais elegantes e bem-sucedidos da era dos primeiros jatos, permanecendo uma referência incontornável na história da aviação militar.

Desenvolvido pela britânica Hawker Aircraft para responder às exigências da Royal Air Force durante o início da Guerra Fria, o Hunter surgiu como sucessor dos primeiros caças a reação britânicos, combinando uma aerodinâmica refinada com excelentes prestações. Equipado com o motor Rolls-Royce Avon, destacou-se pela elevada velocidade, excelente manobrabilidade e robustez, características que rapidamente lhe garantiram uma reputação invejável entre os pilotos.

Ao longo da sua carreira foram construídos 1.972 exemplares, nas mais diversas versões, desde caças de superioridade aérea até variantes de treino e ataque ao solo. O Hunter foi exportado para dezenas de países, permanecendo em serviço durante várias décadas em forças aéreas da Europa, Médio Oriente, Ásia, África e América do Sul. Em alguns operadores, manteve-se ativo até ao século XXI, testemunhando a qualidade do seu projeto.

Além da sua longa carreira operacional, o Hawker Hunter tornou-se uma presença habitual em festivais aéreos graças ao seu desempenho elegante e ao inconfundível rugido do motor Avon. No entanto, a tragédia ocorrida durante o Shoreham Airshow, em 2015, alterou profundamente a forma como estas aeronaves históricas participam em demonstrações aéreas no Reino Unido. Desde então, os dois exemplares ainda aeronavegáveis naquele país deixaram de realizar exibições acrobáticas públicas, embora continuem a marcar presença em exposições estáticas e efetuem ocasionalmente voos de treino ou de baixa altitude.

Um desses exemplares continua a voar no Reino Unido sob a operação da Hawker Hunter Aviation. Trata-se do Hawker Hunter Mk.58, com a matrícula militar ZZ190 e o registo civil G-HHAD, facilmente reconhecido pelo seu distinto esquema de pintura "Dazzle", inspirado nos padrões de camuflagem disruptiva utilizados por navios durante a Primeira Guerra Mundial. A aeronave marcou presença na edição de 2024 do Royal International Air Tattoo (RIAT), em RAF Fairford, onde voltou a demonstrar toda a elegância das linhas do Hunter, constituindo uma das grandes atrações entre os clássicos históricos presentes no evento e recordando aos milhares de visitantes um dos mais emblemáticos caças britânicos do pós-guerra.

A cronologia do Hunter ajuda igualmente a compreender a rapidez da evolução tecnológica da época. O seu primeiro voo ocorreu apenas 15 anos após o voo inaugural do Supermarine Spitfire, em 1936, e apenas três anos antes da estreia do protótipo do English Electric Lightning, em 1954. Em menos de duas décadas, a aviação militar passou dos caças a pistão que dominaram a Segunda Guerra Mundial para aeronaves a jato capazes de ultrapassar a velocidade do som.

Setenta e cinco anos após levantar voo pela primeira vez, o Hawker Hunter continua a simbolizar uma época de extraordinária inovação tecnológica. A sua silhueta elegante, as linhas harmoniosas e o desempenho excecional garantem-lhe um lugar de destaque entre os mais icónicos aviões militares de sempre. Mesmo com apenas um pequeno número de exemplares ainda aeronavegáveis, o Hunter permanece vivo na memória de gerações de pilotos, mecânicos e apaixonados pela aviação, provando que algumas máquinas conseguem transcender o seu tempo e transformar-se em verdadeiras lendas.














quinta-feira, 16 de julho de 2026

EAP26: Reforço da interoperabilidade entre aliados fortalece prontidão da NATO nos Bálticos

A Base Aérea de Ämari, na Estónia, voltou a ser palco de um intenso programa de treino multinacional, onde militares da Força Aérea Portuguesa reforçaram a interoperabilidade com forças aliadas no âmbito da missão enhanced Air Policing 2026 (eAP26) da NATO.

Entre os dias 6 e 9 de julho, o destacamento português participou num conjunto de atividades operacionais destinadas a aumentar a capacidade de atuação conjunta entre países aliados, consolidando procedimentos, técnicas e doutrinas que poderão ser decisivos em cenários de crise ou conflito.

As ações envolveram militares portugueses, estónios e letões, incidindo em diferentes áreas da operação aérea e da proteção da força. O objetivo passou por aperfeiçoar a coordenação entre as diversas especialidades, promovendo uma resposta mais rápida e eficaz perante qualquer ameaça ao espaço aéreo da NATO.

Estas iniciativas inserem-se no conceito Agile Combat Employment (ACE), desenvolvido pela Aliança Atlântica para aumentar a flexibilidade das forças aéreas. O conceito prevê operações dispersas, rápidas e adaptáveis, permitindo que aeronaves e equipas operem a partir de diferentes bases, reduzindo vulnerabilidades e aumentando a capacidade de sobrevivência e resposta das forças destacadas.

Desde 1 de abril, Portugal mantém na Base Aérea de Ämari um destacamento composto por quatro caças F-16M Fighting Falcon e cerca de 90 militares, assegurando a missão de policiamento aéreo reforçado da NATO até ao final de julho. A missão garante a vigilância permanente do espaço aéreo dos Estados Bálticos e demonstra o compromisso português com a defesa coletiva da Aliança.

Ao longo da eAP26, os F-16M portugueses já foram acionados em diversas missões de Quick Reaction Alert (QRA) para identificar e acompanhar aeronaves militares russas que voavam próximo do espaço aéreo aliado, confirmando a importância da presença da Força Aérea Portuguesa na região.

Mais do que o treino operacional, estas atividades representam um investimento contínuo na confiança entre aliados. A interoperabilidade conquistada durante exercícios conjuntos traduz-se numa maior eficácia em operações reais, garantindo que militares de diferentes nacionalidades conseguem atuar como uma única força quando necessário.

A participação portuguesa na eAP26 continua, assim, a afirmar a Força Aérea como um parceiro credível da NATO, contribuindo para a estabilidade e segurança do flanco leste da Aliança, numa região que permanece estrategicamente sensível perante o atual contexto de segurança europeu. 

Fotos: FAP































A Base Aérea de Ämari, na Estónia, voltou a ser palco de um intenso programa de treino multinacional, onde militares da Força Aérea Portuguesa reforçaram a interoperabilidade com forças aliadas no âmbito da missão enhanced Air Policing 2026 (eAP26) da NATO.

Entre os dias 6 e 9 de julho, o destacamento português participou num conjunto de atividades operacionais destinadas a aumentar a capacidade de atuação conjunta entre países aliados, consolidando procedimentos, técnicas e doutrinas que poderão ser decisivos em cenários de crise ou conflito.

As ações envolveram militares portugueses, estónios e letões, incidindo em diferentes áreas da operação aérea e da proteção da força. O objetivo passou por aperfeiçoar a coordenação entre as diversas especialidades, promovendo uma resposta mais rápida e eficaz perante qualquer ameaça ao espaço aéreo da NATO.

Estas iniciativas inserem-se no conceito Agile Combat Employment (ACE), desenvolvido pela Aliança Atlântica para aumentar a flexibilidade das forças aéreas. O conceito prevê operações dispersas, rápidas e adaptáveis, permitindo que aeronaves e equipas operem a partir de diferentes bases, reduzindo vulnerabilidades e aumentando a capacidade de sobrevivência e resposta das forças destacadas.

Desde 1 de abril, Portugal mantém na Base Aérea de Ämari um destacamento composto por quatro caças F-16M Fighting Falcon e cerca de 90 militares, assegurando a missão de policiamento aéreo reforçado da NATO até ao final de julho. A missão garante a vigilância permanente do espaço aéreo dos Estados Bálticos e demonstra o compromisso português com a defesa coletiva da Aliança.

Ao longo da eAP26, os F-16M portugueses já foram acionados em diversas missões de Quick Reaction Alert (QRA) para identificar e acompanhar aeronaves militares russas que voavam próximo do espaço aéreo aliado, confirmando a importância da presença da Força Aérea Portuguesa na região.

Mais do que o treino operacional, estas atividades representam um investimento contínuo na confiança entre aliados. A interoperabilidade conquistada durante exercícios conjuntos traduz-se numa maior eficácia em operações reais, garantindo que militares de diferentes nacionalidades conseguem atuar como uma única força quando necessário.

A participação portuguesa na eAP26 continua, assim, a afirmar a Força Aérea como um parceiro credível da NATO, contribuindo para a estabilidade e segurança do flanco leste da Aliança, numa região que permanece estrategicamente sensível perante o atual contexto de segurança europeu. 

Fotos: FAP































sexta-feira, 10 de julho de 2026

A-7P Corsair II: O Último Voo, 27 anos depois

 

No dia 10 de julho de 1999, a Força Aérea Portuguesa (FAP) disse adeus ao LTV A-7P Corsair II, encerrando uma era que marcou profundamente a aviação de combate em Portugal. A despedida da aeronave decorreu na Base Aérea N.º 5, em Monte Real, com uma cerimónia carregada de simbolismo, nostalgia e orgulho. O Corsair, robusto, confiável e temido, completava o seu derradeiro voo, depois de quase duas décadas ao serviço da soberania nacional.

Adquirido no início da década de 1980, o A-7P foi uma versão adaptada do modelo A-7A norte-americano, atualizada especificamente para as necessidades da FAP. Ao todo, Portugal recebeu 50 aeronaves A-7P, além de 6 TA-7C de treino, posteriormente redesignadas como TA-7P.

O A-7P representou um verdadeiro salto tecnológico para a FAP. Com cockpit moderno para a época, Head-Up Display (HUD), sistemas de navegação inercial e capacidade de transportar uma ampla variedade de armamento ar-solo, o Corsair trouxe capacidades que até então eram inéditas na força aérea nacional.

Duas foram as esquadras que operaram o A-7P a partir da Base Aérea N.º 5 (BA5), em Monte Real:

 - Esquadra 302 "Falcões"

 - Esquadra 304 "Magníficos"



Ambas tiveram um papel essencial na operacionalidade do sistema de armas Corsair, assegurando o cumprimento de missões de ataque ao solo, apoio aéreo aproximado, interdição, e treino com armamento real em cenários nacionais e multinacionais.

 

64.000 Horas de Compromisso

Entre 1981 e 1999, a frota acumulou cerca de 64.000 horas de voo, um número impressionante que reflete o intenso ritmo operacional e o elevado grau de prontidão da aeronave e das suas equipas e foi pintado o A-7P 15521 com uma pintura alusivas às 64.000 horas. O Corsair participou em inúmeros exercícios nacionais e internacionais, desempenhando um papel vital na consolidação da doutrina de ataque da FAP e no treino de gerações de pilotos de combate.

Com a chegada dos primeiros F-16 Fighting Falcon à FAP, o fim do ciclo do Corsair tornava-se inevitável. Mais avançado, versátil e preparado para os desafios do século XXI, o F-16 assumiu o papel de principal vetor de combate da força aérea, substituindo o A-7P nas suas funções estratégicas e táticas.

No entanto, o legado do Corsair permanece vivo. Mais do que um simples avião, foi uma escola de voo, uma plataforma de treino, e um símbolo da transição da FAP para uma força moderna e profissional. Para os que o voaram, o mantiveram e o acompanharam, o A-7P foi – e sempre será – um ícone de determinação e missão cumprida. Fiquem bem, Jorge Ruivo



































 

No dia 10 de julho de 1999, a Força Aérea Portuguesa (FAP) disse adeus ao LTV A-7P Corsair II, encerrando uma era que marcou profundamente a aviação de combate em Portugal. A despedida da aeronave decorreu na Base Aérea N.º 5, em Monte Real, com uma cerimónia carregada de simbolismo, nostalgia e orgulho. O Corsair, robusto, confiável e temido, completava o seu derradeiro voo, depois de quase duas décadas ao serviço da soberania nacional.

Adquirido no início da década de 1980, o A-7P foi uma versão adaptada do modelo A-7A norte-americano, atualizada especificamente para as necessidades da FAP. Ao todo, Portugal recebeu 50 aeronaves A-7P, além de 6 TA-7C de treino, posteriormente redesignadas como TA-7P.

O A-7P representou um verdadeiro salto tecnológico para a FAP. Com cockpit moderno para a época, Head-Up Display (HUD), sistemas de navegação inercial e capacidade de transportar uma ampla variedade de armamento ar-solo, o Corsair trouxe capacidades que até então eram inéditas na força aérea nacional.

Duas foram as esquadras que operaram o A-7P a partir da Base Aérea N.º 5 (BA5), em Monte Real:

 - Esquadra 302 "Falcões"

 - Esquadra 304 "Magníficos"



Ambas tiveram um papel essencial na operacionalidade do sistema de armas Corsair, assegurando o cumprimento de missões de ataque ao solo, apoio aéreo aproximado, interdição, e treino com armamento real em cenários nacionais e multinacionais.

 

64.000 Horas de Compromisso

Entre 1981 e 1999, a frota acumulou cerca de 64.000 horas de voo, um número impressionante que reflete o intenso ritmo operacional e o elevado grau de prontidão da aeronave e das suas equipas e foi pintado o A-7P 15521 com uma pintura alusivas às 64.000 horas. O Corsair participou em inúmeros exercícios nacionais e internacionais, desempenhando um papel vital na consolidação da doutrina de ataque da FAP e no treino de gerações de pilotos de combate.

Com a chegada dos primeiros F-16 Fighting Falcon à FAP, o fim do ciclo do Corsair tornava-se inevitável. Mais avançado, versátil e preparado para os desafios do século XXI, o F-16 assumiu o papel de principal vetor de combate da força aérea, substituindo o A-7P nas suas funções estratégicas e táticas.

No entanto, o legado do Corsair permanece vivo. Mais do que um simples avião, foi uma escola de voo, uma plataforma de treino, e um símbolo da transição da FAP para uma força moderna e profissional. Para os que o voaram, o mantiveram e o acompanharam, o A-7P foi – e sempre será – um ícone de determinação e missão cumprida. Fiquem bem, Jorge Ruivo



































sexta-feira, 3 de julho de 2026

Black Hawk chegam ao Exército: Portugal assina contrato histórico em Miami

 

O Exército Português deu mais um passo na concretização da sua futura capacidade de asa rotativa com a assinatura, em Miami, Estados Unidos da América, do acordo relativo ao contrato celebrado entre a NATO Support and Procurement Agency (NSPA) e a empresa Sahar Group para a aquisição dos helicópteros UH-60 Black Hawk, no âmbito do Projeto Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação (HAPE).

A cerimónia, realizada na presença de representantes da NSPA, da indústria e da delegação portuguesa, assinala a entrada numa nova fase daquele que é considerado um dos mais importantes projetos de modernização do Exército Português das últimas décadas. Através deste programa, Portugal recuperará uma capacidade de helicópteros orgânica para o Exército, inexistente desde a extinção da Aviação Ligeira do Exército, reforçando significativamente a mobilidade e a autonomia das forças terrestres.

A contratação através da NSPA garante não apenas um processo de aquisição enquadrado pelos mecanismos da NATO, mas também uma solução que privilegia a interoperabilidade, o apoio logístico integrado e a sustentabilidade da futura frota. A Sahar Group será responsável pelo fornecimento das aeronaves e dos respetivos serviços de apoio, assegurando igualmente parte da logística associada ao programa.

Os UH-60 Black Hawk, fabricados pela norte-americana Sikorsky, pertencente ao grupo Lockheed Martin, constituem uma das plataformas de asa rotativa mais reconhecidas e utilizadas no mundo, encontrando-se ao serviço de mais de três dezenas de países e acumulando milhões de horas de voo em operações militares, humanitárias e de proteção civil.

Com uma elevada capacidade de transporte, grande robustez estrutural e comprovada fiabilidade operacional, os Black Hawk serão empregues numa vasta gama de missões, incluindo transporte tático de tropas, infiltração e exfiltração de forças, evacuação médica (MEDEVAC), operações de busca e salvamento, apoio logístico, comando e controlo, bem como proteção de forças em ambientes operacionais complexos.

Paralelamente à sua utilização militar, estas aeronaves poderão desempenhar um papel relevante no Apoio Militar de Emergência, participando em missões de combate aos incêndios rurais, evacuação de populações, resposta a catástrofes naturais e apoio às autoridades nacionais em situações de crise, reforçando a capacidade de resposta do Estado perante emergências de grande dimensão.

O Projeto HAPE integra a Lei de Programação Militar e contempla não apenas a aquisição dos helicópteros, mas também a formação de pilotos e técnicos de manutenção, a aquisição de simuladores e equipamentos de apoio, bem como a adaptação das infraestruturas do Aeródromo Militar de Tancos, onde ficará sediada a futura Unidade de Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação.

Esta nova capacidade permitirá ao Exército Português aumentar significativamente a rapidez de projeção das suas forças, melhorar a resposta em operações nacionais e internacionais e reforçar o cumprimento dos compromissos assumidos por Portugal no quadro da NATO e da União Europeia.

A assinatura do contrato em Miami representa, por isso, muito mais do que a aquisição de uma nova frota de helicópteros. Constitui um marco na transformação do Exército Português, devolvendo-lhe uma capacidade aérea própria que potenciará a mobilidade, a proteção e o apoio às forças terrestres durante as próximas décadas.

Com a entrada em serviço dos UH-60 Black Hawk, prevista para os próximos anos, Portugal reforça o investimento na modernização das suas Forças Armadas, dotando o Exército de um meio moderno, versátil e interoperável, preparado para responder tanto aos desafios do combate moderno como às missões de apoio à população em território nacional.

Fotos: Exercito 
























 

O Exército Português deu mais um passo na concretização da sua futura capacidade de asa rotativa com a assinatura, em Miami, Estados Unidos da América, do acordo relativo ao contrato celebrado entre a NATO Support and Procurement Agency (NSPA) e a empresa Sahar Group para a aquisição dos helicópteros UH-60 Black Hawk, no âmbito do Projeto Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação (HAPE).

A cerimónia, realizada na presença de representantes da NSPA, da indústria e da delegação portuguesa, assinala a entrada numa nova fase daquele que é considerado um dos mais importantes projetos de modernização do Exército Português das últimas décadas. Através deste programa, Portugal recuperará uma capacidade de helicópteros orgânica para o Exército, inexistente desde a extinção da Aviação Ligeira do Exército, reforçando significativamente a mobilidade e a autonomia das forças terrestres.

A contratação através da NSPA garante não apenas um processo de aquisição enquadrado pelos mecanismos da NATO, mas também uma solução que privilegia a interoperabilidade, o apoio logístico integrado e a sustentabilidade da futura frota. A Sahar Group será responsável pelo fornecimento das aeronaves e dos respetivos serviços de apoio, assegurando igualmente parte da logística associada ao programa.

Os UH-60 Black Hawk, fabricados pela norte-americana Sikorsky, pertencente ao grupo Lockheed Martin, constituem uma das plataformas de asa rotativa mais reconhecidas e utilizadas no mundo, encontrando-se ao serviço de mais de três dezenas de países e acumulando milhões de horas de voo em operações militares, humanitárias e de proteção civil.

Com uma elevada capacidade de transporte, grande robustez estrutural e comprovada fiabilidade operacional, os Black Hawk serão empregues numa vasta gama de missões, incluindo transporte tático de tropas, infiltração e exfiltração de forças, evacuação médica (MEDEVAC), operações de busca e salvamento, apoio logístico, comando e controlo, bem como proteção de forças em ambientes operacionais complexos.

Paralelamente à sua utilização militar, estas aeronaves poderão desempenhar um papel relevante no Apoio Militar de Emergência, participando em missões de combate aos incêndios rurais, evacuação de populações, resposta a catástrofes naturais e apoio às autoridades nacionais em situações de crise, reforçando a capacidade de resposta do Estado perante emergências de grande dimensão.

O Projeto HAPE integra a Lei de Programação Militar e contempla não apenas a aquisição dos helicópteros, mas também a formação de pilotos e técnicos de manutenção, a aquisição de simuladores e equipamentos de apoio, bem como a adaptação das infraestruturas do Aeródromo Militar de Tancos, onde ficará sediada a futura Unidade de Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação.

Esta nova capacidade permitirá ao Exército Português aumentar significativamente a rapidez de projeção das suas forças, melhorar a resposta em operações nacionais e internacionais e reforçar o cumprimento dos compromissos assumidos por Portugal no quadro da NATO e da União Europeia.

A assinatura do contrato em Miami representa, por isso, muito mais do que a aquisição de uma nova frota de helicópteros. Constitui um marco na transformação do Exército Português, devolvendo-lhe uma capacidade aérea própria que potenciará a mobilidade, a proteção e o apoio às forças terrestres durante as próximas décadas.

Com a entrada em serviço dos UH-60 Black Hawk, prevista para os próximos anos, Portugal reforça o investimento na modernização das suas Forças Armadas, dotando o Exército de um meio moderno, versátil e interoperável, preparado para responder tanto aos desafios do combate moderno como às missões de apoio à população em território nacional.

Fotos: Exercito 
























quarta-feira, 1 de julho de 2026

P-3C CUP+ da Força Aérea Portuguesa está a opera nos Bálticos em missão da NATO

A Força Aérea Portuguesa voltou a projetar uma das suas mais importantes capacidades de vigilância marítima para o flanco leste da NATO. Desde 22 de junho e até 22 de julho, um destacamento composto por 38 militares e uma aeronave P-3C CUP+ Orion encontra-se destacado na Base Aérea de Ämari, na Estónia, no âmbito da missão Assurance Measures 2026.

Esta operação integra o conjunto de medidas implementadas pela Aliança Atlântica para reforçar a presença e a capacidade de resposta na região do Mar Báltico, numa altura em que a segurança no flanco oriental continua a assumir uma importância estratégica acrescida. A missão tem como objetivo principal contribuir para a vigilância e segurança marítima através da realização de voos de Reconhecimento, Vigilância e Informações (ISR – Intelligence, Surveillance and Reconnaissance).

Operando a partir da Base Aérea de Ämari, o P-3C CUP+ português efetua patrulhas sobre o Mar Báltico, recolhendo informação sobre a atividade marítima e contribuindo para a criação de uma imagem operacional comum entre os aliados da NATO. Este tipo de missões permite monitorizar o tráfego naval, identificar movimentos de interesse e apoiar o conhecimento situacional numa das regiões mais sensíveis da Europa.

O P-3C CUP+ é uma das plataformas mais versáteis da Força Aérea Portuguesa. Dotado de uma autonomia que pode ultrapassar as 15 horas de voo, combina radar de vigilância marítima, sensores eletro-óticos e infravermelhos, sistemas de guerra eletrónica e capacidade de processamento de grandes volumes de informação em tempo real. Estas características tornam-no particularmente adequado para missões de patrulhamento marítimo, guerra antissubmarina, guerra antissuperfície, busca e salvamento (SAR) e recolha de informações.

A participação portuguesa demonstra igualmente a elevada prontidão operacional da Esquadra 601 "Lobos", sediada na Base Aérea N.º 11, em Beja, cuja experiência em operações internacionais se estende por teatros como o Mediterrâneo, o Atlântico e o Oceano Índico, onde os P-3 portugueses participaram em missões da NATO e da União Europeia de vigilância marítima, combate à pirataria e controlo de atividades ilícitas.

A missão Assurance Measures 2026 representa mais um contributo de Portugal para o esforço coletivo de dissuasão e defesa da NATO. Ao lado de outros destacamentos aliados presentes na região, o destacamento português reforça a capacidade de vigilância marítima do Mar Báltico, contribuindo para a estabilidade regional e para a segurança das linhas de comunicação marítimas.

Este destacamento evidencia ainda a crescente relevância da componente aérea portuguesa nas missões internacionais da Aliança. Paralelamente ao destacamento do P-3C CUP+, Portugal mantém igualmente meios F-16AM destacados em Ämari no âmbito da missão NATO Enhanced Air Policing, demonstrando a capacidade da Força Aérea em sustentar operações simultâneas de policiamento aéreo e vigilância marítima no flanco leste da Europa. 

Fotos: via EMGFA e FAP











A Força Aérea Portuguesa voltou a projetar uma das suas mais importantes capacidades de vigilância marítima para o flanco leste da NATO. Desde 22 de junho e até 22 de julho, um destacamento composto por 38 militares e uma aeronave P-3C CUP+ Orion encontra-se destacado na Base Aérea de Ämari, na Estónia, no âmbito da missão Assurance Measures 2026.

Esta operação integra o conjunto de medidas implementadas pela Aliança Atlântica para reforçar a presença e a capacidade de resposta na região do Mar Báltico, numa altura em que a segurança no flanco oriental continua a assumir uma importância estratégica acrescida. A missão tem como objetivo principal contribuir para a vigilância e segurança marítima através da realização de voos de Reconhecimento, Vigilância e Informações (ISR – Intelligence, Surveillance and Reconnaissance).

Operando a partir da Base Aérea de Ämari, o P-3C CUP+ português efetua patrulhas sobre o Mar Báltico, recolhendo informação sobre a atividade marítima e contribuindo para a criação de uma imagem operacional comum entre os aliados da NATO. Este tipo de missões permite monitorizar o tráfego naval, identificar movimentos de interesse e apoiar o conhecimento situacional numa das regiões mais sensíveis da Europa.

O P-3C CUP+ é uma das plataformas mais versáteis da Força Aérea Portuguesa. Dotado de uma autonomia que pode ultrapassar as 15 horas de voo, combina radar de vigilância marítima, sensores eletro-óticos e infravermelhos, sistemas de guerra eletrónica e capacidade de processamento de grandes volumes de informação em tempo real. Estas características tornam-no particularmente adequado para missões de patrulhamento marítimo, guerra antissubmarina, guerra antissuperfície, busca e salvamento (SAR) e recolha de informações.

A participação portuguesa demonstra igualmente a elevada prontidão operacional da Esquadra 601 "Lobos", sediada na Base Aérea N.º 11, em Beja, cuja experiência em operações internacionais se estende por teatros como o Mediterrâneo, o Atlântico e o Oceano Índico, onde os P-3 portugueses participaram em missões da NATO e da União Europeia de vigilância marítima, combate à pirataria e controlo de atividades ilícitas.

A missão Assurance Measures 2026 representa mais um contributo de Portugal para o esforço coletivo de dissuasão e defesa da NATO. Ao lado de outros destacamentos aliados presentes na região, o destacamento português reforça a capacidade de vigilância marítima do Mar Báltico, contribuindo para a estabilidade regional e para a segurança das linhas de comunicação marítimas.

Este destacamento evidencia ainda a crescente relevância da componente aérea portuguesa nas missões internacionais da Aliança. Paralelamente ao destacamento do P-3C CUP+, Portugal mantém igualmente meios F-16AM destacados em Ämari no âmbito da missão NATO Enhanced Air Policing, demonstrando a capacidade da Força Aérea em sustentar operações simultâneas de policiamento aéreo e vigilância marítima no flanco leste da Europa. 

Fotos: via EMGFA e FAP











Viana do Castelo celebra o 74.º aniversário da Força Aérea Portuguesa

Criada em 1 de julho de 1952, a Força Aérea Portuguesa assinala este ano 74 anos de serviço ao País. Ao longo de mais de sete décadas, tem assegurado a defesa do espaço aéreo nacional, realizado missões de busca e salvamento, transporte aéreo, evacuações médicas, vigilância marítima, combate aos incêndios rurais e participado em operações internacionais, mantendo um compromisso permanente com a segurança e o bem-estar dos portugueses.

As comemorações do 74.º aniversário da Força Aérea Portuguesa decorrem em Viana do Castelo, cidade que este ano acolhe as celebrações oficiais da Instituição. Sob o lema "A Voar no Coração de Viana", a Força Aérea iniciou em 27 de junho até 5 de julho, um vasto programa de iniciativas destinado a aproximar os portugueses da sua missão, das suas capacidades e, sobretudo, das mulheres e dos homens que diariamente servem Portugal.

Depois do arranque das comemorações no passado fim de semana, as atividades prosseguem ao longo dos próximos dias, proporcionando aos visitantes diversas oportunidades para conhecer de perto a Força Aérea e interagir com os seus militares e equipamentos.

No dia 1 de julho, data em que se assinala oficialmente o aniversário da Instituição, o programa inclui atividades desportivas "Kids Athletics", no Jardim da Marina, e "Treina com a Força Aérea", na Praia do Cabedelo, ambas entre as 10h00 e as 12h00. Pelas 10h45 será inaugurado um monumento evocativo do 74.º Aniversário da Força Aérea, na Praça Marquês Júnior, seguindo-se, às 21h30, um Concerto Popular da Banda de Música da Força Aérea, em Vila Nova de Anha.

Nos dias 2 e 3 de julho, a Praia do Cabedelo volta a receber o Circuito de Obstáculos, uma atividade destinada a desafiar participantes de todas as idades, decorrendo entre as 10h00 e as 12h00 e das 15h00 às 17h00. Na noite de 2 de julho, às 21h30, a Banda de Música da Força Aérea atua no Largo das Neves, num concerto de entrada livre.

A 4 de julho realiza-se a Cerimónia Militar comemorativa do Dia da Força Aérea, junto à estátua de João Álvares Fagundes, pelas 10h30. Nesse mesmo dia, às 21h30, o Teatro Municipal Sá de Miranda recebe o Concerto Oficial da Banda de Música da Força Aérea, um dos momentos culturais mais emblemáticos das celebrações.

O encerramento está reservado para 5 de julho, começando com a Celebração Eucarística e Sufrágio, às 10h00, na Igreja da Sagrada Família. O ponto alto das comemorações acontece às 16h00, com a demonstração de capacidades aéreas das aeronaves da Força Aérea sobre a zona ribeirinha de Viana do Castelo, proporcionando ao público a oportunidade de assistir à atuação de alguns dos meios aéreos ao serviço da Instituição. As celebrações terminam às 18h00, com o arriar das bandeiras e o encerramento da Exposição Força Aérea, no Centro Cultural de Viana do Castelo.

Ao longo de todo o período das comemorações, até 5 de julho, mantém-se patente na Estação Viana Shopping a exposição infográfica "História da Força Aérea", permitindo aos visitantes conhecer a evolução da aviação militar portuguesa e os principais marcos dos seus 74 anos de existência.


Mais do que assinalar uma efeméride, estas comemorações reforçam a proximidade entre a Força Aérea e a sociedade, dando a conhecer a sua missão, as suas capacidades e o trabalho desenvolvido diariamente pelos seus militares e civis. Durante estes dias, Viana do Castelo afirma-se como a capital da aviação militar portuguesa, celebrando uma instituição que, há 74 anos, serve Portugal e os portugueses.

Fonte: FAP





























Criada em 1 de julho de 1952, a Força Aérea Portuguesa assinala este ano 74 anos de serviço ao País. Ao longo de mais de sete décadas, tem assegurado a defesa do espaço aéreo nacional, realizado missões de busca e salvamento, transporte aéreo, evacuações médicas, vigilância marítima, combate aos incêndios rurais e participado em operações internacionais, mantendo um compromisso permanente com a segurança e o bem-estar dos portugueses.

As comemorações do 74.º aniversário da Força Aérea Portuguesa decorrem em Viana do Castelo, cidade que este ano acolhe as celebrações oficiais da Instituição. Sob o lema "A Voar no Coração de Viana", a Força Aérea iniciou em 27 de junho até 5 de julho, um vasto programa de iniciativas destinado a aproximar os portugueses da sua missão, das suas capacidades e, sobretudo, das mulheres e dos homens que diariamente servem Portugal.

Depois do arranque das comemorações no passado fim de semana, as atividades prosseguem ao longo dos próximos dias, proporcionando aos visitantes diversas oportunidades para conhecer de perto a Força Aérea e interagir com os seus militares e equipamentos.

No dia 1 de julho, data em que se assinala oficialmente o aniversário da Instituição, o programa inclui atividades desportivas "Kids Athletics", no Jardim da Marina, e "Treina com a Força Aérea", na Praia do Cabedelo, ambas entre as 10h00 e as 12h00. Pelas 10h45 será inaugurado um monumento evocativo do 74.º Aniversário da Força Aérea, na Praça Marquês Júnior, seguindo-se, às 21h30, um Concerto Popular da Banda de Música da Força Aérea, em Vila Nova de Anha.

Nos dias 2 e 3 de julho, a Praia do Cabedelo volta a receber o Circuito de Obstáculos, uma atividade destinada a desafiar participantes de todas as idades, decorrendo entre as 10h00 e as 12h00 e das 15h00 às 17h00. Na noite de 2 de julho, às 21h30, a Banda de Música da Força Aérea atua no Largo das Neves, num concerto de entrada livre.

A 4 de julho realiza-se a Cerimónia Militar comemorativa do Dia da Força Aérea, junto à estátua de João Álvares Fagundes, pelas 10h30. Nesse mesmo dia, às 21h30, o Teatro Municipal Sá de Miranda recebe o Concerto Oficial da Banda de Música da Força Aérea, um dos momentos culturais mais emblemáticos das celebrações.

O encerramento está reservado para 5 de julho, começando com a Celebração Eucarística e Sufrágio, às 10h00, na Igreja da Sagrada Família. O ponto alto das comemorações acontece às 16h00, com a demonstração de capacidades aéreas das aeronaves da Força Aérea sobre a zona ribeirinha de Viana do Castelo, proporcionando ao público a oportunidade de assistir à atuação de alguns dos meios aéreos ao serviço da Instituição. As celebrações terminam às 18h00, com o arriar das bandeiras e o encerramento da Exposição Força Aérea, no Centro Cultural de Viana do Castelo.

Ao longo de todo o período das comemorações, até 5 de julho, mantém-se patente na Estação Viana Shopping a exposição infográfica "História da Força Aérea", permitindo aos visitantes conhecer a evolução da aviação militar portuguesa e os principais marcos dos seus 74 anos de existência.


Mais do que assinalar uma efeméride, estas comemorações reforçam a proximidade entre a Força Aérea e a sociedade, dando a conhecer a sua missão, as suas capacidades e o trabalho desenvolvido diariamente pelos seus militares e civis. Durante estes dias, Viana do Castelo afirma-se como a capital da aviação militar portuguesa, celebrando uma instituição que, há 74 anos, serve Portugal e os portugueses.

Fonte: FAP





























terça-feira, 30 de junho de 2026

O adeus ao C-2 Greyhound e a minha aventura a bordo de um porta-aviões da U.S. Navy...

 

Durante quase seis décadas, o Grumman C-2A Greyhound desempenhou uma das missões mais discretas, mas também mais importantes da aviação naval norte-americana. Responsável pelas missões de Carrier Onboard Delivery (COD), assegurava diariamente a ligação entre as bases em terra e os porta-aviões da U.S. Navy, transportando pessoal, correio, peças sobressalentes, motores aeronáuticos e outro material indispensável ao funcionamento de um grupo de batalha naval. Em junho de 2026, esta notável aeronave realizou a sua última aterragem e a sua última descolagem por catapulta de um porta-aviões, encerrando uma carreira operacional com cerca de sessenta anos. Ao conhecer esta notícia, foi inevitável recordar uma das experiências mais marcantes da minha vida enquanto fotógrafo e jornalista de aviação.

Tudo aconteceu em outubro de 2012.

Nessa altura tive o privilégio de embarcar num C-2A Greyhound no Aeroporto Internacional do Bahrain com destino ao porta-aviões USS John C. Stennis (CVN-74), que navegava no Mar Arábico, na companhia do meu amigo J. Munkelt Gonçalves. Era uma oportunidade única para acompanharmos, durante dois dias, a atividade operacional de um dos maiores navios de guerra do mundo, numa fase em que participava nas operações de apoio às forças dos Estados Unidos e da NATO destacadas no Afeganistão.

O voo até ao porta-aviões foi, por si só, uma experiência extraordinária. Depois de abandonar a costa do Bahrain e sobrevoar o Mar Arábico, a imensidão azul deu lugar a uma pequena silhueta cinzenta no horizonte. À medida que nos aproximávamos, tornava-se impressionante perceber como uma cidade flutuante emergia do oceano. Poucos minutos depois vivi, pela primeira vez, uma aterragem enganchada num porta-aviões. O impacto no convés, seguido da brusca desaceleração provocada pelo cabo de retenção, foi uma sensação impossível de descrever plenamente. Em apenas alguns segundos, o avião passava de uma velocidade superior a 200 km/h para a imobilização total.

Durante a permanência a bordo do USS John C. Stennis tivemos a oportunidade de testemunhar de perto o extraordinário ritmo operacional do convés de voo. Caças descolavam e aterravam praticamente sem interrupção, helicópteros cumpriam as suas missões de apoio e vigilância, enquanto os E-2C Hawkeye asseguravam a vigilância aérea do grupo de batalha. Cada movimento obedecia a uma coordenação absolutamente rigorosa, onde centenas de militares desempenhavam funções perfeitamente sincronizadas num ambiente exigente, ruidoso e, simultaneamente, fascinante.

Para mim, um dos aspetos mais gratificantes desta visita foi poder fotografar toda esta atividade operacional. Ao longo daqueles dois dias tive acesso a cenários que poucos civis têm oportunidade de observar tão de perto: as operações de voo, a preparação das aeronaves, o trabalho das equipas de manutenção e a intensidade permanente que caracteriza um porta-aviões em missão. Cada fotografia captada tornou-se um registo documental de uma realidade que dificilmente se repete.

Mas a aventura ainda reservaria um último momento inesquecível.

No regresso ao Bahrain voltámos a embarcar no mesmo C-2 Greyhound. Desta vez, a emoção começou antes mesmo da descolagem. Posicionado na catapulta do porta-aviões, o avião aguardou apenas alguns segundos até que toda a potência dos motores estivesse estabilizada. Num instante, fui literalmente projetado para a frente quando a catapulta lançou a aeronave do convés para o céu. A aceleração é brutal, impossível de comparar com qualquer descolagem convencional. Em poucos segundos, deixávamos para trás o USS John C. Stennis e regressávamos ao continente, terminando uma aventura que permanecerá para sempre entre as experiências mais extraordinárias que alguma vez vivi.

Foi por isso que acompanhei com alguma emoção a notícia do fim da carreira operacional do C-2 Greyhound. No passado dia 25 de junho de 2026, um aparelho do VRC-40 "Rawhides" efetuou a última aterragem enganchada e a derradeira descolagem por catapulta de um Greyhound a bordo do porta-aviões USS Nimitz (CVN-68). A missão logística passou agora a ser assegurada pelo CMV-22B Osprey, encerrando definitivamente um capítulo iniciado em meados da década de 1960.

Para a maioria das pessoas, o Greyhound era apenas um avião de transporte. Para mim, será sempre muito mais do que isso. Será a aeronave que me abriu as portas de um porta-aviões da U.S. Navy em plena missão operacional, permitindo-me viver, durante dois dias, uma experiência absolutamente única e testemunhar de perto uma das mais impressionantes demonstrações de poder naval da atualidade.

Agora que o C-2 Greyhound passou definitivamente à história, dou ainda mais valor à oportunidade que tive de voar naquela aeronave. Sem o saber, vivi um pequeno pedaço da história da aviação naval norte-americana. Hoje, essas recordações, bem como as fotografias captadas a bordo do USS John C. Stennis, ganharam um significado ainda mais especial, tornando-se o testemunho de uma aeronave que, durante sessenta anos, ligou o mar à terra e acompanhou praticamente todas as grandes operações da U.S. Navy. Fiquem bem, Jorge Ruivo





















 

Durante quase seis décadas, o Grumman C-2A Greyhound desempenhou uma das missões mais discretas, mas também mais importantes da aviação naval norte-americana. Responsável pelas missões de Carrier Onboard Delivery (COD), assegurava diariamente a ligação entre as bases em terra e os porta-aviões da U.S. Navy, transportando pessoal, correio, peças sobressalentes, motores aeronáuticos e outro material indispensável ao funcionamento de um grupo de batalha naval. Em junho de 2026, esta notável aeronave realizou a sua última aterragem e a sua última descolagem por catapulta de um porta-aviões, encerrando uma carreira operacional com cerca de sessenta anos. Ao conhecer esta notícia, foi inevitável recordar uma das experiências mais marcantes da minha vida enquanto fotógrafo e jornalista de aviação.

Tudo aconteceu em outubro de 2012.

Nessa altura tive o privilégio de embarcar num C-2A Greyhound no Aeroporto Internacional do Bahrain com destino ao porta-aviões USS John C. Stennis (CVN-74), que navegava no Mar Arábico, na companhia do meu amigo J. Munkelt Gonçalves. Era uma oportunidade única para acompanharmos, durante dois dias, a atividade operacional de um dos maiores navios de guerra do mundo, numa fase em que participava nas operações de apoio às forças dos Estados Unidos e da NATO destacadas no Afeganistão.

O voo até ao porta-aviões foi, por si só, uma experiência extraordinária. Depois de abandonar a costa do Bahrain e sobrevoar o Mar Arábico, a imensidão azul deu lugar a uma pequena silhueta cinzenta no horizonte. À medida que nos aproximávamos, tornava-se impressionante perceber como uma cidade flutuante emergia do oceano. Poucos minutos depois vivi, pela primeira vez, uma aterragem enganchada num porta-aviões. O impacto no convés, seguido da brusca desaceleração provocada pelo cabo de retenção, foi uma sensação impossível de descrever plenamente. Em apenas alguns segundos, o avião passava de uma velocidade superior a 200 km/h para a imobilização total.

Durante a permanência a bordo do USS John C. Stennis tivemos a oportunidade de testemunhar de perto o extraordinário ritmo operacional do convés de voo. Caças descolavam e aterravam praticamente sem interrupção, helicópteros cumpriam as suas missões de apoio e vigilância, enquanto os E-2C Hawkeye asseguravam a vigilância aérea do grupo de batalha. Cada movimento obedecia a uma coordenação absolutamente rigorosa, onde centenas de militares desempenhavam funções perfeitamente sincronizadas num ambiente exigente, ruidoso e, simultaneamente, fascinante.

Para mim, um dos aspetos mais gratificantes desta visita foi poder fotografar toda esta atividade operacional. Ao longo daqueles dois dias tive acesso a cenários que poucos civis têm oportunidade de observar tão de perto: as operações de voo, a preparação das aeronaves, o trabalho das equipas de manutenção e a intensidade permanente que caracteriza um porta-aviões em missão. Cada fotografia captada tornou-se um registo documental de uma realidade que dificilmente se repete.

Mas a aventura ainda reservaria um último momento inesquecível.

No regresso ao Bahrain voltámos a embarcar no mesmo C-2 Greyhound. Desta vez, a emoção começou antes mesmo da descolagem. Posicionado na catapulta do porta-aviões, o avião aguardou apenas alguns segundos até que toda a potência dos motores estivesse estabilizada. Num instante, fui literalmente projetado para a frente quando a catapulta lançou a aeronave do convés para o céu. A aceleração é brutal, impossível de comparar com qualquer descolagem convencional. Em poucos segundos, deixávamos para trás o USS John C. Stennis e regressávamos ao continente, terminando uma aventura que permanecerá para sempre entre as experiências mais extraordinárias que alguma vez vivi.

Foi por isso que acompanhei com alguma emoção a notícia do fim da carreira operacional do C-2 Greyhound. No passado dia 25 de junho de 2026, um aparelho do VRC-40 "Rawhides" efetuou a última aterragem enganchada e a derradeira descolagem por catapulta de um Greyhound a bordo do porta-aviões USS Nimitz (CVN-68). A missão logística passou agora a ser assegurada pelo CMV-22B Osprey, encerrando definitivamente um capítulo iniciado em meados da década de 1960.

Para a maioria das pessoas, o Greyhound era apenas um avião de transporte. Para mim, será sempre muito mais do que isso. Será a aeronave que me abriu as portas de um porta-aviões da U.S. Navy em plena missão operacional, permitindo-me viver, durante dois dias, uma experiência absolutamente única e testemunhar de perto uma das mais impressionantes demonstrações de poder naval da atualidade.

Agora que o C-2 Greyhound passou definitivamente à história, dou ainda mais valor à oportunidade que tive de voar naquela aeronave. Sem o saber, vivi um pequeno pedaço da história da aviação naval norte-americana. Hoje, essas recordações, bem como as fotografias captadas a bordo do USS John C. Stennis, ganharam um significado ainda mais especial, tornando-se o testemunho de uma aeronave que, durante sessenta anos, ligou o mar à terra e acompanhou praticamente todas as grandes operações da U.S. Navy. Fiquem bem, Jorge Ruivo





















domingo, 28 de junho de 2026

KC-390 portugueses concluem com sucesso ponte aérea humanitária para a Venezuela

As duas aeronaves KC-390 da Força Aérea Portuguesa concluíram com sucesso a missão de transporte da Força Conjunta Nacional destacada para a Venezuela, aterrando em Caracas durante a tarde de sábado, após um voo que incluiu escalas técnicas em Cabo Verde e na Martinica.

Os dois aviões, operados pela Esquadra 506 "Rinocerontes", transportaram 64 operacionais e cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária destinada a apoiar as populações afetadas pelos violentos sismos que recentemente atingiram aquele país sul-americano. A primeira aeronave aterrou às 13h45 e a segunda às 14h40 (hora de Portugal Continental), concluindo uma missão coordenada pelo Comando Conjunto para as Operações Militares do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

A operação envolveu militares e especialistas da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), reunindo capacidades de busca e salvamento urbano, recuperação de vítimas, resposta a catástrofes e apoio médico de emergência.

A carga transportada incluiu equipamentos de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores, bens alimentares e outros artigos essenciais para apoiar as operações de socorro no terreno.

A missão voltou a demonstrar uma das principais valências do KC-390 Millennium: a capacidade de projetar rapidamente meios humanos e materiais para qualquer ponto do globo. Com elevada velocidade de cruzeiro, grande capacidade de carga e autonomia suficiente para operar em rotas intercontinentais, a aeronave permite à Força Aérea responder de forma eficaz a situações de emergência internacional.

As escalas realizadas em Cabo Verde e na ilha da Martinica permitiram o reabastecimento das aeronaves antes da chegada ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, garantindo a continuidade da operação sem incidentes.

A missão resultou de um esforço conjunto entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Defesa Nacional, o Ministério da Administração Interna e o Ministério da Saúde, refletindo o compromisso de Portugal na resposta a crises internacionais e no apoio à significativa comunidade portuguesa e lusodescendente residente na Venezuela.

Mais do que um simples transporte aéreo, a operação evidenciou a capacidade das Forças Armadas Portuguesas para planear, coordenar e executar missões conjuntas de elevado grau de exigência, colocando em evidência a versatilidade do KC-390 como plataforma estratégica de transporte militar e humanitário.

Nos últimos anos, a aeronave tem vindo a afirmar-se como um dos principais meios da Força Aérea Portuguesa, sendo empregue em missões de transporte logístico, evacuações médicas, apoio a operações militares e ações de ajuda humanitária, confirmando a sua importância crescente na capacidade de projeção nacional e internacional de Portugal. A missão agora concluída na Venezuela constitui mais um exemplo da rapidez de resposta e da flexibilidade operacional proporcionadas pelo KC-390, num contexto em que a assistência humanitária exige mobilização imediata de pessoas, equipamentos e recursos.

Fotos: via FAP
















As duas aeronaves KC-390 da Força Aérea Portuguesa concluíram com sucesso a missão de transporte da Força Conjunta Nacional destacada para a Venezuela, aterrando em Caracas durante a tarde de sábado, após um voo que incluiu escalas técnicas em Cabo Verde e na Martinica.

Os dois aviões, operados pela Esquadra 506 "Rinocerontes", transportaram 64 operacionais e cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária destinada a apoiar as populações afetadas pelos violentos sismos que recentemente atingiram aquele país sul-americano. A primeira aeronave aterrou às 13h45 e a segunda às 14h40 (hora de Portugal Continental), concluindo uma missão coordenada pelo Comando Conjunto para as Operações Militares do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

A operação envolveu militares e especialistas da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), reunindo capacidades de busca e salvamento urbano, recuperação de vítimas, resposta a catástrofes e apoio médico de emergência.

A carga transportada incluiu equipamentos de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores, bens alimentares e outros artigos essenciais para apoiar as operações de socorro no terreno.

A missão voltou a demonstrar uma das principais valências do KC-390 Millennium: a capacidade de projetar rapidamente meios humanos e materiais para qualquer ponto do globo. Com elevada velocidade de cruzeiro, grande capacidade de carga e autonomia suficiente para operar em rotas intercontinentais, a aeronave permite à Força Aérea responder de forma eficaz a situações de emergência internacional.

As escalas realizadas em Cabo Verde e na ilha da Martinica permitiram o reabastecimento das aeronaves antes da chegada ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, garantindo a continuidade da operação sem incidentes.

A missão resultou de um esforço conjunto entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Defesa Nacional, o Ministério da Administração Interna e o Ministério da Saúde, refletindo o compromisso de Portugal na resposta a crises internacionais e no apoio à significativa comunidade portuguesa e lusodescendente residente na Venezuela.

Mais do que um simples transporte aéreo, a operação evidenciou a capacidade das Forças Armadas Portuguesas para planear, coordenar e executar missões conjuntas de elevado grau de exigência, colocando em evidência a versatilidade do KC-390 como plataforma estratégica de transporte militar e humanitário.

Nos últimos anos, a aeronave tem vindo a afirmar-se como um dos principais meios da Força Aérea Portuguesa, sendo empregue em missões de transporte logístico, evacuações médicas, apoio a operações militares e ações de ajuda humanitária, confirmando a sua importância crescente na capacidade de projeção nacional e internacional de Portugal. A missão agora concluída na Venezuela constitui mais um exemplo da rapidez de resposta e da flexibilidade operacional proporcionadas pelo KC-390, num contexto em que a assistência humanitária exige mobilização imediata de pessoas, equipamentos e recursos.

Fotos: via FAP
















sábado, 27 de junho de 2026

Portugal mobiliza missão humanitária - Força Aérea leva esperança à Venezuela

Portugal respondeu rapidamente à tragédia provocada pelos fortes sismos que atingiram a Venezuela, mobilizando uma Força Conjunta Nacional de ajuda humanitária para apoiar as operações de busca, salvamento e assistência às populações afetadas.

Ao final da tarde de sexta-feira, dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa descolaram da Base Aérea N.º 11, em Beja, transportando 64 operacionais e cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária. A missão foi coordenada pelo Comando Conjunto para as Operações Militares do Estado-Maior-General das Forças Armadas e resulta de um esforço conjunto que reúne capacidades especializadas de busca e salvamento em estruturas colapsadas, resposta médica de emergência e apoio logístico às populações atingidas.

A bordo das aeronaves seguem equipamentos de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores, bens alimentares e outros artigos essenciais destinados a reforçar a capacidade de resposta das autoridades venezuelanas.

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General João Cartaxo Alves, esteve presente na Base Aérea de Beja para assinalar a partida da força conjunta, sublinhando o empenhamento das Forças Armadas Portuguesas em missões de solidariedade internacional e de resposta a catástrofes.

Esta operação demonstra a capacidade expedicionária das Forças Armadas Portuguesas e a versatilidade do KC-390, aeronave que permite projetar rapidamente pessoas, equipamentos e apoio humanitário para qualquer ponto do mundo, desempenhando um papel fundamental em missões de proteção civil e assistência internacional.

A decisão de Portugal reveste-se de especial significado devido à forte comunidade portuguesa e lusodescendente residente na Venezuela, uma das maiores da América Latina. Os sismos provocaram centenas de vítimas mortais e milhares de feridos, afetando também cidadãos portugueses e lusodescendentes, o que reforçou a urgência da resposta nacional.

A missão constitui mais um exemplo do compromisso de Portugal com a solidariedade internacional, colocando as capacidades militares ao serviço da ajuda humanitária e da proteção de vidas humanas em situações de emergência.

Fonte e Fotos: via EMGFA














Portugal respondeu rapidamente à tragédia provocada pelos fortes sismos que atingiram a Venezuela, mobilizando uma Força Conjunta Nacional de ajuda humanitária para apoiar as operações de busca, salvamento e assistência às populações afetadas.

Ao final da tarde de sexta-feira, dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa descolaram da Base Aérea N.º 11, em Beja, transportando 64 operacionais e cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária. A missão foi coordenada pelo Comando Conjunto para as Operações Militares do Estado-Maior-General das Forças Armadas e resulta de um esforço conjunto que reúne capacidades especializadas de busca e salvamento em estruturas colapsadas, resposta médica de emergência e apoio logístico às populações atingidas.

A bordo das aeronaves seguem equipamentos de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores, bens alimentares e outros artigos essenciais destinados a reforçar a capacidade de resposta das autoridades venezuelanas.

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General João Cartaxo Alves, esteve presente na Base Aérea de Beja para assinalar a partida da força conjunta, sublinhando o empenhamento das Forças Armadas Portuguesas em missões de solidariedade internacional e de resposta a catástrofes.

Esta operação demonstra a capacidade expedicionária das Forças Armadas Portuguesas e a versatilidade do KC-390, aeronave que permite projetar rapidamente pessoas, equipamentos e apoio humanitário para qualquer ponto do mundo, desempenhando um papel fundamental em missões de proteção civil e assistência internacional.

A decisão de Portugal reveste-se de especial significado devido à forte comunidade portuguesa e lusodescendente residente na Venezuela, uma das maiores da América Latina. Os sismos provocaram centenas de vítimas mortais e milhares de feridos, afetando também cidadãos portugueses e lusodescendentes, o que reforçou a urgência da resposta nacional.

A missão constitui mais um exemplo do compromisso de Portugal com a solidariedade internacional, colocando as capacidades militares ao serviço da ajuda humanitária e da proteção de vidas humanas em situações de emergência.

Fonte e Fotos: via EMGFA














quinta-feira, 25 de junho de 2026

Seis Doentes, Um Voo, Uma Missão

A Esquadra 502 “Elefantes” da Força Aérea Portuguesa protagonizou recentemente uma missão inédita nos Açores, ao assegurar o transporte aeromédico de seis doentes num único voo realizado por uma aeronave C-295M.

A operação, conduzida por uma tripulação destacada permanentemente na Base Aérea N.º 4, nas Lajes, teve como objetivo garantir a transferência de doentes entre várias ilhas do arquipélago para unidades hospitalares com capacidade de resposta diferenciada, adequadas às necessidades clínicas de cada paciente.

Inicialmente planeada para o transporte de quatro doentes, a missão ganhou uma dimensão acrescida durante a sua execução, quando surgiu a necessidade de evacuar mais dois pacientes. Esta alteração obrigou a uma rápida adaptação do planeamento operacional e a uma estreita coordenação entre a Força Aérea e os serviços regionais de emergência médica.

Ao longo de aproximadamente cinco horas de voo, o C-295M efetuou diversas ligações interilhas, passando por diferentes pontos do arquipélago dos Açores para recolher e transportar os doentes. A complexidade logística da missão exigiu uma gestão cuidada dos tempos de voo, das prioridades médicas e dos procedimentos de embarque e desembarque.

A operação envolveu igualmente uma intensa articulação em terra. Em determinados momentos, chegaram a estar quatro ambulâncias em simultâneo na pista da Base Aérea das Lajes, assegurando a rápida transferência dos pacientes para as unidades de saúde mais adequadas.

A missão demonstra a versatilidade do C-295M e a capacidade da Esquadra 502 para executar operações de transporte aeromédico em cenários particularmente exigentes. Habitualmente associada a missões de transporte aéreo, vigilância marítima e busca e salvamento, a unidade continua a desempenhar um papel fundamental na ligação entre as ilhas dos Açores, contribuindo para o apoio às populações e para a coesão territorial do arquipélago.

Mais do que um feito operacional, esta missão evidencia a importância da presença permanente dos meios da Força Aérea nos Açores. A capacidade de responder rapidamente a necessidades médicas urgentes continua a ser um elemento essencial para garantir cuidados de saúde diferenciados às populações insulares, especialmente quando o fator tempo pode fazer a diferença.

Com esta operação inédita, a Esquadra 502 reafirma o seu compromisso com o serviço público e com a missão permanente da Força Aérea Portuguesa de proteger e apoiar os cidadãos, onde quer que seja necessário.

Fonte: FAP

















A Esquadra 502 “Elefantes” da Força Aérea Portuguesa protagonizou recentemente uma missão inédita nos Açores, ao assegurar o transporte aeromédico de seis doentes num único voo realizado por uma aeronave C-295M.

A operação, conduzida por uma tripulação destacada permanentemente na Base Aérea N.º 4, nas Lajes, teve como objetivo garantir a transferência de doentes entre várias ilhas do arquipélago para unidades hospitalares com capacidade de resposta diferenciada, adequadas às necessidades clínicas de cada paciente.

Inicialmente planeada para o transporte de quatro doentes, a missão ganhou uma dimensão acrescida durante a sua execução, quando surgiu a necessidade de evacuar mais dois pacientes. Esta alteração obrigou a uma rápida adaptação do planeamento operacional e a uma estreita coordenação entre a Força Aérea e os serviços regionais de emergência médica.

Ao longo de aproximadamente cinco horas de voo, o C-295M efetuou diversas ligações interilhas, passando por diferentes pontos do arquipélago dos Açores para recolher e transportar os doentes. A complexidade logística da missão exigiu uma gestão cuidada dos tempos de voo, das prioridades médicas e dos procedimentos de embarque e desembarque.

A operação envolveu igualmente uma intensa articulação em terra. Em determinados momentos, chegaram a estar quatro ambulâncias em simultâneo na pista da Base Aérea das Lajes, assegurando a rápida transferência dos pacientes para as unidades de saúde mais adequadas.

A missão demonstra a versatilidade do C-295M e a capacidade da Esquadra 502 para executar operações de transporte aeromédico em cenários particularmente exigentes. Habitualmente associada a missões de transporte aéreo, vigilância marítima e busca e salvamento, a unidade continua a desempenhar um papel fundamental na ligação entre as ilhas dos Açores, contribuindo para o apoio às populações e para a coesão territorial do arquipélago.

Mais do que um feito operacional, esta missão evidencia a importância da presença permanente dos meios da Força Aérea nos Açores. A capacidade de responder rapidamente a necessidades médicas urgentes continua a ser um elemento essencial para garantir cuidados de saúde diferenciados às populações insulares, especialmente quando o fator tempo pode fazer a diferença.

Com esta operação inédita, a Esquadra 502 reafirma o seu compromisso com o serviço público e com a missão permanente da Força Aérea Portuguesa de proteger e apoiar os cidadãos, onde quer que seja necessário.

Fonte: FAP

















Quando Cada Minuto Conta: Três Resgates Consecutivos no Mar

 

A Força Aérea Portuguesa realizou três missões consecutivas de resgate em navios mercantes ao largo dos Açores, em menos de 24 horas, numa demonstração de elevada prontidão operacional e capacidade de resposta em ambiente marítimo. As operações envolveram meios das Esquadras 752 “Fénix” e 502 “Elefantes”, sediadas na Base Aérea N.º 4 (BA4), nas Lajes, e permitiram prestar assistência médica urgente a três tripulantes que navegavam em pleno Oceano Atlântico.

A primeira missão teve início ao final da tarde de 19 de junho, quando um helicóptero EH-101 Merlin da Esquadra 752 descolou da BA4 para resgatar um tripulante de 26 anos que seguia a bordo do navio mercante Sigma Triumph. O navio encontrava-se a cerca de 950 quilómetros da Ilha Terceira, uma distância que obrigou ao empenhamento simultâneo de uma aeronave C-295M da Esquadra 502, responsável por assegurar apoio adicional e reforçar a segurança da operação. Após a recuperação do doente, o EH-101 regressou às Lajes, onde o paciente foi entregue aos meios de emergência médica para posterior encaminhamento hospitalar.

Menos de 24 horas depois, a tripulação da Esquadra 752 voltou a ser ativada para uma nova missão. Desta vez, o objetivo era resgatar um homem de 40 anos que necessitava de cuidados médicos urgentes e que se encontrava a bordo do navio mercante Monte Brasil. A operação decorreu com sucesso, tendo o doente sido transportado para a Ilha de São Miguel, onde foi encaminhado para o Hospital do Divino Espírito Santo.

Contudo, ainda durante a execução desta segunda missão, o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento das Lajes (RCC Lajes) recebeu um novo pedido de assistência por parte do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada). Sem tempo para pausas, e após concluir a evacuação do segundo paciente, a tripulação seguiu diretamente para uma terceira operação de salvamento.

A última missão incidiu sobre o navio mercante Kenya B, onde um tripulante de 27 anos necessitava igualmente de assistência médica urgente. A embarcação encontrava-se a cerca de 420 quilómetros da costa açoriana, tornando novamente necessário o empenhamento de uma aeronave C-295M da Esquadra 502 para acompanhar a missão e garantir maior segurança durante toda a operação. O resgate foi concluído com sucesso, encerrando um ciclo de três intervenções consecutivas em menos de um dia.

Estas três missões evidenciam a importância da complementaridade entre os helicópteros EH-101 Merlin da Esquadra 752 “Fénix” e os C-295M da Esquadra 502 “Elefantes”. Enquanto os Merlin asseguram a recuperação direta dos doentes em alto-mar, os C-295M desempenham um papel fundamental no apoio às operações de longo alcance, aumentando a segurança e a eficácia das missões de busca e salvamento.

Numa das maiores regiões de Busca e Salvamento do mundo, a Força Aérea mantém uma capacidade permanente de resposta que lhe permite atuar, a qualquer hora, nas vastas áreas oceânicas sob responsabilidade nacional. As três operações realizadas em menos de 24 horas constituem mais um exemplo do compromisso diário dos militares da Força Aérea com a missão de salvar vidas e cumprir o lema que orienta as suas esquadras de resgate: “Para que outros vivam”.

Fonte. FAP











 

A Força Aérea Portuguesa realizou três missões consecutivas de resgate em navios mercantes ao largo dos Açores, em menos de 24 horas, numa demonstração de elevada prontidão operacional e capacidade de resposta em ambiente marítimo. As operações envolveram meios das Esquadras 752 “Fénix” e 502 “Elefantes”, sediadas na Base Aérea N.º 4 (BA4), nas Lajes, e permitiram prestar assistência médica urgente a três tripulantes que navegavam em pleno Oceano Atlântico.

A primeira missão teve início ao final da tarde de 19 de junho, quando um helicóptero EH-101 Merlin da Esquadra 752 descolou da BA4 para resgatar um tripulante de 26 anos que seguia a bordo do navio mercante Sigma Triumph. O navio encontrava-se a cerca de 950 quilómetros da Ilha Terceira, uma distância que obrigou ao empenhamento simultâneo de uma aeronave C-295M da Esquadra 502, responsável por assegurar apoio adicional e reforçar a segurança da operação. Após a recuperação do doente, o EH-101 regressou às Lajes, onde o paciente foi entregue aos meios de emergência médica para posterior encaminhamento hospitalar.

Menos de 24 horas depois, a tripulação da Esquadra 752 voltou a ser ativada para uma nova missão. Desta vez, o objetivo era resgatar um homem de 40 anos que necessitava de cuidados médicos urgentes e que se encontrava a bordo do navio mercante Monte Brasil. A operação decorreu com sucesso, tendo o doente sido transportado para a Ilha de São Miguel, onde foi encaminhado para o Hospital do Divino Espírito Santo.

Contudo, ainda durante a execução desta segunda missão, o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento das Lajes (RCC Lajes) recebeu um novo pedido de assistência por parte do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada). Sem tempo para pausas, e após concluir a evacuação do segundo paciente, a tripulação seguiu diretamente para uma terceira operação de salvamento.

A última missão incidiu sobre o navio mercante Kenya B, onde um tripulante de 27 anos necessitava igualmente de assistência médica urgente. A embarcação encontrava-se a cerca de 420 quilómetros da costa açoriana, tornando novamente necessário o empenhamento de uma aeronave C-295M da Esquadra 502 para acompanhar a missão e garantir maior segurança durante toda a operação. O resgate foi concluído com sucesso, encerrando um ciclo de três intervenções consecutivas em menos de um dia.

Estas três missões evidenciam a importância da complementaridade entre os helicópteros EH-101 Merlin da Esquadra 752 “Fénix” e os C-295M da Esquadra 502 “Elefantes”. Enquanto os Merlin asseguram a recuperação direta dos doentes em alto-mar, os C-295M desempenham um papel fundamental no apoio às operações de longo alcance, aumentando a segurança e a eficácia das missões de busca e salvamento.

Numa das maiores regiões de Busca e Salvamento do mundo, a Força Aérea mantém uma capacidade permanente de resposta que lhe permite atuar, a qualquer hora, nas vastas áreas oceânicas sob responsabilidade nacional. As três operações realizadas em menos de 24 horas constituem mais um exemplo do compromisso diário dos militares da Força Aérea com a missão de salvar vidas e cumprir o lema que orienta as suas esquadras de resgate: “Para que outros vivam”.

Fonte. FAP