A receção do quarto e último C-130H modernizado pela Força Aérea Portuguesa, na Base Aérea N.º 6, no Montijo, assinala um marco relevante no reforço das capacidades de transporte aéreo militar do país, consolidando o processo de atualização de aviónicos da frota ao serviço da Esquadra 501 – “Bisontes”. Esta modernização resulta de um programa estruturado que abrange quatro aeronaves C-130H e que representa não apenas uma extensão da sua vida operacional, mas também uma profunda elevação dos padrões de segurança, eficiência e interoperabilidade com outros operadores aéreos modernos.
O trabalho efetuado nas instalações da OGMA, em Alverca,
envolveu alterações estruturais e uma transformação profunda dos sistemas
aviónicos, com a introdução de novos equipamentos, bem como de sistemas de
navegação e de comunicação mais avançados. Esta intervenção traduz-se num
cockpit radicalmente modernizado, aproximando estas aeronaves do que de
mais evoluído existe na aviação militar contemporânea, permitindo aos
pilotos dispor de maior consciência situacional, melhor integração de sistemas
e maior fiabilidade em operações complexas.
A conclusão da entrega da quarta aeronave encerra
formalmente o programa de modernização desta frota, um esforço coletivo que
contou com o contributo essencial dos militares da Esquadra 501, da Esquadra de
Manutenção C-130H, das equipas de Gestão do Sistema de Armas C-130H e da
Autoridade Aeronáutica Nacional. Este trabalho conjunto evidencia a importância
da cooperação entre unidades operacionais, estruturas de manutenção e órgãos
reguladores, garantindo que a modernização decorre em conformidade com rigorosos
padrões técnicos e regulatórios, ao mesmo tempo que assegura a continuidade das
missões da Força Aérea sem ruturas significativas na disponibilidade de meios.
Inserido no programa europeu SESAR – Single European Sky ATM
Research –, o esforço de atualização dos C-130H visa adaptar estas aeronaves às
exigências atuais e futuras do espaço aéreo europeu, cada vez mais condicionado
por requisitos de segurança, gestão de tráfego e eficiência ambiental. Ao
incorporar capacidades compatíveis com o conceito de Céu Único Europeu, as
aeronaves passam a operar com maior integração em corredores aéreos densos,
beneficiando de sistemas que permitem otimizar rotas de voo, reduzir consumos e
mitigar o impacto ambiental, sem comprometer a flexibilidade operacional típica
deste tipo de plataforma.
A modernização, cofinanciada por fundos europeus, assume também uma dimensão estratégica, pois permite à Força Aérea prolongar e potenciar o emprego dos C-130H em missões de natureza militar e de interesse público, tanto em território nacional como em teatros internacionais. Estas aeronaves, agora modernizadas, continuam a ser um pilar no transporte aéreo de pessoal e cargas, bem como em operações de patrulhamento marítimo e em missões de busca e salvamento, garantindo que Portugal mantém uma capacidade credível de resposta rápida em cenários de crise, apoio humanitário e cooperação internacional.
Fonte: FAP




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