sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Panavia Tornado: 52 anos de uma referência da aviação militar europeia

 

Panavia Tornado assinala, em 14 de agosto de 2026, o 52.º aniversário do seu primeiro voo. O protótipo voou pela primeira vez em 14 de agosto de 1974, em Manching, na Alemanha, dando início à carreira de uma das mais importantes aeronaves de combate desenvolvidas na Europa.

Construído por um consórcio formado pelo Reino Unido, pela Alemanha Ocidental e pela Itália, o Tornado nasceu do programa Multi Role Combat Aircraft (MRCA). O objetivo era criar uma aeronave supersónica, capaz de executar missões de ataque e interdição a baixa altitude, em quaisquer condições meteorológicas. A Arábia Saudita tornou-se posteriormente o único cliente estrangeiro do programa.

A sua característica mais reconhecível é a asa de geometria variável, que permitia combinar boas qualidades de voo a baixa velocidade com elevado desempenho supersónico. Equipado com dois motores Turbo-Union RB199, o Tornado transportava normalmente dois tripulantes e podia utilizar bombas convencionais e guiadas, mísseis, equipamentos de reconhecimento e sistemas de guerra eletrónica.

Foram produzidas três versões principais. O Tornado IDS Interdiction Strike destinava-se sobretudo ao ataque ao solo, à interdição, ao reconhecimento e à luta antinavio. O Tornado ECR Electronic Combat and Reconnaissance foi especializado em guerra eletrónica, reconhecimento e supressão das defesas aéreas inimigas. Já o Tornado ADV Air Defence Variant foi desenvolvido para a defesa aérea britânica e equipado com radar e mísseis ar-ar de longo alcance.

Momentos históricos

O Tornado entrou ao serviço no final da década de 1970 e teve o seu primeiro grande teste operacional durante a Guerra do Golfo de 1991, participando em missões de ataque e reconhecimento. Tornados britânicos e italianos foram posteriormente utilizados na Bósnia, no Kosovo e na Guerra do Iraque. A aeronave participou ainda em operações contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria, além de numerosos exercícios e missões da NATO.

Ao longo da sua carreira, o Tornado foi operado por quatro países: Alemanha, Itália, Reino Unido e Arábia Saudita. A Royal Air Force retirou os seus últimos Tornado GR.4 em 2019. Atualmente, o tipo continua em serviço na Alemanha, Itália e Arábia Saudita, embora as respetivas frotas estejam a ser progressivamente reduzidas.

Esquadras atuais

Na Alemanha, os Tornado são operados pelo Taktisches Luftwaffengeschwader 33, em Büchel, responsável principalmente por missões IDS, e pelo Taktisches Luftwaffengeschwader 51 “Immelmann”, em Jagel, que opera versões ECR e de reconhecimento. Estas são as duas principais unidades alemãs equipadas com o modelo.

Na Itália, os Tornado estão concentrados no 6.º Stormo “Alfredo Fusco”, em Ghedi. Desde julho de 2025, a 154.ª Gruppo “Diavoli Rossi” passou dos Tornado IDS para os F-35A. Alguns aparelhos e elementos da unidade foram integrados ou transferidos para a 155.ª Gruppo ETS “Pantere Nere”, mas os restantes IDS foram progressivamente retirados ou colocados em reserva. Assim, a 155.ª Gruppo continua a ser a principal unidade italiana de Tornado, operando sobretudo a versão ECR em missões de guerra eletrónica e supressão das defesas aéreas.

A Arábia Saudita continua a operar Tornado IDS através da sua força aérea, embora a distribuição atual das aeronaves por esquadra não seja divulgada de forma consistente em fontes abertas. A Alemanha e a Itália estão a substituir progressivamente os seus Tornado por Eurofighter Typhoon e F-35 Lightning II.

Um legado dourado

Com quase mil aeronaves produzidas, o Panavia Tornado constituiu um dos maiores programas de cooperação militar europeia. A sua asa de geometria variável, a capacidade de voo supersónico a baixa altitude e a versatilidade operacional fizeram dele uma aeronave marcante da Guerra Fria e dos conflitos posteriores.

Mais de cinco décadas depois do primeiro voo, o Tornado continua a ser um dos aviões de combate europeus mais reconhecidos, tanto pela sua importância histórica como pelo contributo que deu ao desenvolvimento da indústria aeronáutica do continente. Fiquem bem, Jorge Ruivo

















































 

Panavia Tornado assinala, em 14 de agosto de 2026, o 52.º aniversário do seu primeiro voo. O protótipo voou pela primeira vez em 14 de agosto de 1974, em Manching, na Alemanha, dando início à carreira de uma das mais importantes aeronaves de combate desenvolvidas na Europa.

Construído por um consórcio formado pelo Reino Unido, pela Alemanha Ocidental e pela Itália, o Tornado nasceu do programa Multi Role Combat Aircraft (MRCA). O objetivo era criar uma aeronave supersónica, capaz de executar missões de ataque e interdição a baixa altitude, em quaisquer condições meteorológicas. A Arábia Saudita tornou-se posteriormente o único cliente estrangeiro do programa.

A sua característica mais reconhecível é a asa de geometria variável, que permitia combinar boas qualidades de voo a baixa velocidade com elevado desempenho supersónico. Equipado com dois motores Turbo-Union RB199, o Tornado transportava normalmente dois tripulantes e podia utilizar bombas convencionais e guiadas, mísseis, equipamentos de reconhecimento e sistemas de guerra eletrónica.

Foram produzidas três versões principais. O Tornado IDS Interdiction Strike destinava-se sobretudo ao ataque ao solo, à interdição, ao reconhecimento e à luta antinavio. O Tornado ECR Electronic Combat and Reconnaissance foi especializado em guerra eletrónica, reconhecimento e supressão das defesas aéreas inimigas. Já o Tornado ADV Air Defence Variant foi desenvolvido para a defesa aérea britânica e equipado com radar e mísseis ar-ar de longo alcance.

Momentos históricos

O Tornado entrou ao serviço no final da década de 1970 e teve o seu primeiro grande teste operacional durante a Guerra do Golfo de 1991, participando em missões de ataque e reconhecimento. Tornados britânicos e italianos foram posteriormente utilizados na Bósnia, no Kosovo e na Guerra do Iraque. A aeronave participou ainda em operações contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria, além de numerosos exercícios e missões da NATO.

Ao longo da sua carreira, o Tornado foi operado por quatro países: Alemanha, Itália, Reino Unido e Arábia Saudita. A Royal Air Force retirou os seus últimos Tornado GR.4 em 2019. Atualmente, o tipo continua em serviço na Alemanha, Itália e Arábia Saudita, embora as respetivas frotas estejam a ser progressivamente reduzidas.

Esquadras atuais

Na Alemanha, os Tornado são operados pelo Taktisches Luftwaffengeschwader 33, em Büchel, responsável principalmente por missões IDS, e pelo Taktisches Luftwaffengeschwader 51 “Immelmann”, em Jagel, que opera versões ECR e de reconhecimento. Estas são as duas principais unidades alemãs equipadas com o modelo.

Na Itália, os Tornado estão concentrados no 6.º Stormo “Alfredo Fusco”, em Ghedi. Desde julho de 2025, a 154.ª Gruppo “Diavoli Rossi” passou dos Tornado IDS para os F-35A. Alguns aparelhos e elementos da unidade foram integrados ou transferidos para a 155.ª Gruppo ETS “Pantere Nere”, mas os restantes IDS foram progressivamente retirados ou colocados em reserva. Assim, a 155.ª Gruppo continua a ser a principal unidade italiana de Tornado, operando sobretudo a versão ECR em missões de guerra eletrónica e supressão das defesas aéreas.

A Arábia Saudita continua a operar Tornado IDS através da sua força aérea, embora a distribuição atual das aeronaves por esquadra não seja divulgada de forma consistente em fontes abertas. A Alemanha e a Itália estão a substituir progressivamente os seus Tornado por Eurofighter Typhoon e F-35 Lightning II.

Um legado dourado

Com quase mil aeronaves produzidas, o Panavia Tornado constituiu um dos maiores programas de cooperação militar europeia. A sua asa de geometria variável, a capacidade de voo supersónico a baixa altitude e a versatilidade operacional fizeram dele uma aeronave marcante da Guerra Fria e dos conflitos posteriores.

Mais de cinco décadas depois do primeiro voo, o Tornado continua a ser um dos aviões de combate europeus mais reconhecidos, tanto pela sua importância histórica como pelo contributo que deu ao desenvolvimento da indústria aeronáutica do continente. Fiquem bem, Jorge Ruivo

















































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