sábado, 4 de outubro de 2025

A Base Aérea 5 de Monte Real comemora 66 anos

 


A Base Aérea nº5, sediada em Monte Real, celebra hoje 66 anos de existência, destacando-se como um dos pilares da aviação de caça e defesa aérea em Portugal. Desde a sua fundação, a unidade foi responsável por importantes marcos operacionais e pela evolução da aviação de combate da Força Aérea Portuguesa.


História

A origem da Base Aérea nº5 remonta ao tempo em que o Aeroclube de Leiria utilizava o terreno entre 1938 e 1941, dando posteriormente lugar a um aeródromo militar. Oficialmente inaugurada a 4 de outubro de 1959, a BA5 foi criada com o objetivo estratégico de garantir a defesa aérea, sendo construída num local central do país para permitir uma resposta rápida a quaisquer ameaças. Ao longo da sua história, a base recebeu distintos reconhecimentos institucionais e foi palco de missões nacionais e internacionais ligadas à defesa e preparação operacional.


Esquadras de voo

A BA5 foi originalmente equipada com duas esquadras, a 51 “Falcões” e a 52 “Galos”, ambas operando F-86F Sabre. Atualmente, acolhe duas das principais esquadras de caça da Força Aérea Portuguesa:

  • Esquadra 201 “Falcões”: Opera atualmente o F-16AM/BM Fighting Falcon, com missão principal de defesa aérea e atribuições secundárias em apoio e interdição aérea.
  • Esquadra 301 “Jaguares”: Transferida em 2005 da Base Aérea nº11, também opera o F-16AM/BM, com capacidades em missões defensivas, ofensivas e anti-superfície.


Anteriormente, a base acolheu outras esquadras, como a Esquadra 52 “Galos” (desativada em 1961), a Esquadra 103 “Caracóis” (treino), Esquadra 302 e Esquadra 304, bem como outros núcleos operacionais temporários relacionados com conversão e formação.

  • F-86F Sabre – Introduzidos em 1959 como primeira linha de caça.
  • Fiat G.91 – Operacional entre 1966 e 1973, especialmente para treino de pilotos.
  • T-33A e T-38 Talon – Usados para instrução complementar e avançada nos anos 70.
  • A-7P Corsair II – Principal vetor de ataque entre 1981 e 1999.
  • F-16A/B OCU e F-16AM/BM MLU – Introduzidos a partir de 1994 e, desde 2003, modernizados com Mid Life Update, são atualmente a principal aeronave da base e da aviação de caça nacional.

Atualmente, a BA5 mantém-se como o núcleo da aviação de caça da Força Aérea Portuguesa, operando uma frota de cerca de 30 F-16AM/BM pelas esquadras 201 e 301, garantindo a soberania e defesa do espaço aéreo nacional. Aproveitando esta data importante na vida da Base da Aviação de Caça, comemora-se também o aniversário da Esquadra 201 Falcões que fazem este ano 67.

A Base Aérea nº5 continua, assim, a escrever a sua história, mantendo viva a tradição, profissionalismo e dedicação daqueles que ao longo de 66 anos serviram e continuam a servir Portugal a partir de Monte Real.







































 


A Base Aérea nº5, sediada em Monte Real, celebra hoje 66 anos de existência, destacando-se como um dos pilares da aviação de caça e defesa aérea em Portugal. Desde a sua fundação, a unidade foi responsável por importantes marcos operacionais e pela evolução da aviação de combate da Força Aérea Portuguesa.


História

A origem da Base Aérea nº5 remonta ao tempo em que o Aeroclube de Leiria utilizava o terreno entre 1938 e 1941, dando posteriormente lugar a um aeródromo militar. Oficialmente inaugurada a 4 de outubro de 1959, a BA5 foi criada com o objetivo estratégico de garantir a defesa aérea, sendo construída num local central do país para permitir uma resposta rápida a quaisquer ameaças. Ao longo da sua história, a base recebeu distintos reconhecimentos institucionais e foi palco de missões nacionais e internacionais ligadas à defesa e preparação operacional.


Esquadras de voo

A BA5 foi originalmente equipada com duas esquadras, a 51 “Falcões” e a 52 “Galos”, ambas operando F-86F Sabre. Atualmente, acolhe duas das principais esquadras de caça da Força Aérea Portuguesa:

  • Esquadra 201 “Falcões”: Opera atualmente o F-16AM/BM Fighting Falcon, com missão principal de defesa aérea e atribuições secundárias em apoio e interdição aérea.
  • Esquadra 301 “Jaguares”: Transferida em 2005 da Base Aérea nº11, também opera o F-16AM/BM, com capacidades em missões defensivas, ofensivas e anti-superfície.


Anteriormente, a base acolheu outras esquadras, como a Esquadra 52 “Galos” (desativada em 1961), a Esquadra 103 “Caracóis” (treino), Esquadra 302 e Esquadra 304, bem como outros núcleos operacionais temporários relacionados com conversão e formação.

  • F-86F Sabre – Introduzidos em 1959 como primeira linha de caça.
  • Fiat G.91 – Operacional entre 1966 e 1973, especialmente para treino de pilotos.
  • T-33A e T-38 Talon – Usados para instrução complementar e avançada nos anos 70.
  • A-7P Corsair II – Principal vetor de ataque entre 1981 e 1999.
  • F-16A/B OCU e F-16AM/BM MLU – Introduzidos a partir de 1994 e, desde 2003, modernizados com Mid Life Update, são atualmente a principal aeronave da base e da aviação de caça nacional.

Atualmente, a BA5 mantém-se como o núcleo da aviação de caça da Força Aérea Portuguesa, operando uma frota de cerca de 30 F-16AM/BM pelas esquadras 201 e 301, garantindo a soberania e defesa do espaço aéreo nacional. Aproveitando esta data importante na vida da Base da Aviação de Caça, comemora-se também o aniversário da Esquadra 201 Falcões que fazem este ano 67.

A Base Aérea nº5 continua, assim, a escrever a sua história, mantendo viva a tradição, profissionalismo e dedicação daqueles que ao longo de 66 anos serviram e continuam a servir Portugal a partir de Monte Real.







































sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Primeiro UH-60L Black Hawk entra em fase de aceitação provisória

 


Foi formalmente aceite, em regime de aceitação provisória, o primeiro helicóptero UH-60L Black Hawk, marco que assinala o arranque de uma nova etapa na modernização da frota de asas rotativas.

O processo de aceitação provisória inclui a verificação técnica e documental da aeronave, bem como a realização de voos de ensaio e inspeções detalhadas, garantindo que o helicóptero cumpre os requisitos definidos no contrato. Apenas após a conclusão desta fase será emitida a aceitação definitiva.

Reconhecido pela sua robustez e versatilidade, o Black Hawk vem reforçar a capacidade de resposta em missões tão diversas como transporte aéreo tático, evacuação médica, apoio a operações especiais, combate a incêndios florestais e busca e salvamento.

A entrega deste primeiro exemplar simboliza o esforço conjunto entre as entidades envolvidas no projeto, abrindo caminho para a integração gradual da nova frota e para a adaptação das tripulações, em direção à plena capacidade operacional.

Fonte e Foto: FAP



















 


Foi formalmente aceite, em regime de aceitação provisória, o primeiro helicóptero UH-60L Black Hawk, marco que assinala o arranque de uma nova etapa na modernização da frota de asas rotativas.

O processo de aceitação provisória inclui a verificação técnica e documental da aeronave, bem como a realização de voos de ensaio e inspeções detalhadas, garantindo que o helicóptero cumpre os requisitos definidos no contrato. Apenas após a conclusão desta fase será emitida a aceitação definitiva.

Reconhecido pela sua robustez e versatilidade, o Black Hawk vem reforçar a capacidade de resposta em missões tão diversas como transporte aéreo tático, evacuação médica, apoio a operações especiais, combate a incêndios florestais e busca e salvamento.

A entrega deste primeiro exemplar simboliza o esforço conjunto entre as entidades envolvidas no projeto, abrindo caminho para a integração gradual da nova frota e para a adaptação das tripulações, em direção à plena capacidade operacional.

Fonte e Foto: FAP



















Troféus do Tiger Meet 2025

 


O NATO Tiger Meet 2025 trouxe à Base Aérea n.º 11, em Beja, duas semanas de treino intensivo, camaradagem e celebração do espírito “tigre”. Além das missões aéreas conjuntas e dos dias abertos ao público, o encontro culminou com a habitual cerimónia de entrega de prémios, onde se distinguiram os esquadrões que mais se destacaram em diferentes dimensões do exercício.


O prestigiado Silver Tiger

O troféu mais cobiçado do Tiger Meet é o Silver Tiger, entregue este ano à Staffel 11, da Força Aérea Suíça. Esta distinção não avalia apenas a performance operacional, mas também a dedicação, a cooperação e o espírito de equipa demonstrados ao longo do evento. É, por isso, considerado o prémio máximo, o verdadeiro símbolo do que significa pertencer à comunidade “tigre”.

Espírito e camaradagem

O Special Tiger Spirit Award foi atribuído à 6 ELT, da Força Aérea Polaca. Este prémio sublinha o entusiasmo, a hospitalidade e a participação ativa, qualidades que definem a essência do encontro. A mesma unidade recebeu também o troféu de Best Uniform, reconhecimento pela criatividade e impacto visual na apresentação do seu fardamento.

Desempenho operacional e aeronaves

No plano operacional, o destaque foi para o esquadrão alemão TaktLwG 51, distinguido com o prémio Best OPS pela sua excelência durante as missões de voo. Já o troféu Best Tiger Aircraft ficou em casa: a Esquadra 301, da Força Aérea Portuguesa, foi galardoada pela pintura e apresentação da sua aeronave, um prémio de grande simbolismo para os anfitriões do encontro.

Criatividade e espírito de equipa

Além do rigor operacional, o Tiger Meet valoriza também a imaginação e o convívio entre esquadrões. O 12° Gruppo, da Força Aérea Italiana, conquistou o troféu Best Skit pela melhor encenação apresentada durante o evento. Por sua vez, a 2. Staffel, da Força Aérea Austríaca, venceu os Tiger Games, atividades recreativas que testam a união e a boa disposição das equipas.


Um encontro para além dos céus

O Tiger Meet não se resume a missões e prémios. É um espaço onde diferentes forças aéreas reforçam laços, partilham experiências e consolidam a confiança mútua. Os troféus entregues em Beja representam mais do que distinções individuais: são o reflexo de um espírito coletivo que valoriza a cooperação, a excelência operacional e a tradição de um dos exercícios mais emblemáticos da NATO.

Por fim e a também esperada revelação onde é que o Tigermeet se vai realizar no próximo ano de 2025 e viemos a saber que será na Grécia em Araxos. Até lá Tiger Tiger Tiger

Fonte: Nato Tiger Org; Fotos: FAP




















 


O NATO Tiger Meet 2025 trouxe à Base Aérea n.º 11, em Beja, duas semanas de treino intensivo, camaradagem e celebração do espírito “tigre”. Além das missões aéreas conjuntas e dos dias abertos ao público, o encontro culminou com a habitual cerimónia de entrega de prémios, onde se distinguiram os esquadrões que mais se destacaram em diferentes dimensões do exercício.


O prestigiado Silver Tiger

O troféu mais cobiçado do Tiger Meet é o Silver Tiger, entregue este ano à Staffel 11, da Força Aérea Suíça. Esta distinção não avalia apenas a performance operacional, mas também a dedicação, a cooperação e o espírito de equipa demonstrados ao longo do evento. É, por isso, considerado o prémio máximo, o verdadeiro símbolo do que significa pertencer à comunidade “tigre”.

Espírito e camaradagem

O Special Tiger Spirit Award foi atribuído à 6 ELT, da Força Aérea Polaca. Este prémio sublinha o entusiasmo, a hospitalidade e a participação ativa, qualidades que definem a essência do encontro. A mesma unidade recebeu também o troféu de Best Uniform, reconhecimento pela criatividade e impacto visual na apresentação do seu fardamento.

Desempenho operacional e aeronaves

No plano operacional, o destaque foi para o esquadrão alemão TaktLwG 51, distinguido com o prémio Best OPS pela sua excelência durante as missões de voo. Já o troféu Best Tiger Aircraft ficou em casa: a Esquadra 301, da Força Aérea Portuguesa, foi galardoada pela pintura e apresentação da sua aeronave, um prémio de grande simbolismo para os anfitriões do encontro.

Criatividade e espírito de equipa

Além do rigor operacional, o Tiger Meet valoriza também a imaginação e o convívio entre esquadrões. O 12° Gruppo, da Força Aérea Italiana, conquistou o troféu Best Skit pela melhor encenação apresentada durante o evento. Por sua vez, a 2. Staffel, da Força Aérea Austríaca, venceu os Tiger Games, atividades recreativas que testam a união e a boa disposição das equipas.


Um encontro para além dos céus

O Tiger Meet não se resume a missões e prémios. É um espaço onde diferentes forças aéreas reforçam laços, partilham experiências e consolidam a confiança mútua. Os troféus entregues em Beja representam mais do que distinções individuais: são o reflexo de um espírito coletivo que valoriza a cooperação, a excelência operacional e a tradição de um dos exercícios mais emblemáticos da NATO.

Por fim e a também esperada revelação onde é que o Tigermeet se vai realizar no próximo ano de 2025 e viemos a saber que será na Grécia em Araxos. Até lá Tiger Tiger Tiger

Fonte: Nato Tiger Org; Fotos: FAP




















quarta-feira, 1 de outubro de 2025

EUA propõem a Portugal reforço da aliança com compra de caças F-35

A proposta norte-americana abre a porta a um debate estratégico em Portugal: modernizar a Força Aérea com caças de 5.ª geração, alinhar-se com os principais aliados da NATO e, em simultâneo, assumir os elevados custos financeiros e logísticos de um salto tecnológico desta dimensão.

A proposta americana

Na sua primeira intervenção pública em Lisboa, o embaixador dos Estados Unidos, John Arrigo, foi claro: a aquisição do F-35 Lightning II por Portugal representaria um reforço decisivo da aliança bilateral e um passo lógico no estreitamento das relações de defesa no quadro da NATO.

“A nossa amizade baseia-se na história, na confiança e num sacrifício partilhado”, sublinhou Arrigo, apontando que uma cooperação mais estreita em matéria de defesa só pode ser sustentada por equipamentos modernos e plenamente interoperáveis com os dos principais aliados.

A sugestão surge num momento em que Portugal enfrenta a necessidade de planear o futuro substituto da frota de F-16AM/BM, atualmente em serviço na Força Aérea.

O que é o F-35

O F-35 Lightning II, desenvolvido pela Lockheed Martin, é o primeiro caça de 5.ª geração amplamente adotado no espaço euro-atlântico. Caracteriza-se por:

  • Baixa assinatura radar (stealth), que dificulta a deteção por sistemas inimigos.
  • Sensores avançados (radar AESA, Distributed Aperture System, EOTS) que oferecem uma consciência situacional inédita aos pilotos.
  • Multifuncionalidade, capaz de executar missões de superioridade aérea, ataque ao solo, reconhecimento e guerra eletrónica.
  • Integração em rede, permitindo partilhar dados em tempo real com outras plataformas aéreas, navais e terrestres da NATO.

Existem três variantes: F-35A (descolagem convencional, a mais usada), F-35B (descolagem curta e aterragem vertical) e F-35C (otimizado para porta-aviões).

Quem já opera e quem vai operar

Atualmente, cerca de 20 países já operam ou encomendaram o F-35. Entre os utilizadores mais avançados estão os Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Holanda, Noruega, Dinamarca, Israel, Japão, Coreia do Sul e Austrália.

Nos próximos anos, Alemanha, Finlândia, Suíça, Polónia e República Checa irão receber as suas primeiras unidades, enquanto Grécia e Roménia estão a ultimar acordos de aquisição.

Este movimento está a transformar o F-35 no padrão de facto da NATO e de aliados próximos dos EUA, tornando-se a espinha dorsal da aviação de combate ocidental até meados do século.

O desafio para Portugal

Se Portugal optar pelo F-35, ganhará acesso a um dos sistemas de armas mais avançados do mundo, mas também enfrentará desafios significativos:

  • Custos elevados: cada aparelho ronda os 80 a 100 milhões de euros, a que se somam manutenção, treino e infraestruturas.
  • Dependência tecnológica: a operação do F-35 implica alinhamento com cadeias logísticas norte-americanas e protocolos específicos.
  • Integração estratégica: em contrapartida, Portugal ficaria plenamente interoperável com a esmagadora maioria dos aliados europeus da NATO, garantindo relevância em operações conjuntas.

 

Mais do que uma compra, uma decisão estratégica

A proposta americana não é apenas uma questão de armamento, mas sim de geopolítica e de posicionamento estratégico. Ao lado de países que já se comprometeram com o F-35, Portugal teria de avaliar se está disposto a investir na sua modernização tecnológica e a reforçar o papel que desempenha dentro da NATO — em particular no Atlântico, área vital para os EUA e onde o país tem responsabilidades únicas.

 

Num momento em que a segurança europeia volta a estar em destaque, a eventual aquisição de F-35 poderá definir a próxima geração da defesa aérea nacional e marcar um novo capítulo na relação luso-americana.

Fonte: DN












A proposta norte-americana abre a porta a um debate estratégico em Portugal: modernizar a Força Aérea com caças de 5.ª geração, alinhar-se com os principais aliados da NATO e, em simultâneo, assumir os elevados custos financeiros e logísticos de um salto tecnológico desta dimensão.

A proposta americana

Na sua primeira intervenção pública em Lisboa, o embaixador dos Estados Unidos, John Arrigo, foi claro: a aquisição do F-35 Lightning II por Portugal representaria um reforço decisivo da aliança bilateral e um passo lógico no estreitamento das relações de defesa no quadro da NATO.

“A nossa amizade baseia-se na história, na confiança e num sacrifício partilhado”, sublinhou Arrigo, apontando que uma cooperação mais estreita em matéria de defesa só pode ser sustentada por equipamentos modernos e plenamente interoperáveis com os dos principais aliados.

A sugestão surge num momento em que Portugal enfrenta a necessidade de planear o futuro substituto da frota de F-16AM/BM, atualmente em serviço na Força Aérea.

O que é o F-35

O F-35 Lightning II, desenvolvido pela Lockheed Martin, é o primeiro caça de 5.ª geração amplamente adotado no espaço euro-atlântico. Caracteriza-se por:

  • Baixa assinatura radar (stealth), que dificulta a deteção por sistemas inimigos.
  • Sensores avançados (radar AESA, Distributed Aperture System, EOTS) que oferecem uma consciência situacional inédita aos pilotos.
  • Multifuncionalidade, capaz de executar missões de superioridade aérea, ataque ao solo, reconhecimento e guerra eletrónica.
  • Integração em rede, permitindo partilhar dados em tempo real com outras plataformas aéreas, navais e terrestres da NATO.

Existem três variantes: F-35A (descolagem convencional, a mais usada), F-35B (descolagem curta e aterragem vertical) e F-35C (otimizado para porta-aviões).

Quem já opera e quem vai operar

Atualmente, cerca de 20 países já operam ou encomendaram o F-35. Entre os utilizadores mais avançados estão os Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Holanda, Noruega, Dinamarca, Israel, Japão, Coreia do Sul e Austrália.

Nos próximos anos, Alemanha, Finlândia, Suíça, Polónia e República Checa irão receber as suas primeiras unidades, enquanto Grécia e Roménia estão a ultimar acordos de aquisição.

Este movimento está a transformar o F-35 no padrão de facto da NATO e de aliados próximos dos EUA, tornando-se a espinha dorsal da aviação de combate ocidental até meados do século.

O desafio para Portugal

Se Portugal optar pelo F-35, ganhará acesso a um dos sistemas de armas mais avançados do mundo, mas também enfrentará desafios significativos:

  • Custos elevados: cada aparelho ronda os 80 a 100 milhões de euros, a que se somam manutenção, treino e infraestruturas.
  • Dependência tecnológica: a operação do F-35 implica alinhamento com cadeias logísticas norte-americanas e protocolos específicos.
  • Integração estratégica: em contrapartida, Portugal ficaria plenamente interoperável com a esmagadora maioria dos aliados europeus da NATO, garantindo relevância em operações conjuntas.

 

Mais do que uma compra, uma decisão estratégica

A proposta americana não é apenas uma questão de armamento, mas sim de geopolítica e de posicionamento estratégico. Ao lado de países que já se comprometeram com o F-35, Portugal teria de avaliar se está disposto a investir na sua modernização tecnológica e a reforçar o papel que desempenha dentro da NATO — em particular no Atlântico, área vital para os EUA e onde o país tem responsabilidades únicas.

 

Num momento em que a segurança europeia volta a estar em destaque, a eventual aquisição de F-35 poderá definir a próxima geração da defesa aérea nacional e marcar um novo capítulo na relação luso-americana.

Fonte: DN












segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Primeira semana do NATO Tiger Meet 2025 concluída

 


Chegou ao fim a primeira semana do NATO Tiger Meet 2025 (NTM2025), exercício internacional que tem como objetivo principal reforçar a cooperação e a interoperabilidade entre as forças participantes.

O NTM2025 constitui uma oportunidade ímpar para a realização de treino operacional avançado, proporcionando às esquadras envolvidas a possibilidade de adquirir novos conhecimentos, experiências e competências, sempre em ambiente controlado e seguro.

Ao longo desta primeira fase, foram executados diferentes tipos de missões, entre as quais se destacam: DCA (Defensive Counter Air), AEW (Airborne Early Warning), ISR (Intelligence, Surveillance & Reconnaissance), Heli Escort, Heli Tat, AI (Air Interdiction), OCA (Offensive Counter-Air), AAR (Air-to-Air Refueling), CAS (Close Air Support), DT (Dynamic Targeting), OPFOR (Opposing Force), EW (Electronic Warfare), TAT (Technical Assistance Team), SEAD (Suppression of Enemy Air Defense), ACM (Air Combat Maneuvering), BFM (Basic Fighter Maneuvers) e CSAR (Combat Search and Rescue).

Estas missões permitem explorar ao máximo o treino operacional em cenários multidomínio, incluindo o espaço, criando ao mesmo tempo um ambiente de confiança e cooperação que favorece a melhoria contínua de técnicas, táticas e procedimentos.

Neste sentido, a Força Aérea Portuguesa aposta na inovação, ao introduzir pela primeira vez em território nacional a integração de operações espaciais no planeamento do exercício, reforçando a consciência situacional em todos os domínios.

Recorde-se que o NTM2025 prolonga-se até 3 de outubro, reunindo meios da NATO e contingentes de 12 nações diferentes.

Fonte e Foto: FAP



























 


Chegou ao fim a primeira semana do NATO Tiger Meet 2025 (NTM2025), exercício internacional que tem como objetivo principal reforçar a cooperação e a interoperabilidade entre as forças participantes.

O NTM2025 constitui uma oportunidade ímpar para a realização de treino operacional avançado, proporcionando às esquadras envolvidas a possibilidade de adquirir novos conhecimentos, experiências e competências, sempre em ambiente controlado e seguro.

Ao longo desta primeira fase, foram executados diferentes tipos de missões, entre as quais se destacam: DCA (Defensive Counter Air), AEW (Airborne Early Warning), ISR (Intelligence, Surveillance & Reconnaissance), Heli Escort, Heli Tat, AI (Air Interdiction), OCA (Offensive Counter-Air), AAR (Air-to-Air Refueling), CAS (Close Air Support), DT (Dynamic Targeting), OPFOR (Opposing Force), EW (Electronic Warfare), TAT (Technical Assistance Team), SEAD (Suppression of Enemy Air Defense), ACM (Air Combat Maneuvering), BFM (Basic Fighter Maneuvers) e CSAR (Combat Search and Rescue).

Estas missões permitem explorar ao máximo o treino operacional em cenários multidomínio, incluindo o espaço, criando ao mesmo tempo um ambiente de confiança e cooperação que favorece a melhoria contínua de técnicas, táticas e procedimentos.

Neste sentido, a Força Aérea Portuguesa aposta na inovação, ao introduzir pela primeira vez em território nacional a integração de operações espaciais no planeamento do exercício, reforçando a consciência situacional em todos os domínios.

Recorde-se que o NTM2025 prolonga-se até 3 de outubro, reunindo meios da NATO e contingentes de 12 nações diferentes.

Fonte e Foto: FAP



























terça-feira, 23 de setembro de 2025

Tigermeet 2025 - Dia 1

 

Realizou-se ontem o primeiro dia do exercício aéreo NATO Tiger Meet 2025 na Base Aérea N.º 11, em Beja, assinalando o início oficial das operações deste prestigiado evento. Mais de 80 missões aéreas foram executadas ao longo do dia, com participação destacada das esquadras “Tigers”, dando assim o pontapé de saída para esta edição.


Estiveram envolvidos caças, helicópteros, aviões de transporte, aeronaves de reabastecimento aéreo e meios de controlo tático, iniciando as suas sessões de treino e validação operacional em ambiente multinacional. As tripulações de diferentes países aliados começaram a preparar-se para missões coordenadas, replicando desafios encontrados nos diversos cenários internacionais de utilização real.


Um dos elementos mais emblemáticos deste exercício é o facto de que várias das aeronaves participantes nas missões, exibiam pinturas especiais com as tradicionais cores tigre. Estas decorações exclusivas, que as esquadras preparam e aplicam apenas para o evento, são símbolo de orgulho e identidade, distinguindo os aviões no céu de Beja. A presença destas pinturas realça a criatividade e o convívio entre as forças aliadas, acrescentando um elemento único ao ambiente operacional do exercício.

O Tiger Meet 2025 reforça o espírito de colaboração entre as nações parceiras, demonstrando o empenho coletivo em garantir a paz, a segurança e a estabilidade regional e internacional. Este evento sublinha também a importância da atualização contínua das capacidades militares e da preparação conjunta para enfrentar eficientemente possíveis situações futuras.

Fonte e Fotos: FAP
























































 

Realizou-se ontem o primeiro dia do exercício aéreo NATO Tiger Meet 2025 na Base Aérea N.º 11, em Beja, assinalando o início oficial das operações deste prestigiado evento. Mais de 80 missões aéreas foram executadas ao longo do dia, com participação destacada das esquadras “Tigers”, dando assim o pontapé de saída para esta edição.


Estiveram envolvidos caças, helicópteros, aviões de transporte, aeronaves de reabastecimento aéreo e meios de controlo tático, iniciando as suas sessões de treino e validação operacional em ambiente multinacional. As tripulações de diferentes países aliados começaram a preparar-se para missões coordenadas, replicando desafios encontrados nos diversos cenários internacionais de utilização real.


Um dos elementos mais emblemáticos deste exercício é o facto de que várias das aeronaves participantes nas missões, exibiam pinturas especiais com as tradicionais cores tigre. Estas decorações exclusivas, que as esquadras preparam e aplicam apenas para o evento, são símbolo de orgulho e identidade, distinguindo os aviões no céu de Beja. A presença destas pinturas realça a criatividade e o convívio entre as forças aliadas, acrescentando um elemento único ao ambiente operacional do exercício.

O Tiger Meet 2025 reforça o espírito de colaboração entre as nações parceiras, demonstrando o empenho coletivo em garantir a paz, a segurança e a estabilidade regional e internacional. Este evento sublinha também a importância da atualização contínua das capacidades militares e da preparação conjunta para enfrentar eficientemente possíveis situações futuras.

Fonte e Fotos: FAP
























































40 anos de serviço operacional do Mirage 2000

 


No passado dia 17 de setembro de 2025, a Base Aérienne 116 de Luxeuil-Saint‑Sauveur celebrou os «40 ans du Mirage 2000», ou seja, os 40 anos de serviço operacional desta aeronave na Força Aérea e Espaço Francesa (Armée de l’air et de l’espace).

A BA 116 tem importância simbólica porque aí se encontra o Groupe de Chasse 1/2 «Cigognes», a primeira unidade equipada com o Mirage 2000, desde 1984. As celebrações incluíram demonstrações de voo, exposições estáticas, conferências, sobrevôos em baixa altitude e alta velocidade, presença de várias versões do Mirage 2000, e reuniram militares (pilotos, mecânicos, engenheiros) e civis ligados ao aparelho.

HISTÓRIA E DESENVOLVIMENTO

O Mirage 2000 foi desenvolvido pela Dassault a partir dos anos 1970 como sucessor de outros Mirages, com asa em delta, comando de voo elétrico, motor Snecma M53 e várias versões para diferentes missões.

- Primeiro voo: 10 de março de 1978.

- Entrada em serviço: julho de 1984, versão Mirage 2000C.

Versões principais:

- Mirage 2000C/B — caça ar‑ar (monoposto e biplace).

- Mirage 2000N — versão nuclear.

- Mirage 2000D — ataque ao solo, todo tempo.

- Mirage 2000‑5 — versão modernizada com radar RDY e aviônicos avançados.


OPERADORES

Além da França, o Mirage 2000 foi ou é operado por Egito, Índia, Grécia, Peru, Taiwan, Emirados Árabes Unidos, entre outros. Recentemente, a França transferiu alguns Mirage 2000‑5 para a Ucrânia.

ATUALIZAÇÕES RECENTES — FRANÇA

- Mirage 2000‑D RMV (Rénovation à Mi‑Vie): atualização dos 2000D com novas capacidades de navegação, armamento de precisão, pod de canhão e integração de novos sistemas. Mantidos até pelo menos 2035.

- Mirage 2000‑5F: versão para superioridade aérea, com radar moderno e sistemas de dados táticos.

FUTURO

- As versões antigas como o Mirage 2000C já foram retiradas em 2022.

- O Mirage 2000‑5F deverá ser desativado até 2029.

- O Mirage 2000D RMV deverá voar até cerca de 2035.

- O Rafale assumirá gradualmente todas as missões.

O Mirage 2000 representou uma mudança de paradigma: caça delta ágil, com comando de voo elétrico e grande adaptabilidade. Serviu em operações na Líbia, Sahel, Levante e Djibouti. Permitiu à França manter uma força operacional de alto nível durante a transição para o Rafale.

CONCLUSÃO

Celebrar 40 anos de vida operacional do Mirage 2000 é celebrar uma aeronave que, bem modernizada, continua a ser uma peça-chave da defesa francesa. O futuro reserva a sua retirada gradual, mas o legado do Mirage 2000 — em versatilidade, adaptabilidade e longevidade — perdurará.












 


No passado dia 17 de setembro de 2025, a Base Aérienne 116 de Luxeuil-Saint‑Sauveur celebrou os «40 ans du Mirage 2000», ou seja, os 40 anos de serviço operacional desta aeronave na Força Aérea e Espaço Francesa (Armée de l’air et de l’espace).

A BA 116 tem importância simbólica porque aí se encontra o Groupe de Chasse 1/2 «Cigognes», a primeira unidade equipada com o Mirage 2000, desde 1984. As celebrações incluíram demonstrações de voo, exposições estáticas, conferências, sobrevôos em baixa altitude e alta velocidade, presença de várias versões do Mirage 2000, e reuniram militares (pilotos, mecânicos, engenheiros) e civis ligados ao aparelho.

HISTÓRIA E DESENVOLVIMENTO

O Mirage 2000 foi desenvolvido pela Dassault a partir dos anos 1970 como sucessor de outros Mirages, com asa em delta, comando de voo elétrico, motor Snecma M53 e várias versões para diferentes missões.

- Primeiro voo: 10 de março de 1978.

- Entrada em serviço: julho de 1984, versão Mirage 2000C.

Versões principais:

- Mirage 2000C/B — caça ar‑ar (monoposto e biplace).

- Mirage 2000N — versão nuclear.

- Mirage 2000D — ataque ao solo, todo tempo.

- Mirage 2000‑5 — versão modernizada com radar RDY e aviônicos avançados.


OPERADORES

Além da França, o Mirage 2000 foi ou é operado por Egito, Índia, Grécia, Peru, Taiwan, Emirados Árabes Unidos, entre outros. Recentemente, a França transferiu alguns Mirage 2000‑5 para a Ucrânia.

ATUALIZAÇÕES RECENTES — FRANÇA

- Mirage 2000‑D RMV (Rénovation à Mi‑Vie): atualização dos 2000D com novas capacidades de navegação, armamento de precisão, pod de canhão e integração de novos sistemas. Mantidos até pelo menos 2035.

- Mirage 2000‑5F: versão para superioridade aérea, com radar moderno e sistemas de dados táticos.

FUTURO

- As versões antigas como o Mirage 2000C já foram retiradas em 2022.

- O Mirage 2000‑5F deverá ser desativado até 2029.

- O Mirage 2000D RMV deverá voar até cerca de 2035.

- O Rafale assumirá gradualmente todas as missões.

O Mirage 2000 representou uma mudança de paradigma: caça delta ágil, com comando de voo elétrico e grande adaptabilidade. Serviu em operações na Líbia, Sahel, Levante e Djibouti. Permitiu à França manter uma força operacional de alto nível durante a transição para o Rafale.

CONCLUSÃO

Celebrar 40 anos de vida operacional do Mirage 2000 é celebrar uma aeronave que, bem modernizada, continua a ser uma peça-chave da defesa francesa. O futuro reserva a sua retirada gradual, mas o legado do Mirage 2000 — em versatilidade, adaptabilidade e longevidade — perdurará.