A Esquadra 502 – “Elefantes” assinala hoje
71 anos de vida, celebrando uma história iniciada a 24 de janeiro de 1955,
quando então surgiu como Esquadra 32, vocacionada para o apoio às Tropas
Paraquedistas com os robustos Junkers Ju 52/3m na Base Aérea N.º 3, em Tancos.
Ao longo das décadas, a unidade acompanhou a evolução da Força Aérea e do próprio país, passando por diversas redesignações e plataformas – de Esquadra 32 a Esquadra 502 – mas mantendo sempre a mesma essência: garantir, com discrição e eficácia, o transporte aéreo que sustenta operações militares, apoia as populações e aproxima territórios. A chegada dos Nordatlas e, mais tarde, dos CASA C-212 Aviocar marcou fases importantes da sua maturidade operacional, tanto em território continental como nos arquipélagos, afirmando os “Elefantes” como referência no transporte tático, no lançamento de paraquedistas e no apoio logístico em cenários exigentes.
Equipada com o C-295M, a Esquadra 502 continua a escrever diariamente a sua história, somando missões que vão do transporte de tropas e carga à evacuação médica, ao apoio às autoridades civis e às operações de busca e salvamento, muitas vezes em condições meteorológicas adversas e sobre um mar particularmente desafiante. Nos Açores e na Madeira, os “Elefantes” têm sido presença constante, garantindo ligações vitais e transporte urgente de bens de primeira necessidade quando o isolamento e o mau tempo ameaçam as comunidades, como sucedeu em missões recentes entre Ponta Delgada e as Flores. Cada descolagem traduz o compromisso de mais de uma centena de militares que, ao longo dos anos, vestiram o emblema do elefante e levaram consigo um espírito de serviço que não se mede apenas em horas de voo, mas em vidas tocadas e em confiança pública conquistada.
Ao celebrar 71 anos, a Esquadra 502 olha
para o passado com orgulho e para o futuro com a serenidade de quem sabe que a
sua missão está longe de estar concluída. Os aviões mudaram, as bases foram-se
ajustando, os teatros de operação diversificaram-se, mas permanece uma cultura
de rigor, competência e espírito de corpo que faz dos “Elefantes” uma unidade
incontornável na Força Aérea Portuguesa. Neste aniversário, cada fotografia de
um C-295M em aproximação, cada lembrança de um Ju 52 sobre Tancos ou de um Aviocar
recortado no céu dos arquipélagos é também uma homenagem silenciosa a todos os
que serviram e servem a esquadra. Setenta e um anos depois, os “Elefantes”
continuam a cumprir o lema inscrito na sua história: voar onde for preciso,
quando for preciso, para que Portugal nunca fique sem o apoio aéreo de que
necessita.





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