quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

USS Enterprise (CVN 65)

A bordo do USS Enterprise, o Big E como é conhecido. Fora do imaginável e uma coisa é certa, não fazia parte dos meus planos estar a bordo de um Porta Aviões no ano 2011, mas uma vez que se proporcionou, foi realmente um momento alto da minha já longa actividade ligada à fotografia de aviação. E logo no lendário USS Enterprise, o maior Porta Aviões do mundo em actividade já com cerca de 50 anos de vida operacional. Desde 1961 com a crise dos misseis de Cuba, onde esteve no bloqueio, passando pelo Vietnam onde sofreu um dos maiores acidentes a 14 Janeiro de 1969, um brutal incêndio motivado pela deflagração de uma munição real no convés originando um grande incêndio com bastantes baixas americanas, foi recuperado e manteve-se até ao final do conflito nessa altura já com F-14 a bordo. Esteve também na Guerra do Golfo em 1991 e na mais recente, passando pelo conflito no Libano e também pelo Afeganistão. Tem portanto um reportório de missões que dariam para fazer uma enciclopédia. Checkmates (VFA-21), Red Rippers (VFA-11), Dragonslayers (HS-11), Srewtops (VAW-123), Thunderbolts (VMFA-251), Knighthawks (VFA-136) e Rooks (VAQ-137), são as esquadras embarcadas em tão imponente vaso militar. Poder fotografar os novos F-18 Super Hornet que vieram substituir o magnifico F-14 Tomcat, devido á relação custo vs eficiencia, fotografar talvez pela ultima vez o EA-6 Prowler que pela sua idade esta para ser retirado e ser subtituido pelo F-18 Growler, o que daqui a uns tempo a bordo de um Porta Aviões apenas temos os helicopteros e várias versões do F-18... para os fotografos é monotono. Pisar o convés do Enterprise com tantas aeronaves estacionadas de forma ordenada e devidamente enquadradas para ocupar pouco espaço, foi sensacional. Um dos primeiros livros de aviação que comprei, foi o "The Cutting Edge", cujo autor piloto de F-14 Tomcat, descreve na primeira pessoa a vida num Porta Aviões. Voltando á realidade, esta minha visita teve como particularidade o facto de não saber para que lado me virar para fotografar, é que eram aviões por todos os lados, ângulos, mas quando cheguei a casa e percorri na máquina todas as fotos que tirei, exclamei: "Só isto?". Bem foi um dia em cheio, digamos que foi uma visita a uma exposição estática, ficamos à espera agora da outra. Fiquem bem, Jorge Ruivo. Ah! Já me esqucia, é claro que tive de deixar o Comandante tirar uma foto comigo (just kidding). Ok
A bordo do USS Enterprise, o Big E como é conhecido. Fora do imaginável e uma coisa é certa, não fazia parte dos meus planos estar a bordo de um Porta Aviões no ano 2011, mas uma vez que se proporcionou, foi realmente um momento alto da minha já longa actividade ligada à fotografia de aviação. E logo no lendário USS Enterprise, o maior Porta Aviões do mundo em actividade já com cerca de 50 anos de vida operacional. Desde 1961 com a crise dos misseis de Cuba, onde esteve no bloqueio, passando pelo Vietnam onde sofreu um dos maiores acidentes a 14 Janeiro de 1969, um brutal incêndio motivado pela deflagração de uma munição real no convés originando um grande incêndio com bastantes baixas americanas, foi recuperado e manteve-se até ao final do conflito nessa altura já com F-14 a bordo. Esteve também na Guerra do Golfo em 1991 e na mais recente, passando pelo conflito no Libano e também pelo Afeganistão. Tem portanto um reportório de missões que dariam para fazer uma enciclopédia. Checkmates (VFA-21), Red Rippers (VFA-11), Dragonslayers (HS-11), Srewtops (VAW-123), Thunderbolts (VMFA-251), Knighthawks (VFA-136) e Rooks (VAQ-137), são as esquadras embarcadas em tão imponente vaso militar. Poder fotografar os novos F-18 Super Hornet que vieram substituir o magnifico F-14 Tomcat, devido á relação custo vs eficiencia, fotografar talvez pela ultima vez o EA-6 Prowler que pela sua idade esta para ser retirado e ser subtituido pelo F-18 Growler, o que daqui a uns tempo a bordo de um Porta Aviões apenas temos os helicopteros e várias versões do F-18... para os fotografos é monotono. Pisar o convés do Enterprise com tantas aeronaves estacionadas de forma ordenada e devidamente enquadradas para ocupar pouco espaço, foi sensacional. Um dos primeiros livros de aviação que comprei, foi o "The Cutting Edge", cujo autor piloto de F-14 Tomcat, descreve na primeira pessoa a vida num Porta Aviões. Voltando á realidade, esta minha visita teve como particularidade o facto de não saber para que lado me virar para fotografar, é que eram aviões por todos os lados, ângulos, mas quando cheguei a casa e percorri na máquina todas as fotos que tirei, exclamei: "Só isto?". Bem foi um dia em cheio, digamos que foi uma visita a uma exposição estática, ficamos à espera agora da outra. Fiquem bem, Jorge Ruivo. Ah! Já me esqucia, é claro que tive de deixar o Comandante tirar uma foto comigo (just kidding). Ok

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Esquadra 751 - 2.500 Vidas Salvas

Esquadra 751 - 2.500 vidas salvas. Não podia deixar passar este tão nobre momento dos "Pumas" por isso vou deixar aqui esta referência. Das vezes que contactei com estes militares, através das visitas efectuadas à Base Aérea 6 do Montijo, dos Spotterdays, fico com a clara sensação que lhes está bem patente o seu lema: "Para que outros vivam" e é mesmo, basta ouvi-los. Já é um habito estar diante da televisão e ouvirmos ou vermos uma noticia de mais uma vida salva por estes militares, nos Açores, na Madeira e ao largo da costa portuguesa aí estão eles a desempenhar magnificamente a sua missão. Mas não é só por cá, ainda o ano passado uma tripulação do EH-101 recebeu o prémio "Ancla de Prata" no “Salão Náutico Internacional de Barcelona”, atribuído pela Rádio Nacional de Espanha e pela Direcção-Geral da Marinha Mercante e pela Sociedade de Salvamento e Segurança Marítima Espanhola, porque em condições adversas no dia 30 de Março, 5 tripulantes foram salvos da embarcação "KEA" ao largo de Santiago Compostela. Aqui ficam os meus parabéns a toda a esquadra. É claro que isto só me deixa mais ansioso para concretizar a oportunidade que vou ter para passar um dia com eles. E para terminar fazer uma referencia ao patch comemorativo deste momento, bem à altura e só podia ser desenhado por uma pessoa, Miguel Amaral. Grande Miguel. Fiquem bem, Jorge Ruivo
Esquadra 751 - 2.500 vidas salvas. Não podia deixar passar este tão nobre momento dos "Pumas" por isso vou deixar aqui esta referência. Das vezes que contactei com estes militares, através das visitas efectuadas à Base Aérea 6 do Montijo, dos Spotterdays, fico com a clara sensação que lhes está bem patente o seu lema: "Para que outros vivam" e é mesmo, basta ouvi-los. Já é um habito estar diante da televisão e ouvirmos ou vermos uma noticia de mais uma vida salva por estes militares, nos Açores, na Madeira e ao largo da costa portuguesa aí estão eles a desempenhar magnificamente a sua missão. Mas não é só por cá, ainda o ano passado uma tripulação do EH-101 recebeu o prémio "Ancla de Prata" no “Salão Náutico Internacional de Barcelona”, atribuído pela Rádio Nacional de Espanha e pela Direcção-Geral da Marinha Mercante e pela Sociedade de Salvamento e Segurança Marítima Espanhola, porque em condições adversas no dia 30 de Março, 5 tripulantes foram salvos da embarcação "KEA" ao largo de Santiago Compostela. Aqui ficam os meus parabéns a toda a esquadra. É claro que isto só me deixa mais ansioso para concretizar a oportunidade que vou ter para passar um dia com eles. E para terminar fazer uma referencia ao patch comemorativo deste momento, bem à altura e só podia ser desenhado por uma pessoa, Miguel Amaral. Grande Miguel. Fiquem bem, Jorge Ruivo

sábado, 1 de janeiro de 2011

Best of...2010

Aproveitando a mudança de ano, há que mudar a "cara" do blog, então aproveito para colocar como cabeçalho um dos melhores momentos de 2010. Uma sessão fotografia ar-ar com o "Sabre", o mais bonito F-16 que voou nos nossos céus. Pode não parecer mas o ano passou num ápice e quase não damos por isso, sim, estamos de novo a comemorar mais uma passagem deano. Fazendo uma pequena retrospectiva do que de melhor me aconteceu em 2010 vou ter que salientar 5 momentos que acho que foram dos mais marcantes deste ano que passou e passa a apresênt´-los por ordem cronológica de datas. O primeiro momento terá sido a visita a Beja e presenciar um treino dos Rotores de Portugal, ao longo do ano não tive mais nenhumaoportunidade de os ver actuar e como sou um fã das nossa esquadras acrobáticas, foi um momento muito interessante até porque no fim acabei a fazer parte do grupo de discussão do patch para o ano 2010. De seguida foi o curso ar-ar que efectuei na Bélgica, na Academia air2air, mais concretamente em Zoerzl durante o Chipmeet 2010, o curso foidivido em 2 partes a teórica e a tão esperada prática que consistiu num voo de 1 hora num avião com o porão de trás aberto e onde apareciam diversas aeronaves para nós fotografarmos de frente, ou seja, de uma maneira diferente do habitual. Seguiu-se o RIAT 2010 onde eu destaco as diversas performances do F-22, uma aeronave muito à frente das queestamos habituados a ver, com umas capacidades de manobra fantásticas. Além do F-22, impressionou-me o Me-109, nunca tinha visto um ao vivo, e conjuntamente com a formação da comemoração dos 70 da Batalha de Inglaterra foram também para as atracções do evento. Em finais de Julho, eis que surge o momento do ano, uma sessão ar-ar com o F-16 "Sabre", aquipouco mais há a salientar que não o agradecimento à Força Aérea pela oportunidade que me foi disponibilizada, inesquécivel. E atendendo ao facto de que o Sabre infelizmente deixou de voar, porque chegou a hora de se proceder à sua transformação para MLU, são sem duvida um autentico tesouro. De seguida falo-vos da minha ida ao Tigermeet,como é o meu exercício militar preferido pelas pinturas efectuadas aos aviões, deu origem a mias umas centenas de fotos com a particularidade de não terem sol. O que é raro não é? ah ah ah. Este tema teve na origem do meu primeiro artigo o que para mim foi algo bastante importante e espero que se sigam outros. Por fim mas não menos importantea Base Aérea 5 de Monte Real, não como um momento, mas vários, desde o spotterday, ao dia de Base aberta, ar-ar com o Sabre, FWIT e final da Era OCU. O ano de 2010 foi recheado de bons momentos de fotografia, o 2011 já aí está e promete ser tão bom ou melhor. Vamos ver. Fiquem bem, obrigado por perderem o vosso tempo por aqui. Jorge Ruivo.
Aproveitando a mudança de ano, há que mudar a "cara" do blog, então aproveito para colocar como cabeçalho um dos melhores momentos de 2010. Uma sessão fotografia ar-ar com o "Sabre", o mais bonito F-16 que voou nos nossos céus. Pode não parecer mas o ano passou num ápice e quase não damos por isso, sim, estamos de novo a comemorar mais uma passagem deano. Fazendo uma pequena retrospectiva do que de melhor me aconteceu em 2010 vou ter que salientar 5 momentos que acho que foram dos mais marcantes deste ano que passou e passa a apresênt´-los por ordem cronológica de datas. O primeiro momento terá sido a visita a Beja e presenciar um treino dos Rotores de Portugal, ao longo do ano não tive mais nenhumaoportunidade de os ver actuar e como sou um fã das nossa esquadras acrobáticas, foi um momento muito interessante até porque no fim acabei a fazer parte do grupo de discussão do patch para o ano 2010. De seguida foi o curso ar-ar que efectuei na Bélgica, na Academia air2air, mais concretamente em Zoerzl durante o Chipmeet 2010, o curso foidivido em 2 partes a teórica e a tão esperada prática que consistiu num voo de 1 hora num avião com o porão de trás aberto e onde apareciam diversas aeronaves para nós fotografarmos de frente, ou seja, de uma maneira diferente do habitual. Seguiu-se o RIAT 2010 onde eu destaco as diversas performances do F-22, uma aeronave muito à frente das queestamos habituados a ver, com umas capacidades de manobra fantásticas. Além do F-22, impressionou-me o Me-109, nunca tinha visto um ao vivo, e conjuntamente com a formação da comemoração dos 70 da Batalha de Inglaterra foram também para as atracções do evento. Em finais de Julho, eis que surge o momento do ano, uma sessão ar-ar com o F-16 "Sabre", aquipouco mais há a salientar que não o agradecimento à Força Aérea pela oportunidade que me foi disponibilizada, inesquécivel. E atendendo ao facto de que o Sabre infelizmente deixou de voar, porque chegou a hora de se proceder à sua transformação para MLU, são sem duvida um autentico tesouro. De seguida falo-vos da minha ida ao Tigermeet,como é o meu exercício militar preferido pelas pinturas efectuadas aos aviões, deu origem a mias umas centenas de fotos com a particularidade de não terem sol. O que é raro não é? ah ah ah. Este tema teve na origem do meu primeiro artigo o que para mim foi algo bastante importante e espero que se sigam outros. Por fim mas não menos importantea Base Aérea 5 de Monte Real, não como um momento, mas vários, desde o spotterday, ao dia de Base aberta, ar-ar com o Sabre, FWIT e final da Era OCU. O ano de 2010 foi recheado de bons momentos de fotografia, o 2011 já aí está e promete ser tão bom ou melhor. Vamos ver. Fiquem bem, obrigado por perderem o vosso tempo por aqui. Jorge Ruivo.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Thunderbirds na Europa!!!

Thunderbirds... here they comming. O próximo ano vai ficar marcado do ponto de vista aéronautico, pela presença dos Thunderbirds em diversos festivais aéreos na Europa. Uma das mais prestigiadas e famosas patrulhas acrobáticas dos Estados Unidos baseada em Nellis AFB, Las Vegas, Nevada, é composta por 6 F-16 com uma pintura bem caracteristica, com asmesmas cores da bandeira americana, usando actualmente a versão C/D Block 52 com um motor F100-PW-229, irá fazer as delicias dos milhares de entusiastas que irão ter a oportunidade de os ver evoluir no ar. Formados em 25 de Maio de 1953 na Base de Luke, Arizona, para serem a patrulha acrobática da Força Aérea. O primeiro jacto a fazer parte da esquadra foi o F-84G Thunderjet, no entanto foi logo substituído no ano seguinte pelo F-84F Thunderstreak, que levaria os primeiros tanques de fumo. Em 1956 foi o ano da mudança, tornaram-se na primeira patrulha acrobática supersónica do mundo através do caça F-100C Super Sabre, a mudaram-se fisicamente para a Base de Nellis. Neste ano fazia parte da Demo o voo supersónico que eraefectuado por um dos solos, mas foi logo banido pelas autoridades e até hoje é sempre efectuado em velocidades subsónicas. Em 1964 e em apenas 6 shows, foi utilizado o F-105B Thunderchief, mas devido a terem de se efectuar grandes alterações no avião, resultou no regresso fo F-100 Super Sabre, mas agora na versão D. Em 1969 foi avez dos F-4E Phantom II fazer parte da patrulha, e foi com esta aeronave que ficou a côr branca como a base da pintura dos Thunderbirds. Em 1979 com a crise do petróleo, chegou o mais económico e não menos bonito T-38 Talon, quebrando aqui a tradição da patrulha de ter no team um caça da linha da frente de combate, situação que se veio a verificar até 1981, quandoaconteceu o mais terrível acidente aéreo da patrulha com o acidente dos 4 Talon. Só em 1983 a patrulha volta aos céus e agora com o nono avião, o moderníssimo F-16A/B Block 15, voltando também á antiga tradição de ter um caça no team. Em 1992 mudou para a versão C/D Block 32 e após 2009 com o Block 52. Em 2007 tive o privilégio de os ver actuarpela 1ª vez na Inglaterra durante o RIAT. Acho a demonstração bem caracteristica e ao estilo americano com um speaker bastante emotivo e fazem um mix de passagens em formação com voos baixos dos solos quando menos esperamos. As fotos aqui colocadas foram tiradas no RIAT de 2007. Fiquem bem, um Feliz Natal para todos. Jorge Ruivo
Thunderbirds... here they comming. O próximo ano vai ficar marcado do ponto de vista aéronautico, pela presença dos Thunderbirds em diversos festivais aéreos na Europa. Uma das mais prestigiadas e famosas patrulhas acrobáticas dos Estados Unidos baseada em Nellis AFB, Las Vegas, Nevada, é composta por 6 F-16 com uma pintura bem caracteristica, com asmesmas cores da bandeira americana, usando actualmente a versão C/D Block 52 com um motor F100-PW-229, irá fazer as delicias dos milhares de entusiastas que irão ter a oportunidade de os ver evoluir no ar. Formados em 25 de Maio de 1953 na Base de Luke, Arizona, para serem a patrulha acrobática da Força Aérea. O primeiro jacto a fazer parte da esquadra foi o F-84G Thunderjet, no entanto foi logo substituído no ano seguinte pelo F-84F Thunderstreak, que levaria os primeiros tanques de fumo. Em 1956 foi o ano da mudança, tornaram-se na primeira patrulha acrobática supersónica do mundo através do caça F-100C Super Sabre, a mudaram-se fisicamente para a Base de Nellis. Neste ano fazia parte da Demo o voo supersónico que eraefectuado por um dos solos, mas foi logo banido pelas autoridades e até hoje é sempre efectuado em velocidades subsónicas. Em 1964 e em apenas 6 shows, foi utilizado o F-105B Thunderchief, mas devido a terem de se efectuar grandes alterações no avião, resultou no regresso fo F-100 Super Sabre, mas agora na versão D. Em 1969 foi avez dos F-4E Phantom II fazer parte da patrulha, e foi com esta aeronave que ficou a côr branca como a base da pintura dos Thunderbirds. Em 1979 com a crise do petróleo, chegou o mais económico e não menos bonito T-38 Talon, quebrando aqui a tradição da patrulha de ter no team um caça da linha da frente de combate, situação que se veio a verificar até 1981, quandoaconteceu o mais terrível acidente aéreo da patrulha com o acidente dos 4 Talon. Só em 1983 a patrulha volta aos céus e agora com o nono avião, o moderníssimo F-16A/B Block 15, voltando também á antiga tradição de ter um caça no team. Em 1992 mudou para a versão C/D Block 32 e após 2009 com o Block 52. Em 2007 tive o privilégio de os ver actuarpela 1ª vez na Inglaterra durante o RIAT. Acho a demonstração bem caracteristica e ao estilo americano com um speaker bastante emotivo e fazem um mix de passagens em formação com voos baixos dos solos quando menos esperamos. As fotos aqui colocadas foram tiradas no RIAT de 2007. Fiquem bem, um Feliz Natal para todos. Jorge Ruivo

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O adeus ao Harrier / Farewell Harrier

2010 será o final anunciado de uma das mais prestigiadas aeronaves britânicas, conhecido como o "Jump Jet", o Harrier ficará na história ao lado de um Spitfire, Concorde ou mesmo um Lencaster. Fruto da consequencia dos cortes orçamentais, que os governos implementam para contribuir para as diminuições dos seus deficits financeiros, vamos efectivamente deixar de poder observar nos céus esta magnifica aeronave. O Harrier é um avião com umas linhas e caracteristicas próprias, pode aterrar e descolar como as tradicionais aeronaves, ou então efectuar as mesmas manobras mas em vez de rolar pela pista, simplesmente aterra e descola verticalmente. Esta caracteristica era tida como uma vantagem em caso de conflito, as forças militares podiam fazer operar estas máquinas de guerra bem próximo das linhas da frente, devidamente camufladas, sem que para isso necessitassem de uma pista de asfalto. Efectuou o 1º voo em 1960 sob a designação P.1127 e cedo demonstrou a fiabilidade da tecnologia VTOL. Operacional desde 1969, teve o seu primeiro embate na Guerra das Malvinas (versão Sea Harrier da Royal Navy), com 20 "kill markings" de aviões Argentinos contra zero perdas em combates ar-ar. Esteve também presente nos diversos conflitos internacionais como os Balcãs, a Guerra do Golfe no Iraque e no Afeganistão. Porem a 19 de Outubro foi definido pelo Governo Britânico a sua retirada de serviço, na nova Estratégia de Defesa. Será sempre uma perda para um entusiasta como eu, habituado a ver as suas demosntrações de performance no RIAT, mas aqui bem perto, a Espanha deverá manter o Harrier na Marinha, pelo que o Festival de Vigo poderá ser uma boa hipotese no futuro. Países como os Estados Unidos, Itália, India e Tailândia vão ainda continuar a operar este avião, por isso também são alternativas a uma visita para "matar saudades" ahahahah. A primeira vez que estive ao pé de um Harrier foi em 1992 em Sintra durante o Festival Aéreo da Força Aérea e a última foi em Julho deste ano no RIAT onde fez uma Demo ao nível que sempre me habituou, simplesmente espectacular. Por agora é tudo, fiquem bem. Jorge Ruivo
2010 será o final anunciado de uma das mais prestigiadas aeronaves britânicas, conhecido como o "Jump Jet", o Harrier ficará na história ao lado de um Spitfire, Concorde ou mesmo um Lencaster. Fruto da consequencia dos cortes orçamentais, que os governos implementam para contribuir para as diminuições dos seus deficits financeiros, vamos efectivamente deixar de poder observar nos céus esta magnifica aeronave. O Harrier é um avião com umas linhas e caracteristicas próprias, pode aterrar e descolar como as tradicionais aeronaves, ou então efectuar as mesmas manobras mas em vez de rolar pela pista, simplesmente aterra e descola verticalmente. Esta caracteristica era tida como uma vantagem em caso de conflito, as forças militares podiam fazer operar estas máquinas de guerra bem próximo das linhas da frente, devidamente camufladas, sem que para isso necessitassem de uma pista de asfalto. Efectuou o 1º voo em 1960 sob a designação P.1127 e cedo demonstrou a fiabilidade da tecnologia VTOL. Operacional desde 1969, teve o seu primeiro embate na Guerra das Malvinas (versão Sea Harrier da Royal Navy), com 20 "kill markings" de aviões Argentinos contra zero perdas em combates ar-ar. Esteve também presente nos diversos conflitos internacionais como os Balcãs, a Guerra do Golfe no Iraque e no Afeganistão. Porem a 19 de Outubro foi definido pelo Governo Britânico a sua retirada de serviço, na nova Estratégia de Defesa. Será sempre uma perda para um entusiasta como eu, habituado a ver as suas demosntrações de performance no RIAT, mas aqui bem perto, a Espanha deverá manter o Harrier na Marinha, pelo que o Festival de Vigo poderá ser uma boa hipotese no futuro. Países como os Estados Unidos, Itália, India e Tailândia vão ainda continuar a operar este avião, por isso também são alternativas a uma visita para "matar saudades" ahahahah. A primeira vez que estive ao pé de um Harrier foi em 1992 em Sintra durante o Festival Aéreo da Força Aérea e a última foi em Julho deste ano no RIAT onde fez uma Demo ao nível que sempre me habituou, simplesmente espectacular. Por agora é tudo, fiquem bem. Jorge Ruivo

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

CannonTwo - Clear to Take Off

Pois foi um dia inesquécivel. Faz hoje precisamente 2 anos que voei num dos melhores caças do mundo. Passaram-se umas centenas largas de dias, mas ainda hoje sinto que parece que foi ontem. Foi um bastante violento do ponto de vista físico, quase 2 horas sempre a "dar-lhe" e depois ainda se seguiu uma aula de ginásio durante 45 minutos. Mas antes, muito importante, o almoço foi uma feijoada á transmontana...sim para ir bem compostinho lápara cima. Ah! Também importante, não esqueço o facto de ter 2 amigos nos locais habituais a fotografar-me, a eles, Álvaro Gonçalves e Marcos Figueiredo, o meu especial agradecimento, pelo facto de me poder ver nas suas fotos. A manhã foi passada a ajustar o equipamento de voo e o briefing de "back seat", nada mais que diversos procedimentos de segurança esobrevivência, de tarde foi a missão, um voo de 1 hora e 51 minutos. A sensação de estar no ar, a bordo de um F-16, um dos melhores caças do mundo e mesmo indescritível, pelo menos para mim, que estava a concretizar um sonho. Eu tentava absorver tudo ao mesmo tempo, sensação de estar no ar, a visão, olhar para qualquer lado da "bolha de vidro" e ver bem, tudo áminha volta, o mar a terra, é que tinha plena consciência que ia ser apenas um momento e tinha de aproveitar ao máximo tudo. Digamos que 1 segundo real deveria corresponder a 1 minuto do meu sonho. Relativamente ao que passei lá em cima, digamos que as forças G's, foram sem dúvida alguma algo que nunca imaginei ter como sensação. O que me aconteceu foi quehavia ali algo que me "esborrachava" na cadeira, eu reagia da forma que me ensinaram no briefing, contendo a respiração, contar até 3 e expirar de uma só vez e inspirar de novo. Simultâneamente tinha de fazer força nas pernas para contrair os músculos e isto originava que o cerebro não deixasse de receber sangue e me manteria "acordado".Sim eu cheguei aos 8,5 G's e não me apaguei. Outra situação diferente foi a sensação de velocidade, que não teve nada de especial, apenas quando descolei em full-afterburn, aí sim, parecia de tinha levado um pontapé, mas digo-vos que era aventura para repetir. Outro aspecto, foi o facto de ter efectuado as mesmas manobras no F-16 de que eu gosto defotografar quando tenho os pés no chão. Hoje quando estou em Monte Real a fotografar nos locais de spotting, e passa um F-16, que eu não paro de fotografar, penso sempre: - já fiz aquela manobra e sei qual é a sensação que o piloto está a passar. Este momento ficará para sempre marcado em mim, como já disse anteriormente, porque não é todos os dias que se concretiza um sonho. Fiquem bem, Jorge Ruivo
Pois foi um dia inesquécivel. Faz hoje precisamente 2 anos que voei num dos melhores caças do mundo. Passaram-se umas centenas largas de dias, mas ainda hoje sinto que parece que foi ontem. Foi um bastante violento do ponto de vista físico, quase 2 horas sempre a "dar-lhe" e depois ainda se seguiu uma aula de ginásio durante 45 minutos. Mas antes, muito importante, o almoço foi uma feijoada á transmontana...sim para ir bem compostinho lápara cima. Ah! Também importante, não esqueço o facto de ter 2 amigos nos locais habituais a fotografar-me, a eles, Álvaro Gonçalves e Marcos Figueiredo, o meu especial agradecimento, pelo facto de me poder ver nas suas fotos. A manhã foi passada a ajustar o equipamento de voo e o briefing de "back seat", nada mais que diversos procedimentos de segurança esobrevivência, de tarde foi a missão, um voo de 1 hora e 51 minutos. A sensação de estar no ar, a bordo de um F-16, um dos melhores caças do mundo e mesmo indescritível, pelo menos para mim, que estava a concretizar um sonho. Eu tentava absorver tudo ao mesmo tempo, sensação de estar no ar, a visão, olhar para qualquer lado da "bolha de vidro" e ver bem, tudo áminha volta, o mar a terra, é que tinha plena consciência que ia ser apenas um momento e tinha de aproveitar ao máximo tudo. Digamos que 1 segundo real deveria corresponder a 1 minuto do meu sonho. Relativamente ao que passei lá em cima, digamos que as forças G's, foram sem dúvida alguma algo que nunca imaginei ter como sensação. O que me aconteceu foi quehavia ali algo que me "esborrachava" na cadeira, eu reagia da forma que me ensinaram no briefing, contendo a respiração, contar até 3 e expirar de uma só vez e inspirar de novo. Simultâneamente tinha de fazer força nas pernas para contrair os músculos e isto originava que o cerebro não deixasse de receber sangue e me manteria "acordado".Sim eu cheguei aos 8,5 G's e não me apaguei. Outra situação diferente foi a sensação de velocidade, que não teve nada de especial, apenas quando descolei em full-afterburn, aí sim, parecia de tinha levado um pontapé, mas digo-vos que era aventura para repetir. Outro aspecto, foi o facto de ter efectuado as mesmas manobras no F-16 de que eu gosto defotografar quando tenho os pés no chão. Hoje quando estou em Monte Real a fotografar nos locais de spotting, e passa um F-16, que eu não paro de fotografar, penso sempre: - já fiz aquela manobra e sei qual é a sensação que o piloto está a passar. Este momento ficará para sempre marcado em mim, como já disse anteriormente, porque não é todos os dias que se concretiza um sonho. Fiquem bem, Jorge Ruivo

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tigermeet 2010

Decorreu entre 4 e 15 de Outubro o 49º Tigermeet, que se realizou na Base Aérea de Volkel , Holanda, e que este ano a Esquadra 313 teve a
honra de organizar. Mais de meia centena de aeronaves evoluíram no espaço aéreo holandês e não só, cuja ligação entre elas é o facto de terem um felino como símbolo das suas esquadras.Trata-se de um exercício militar no âmbito da Nato, anual, em que os pilotos executam missões de treino numa variedade de cenários sobre a terra e o mar. É pois, um palco de treinos essencial para a interligação entre esquadras, troca de
experiências ar-ar, ataque, baixa altitude e missões COMAO, todas elas com baste preparação em briefings e depois em debriefings após cada missão. Paralelamente é também um evento que proporciona aos amantes da aviação, os spotters, a possibilidade de poderem durante estes dias dar largas ao seu hobby, observar e fotografar, em média, cerca de 40 a 50 missões por cada
período de voo. Neste exercício, é tradição cada esquadra decorar pelo menos um avião com uma pintura alusiva ao evento, pintura tigre, que são oportunidades quase únicas de as fotografar, uma vez que após o mesmo, normalmente voltam á sua pintura original. O Próximo Tigermeet está previsto para Cambrai, em França, e será certamente um grande evento, uma vez que se comemorará o seu
50º aniversário. A associação foi criada em 1961, pelo 79 TFS da USAFE, que com o 74º Sqn da RAF e a esquadra 12/01 da Força Aérea Francesa tomaram a iniciativa de se juntarem para troca de experiências militares no âmbito da NATO. Este foi o texto da minha autoria que foi editado na revista Sirius. Fiquem bem. Jorge Ruivo
Decorreu entre 4 e 15 de Outubro o 49º Tigermeet, que se realizou na Base Aérea de Volkel , Holanda, e que este ano a Esquadra 313 teve a
honra de organizar. Mais de meia centena de aeronaves evoluíram no espaço aéreo holandês e não só, cuja ligação entre elas é o facto de terem um felino como símbolo das suas esquadras.Trata-se de um exercício militar no âmbito da Nato, anual, em que os pilotos executam missões de treino numa variedade de cenários sobre a terra e o mar. É pois, um palco de treinos essencial para a interligação entre esquadras, troca de
experiências ar-ar, ataque, baixa altitude e missões COMAO, todas elas com baste preparação em briefings e depois em debriefings após cada missão. Paralelamente é também um evento que proporciona aos amantes da aviação, os spotters, a possibilidade de poderem durante estes dias dar largas ao seu hobby, observar e fotografar, em média, cerca de 40 a 50 missões por cada
período de voo. Neste exercício, é tradição cada esquadra decorar pelo menos um avião com uma pintura alusiva ao evento, pintura tigre, que são oportunidades quase únicas de as fotografar, uma vez que após o mesmo, normalmente voltam á sua pintura original. O Próximo Tigermeet está previsto para Cambrai, em França, e será certamente um grande evento, uma vez que se comemorará o seu
50º aniversário. A associação foi criada em 1961, pelo 79 TFS da USAFE, que com o 74º Sqn da RAF e a esquadra 12/01 da Força Aérea Francesa tomaram a iniciativa de se juntarem para troca de experiências militares no âmbito da NATO. Este foi o texto da minha autoria que foi editado na revista Sirius. Fiquem bem. Jorge Ruivo