sábado, 31 de janeiro de 2026

Epsilon TB-30 - 37 anos a operar na Força Aérea Portuguesa

 

A 31 Janeiro de 1989 marca a chegada do primeiro Epsilon TB-30 de um total de 18 adquiridos pela Força Aérea Portuguesa. Os restantes 17 seriam montados nas OGMA tendo o primeiro sido entregue em Março desse ano e o ultimo em junho de 1990.

Nesta mesma data a Esquadra 101 Roncos muda-se da Base Aérea 2 Ota para a Base Aérea nº1 Sintra deixando nessa data de operar o DCH-1 Chipmunk.

Durante estes 37 anos tem existido diversas alterações da “casa” dos Roncos e e estas alterações têm sido entre Beja e Sintra, atualmente a Esquadra 101 está sediada na Base Aérea nº11 de Beja. Fiquem bem, Jorge Ruivo

 


















 

A 31 Janeiro de 1989 marca a chegada do primeiro Epsilon TB-30 de um total de 18 adquiridos pela Força Aérea Portuguesa. Os restantes 17 seriam montados nas OGMA tendo o primeiro sido entregue em Março desse ano e o ultimo em junho de 1990.

Nesta mesma data a Esquadra 101 Roncos muda-se da Base Aérea 2 Ota para a Base Aérea nº1 Sintra deixando nessa data de operar o DCH-1 Chipmunk.

Durante estes 37 anos tem existido diversas alterações da “casa” dos Roncos e e estas alterações têm sido entre Beja e Sintra, atualmente a Esquadra 101 está sediada na Base Aérea nº11 de Beja. Fiquem bem, Jorge Ruivo

 


















Ultima missão do Alphajet - Real Thaw 2018

 

Faz hoje 8 anos que neste dia 31 e depois de 65 anos a formar pilotos, os Caracóis encerram um capítulo da história da Força Aérea Portuguesa bem como o Alpha Jet termina o seu contributo operacional tendo voado 25 anos com as cores da Cruz de Cristo.

Um dia que ficará na memória de todos os militares que passaram e serviram nesta Esquadra. Pelas 14.50 descolaram os Alpha Jet 15211 e 15206 para a última missão integrada no exercício Real Thaw, tendo o corte do motor sido efetuado uma hora e meia depois.

Será sem dúvida nenhuma, um orgulho para todos os militares que serviram na Esquadra 103 e também para todos os que deram o seu contributo para os elevados índices de segurança atingidos.

Aos entusiastas da aviação, ficámos mais pobres, mas temos com certeza matéria suficiente para encher o nosso capítulo das memórias com fotos fantásticas dos Alpha Jet, Patrulha Cruz de Cristo e dos Asas de Portugal. Fiquem bem, Jorge Ruivo.





















































 

Faz hoje 8 anos que neste dia 31 e depois de 65 anos a formar pilotos, os Caracóis encerram um capítulo da história da Força Aérea Portuguesa bem como o Alpha Jet termina o seu contributo operacional tendo voado 25 anos com as cores da Cruz de Cristo.

Um dia que ficará na memória de todos os militares que passaram e serviram nesta Esquadra. Pelas 14.50 descolaram os Alpha Jet 15211 e 15206 para a última missão integrada no exercício Real Thaw, tendo o corte do motor sido efetuado uma hora e meia depois.

Será sem dúvida nenhuma, um orgulho para todos os militares que serviram na Esquadra 103 e também para todos os que deram o seu contributo para os elevados índices de segurança atingidos.

Aos entusiastas da aviação, ficámos mais pobres, mas temos com certeza matéria suficiente para encher o nosso capítulo das memórias com fotos fantásticas dos Alpha Jet, Patrulha Cruz de Cristo e dos Asas de Portugal. Fiquem bem, Jorge Ruivo.





















































sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Tempestade Kristin fez estragos na Base Aérea 5 de Monte Real

 

A tempestade Kristin provocou estragos significativos na Base Aérea n.º 5, em Monte Real, na madrugada de quarta-feira, quando rajadas de vento que chegaram aos 178 km/h atingiram a unidade da Força Aérea Portuguesa, estabelecendo um novo recorde de vento máximo registado na base e interrompendo mesmo o funcionamento da estrutura meteorológica local devido aos danos sofridos. A depressão atingiu com particular violência a região de Leiria e, em especial, a área de Monte Real, levando a Força Aérea a confirmar, em comunicado, a existência de “danos materiais avultados” nas infraestruturas, embora sem qualquer registo de feridos entre militares ou trabalhadores civis que se encontravam ao serviço na unidade.

O impacto do vento extremo fez ceder grandes portões e elementos estruturais de um hangar de manutenção, que acabaram por cair sobre aeronaves estacionadas no interior, danificando pelo menos dois caças F-16 da Força Aérea Portuguesa, num prejuízo estimado em vários milhões de euros, segundo fontes citadas pela comunicação social. Em resultado da força das rajadas, um dos aviões foi empurrado contra o nariz de outra aeronave, agravando os danos estruturais, enquanto outros F-16, abrigados em shelters mais protegidos, terão escapado sem consequências visíveis. Para além das aeronaves, há registo de estragos noutros edifícios da base e em várias viaturas, confirmando a violência do fenómeno meteorológico e a sua capacidade destrutiva mesmo sobre infraestruturas militares concebidas para operar em condições adversas.

Apesar da dimensão dos danos materiais e da necessidade de avaliar com detalhe o estado das aeronaves afetadas e das estruturas atingidas, a Força Aérea assegurou publicamente que a missão de defesa aérea do país se mantém operacional, sublinhando que os meios e recursos disponíveis permitem continuar a garantir a vigilância e prontidão do dispositivo nacional. Em paralelo, foram de imediato desencadeadas ações internas para restabelecer a normalidade da atividade na unidade, com prioridade à segurança do pessoal e à estabilização das áreas danificadas, abrindo caminho às inspeções técnicas e aos trabalhos de reparação que se seguirão. Neste contexto, a Base Aérea de Monte Real enfrenta agora uma fase de recuperação e reconstituição de capacidades, num processo que passará pela avaliação minuciosa das estruturas, pela reparação dos F-16 afetados e pela eventual adaptação de procedimentos e infraestruturas para mitigar o impacto de fenómenos meteorológicos extremos que se venham a repetir no futuro.

Fotos: Via CM
























 

A tempestade Kristin provocou estragos significativos na Base Aérea n.º 5, em Monte Real, na madrugada de quarta-feira, quando rajadas de vento que chegaram aos 178 km/h atingiram a unidade da Força Aérea Portuguesa, estabelecendo um novo recorde de vento máximo registado na base e interrompendo mesmo o funcionamento da estrutura meteorológica local devido aos danos sofridos. A depressão atingiu com particular violência a região de Leiria e, em especial, a área de Monte Real, levando a Força Aérea a confirmar, em comunicado, a existência de “danos materiais avultados” nas infraestruturas, embora sem qualquer registo de feridos entre militares ou trabalhadores civis que se encontravam ao serviço na unidade.

O impacto do vento extremo fez ceder grandes portões e elementos estruturais de um hangar de manutenção, que acabaram por cair sobre aeronaves estacionadas no interior, danificando pelo menos dois caças F-16 da Força Aérea Portuguesa, num prejuízo estimado em vários milhões de euros, segundo fontes citadas pela comunicação social. Em resultado da força das rajadas, um dos aviões foi empurrado contra o nariz de outra aeronave, agravando os danos estruturais, enquanto outros F-16, abrigados em shelters mais protegidos, terão escapado sem consequências visíveis. Para além das aeronaves, há registo de estragos noutros edifícios da base e em várias viaturas, confirmando a violência do fenómeno meteorológico e a sua capacidade destrutiva mesmo sobre infraestruturas militares concebidas para operar em condições adversas.

Apesar da dimensão dos danos materiais e da necessidade de avaliar com detalhe o estado das aeronaves afetadas e das estruturas atingidas, a Força Aérea assegurou publicamente que a missão de defesa aérea do país se mantém operacional, sublinhando que os meios e recursos disponíveis permitem continuar a garantir a vigilância e prontidão do dispositivo nacional. Em paralelo, foram de imediato desencadeadas ações internas para restabelecer a normalidade da atividade na unidade, com prioridade à segurança do pessoal e à estabilização das áreas danificadas, abrindo caminho às inspeções técnicas e aos trabalhos de reparação que se seguirão. Neste contexto, a Base Aérea de Monte Real enfrenta agora uma fase de recuperação e reconstituição de capacidades, num processo que passará pela avaliação minuciosa das estruturas, pela reparação dos F-16 afetados e pela eventual adaptação de procedimentos e infraestruturas para mitigar o impacto de fenómenos meteorológicos extremos que se venham a repetir no futuro.

Fotos: Via CM
























Peace Atlantis I - Faz hoje 32 anos que a FAP aceitou o primeiro F-16A

 

Em 30 de Janeiro de 1994 a Força Aérea aceitou o seu primeiro F-16A 15101 (na altura 5101). A Força Aérea Portuguesa entrou na era F-16 quando o programa Peace Atlantis I foi iniciado com a assinatura de uma Carta de Aceitação em agosto de 1990. 

O acordo foi em parte um pagamento pelo uso (pelos EUA) da Lajes AB nos Açores. Incluiu não só as 20 aeronaves F-16 do bloco 15OCU (17 A's e 3 B's) com motores PW, mas também o apoio logístico inicial: peças de reposição, equipamentos de apoio, livros, instrução de pilotos e pessoal de manutenção, participação no Grupo de Coordenação Técnica do F-16, Programa de Integridade Estrutural de Aeronaves F-16, na Gestão Internacional de Motores - Motores F100, Programa de Melhoria de Sistemas de Guerra Eletrônica EWSIP (Electronic Warfare Systems Improvement Program), entre outros. 

As aeronaves foram construídas de acordo com o padrão Block 15OCU, o que as torna quase idênticas ao F-16 ADF (Air Defense Fighter).. A configuração da aeronave é quase padrão, mas recebeu algumas melhorias, principalmente o Ring Laser Gyro, o Wide-Angle HUD, motor Pratt & Whitney F100-PW-220E com DEEC e provisões para o uso do AIM-120 AMRAAM.



























 

Em 30 de Janeiro de 1994 a Força Aérea aceitou o seu primeiro F-16A 15101 (na altura 5101). A Força Aérea Portuguesa entrou na era F-16 quando o programa Peace Atlantis I foi iniciado com a assinatura de uma Carta de Aceitação em agosto de 1990. 

O acordo foi em parte um pagamento pelo uso (pelos EUA) da Lajes AB nos Açores. Incluiu não só as 20 aeronaves F-16 do bloco 15OCU (17 A's e 3 B's) com motores PW, mas também o apoio logístico inicial: peças de reposição, equipamentos de apoio, livros, instrução de pilotos e pessoal de manutenção, participação no Grupo de Coordenação Técnica do F-16, Programa de Integridade Estrutural de Aeronaves F-16, na Gestão Internacional de Motores - Motores F100, Programa de Melhoria de Sistemas de Guerra Eletrônica EWSIP (Electronic Warfare Systems Improvement Program), entre outros. 

As aeronaves foram construídas de acordo com o padrão Block 15OCU, o que as torna quase idênticas ao F-16 ADF (Air Defense Fighter).. A configuração da aeronave é quase padrão, mas recebeu algumas melhorias, principalmente o Ring Laser Gyro, o Wide-Angle HUD, motor Pratt & Whitney F100-PW-220E com DEEC e provisões para o uso do AIM-120 AMRAAM.



























segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Força Aérea volta a marcar presença no TLP: Esquadras 201 e 301 no FC 2026-01

 

Mais uma presença portuguesa através das Esquadras 201 “Falcões” e 301 “Jaguares” marca a participação da Força Aérea Portuguesa no primeiro flying course do ano do Tactical Leadership Programme (TLP) — o FC 2026-01 — que teve início na Base Aérea de Los Llanos, em Albacete, Espanha, e se prolonga até 6 de fevereiro de 2026.

O Flying Course FC 2026-01 do TLP insere-se na componente prática e intensiva da formação, após a fase académica teórica que precede os voos. Os estudos e briefings iniciais estruturam missões complexas de Composite Air Operations (COMAO), integrando múltiplos vetores aéreos e funções de apoio de comando e controlo, e preparando as equipas para execução no ar.

No âmbito das operações de voo, as forças participantes são organizadas em equipas de “Blue Side” — que representam as forças amigas a cumprir os objetivos de missão — e em elementos de “Red Air”, que desempenham o papel de forças inimigas ou adversárias simuladas, criando um ambiente tático realista para treino de combate e tomada de decisão sob pressão.

TLP 2024-4

Embora o curso tenha iniciado formalmente em 15 de janeiro com sessões académicas, a participação prática da Força Aérea Portuguesa na fase de voos começou apenas a 26 de janeiro de 2026, data em que os F-16M das esquadras 201 e 301 começaram as saídas programadas no espaço aéreo de treino em torno de Albacete. Esta abordagem escalonada permite que os participantes integrem o planeamento de missões e briefings teóricos antes de transpor o plano para a prática nos céus, com múltiplas saídas diárias para treino de coordenação, combate e táticas avançadas.

TLP 2025-4

A presença portuguesa no TLP reforça o compromisso de Portugal com a interoperabilidade e excelência operacional ao lado das forças aéreas aliadas, permitindo aos pilotos e equipas de apoio consolidarem competências cruciais na liderança de operações aéreas conjuntas, planeamento de emergências, e execução de missões complexas de combate.

Este curso representa, assim, uma oportunidade valiosa para a Força Aérea Portuguesa aprofundar a experiência em cenários multinacionais de elevada exigência, integrando-se em forças Blue e enfrentando adversários simulados (Red Air) no desenvolvimento de capacidades táticas e de liderança, essenciais para as operações aéreas contemporâneas.










































 

Mais uma presença portuguesa através das Esquadras 201 “Falcões” e 301 “Jaguares” marca a participação da Força Aérea Portuguesa no primeiro flying course do ano do Tactical Leadership Programme (TLP) — o FC 2026-01 — que teve início na Base Aérea de Los Llanos, em Albacete, Espanha, e se prolonga até 6 de fevereiro de 2026.

O Flying Course FC 2026-01 do TLP insere-se na componente prática e intensiva da formação, após a fase académica teórica que precede os voos. Os estudos e briefings iniciais estruturam missões complexas de Composite Air Operations (COMAO), integrando múltiplos vetores aéreos e funções de apoio de comando e controlo, e preparando as equipas para execução no ar.

No âmbito das operações de voo, as forças participantes são organizadas em equipas de “Blue Side” — que representam as forças amigas a cumprir os objetivos de missão — e em elementos de “Red Air”, que desempenham o papel de forças inimigas ou adversárias simuladas, criando um ambiente tático realista para treino de combate e tomada de decisão sob pressão.

TLP 2024-4

Embora o curso tenha iniciado formalmente em 15 de janeiro com sessões académicas, a participação prática da Força Aérea Portuguesa na fase de voos começou apenas a 26 de janeiro de 2026, data em que os F-16M das esquadras 201 e 301 começaram as saídas programadas no espaço aéreo de treino em torno de Albacete. Esta abordagem escalonada permite que os participantes integrem o planeamento de missões e briefings teóricos antes de transpor o plano para a prática nos céus, com múltiplas saídas diárias para treino de coordenação, combate e táticas avançadas.

TLP 2025-4

A presença portuguesa no TLP reforça o compromisso de Portugal com a interoperabilidade e excelência operacional ao lado das forças aéreas aliadas, permitindo aos pilotos e equipas de apoio consolidarem competências cruciais na liderança de operações aéreas conjuntas, planeamento de emergências, e execução de missões complexas de combate.

Este curso representa, assim, uma oportunidade valiosa para a Força Aérea Portuguesa aprofundar a experiência em cenários multinacionais de elevada exigência, integrando-se em forças Blue e enfrentando adversários simulados (Red Air) no desenvolvimento de capacidades táticas e de liderança, essenciais para as operações aéreas contemporâneas.










































domingo, 25 de janeiro de 2026

O Quarto KC‑390 da FAP Completa Travessia Intercontinental Sem Escalas

 

O KC-390 26904 da Força Aérea Portuguesa (FAP), com o indicativo operacional AFP89, correspondente à quarta aeronave deste tipo entregue a Portugal, completou com sucesso a sua missão de transferência intercontinental para território nacional, confirmando na prática as capacidades estratégicas do vetor e a maturidade do programa KC-390 no seio da FAP.

Após a cerimónia formal de entrega por parte da Embraer, realizada no Brasil, a aeronave iniciou o processo de deslocação para a Europa, incluindo uma escala técnica no Aeroporto Internacional do Recife (SBRF) destinada a reabastecimento e preparação da travessia oceânica. Este ponto marcou o início do segmento mais exigente da missão, tanto do ponto de vista operacional como de planeamento, tratando-se de um voo de longo curso efetuado por uma aeronave recém-integrada na frota.

De acordo com os dados públicos disponíveis em sistemas de radar civil, nomeadamente o FlightAware, o voo AFP89 descolou do Recife às 02h18 UTC (23:18 Locais), iniciando de imediato a travessia do Atlântico com destino direto a Portugal continental. Durante este segmento, o KC-390 manteve um perfil de cruzeiro típico de missão intercontinental, estimado entre FL300 e FL370, com velocidades compatíveis com a otimização de autonomia e eficiência, características intrínsecas à conceção da aeronave. Embora as plataformas públicas não disponibilizem integralmente dados de posição para voos militares, a rota seguida é consistente com um traçado direto pelo Atlântico Médio, com aproximação ao espaço aéreo europeu via a região das Ilhas Canárias, antes da fase final de penetração no espaço aéreo nacional.

O aspeto mais relevante desta missão reside na sua duração total de voo: 7 horas e 37 minutos, um valor particularmente expressivo para uma travessia intercontinental realizada sem escalas intermédias adicionais após a saída do continente americano. Este desempenho evidencia de forma inequívoca a capacidade de longo alcance do KC-390, bem como a fiabilidade dos seus sistemas, a eficiência da plataforma e a robustez do planeamento operacional. Trata-se de um marco importante para a Força Aérea Portuguesa, demonstrando a aptidão do KC-390 para missões de projeção estratégica e transporte de longo curso em contexto real.

A missão foi concluída com a aterragem na Base Aérea n.º 11, em Beja, às 09h55 (hora local), selando a integração do 26904 na frota nacional. Para além do significado simbólico da chegada do quarto KC-390, este voo constituiu uma demonstração prática das capacidades operacionais da aeronave, reforçando o papel da FAP enquanto operador de referência do KC-390 na Europa e no contexto da NATO, particularmente nas vertentes de transporte estratégico, apoio logístico e prontidão expedicionária.

Fotos: FAP





















 

O KC-390 26904 da Força Aérea Portuguesa (FAP), com o indicativo operacional AFP89, correspondente à quarta aeronave deste tipo entregue a Portugal, completou com sucesso a sua missão de transferência intercontinental para território nacional, confirmando na prática as capacidades estratégicas do vetor e a maturidade do programa KC-390 no seio da FAP.

Após a cerimónia formal de entrega por parte da Embraer, realizada no Brasil, a aeronave iniciou o processo de deslocação para a Europa, incluindo uma escala técnica no Aeroporto Internacional do Recife (SBRF) destinada a reabastecimento e preparação da travessia oceânica. Este ponto marcou o início do segmento mais exigente da missão, tanto do ponto de vista operacional como de planeamento, tratando-se de um voo de longo curso efetuado por uma aeronave recém-integrada na frota.

De acordo com os dados públicos disponíveis em sistemas de radar civil, nomeadamente o FlightAware, o voo AFP89 descolou do Recife às 02h18 UTC (23:18 Locais), iniciando de imediato a travessia do Atlântico com destino direto a Portugal continental. Durante este segmento, o KC-390 manteve um perfil de cruzeiro típico de missão intercontinental, estimado entre FL300 e FL370, com velocidades compatíveis com a otimização de autonomia e eficiência, características intrínsecas à conceção da aeronave. Embora as plataformas públicas não disponibilizem integralmente dados de posição para voos militares, a rota seguida é consistente com um traçado direto pelo Atlântico Médio, com aproximação ao espaço aéreo europeu via a região das Ilhas Canárias, antes da fase final de penetração no espaço aéreo nacional.

O aspeto mais relevante desta missão reside na sua duração total de voo: 7 horas e 37 minutos, um valor particularmente expressivo para uma travessia intercontinental realizada sem escalas intermédias adicionais após a saída do continente americano. Este desempenho evidencia de forma inequívoca a capacidade de longo alcance do KC-390, bem como a fiabilidade dos seus sistemas, a eficiência da plataforma e a robustez do planeamento operacional. Trata-se de um marco importante para a Força Aérea Portuguesa, demonstrando a aptidão do KC-390 para missões de projeção estratégica e transporte de longo curso em contexto real.

A missão foi concluída com a aterragem na Base Aérea n.º 11, em Beja, às 09h55 (hora local), selando a integração do 26904 na frota nacional. Para além do significado simbólico da chegada do quarto KC-390, este voo constituiu uma demonstração prática das capacidades operacionais da aeronave, reforçando o papel da FAP enquanto operador de referência do KC-390 na Europa e no contexto da NATO, particularmente nas vertentes de transporte estratégico, apoio logístico e prontidão expedicionária.

Fotos: FAP





















sábado, 24 de janeiro de 2026

71 Anos de Elefantes: Uma História que Continua a Voar

 

A Esquadra 502 – “Elefantes” assinala hoje 71 anos de vida, celebrando uma história iniciada a 24 de janeiro de 1955, quando então surgiu como Esquadra 32, vocacionada para o apoio às Tropas Paraquedistas com os robustos Junkers Ju 52/3m na Base Aérea N.º 3, em Tancos.

Ao longo das décadas, a unidade acompanhou a evolução da Força Aérea e do próprio país, passando por diversas redesignações e plataformas – de Esquadra 32 a Esquadra 502 – mas mantendo sempre a mesma essência: garantir, com discrição e eficácia, o transporte aéreo que sustenta operações militares, apoia as populações e aproxima territórios. A chegada dos Nordatlas e, mais tarde, dos CASA C-212 Aviocar marcou fases importantes da sua maturidade operacional, tanto em território continental como nos arquipélagos, afirmando os “Elefantes” como referência no transporte tático, no lançamento de paraquedistas e no apoio logístico em cenários exigentes. 

Equipada com o C-295M, a Esquadra 502 continua a escrever diariamente a sua história, somando missões que vão do transporte de tropas e carga à evacuação médica, ao apoio às autoridades civis e às operações de busca e salvamento, muitas vezes em condições meteorológicas adversas e sobre um mar particularmente desafiante. Nos Açores e na Madeira, os “Elefantes” têm sido presença constante, garantindo ligações vitais e transporte urgente de bens de primeira necessidade quando o isolamento e o mau tempo ameaçam as comunidades, como sucedeu em missões recentes entre Ponta Delgada e as Flores. Cada descolagem traduz o compromisso de mais de uma centena de militares que, ao longo dos anos, vestiram o emblema do elefante e levaram consigo um espírito de serviço que não se mede apenas em horas de voo, mas em vidas tocadas e em confiança pública conquistada. 

Ao celebrar 71 anos, a Esquadra 502 olha para o passado com orgulho e para o futuro com a serenidade de quem sabe que a sua missão está longe de estar concluída. Os aviões mudaram, as bases foram-se ajustando, os teatros de operação diversificaram-se, mas permanece uma cultura de rigor, competência e espírito de corpo que faz dos “Elefantes” uma unidade incontornável na Força Aérea Portuguesa. Neste aniversário, cada fotografia de um C-295M em aproximação, cada lembrança de um Ju 52 sobre Tancos ou de um Aviocar recortado no céu dos arquipélagos é também uma homenagem silenciosa a todos os que serviram e servem a esquadra. Setenta e um anos depois, os “Elefantes” continuam a cumprir o lema inscrito na sua história: voar onde for preciso, quando for preciso, para que Portugal nunca fique sem o apoio aéreo de que necessita.































































 

A Esquadra 502 – “Elefantes” assinala hoje 71 anos de vida, celebrando uma história iniciada a 24 de janeiro de 1955, quando então surgiu como Esquadra 32, vocacionada para o apoio às Tropas Paraquedistas com os robustos Junkers Ju 52/3m na Base Aérea N.º 3, em Tancos.

Ao longo das décadas, a unidade acompanhou a evolução da Força Aérea e do próprio país, passando por diversas redesignações e plataformas – de Esquadra 32 a Esquadra 502 – mas mantendo sempre a mesma essência: garantir, com discrição e eficácia, o transporte aéreo que sustenta operações militares, apoia as populações e aproxima territórios. A chegada dos Nordatlas e, mais tarde, dos CASA C-212 Aviocar marcou fases importantes da sua maturidade operacional, tanto em território continental como nos arquipélagos, afirmando os “Elefantes” como referência no transporte tático, no lançamento de paraquedistas e no apoio logístico em cenários exigentes. 

Equipada com o C-295M, a Esquadra 502 continua a escrever diariamente a sua história, somando missões que vão do transporte de tropas e carga à evacuação médica, ao apoio às autoridades civis e às operações de busca e salvamento, muitas vezes em condições meteorológicas adversas e sobre um mar particularmente desafiante. Nos Açores e na Madeira, os “Elefantes” têm sido presença constante, garantindo ligações vitais e transporte urgente de bens de primeira necessidade quando o isolamento e o mau tempo ameaçam as comunidades, como sucedeu em missões recentes entre Ponta Delgada e as Flores. Cada descolagem traduz o compromisso de mais de uma centena de militares que, ao longo dos anos, vestiram o emblema do elefante e levaram consigo um espírito de serviço que não se mede apenas em horas de voo, mas em vidas tocadas e em confiança pública conquistada. 

Ao celebrar 71 anos, a Esquadra 502 olha para o passado com orgulho e para o futuro com a serenidade de quem sabe que a sua missão está longe de estar concluída. Os aviões mudaram, as bases foram-se ajustando, os teatros de operação diversificaram-se, mas permanece uma cultura de rigor, competência e espírito de corpo que faz dos “Elefantes” uma unidade incontornável na Força Aérea Portuguesa. Neste aniversário, cada fotografia de um C-295M em aproximação, cada lembrança de um Ju 52 sobre Tancos ou de um Aviocar recortado no céu dos arquipélagos é também uma homenagem silenciosa a todos os que serviram e servem a esquadra. Setenta e um anos depois, os “Elefantes” continuam a cumprir o lema inscrito na sua história: voar onde for preciso, quando for preciso, para que Portugal nunca fique sem o apoio aéreo de que necessita.































































sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Entrega do 4º KC‑390 à Força Aérea Portuguesa

 

A Embraer entregou o quarto avião KC‑390 à Força Aérea Portuguesa (FAP), assinalando um momento relevante no processo de modernização das capacidades de transporte aéreo militar de Portugal. Esta aeronave distingue‑se por ser a primeira da frota nacional a ser entregue equipada com o kit opcional de reabastecimento aéreo em voo.


Com esta entrega, a FAP reforça a sua capacidade de transporte tático e estratégico, apoio logístico, evacuação aeromédica, lançamento de paraquedistas e missões humanitárias, tanto em território nacional como no âmbito de operações internacionais da NATO, da União Europeia e das Nações Unidas.


O kit de reabastecimento aéreo (Air‑to‑Air Refuelling – AAR) inclui tanques de combustível do tipo roll‑on/roll‑off instalados na fuselagem e pods de mangueira e cesto montados sob as asas, permitindo que o KC‑390 atue como avião‑tanque. Esta capacidade possibilita o reabastecimento em voo de aeronaves como o F‑16M, aumentando significativamente a autonomia, o alcance e a flexibilidade operacional da Força Aérea Portuguesa.


A aeronave agora entregue será operada pela Esquadra 506 — “Rinocerontes”, sediada na Base Aérea n.º 11, em Beja, onde decorre a integração progressiva da frota KC‑390. A incorporação desta capacidade reduz a dependência de meios aliados para missões de reabastecimento aéreo e reforça a interoperabilidade com forças aéreas parceiras.

Deste modo, a entrega do quarto KC‑390 representa não apenas o reforço quantitativo da frota, mas também um importante salto qualitativo nas capacidades estratégicas e operacionais da Força Aérea Portuguesa, preparando‑a para responder de forma mais eficaz aos desafios atuais e futuros.

Fotos: Embraer















 

A Embraer entregou o quarto avião KC‑390 à Força Aérea Portuguesa (FAP), assinalando um momento relevante no processo de modernização das capacidades de transporte aéreo militar de Portugal. Esta aeronave distingue‑se por ser a primeira da frota nacional a ser entregue equipada com o kit opcional de reabastecimento aéreo em voo.


Com esta entrega, a FAP reforça a sua capacidade de transporte tático e estratégico, apoio logístico, evacuação aeromédica, lançamento de paraquedistas e missões humanitárias, tanto em território nacional como no âmbito de operações internacionais da NATO, da União Europeia e das Nações Unidas.


O kit de reabastecimento aéreo (Air‑to‑Air Refuelling – AAR) inclui tanques de combustível do tipo roll‑on/roll‑off instalados na fuselagem e pods de mangueira e cesto montados sob as asas, permitindo que o KC‑390 atue como avião‑tanque. Esta capacidade possibilita o reabastecimento em voo de aeronaves como o F‑16M, aumentando significativamente a autonomia, o alcance e a flexibilidade operacional da Força Aérea Portuguesa.


A aeronave agora entregue será operada pela Esquadra 506 — “Rinocerontes”, sediada na Base Aérea n.º 11, em Beja, onde decorre a integração progressiva da frota KC‑390. A incorporação desta capacidade reduz a dependência de meios aliados para missões de reabastecimento aéreo e reforça a interoperabilidade com forças aéreas parceiras.

Deste modo, a entrega do quarto KC‑390 representa não apenas o reforço quantitativo da frota, mas também um importante salto qualitativo nas capacidades estratégicas e operacionais da Força Aérea Portuguesa, preparando‑a para responder de forma mais eficaz aos desafios atuais e futuros.

Fotos: Embraer















terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Há 52 Anos: O Primeiro Voo do F-16 Foi um Erro… e o Melhor que Podia Acontecer

 

O primeiro voo do F-16 Fighting Falcon aconteceu há exatamente 52 anos, em 20 de janeiro de 1974 — de forma totalmente acidental. Durante um teste de alta velocidade na pista da Base Aérea de Edwards, o protótipo YF-16 começou a oscilar violentamente. O piloto de testes Phil Oestricher, para evitar um acidente, optou por descolar imediatamente. 

O voo improvisado durou apenas seis minutos, mas salvou o programa e demonstrou a robustez do design. Após reparos rápidos e ajustes no sistema fly-by-wire, o primeiro voo oficial ocorreu em 2 de fevereiro de 1974, com Oestricher novamente aos comandos. 

Três dias depois, o protótipo já superava a barreira do som. Esses testes iniciais confirmaram o potencial do caça leve e ágil desenvolvido pela General Dynamics para superar as lições da Guerra do Vietname. O YF-16 venceu a competição contra o YF-17 (futuro F/A-18) e entrou em produção. O primeiro F-16A de série voou em 1976, e a aeronave começou a operar na Força Aérea dos EUA em 1979.

 

Hoje, mais de 4.500 unidades foram produzidas, servindo em dezenas de países. O F-16 continua sendo um dos caças mais versáteis e exportados do mundo, com versões modernas como o F-16V Viper ainda em linha de produção.Aquele voo inesperado de 1974 marcou o nascimento de uma verdadeira lenda da aviação militar.

 Fotos: Lockheed Martin




























 

O primeiro voo do F-16 Fighting Falcon aconteceu há exatamente 52 anos, em 20 de janeiro de 1974 — de forma totalmente acidental. Durante um teste de alta velocidade na pista da Base Aérea de Edwards, o protótipo YF-16 começou a oscilar violentamente. O piloto de testes Phil Oestricher, para evitar um acidente, optou por descolar imediatamente. 

O voo improvisado durou apenas seis minutos, mas salvou o programa e demonstrou a robustez do design. Após reparos rápidos e ajustes no sistema fly-by-wire, o primeiro voo oficial ocorreu em 2 de fevereiro de 1974, com Oestricher novamente aos comandos. 

Três dias depois, o protótipo já superava a barreira do som. Esses testes iniciais confirmaram o potencial do caça leve e ágil desenvolvido pela General Dynamics para superar as lições da Guerra do Vietname. O YF-16 venceu a competição contra o YF-17 (futuro F/A-18) e entrou em produção. O primeiro F-16A de série voou em 1976, e a aeronave começou a operar na Força Aérea dos EUA em 1979.

 

Hoje, mais de 4.500 unidades foram produzidas, servindo em dezenas de países. O F-16 continua sendo um dos caças mais versáteis e exportados do mundo, com versões modernas como o F-16V Viper ainda em linha de produção.Aquele voo inesperado de 1974 marcou o nascimento de uma verdadeira lenda da aviação militar.

 Fotos: Lockheed Martin




























segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

F‑16 na Dinamarca: 46 Anos de “Fighting Falcon” chegam ao Fim

A Real Força Aérea Dinamarquesa (RDAF) retirou em 18 de janeiro de 2026, o F‑16 Fighting Falcon, encerrando cerca de 46 anos de operação contínua deste caça multifunções ao serviço do país. A Dinamarca recebeu o primeiro F‑16 em 17 de janeiro de 1980, no âmbito do programa europeu conjunto com a Noruega, os Países Baixos e a Bélgica, lançando então as bases para a modernização profunda da sua aviação de combate. A cerimónia de despedida decorreu na Fighter Wing Skrydstrup, na Jutlândia, símbolo da “casa” do F‑16 dinamarquês e palco das últimas missões nacionais do tipo.

Ao longo da sua carreira, a Dinamarca adquiriu um total de 77 F‑16A/B, em vários lotes e encomendas de reposição, garantindo durante décadas uma frota suficientemente robusta para cumprir simultaneamente tarefas de defesa aérea, ataque e treino avançado. Nos últimos anos, a frota em linha foi sendo reduzida, quer pelo desgaste natural, quer pela decisão política de transferir parte dos aparelhos para aliados, nomeadamente a Ucrânia, para a qual foram comprometidos 19 F‑16, bem como para a Argentina. Na fase final de operação, permanecia um núcleo de aeronaves modernizadas, dedicado a manter a prontidão de alerta rápido (QRA), o treino de pilotos e os compromissos com a NATO até à transição plena para o F‑35A.

Do ponto de vista orgânico, quatro esquadras dinamarquesas estiveram diretamente associadas à operação do F‑16: Eskadrille 723, Eskadrille 726, Eskadrille 727 e Eskadrille 730. A Eskadrille 723 e a Eskadrille 726, inicialmente baseadas em Aalborg e herdeiras dos F‑104G Starfighter, converteram para o F‑16 em 1983, enquanto a Eskadrille 727 foi a primeira unidade a receber o novo caça, a partir de 1980, em Skrydstrup, seguindo‑se a Eskadrille 730 como segunda esquadra de F‑16 naquela base. Com a concentração progressiva da frota em Skrydstrup e as sucessivas reorganizações, a 727 e a 730 assumiram o papel de núcleo duro da componente de caça, assegurando a defesa aérea e as missões expedicionárias até à chegada do F‑35A.

O F‑16 operou sobretudo a partir da Fighter Wing Skrydstrup, onde estiveram baseadas as esquadras de caça que herdaram a missão de defesa aérea e ataque da Flyvevåbnet, incluindo as antigas esquadrilhas que evoluíram para a atual estrutura de caça da força aérea dinamarquesa. A partir desta base, as esquadras de F‑16 assumiram, ao longo de décadas, o papel central na proteção do espaço aéreo nacional e na projeção de força além‑fronteiras no quadro da NATO. Skrydstrup é também o epicentro da transição para o F‑35A, já ali sediado e presente na cerimónia de despedida, simbolizando a passagem de testemunho entre gerações.

Em termos operacionais, os F‑16 dinamarqueses participaram em múltiplas operações reais, ganhando um historial significativo em cenários de combate. Destacaram‑se em missões no Afeganistão, Iraque, Líbia, Sérvia e Síria, integrados em coligações internacionais, bem como em destacamentos para o Baltic Air Policing na Estónia e na Lituânia, contribuindo para a defesa do espaço aéreo aliado no flanco leste. A frota também desempenhou um papel importante na vigilância e defesa do espaço aéreo sobre a Gronelândia e a Islândia, reforçando a presença da NATO no Atlântico Norte e consolidando a reputação da Dinamarca como operador experiente de caça tático.

O sucessor direto do F‑16 na Dinamarca é o F‑35A Lightning II, cuja primeira aeronave chegou ao país em outubro de 2023, igualmente para Skrydstrup. O plano inicial prevê a operação de 27 F‑35A, mas a Dinamarca decidiu, em 2025, adquirir mais 16 aeronaves, aumentando a frota prevista em cerca de 68% para responder a novas exigências operacionais e de dissuasão no contexto euro‑atlântico. No dia 1 de abril de 2025, os F‑35 foram declarados aptos a integrar a prontidão de defesa aérea, operando em paralelo com os F‑16 até à retirada destes e assumindo, a partir de agora, em exclusivo, a missão de caça da Real Força Aérea Dinamarquesa.




























A Real Força Aérea Dinamarquesa (RDAF) retirou em 18 de janeiro de 2026, o F‑16 Fighting Falcon, encerrando cerca de 46 anos de operação contínua deste caça multifunções ao serviço do país. A Dinamarca recebeu o primeiro F‑16 em 17 de janeiro de 1980, no âmbito do programa europeu conjunto com a Noruega, os Países Baixos e a Bélgica, lançando então as bases para a modernização profunda da sua aviação de combate. A cerimónia de despedida decorreu na Fighter Wing Skrydstrup, na Jutlândia, símbolo da “casa” do F‑16 dinamarquês e palco das últimas missões nacionais do tipo.

Ao longo da sua carreira, a Dinamarca adquiriu um total de 77 F‑16A/B, em vários lotes e encomendas de reposição, garantindo durante décadas uma frota suficientemente robusta para cumprir simultaneamente tarefas de defesa aérea, ataque e treino avançado. Nos últimos anos, a frota em linha foi sendo reduzida, quer pelo desgaste natural, quer pela decisão política de transferir parte dos aparelhos para aliados, nomeadamente a Ucrânia, para a qual foram comprometidos 19 F‑16, bem como para a Argentina. Na fase final de operação, permanecia um núcleo de aeronaves modernizadas, dedicado a manter a prontidão de alerta rápido (QRA), o treino de pilotos e os compromissos com a NATO até à transição plena para o F‑35A.

Do ponto de vista orgânico, quatro esquadras dinamarquesas estiveram diretamente associadas à operação do F‑16: Eskadrille 723, Eskadrille 726, Eskadrille 727 e Eskadrille 730. A Eskadrille 723 e a Eskadrille 726, inicialmente baseadas em Aalborg e herdeiras dos F‑104G Starfighter, converteram para o F‑16 em 1983, enquanto a Eskadrille 727 foi a primeira unidade a receber o novo caça, a partir de 1980, em Skrydstrup, seguindo‑se a Eskadrille 730 como segunda esquadra de F‑16 naquela base. Com a concentração progressiva da frota em Skrydstrup e as sucessivas reorganizações, a 727 e a 730 assumiram o papel de núcleo duro da componente de caça, assegurando a defesa aérea e as missões expedicionárias até à chegada do F‑35A.

O F‑16 operou sobretudo a partir da Fighter Wing Skrydstrup, onde estiveram baseadas as esquadras de caça que herdaram a missão de defesa aérea e ataque da Flyvevåbnet, incluindo as antigas esquadrilhas que evoluíram para a atual estrutura de caça da força aérea dinamarquesa. A partir desta base, as esquadras de F‑16 assumiram, ao longo de décadas, o papel central na proteção do espaço aéreo nacional e na projeção de força além‑fronteiras no quadro da NATO. Skrydstrup é também o epicentro da transição para o F‑35A, já ali sediado e presente na cerimónia de despedida, simbolizando a passagem de testemunho entre gerações.

Em termos operacionais, os F‑16 dinamarqueses participaram em múltiplas operações reais, ganhando um historial significativo em cenários de combate. Destacaram‑se em missões no Afeganistão, Iraque, Líbia, Sérvia e Síria, integrados em coligações internacionais, bem como em destacamentos para o Baltic Air Policing na Estónia e na Lituânia, contribuindo para a defesa do espaço aéreo aliado no flanco leste. A frota também desempenhou um papel importante na vigilância e defesa do espaço aéreo sobre a Gronelândia e a Islândia, reforçando a presença da NATO no Atlântico Norte e consolidando a reputação da Dinamarca como operador experiente de caça tático.

O sucessor direto do F‑16 na Dinamarca é o F‑35A Lightning II, cuja primeira aeronave chegou ao país em outubro de 2023, igualmente para Skrydstrup. O plano inicial prevê a operação de 27 F‑35A, mas a Dinamarca decidiu, em 2025, adquirir mais 16 aeronaves, aumentando a frota prevista em cerca de 68% para responder a novas exigências operacionais e de dissuasão no contexto euro‑atlântico. No dia 1 de abril de 2025, os F‑35 foram declarados aptos a integrar a prontidão de defesa aérea, operando em paralelo com os F‑16 até à retirada destes e assumindo, a partir de agora, em exclusivo, a missão de caça da Real Força Aérea Dinamarquesa.




























sábado, 17 de janeiro de 2026

Quarto KC-390 para a Força Aérea Portuguesa realiza primeiro voo no Brasil

 


O quarto avião KC-390 destinado à Força Aérea Portuguesa (FAP) realizou o seu primeiro voo no Brasil, assinalando mais um marco relevante no programa de modernização da capacidade de transporte aéreo militar de Portugal. A aeronave, com a matrícula provisória brasileira PT-ZNF, levantou voo a partir das instalações da Embraer em Gavião Peixoto, no estado de São Paulo, onde decorrem as fases finais de montagem, integração de sistemas e ensaios em voo.

Este primeiro voo marca o início da campanha de testes da aeronave, um processo essencial antes da sua aceitação formal e posterior entrega à Força Aérea Portuguesa. Durante esta fase, são avaliados o desempenho geral do avião, o comportamento em voo, os sistemas de aviônica, navegação, comunicações e propulsão, bem como a conformidade com os requisitos operacionais definidos pela FAP e pelas autoridades aeronáuticas militares.

O KC-390 Millennium, desenvolvido pela Embraer, é uma aeronave de transporte militar multimissão de nova geração, concebida para operar em cenários exigentes e com elevados padrões de interoperabilidade, nomeadamente no contexto da NATO. Com capacidade para transportar até cerca de 26 toneladas de carga, o KC-390 distingue-se pela elevada velocidade de cruzeiro, pela capacidade de operar a partir de pistas curtas ou pouco preparadas e pela versatilidade em missões que vão desde o transporte de tropas e material, ao reabastecimento aéreo, evacuação médica, busca e salvamento e apoio a missões humanitárias.

Portugal foi um dos primeiros clientes internacionais do KC-390 e encomendou um total de cinco aeronaves para substituir progressivamente os antigos C-130H Hercules. As aeronaves já entregues encontram-se ao serviço da Esquadra 506 “Rinocerontes”, sediada na Base Aérea n.º 11, em Beja, tendo já participado em missões operacionais e exercícios internacionais.

A entrada em serviço do quarto KC-390 permitirá reforçar a disponibilidade da frota e ampliar a capacidade de resposta da FAP, tanto em missões de interesse nacional como em operações no âmbito de compromissos internacionais. Após a conclusão dos ensaios em voo no Brasil, o avião deverá ser preparado para o voo de transferência para Portugal.

Para além do reforço das capacidades militares, o programa KC-390 tem também uma dimensão estratégica e industrial relevante para Portugal, envolvendo empresas nacionais na cadeia de fornecimento e consolidando a cooperação com a indústria aeronáutica brasileira. O voo inaugural do KC-390 PT-ZNF representa, assim, mais um passo na afirmação de Portugal como operador de referência desta plataforma no espaço europeu.

Foto: Brazil Aviation Araraquara SP

















 


O quarto avião KC-390 destinado à Força Aérea Portuguesa (FAP) realizou o seu primeiro voo no Brasil, assinalando mais um marco relevante no programa de modernização da capacidade de transporte aéreo militar de Portugal. A aeronave, com a matrícula provisória brasileira PT-ZNF, levantou voo a partir das instalações da Embraer em Gavião Peixoto, no estado de São Paulo, onde decorrem as fases finais de montagem, integração de sistemas e ensaios em voo.

Este primeiro voo marca o início da campanha de testes da aeronave, um processo essencial antes da sua aceitação formal e posterior entrega à Força Aérea Portuguesa. Durante esta fase, são avaliados o desempenho geral do avião, o comportamento em voo, os sistemas de aviônica, navegação, comunicações e propulsão, bem como a conformidade com os requisitos operacionais definidos pela FAP e pelas autoridades aeronáuticas militares.

O KC-390 Millennium, desenvolvido pela Embraer, é uma aeronave de transporte militar multimissão de nova geração, concebida para operar em cenários exigentes e com elevados padrões de interoperabilidade, nomeadamente no contexto da NATO. Com capacidade para transportar até cerca de 26 toneladas de carga, o KC-390 distingue-se pela elevada velocidade de cruzeiro, pela capacidade de operar a partir de pistas curtas ou pouco preparadas e pela versatilidade em missões que vão desde o transporte de tropas e material, ao reabastecimento aéreo, evacuação médica, busca e salvamento e apoio a missões humanitárias.

Portugal foi um dos primeiros clientes internacionais do KC-390 e encomendou um total de cinco aeronaves para substituir progressivamente os antigos C-130H Hercules. As aeronaves já entregues encontram-se ao serviço da Esquadra 506 “Rinocerontes”, sediada na Base Aérea n.º 11, em Beja, tendo já participado em missões operacionais e exercícios internacionais.

A entrada em serviço do quarto KC-390 permitirá reforçar a disponibilidade da frota e ampliar a capacidade de resposta da FAP, tanto em missões de interesse nacional como em operações no âmbito de compromissos internacionais. Após a conclusão dos ensaios em voo no Brasil, o avião deverá ser preparado para o voo de transferência para Portugal.

Para além do reforço das capacidades militares, o programa KC-390 tem também uma dimensão estratégica e industrial relevante para Portugal, envolvendo empresas nacionais na cadeia de fornecimento e consolidando a cooperação com a indústria aeronáutica brasileira. O voo inaugural do KC-390 PT-ZNF representa, assim, mais um passo na afirmação de Portugal como operador de referência desta plataforma no espaço europeu.

Foto: Brazil Aviation Araraquara SP

















quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Voar para Servir: As Missões da Força Aérea Portuguesa em 2025

 

O céu de Portugal voltou, em 2025, a ser palco da dedicação, da coragem e do serviço. A Força Aérea Portuguesa reafirmou a sua missão de proteger, salvar e servir, numa presença constante em terra, no mar e no ar onde cada minuto de voo significou vidas salvas, segurança garantida e esperança renovada.

Ao longo do ano, os seus meios e equipas realizaram 645 missões de transporte urgente de doentes, totalizando 1.601 horas de voo e 682 pessoas transportadas em situações críticas. No resgate e salvamento, muitas dessas operações realizadas em mar aberto, cumpriram-se 140 missões e 536 horas de voo, permitindo socorrer 101 pessoas em perigo.

A solidariedade também voou nas asas da Força Aérea com o transporte de órgãos, uma missão sensível e decisiva que, em 45 voos e 134 horas, devolveu esperança a inúmeras famílias. No domínio operacional, as aeronaves executaram 230 missões de patrulhamento e reconhecimento, num total de 1.183 horas de voo, reforçando a vigilância e a segurança do território nacional.

policiamento do espaço aéreo somou 260 missões e 1.469 horas de voo, assegurando a defesa do espaço soberano, enquanto o apoio ao combate a incêndios contabilizou 180 missões e 744 horas de voo, num esforço conjunto pela proteção das pessoas e do património natural.

Mais do que números, cada voo representa um compromisso — o de estar presente sempre que o país precisa. Todos os dias, as mulheres e os homens da Força Aérea colocaram as suas capacidades, o seu profissionalismo e a sua determinação ao serviço da vida e do bem comum.

Em 2026, a Força Aérea Portuguesa continuará a cumprir a sua missão com a mesma determinação e sentido de dever, preparada para enfrentar novos desafios e continuar a ser motivo de orgulho para Portugal.

Fonte: FAP



















 

O céu de Portugal voltou, em 2025, a ser palco da dedicação, da coragem e do serviço. A Força Aérea Portuguesa reafirmou a sua missão de proteger, salvar e servir, numa presença constante em terra, no mar e no ar onde cada minuto de voo significou vidas salvas, segurança garantida e esperança renovada.

Ao longo do ano, os seus meios e equipas realizaram 645 missões de transporte urgente de doentes, totalizando 1.601 horas de voo e 682 pessoas transportadas em situações críticas. No resgate e salvamento, muitas dessas operações realizadas em mar aberto, cumpriram-se 140 missões e 536 horas de voo, permitindo socorrer 101 pessoas em perigo.

A solidariedade também voou nas asas da Força Aérea com o transporte de órgãos, uma missão sensível e decisiva que, em 45 voos e 134 horas, devolveu esperança a inúmeras famílias. No domínio operacional, as aeronaves executaram 230 missões de patrulhamento e reconhecimento, num total de 1.183 horas de voo, reforçando a vigilância e a segurança do território nacional.

policiamento do espaço aéreo somou 260 missões e 1.469 horas de voo, assegurando a defesa do espaço soberano, enquanto o apoio ao combate a incêndios contabilizou 180 missões e 744 horas de voo, num esforço conjunto pela proteção das pessoas e do património natural.

Mais do que números, cada voo representa um compromisso — o de estar presente sempre que o país precisa. Todos os dias, as mulheres e os homens da Força Aérea colocaram as suas capacidades, o seu profissionalismo e a sua determinação ao serviço da vida e do bem comum.

Em 2026, a Força Aérea Portuguesa continuará a cumprir a sua missão com a mesma determinação e sentido de dever, preparada para enfrentar novos desafios e continuar a ser motivo de orgulho para Portugal.

Fonte: FAP



















terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Foi há 8 Anos o Spotterday para a despedida do Alphajet

 

O dia 13 de janeiro de 2018, na Base Aérea N.º 11, em Beja, marcou a despedida oficial do Dassault/Dornier Alpha Jet da Força Aérea Portuguesa, então operado pela Esquadra 103 – “Caracóis”. Também foi um dia pensado para a comunidade spotter acompanhar de perto o último voo operacional daquele que foi, durante décadas, o principal avião de treino avançado a jato dos futuros pilotos de caça portugueses.

O Alpha Jet entrou ao serviço na Força Aérea Portuguesa em 1993, sendo operado pelas Esquadras 103 “Caracóis” e 301 “Jaguares” na missão de instrução avançada e conversão operacional para caça. Ao longo de cerca de 25 anos de operação em Portugal, a frota somou mais de 50 mil horas de voo, formando sucessivas gerações de pilotos de combate e assegurando também demonstrações acrobáticas, como as da patrulha Asas de Portugal.

O Spotterday de 13 de janeiro de 2018 foi organizado como evento fotográfico dedicado ao “último voo” do Alpha Jet, reunindo dezenas de entusiastas na BA11 para registarem os derradeiros movimentos da aeronave. Cerca de 60 spotters foram oficialmente convidados, tendo acesso privilegiado a zonas previamente definidas da base para fotografar as descolagens, aterragens e manobras finais dos Alpha Jet da Esquadra 103.

Nesse sábado, a Esquadra 103 – “Caracóis” realizou as últimas missões em Alpha Jet, culminando numa passagem final em formação sobre a Base Aérea de Beja. A despedida incluiu momentos protocolares, com presença de autoridades da Força Aérea, antigos pilotos e pessoal da unidade, sublinhando o simbolismo do fim de ciclo de um sistema de armas que marcou profundamente a instrução de caça em Portugal.


Com o último voo em 13 de janeiro de 2018, o Alpha Jet encerrou a sua carreira na Força Aérea, deixando um legado de segurança, fiabilidade e eficácia no treino avançado. A Esquadra 103 não foi desativada, permanecendo em Beja à espera de nova aeronave de instrução, enquanto alguns Alpha Jet foram preservados em exposição estática, perpetuando a memória do tipo e da sua importância na aviação militar portuguesa.


























































 

O dia 13 de janeiro de 2018, na Base Aérea N.º 11, em Beja, marcou a despedida oficial do Dassault/Dornier Alpha Jet da Força Aérea Portuguesa, então operado pela Esquadra 103 – “Caracóis”. Também foi um dia pensado para a comunidade spotter acompanhar de perto o último voo operacional daquele que foi, durante décadas, o principal avião de treino avançado a jato dos futuros pilotos de caça portugueses.

O Alpha Jet entrou ao serviço na Força Aérea Portuguesa em 1993, sendo operado pelas Esquadras 103 “Caracóis” e 301 “Jaguares” na missão de instrução avançada e conversão operacional para caça. Ao longo de cerca de 25 anos de operação em Portugal, a frota somou mais de 50 mil horas de voo, formando sucessivas gerações de pilotos de combate e assegurando também demonstrações acrobáticas, como as da patrulha Asas de Portugal.

O Spotterday de 13 de janeiro de 2018 foi organizado como evento fotográfico dedicado ao “último voo” do Alpha Jet, reunindo dezenas de entusiastas na BA11 para registarem os derradeiros movimentos da aeronave. Cerca de 60 spotters foram oficialmente convidados, tendo acesso privilegiado a zonas previamente definidas da base para fotografar as descolagens, aterragens e manobras finais dos Alpha Jet da Esquadra 103.

Nesse sábado, a Esquadra 103 – “Caracóis” realizou as últimas missões em Alpha Jet, culminando numa passagem final em formação sobre a Base Aérea de Beja. A despedida incluiu momentos protocolares, com presença de autoridades da Força Aérea, antigos pilotos e pessoal da unidade, sublinhando o simbolismo do fim de ciclo de um sistema de armas que marcou profundamente a instrução de caça em Portugal.


Com o último voo em 13 de janeiro de 2018, o Alpha Jet encerrou a sua carreira na Força Aérea, deixando um legado de segurança, fiabilidade e eficácia no treino avançado. A Esquadra 103 não foi desativada, permanecendo em Beja à espera de nova aeronave de instrução, enquanto alguns Alpha Jet foram preservados em exposição estática, perpetuando a memória do tipo e da sua importância na aviação militar portuguesa.