A Esquadra 552 – “Zangões” atingiu o marco simbólico das
10.000 horas de voo com o helicóptero AW-119 Koala, consolidando a maturidade
operacional deste meio na Força Aérea Portuguesa e afirmando-o como peça
central no segmento ligeiro de asas rotativas. O número traduz milhares de
missões de instrução, treino e operação real, refletindo anos de empenho de
tripulações e equipas de manutenção na construção de uma capacidade moderna,
versátil e permanentemente disponível para responder às necessidades do país.
Sediada na Base Aérea n.º 11, em Beja, com destacamentos
frequentes noutras unidades como a Base Aérea n.º 8, em Ovar, a Esquadra 552
tem como missão o transporte aéreo, o apoio táctico e geral, bem como a
formação de novos pilotos de helicóptero da Força Aérea. Ao longo dos anos, os
“Zangões” têm marcado presença em operações de interesse público, apoio às
populações e treino operacional, assumindo um papel discreto, mas fundamental,
na arquitetura de defesa e proteção civil nacional. O patamar agora alcançado
com o Koala acrescenta uma nova página à história da unidade, que já tinha
construído uma reputação sólida durante décadas com o histórico Alouette III.
A introdução do AW-119 Koala na Força Aérea, a partir do
final da década de 2010, representou o início da substituição do lendário
Alouette III, helicóptero que acumulou mais de meio século de serviço e
centenas de milhares de horas de voo ao serviço de Portugal. Com a chegada do
Koala, a Esquadra 552 passou a dispor de um helicóptero monomotor mais potente,
com cockpit e aviónicos modernos, preparado para operações de dia e de noite,
incluindo o uso de óculos de visão noturna, e capaz de cumprir, com maior
eficiência e segurança, missões de instrução, busca e salvamento, evacuação
médica, patrulhamento e apoio ao combate a incêndios rurais. Em poucos anos, a
plataforma consolidou a transição geracional, permitindo que os novos pilotos
se formem já num ambiente tecnológico alinhado com as exigências contemporâneas
do espaço aéreo.
Mais do que um número redondo, as 10.000 horas representam o
amadurecimento de uma aposta estratégica na renovação da frota ligeira de
helicópteros da Força Aérea e na valorização da componente humana que a
sustenta. Tripulações, instrutores e técnicos de manutenção foram conseguindo
transformar um meio relativamente recente num instrumento plenamente integrado
na resposta nacional a crises, destacando a importância de continuar a investir
na formação, na atualização de procedimentos e na modernização de equipamentos.
Para os “Zangões”, o marco agora alcançado é simultaneamente motivo de orgulho
e ponto de partida para um novo patamar de ambição, projetando a operação do
AW-119 Koala ao longo da próxima década como uma das faces mais visíveis da
aviação de asas rotativas em Portugal.


.jpg)

Sem comentários:
Enviar um comentário