sábado, 1 de agosto de 2026

F-16 portugueses encerram quatro meses de operações de alerta permanente no flanco oriental da NATO

Destacamento da Força Aérea Portuguesa encerrou quatro meses de operações na primeira linha da defesa do flanco oriental da Aliança Atlântica

Sob um céu marcado pela presença dos Lockheed Martin F-16AM Fighting Falcon da Força Aérea Portuguesa, a Base Aérea de Ämari, na Estónia, recebeu, a 31 de julho, a cerimónia que assinalou o encerramento da participação nacional na missão NATO Enhanced Air Policing 2026 (eAP26). O momento marcou igualmente a passagem de responsabilidades para a Força Aérea Turca, encerrando mais um destacamento português na defesa do espaço aéreo dos Países Bálticos.

Presente na cerimónia, o Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, manifestou orgulho e reconhecimento pela forma exemplar como a missão, de quatro meses, foi cumprida, enaltecendo o profissionalismo, a dedicação e a elevada prontidão demonstrados pelos militares portugueses ao longo do destacamento.

Nuno Melo esteve acompanhado pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Sérgio Pereira, pelo Embaixador de Portugal na Estónia, José Pereira, e por diversas autoridades civis e militares portuguesas e estónias. Na sua intervenção, o Ministro sublinhou que os militares portugueses estiveram "na primeira linha da defesa" da NATO, num momento em que o ambiente de segurança europeu continua profundamente condicionado pela guerra na Ucrânia e pela crescente atividade militar russa na região do Mar Báltico.

O destacamento da Força Aérea Portuguesa foi constituído por quatro Lockheed Martin F-16AM Fighting Falcon e cerca de 95 militares, que, entre 1 de abril e 31 de julho de 2026, asseguraram a missão de Quick Reaction Alert (QRA) a partir da Base Aérea de Ämari. A operação garantiu a vigilância e defesa do espaço aéreo da Estónia, Letónia e Lituânia, países que não dispõem de meios de caça próprios para assegurar permanentemente esta capacidade.

Ao longo dos quatro meses de destacamento, os F-16 portugueses acumularam mais de 480 horas de voo e responderam a diversas ativações reais de Alpha Scramble, efetuando a identificação e acompanhamento de mais de 25 aeronaves militares russas que operavam sobre águas internacionais do Mar Báltico, nas proximidades do espaço aéreo aliado.

Entre as aeronaves intercetadas encontravam-se caças Sukhoi Su-24 Fencer, Su-27 Flanker e Su-30SM Flanker-H, bem como aviões de transporte Ilyushin Il-76 Candid, Antonov An-72 Coaler e aeronaves de inteligência eletrónica Ilyushin Il-20 Coot. Em praticamente todas estas missões, os aviões russos voavam sem plano de voo apresentado às autoridades civis competentes e sem estabelecer comunicações por rádio, circunstâncias que justificaram a intervenção dos caças da NATO para proceder à sua identificação visual e acompanhamento.

A missão Enhanced Air Policing integra as medidas de reforço da postura de dissuasão e defesa da NATO implementadas desde 2014, na sequência da anexação ilegal da Crimeia pela Federação Russa. Desde então, destacamentos rotativos de vários países aliados asseguram, de forma ininterrupta, a proteção do espaço aéreo dos Estados Bálticos, reforçando a credibilidade da defesa coletiva prevista no Artigo 5.º do Tratado do Atlântico Norte.

Esta foi a nona participação portuguesa na missão de policiamento aéreo dos Países Bálticos e a segunda realizada a partir da Base Aérea de Ämari, confirmando o compromisso continuado de Portugal com a segurança do flanco oriental da Aliança. Ao longo dos últimos anos, a Força Aérea Portuguesa tem demonstrado uma elevada capacidade de projeção de forças, interoperabilidade e resposta operacional, consolidando o seu papel entre as forças aéreas aliadas.

Com o regresso do destacamento a Portugal, termina mais uma missão exigente, mas também mais uma demonstração da capacidade da Força Aérea Portuguesa para operar longe do território nacional, mantendo elevados padrões de prontidão e eficácia. Numa Europa marcada por um contexto de segurança cada vez mais desafiante, a presença portuguesa em Ämari constituiu um contributo relevante para a estabilidade regional e para a credibilidade da postura de dissuasão da NATO.

Fotos: CEMGFA e FAP





























Destacamento da Força Aérea Portuguesa encerrou quatro meses de operações na primeira linha da defesa do flanco oriental da Aliança Atlântica

Sob um céu marcado pela presença dos Lockheed Martin F-16AM Fighting Falcon da Força Aérea Portuguesa, a Base Aérea de Ämari, na Estónia, recebeu, a 31 de julho, a cerimónia que assinalou o encerramento da participação nacional na missão NATO Enhanced Air Policing 2026 (eAP26). O momento marcou igualmente a passagem de responsabilidades para a Força Aérea Turca, encerrando mais um destacamento português na defesa do espaço aéreo dos Países Bálticos.

Presente na cerimónia, o Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, manifestou orgulho e reconhecimento pela forma exemplar como a missão, de quatro meses, foi cumprida, enaltecendo o profissionalismo, a dedicação e a elevada prontidão demonstrados pelos militares portugueses ao longo do destacamento.

Nuno Melo esteve acompanhado pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Sérgio Pereira, pelo Embaixador de Portugal na Estónia, José Pereira, e por diversas autoridades civis e militares portuguesas e estónias. Na sua intervenção, o Ministro sublinhou que os militares portugueses estiveram "na primeira linha da defesa" da NATO, num momento em que o ambiente de segurança europeu continua profundamente condicionado pela guerra na Ucrânia e pela crescente atividade militar russa na região do Mar Báltico.

O destacamento da Força Aérea Portuguesa foi constituído por quatro Lockheed Martin F-16AM Fighting Falcon e cerca de 95 militares, que, entre 1 de abril e 31 de julho de 2026, asseguraram a missão de Quick Reaction Alert (QRA) a partir da Base Aérea de Ämari. A operação garantiu a vigilância e defesa do espaço aéreo da Estónia, Letónia e Lituânia, países que não dispõem de meios de caça próprios para assegurar permanentemente esta capacidade.

Ao longo dos quatro meses de destacamento, os F-16 portugueses acumularam mais de 480 horas de voo e responderam a diversas ativações reais de Alpha Scramble, efetuando a identificação e acompanhamento de mais de 25 aeronaves militares russas que operavam sobre águas internacionais do Mar Báltico, nas proximidades do espaço aéreo aliado.

Entre as aeronaves intercetadas encontravam-se caças Sukhoi Su-24 Fencer, Su-27 Flanker e Su-30SM Flanker-H, bem como aviões de transporte Ilyushin Il-76 Candid, Antonov An-72 Coaler e aeronaves de inteligência eletrónica Ilyushin Il-20 Coot. Em praticamente todas estas missões, os aviões russos voavam sem plano de voo apresentado às autoridades civis competentes e sem estabelecer comunicações por rádio, circunstâncias que justificaram a intervenção dos caças da NATO para proceder à sua identificação visual e acompanhamento.

A missão Enhanced Air Policing integra as medidas de reforço da postura de dissuasão e defesa da NATO implementadas desde 2014, na sequência da anexação ilegal da Crimeia pela Federação Russa. Desde então, destacamentos rotativos de vários países aliados asseguram, de forma ininterrupta, a proteção do espaço aéreo dos Estados Bálticos, reforçando a credibilidade da defesa coletiva prevista no Artigo 5.º do Tratado do Atlântico Norte.

Esta foi a nona participação portuguesa na missão de policiamento aéreo dos Países Bálticos e a segunda realizada a partir da Base Aérea de Ämari, confirmando o compromisso continuado de Portugal com a segurança do flanco oriental da Aliança. Ao longo dos últimos anos, a Força Aérea Portuguesa tem demonstrado uma elevada capacidade de projeção de forças, interoperabilidade e resposta operacional, consolidando o seu papel entre as forças aéreas aliadas.

Com o regresso do destacamento a Portugal, termina mais uma missão exigente, mas também mais uma demonstração da capacidade da Força Aérea Portuguesa para operar longe do território nacional, mantendo elevados padrões de prontidão e eficácia. Numa Europa marcada por um contexto de segurança cada vez mais desafiante, a presença portuguesa em Ämari constituiu um contributo relevante para a estabilidade regional e para a credibilidade da postura de dissuasão da NATO.

Fotos: CEMGFA e FAP