A tempestade Kristin provocou estragos significativos na
Base Aérea n.º 5, em Monte Real, na madrugada de quarta-feira, quando rajadas
de vento que chegaram aos 178 km/h atingiram a unidade da Força Aérea
Portuguesa, estabelecendo um novo recorde de vento máximo registado na base e
interrompendo mesmo o funcionamento da estrutura meteorológica local devido aos
danos sofridos. A depressão atingiu com particular violência a região de Leiria
e, em especial, a área de Monte Real, levando a Força Aérea a confirmar, em
comunicado, a existência de “danos materiais avultados” nas infraestruturas,
embora sem qualquer registo de feridos entre militares ou trabalhadores civis
que se encontravam ao serviço na unidade.
O impacto do vento extremo fez ceder grandes portões e
elementos estruturais de um hangar de manutenção, que acabaram por cair sobre
aeronaves estacionadas no interior, danificando pelo menos dois caças F-16 da
Força Aérea Portuguesa, num prejuízo estimado em vários milhões de euros,
segundo fontes citadas pela comunicação social. Em resultado da força das
rajadas, um dos aviões foi empurrado contra o nariz de outra aeronave,
agravando os danos estruturais, enquanto outros F-16, abrigados em shelters
mais protegidos, terão escapado sem consequências visíveis. Para além das
aeronaves, há registo de estragos noutros edifícios da base e em várias
viaturas, confirmando a violência do fenómeno meteorológico e a sua capacidade
destrutiva mesmo sobre infraestruturas militares concebidas para operar em
condições adversas.
Apesar da dimensão dos danos materiais e da necessidade de
avaliar com detalhe o estado das aeronaves afetadas e das estruturas atingidas,
a Força Aérea assegurou publicamente que a missão de defesa aérea do país se
mantém operacional, sublinhando que os meios e recursos disponíveis permitem
continuar a garantir a vigilância e prontidão do dispositivo nacional. Em
paralelo, foram de imediato desencadeadas ações internas para restabelecer a
normalidade da atividade na unidade, com prioridade à segurança do pessoal e à
estabilização das áreas danificadas, abrindo caminho às inspeções técnicas e
aos trabalhos de reparação que se seguirão. Neste contexto, a Base Aérea de
Monte Real enfrenta agora uma fase de recuperação e reconstituição de
capacidades, num processo que passará pela avaliação minuciosa das estruturas,
pela reparação dos F-16 afetados e pela eventual adaptação de procedimentos e
infraestruturas para mitigar o impacto de fenómenos meteorológicos extremos que
se venham a repetir no futuro.
Fotos: Via CM


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