terça-feira, 14 de abril de 2026

F‑16 Portugueses realizam reabastecimento em voo no Báltico durante a missão NATO eAP26

 

Caças F‑16AM da Força Aérea Portuguesa (FAP) realizaram uma operação de reabastecimento em voo a partir de um avião A330 "Phénix" da Força Aérea Francesa (Armée de l’Air et de l’Espace) num exercício recente sobre o Mar Báltico, em abril de 2026. A ação decorreu no âmbito da missão da NATO enhanced Air Policing 2026 (eAP26), atualmente em curso na Estónia, e envolveu ainda aeronaves F‑16AM romenas, baseadas em Šiauliai, na Lituânia.

O procedimento de reabastecimento, executado em voo a alta altitude, garantiu a continuidade das operações de patrulha aérea aliadas sobre o espaço aéreo báltico, uma região de importância estratégica para a Aliança Atlântica. As aeronaves portuguesas operam a partir da Base Aérea de Ämari, na Estónia, onde se encontram destacadas desde o início de abril.

O destacamento português é composto por 95 militares e quatro F‑16M e ao longo de quatro meses, até 31 de julho, as tripulações portuguesas asseguram a prontidão operacional em regime de alerta rápido (Quick Reaction Alert – QRA), permanecendo preparadas para descolar em minutos perante qualquer violação ou potencial ameaça ao espaço aéreo dos países bálticos. Trata-se do nono destacamento da FAP no âmbito desta missão desde 2007 e do segundo consecutivo sediado na Estónia.

Os F‑16 portugueses utilizam em configuração normalmente depósitos suplementares de combustível e mísseis ar‑ar AIM‑9 Sidewinder (guiados por infravermelhos) e AIM‑120 AMRAAM (guiados por radar), garantindo capacidade de interceção em curtas e médias distâncias. E ainda é normal voarem com dois sistemas complementares: à frente, o conjunto de designação de alvos e observação Litening AN/AAQ‑28(V), e o módulo de guerra eletrónica e contramedidas AN/ALQ‑131.

A aeronave francesa A330 MRTT “Phénix”, destacada para esta missão, desempenhou um papel fundamental no apoio às forças aliadas, permitindo prolongar o tempo de patrulha e a autonomia operacional dos caças F‑16 portugueses e romenos. O reabastecimento em voo, manobra tecnicamente exigente, realiza-se dentro de parâmetros de precisão milimétrica, evidenciando o elevado grau de treino e coordenação das equipas envolvidas.

Para Portugal, esta rotação da eAP26 reforça o compromisso de segurança coletiva no flanco nordeste da NATO, contribuindo para a defesa do espaço aéreo da Estónia, Letónia e Lituânia. Além de promover a interoperabilidade entre forças aliadas, a missão destaca a capacidade da Força Aérea Portuguesa em operar num contexto multinacional complexo e em regiões distantes do território nacional.

Fotos: Armée française 



















 

Caças F‑16AM da Força Aérea Portuguesa (FAP) realizaram uma operação de reabastecimento em voo a partir de um avião A330 "Phénix" da Força Aérea Francesa (Armée de l’Air et de l’Espace) num exercício recente sobre o Mar Báltico, em abril de 2026. A ação decorreu no âmbito da missão da NATO enhanced Air Policing 2026 (eAP26), atualmente em curso na Estónia, e envolveu ainda aeronaves F‑16AM romenas, baseadas em Šiauliai, na Lituânia.

O procedimento de reabastecimento, executado em voo a alta altitude, garantiu a continuidade das operações de patrulha aérea aliadas sobre o espaço aéreo báltico, uma região de importância estratégica para a Aliança Atlântica. As aeronaves portuguesas operam a partir da Base Aérea de Ämari, na Estónia, onde se encontram destacadas desde o início de abril.

O destacamento português é composto por 95 militares e quatro F‑16M e ao longo de quatro meses, até 31 de julho, as tripulações portuguesas asseguram a prontidão operacional em regime de alerta rápido (Quick Reaction Alert – QRA), permanecendo preparadas para descolar em minutos perante qualquer violação ou potencial ameaça ao espaço aéreo dos países bálticos. Trata-se do nono destacamento da FAP no âmbito desta missão desde 2007 e do segundo consecutivo sediado na Estónia.

Os F‑16 portugueses utilizam em configuração normalmente depósitos suplementares de combustível e mísseis ar‑ar AIM‑9 Sidewinder (guiados por infravermelhos) e AIM‑120 AMRAAM (guiados por radar), garantindo capacidade de interceção em curtas e médias distâncias. E ainda é normal voarem com dois sistemas complementares: à frente, o conjunto de designação de alvos e observação Litening AN/AAQ‑28(V), e o módulo de guerra eletrónica e contramedidas AN/ALQ‑131.

A aeronave francesa A330 MRTT “Phénix”, destacada para esta missão, desempenhou um papel fundamental no apoio às forças aliadas, permitindo prolongar o tempo de patrulha e a autonomia operacional dos caças F‑16 portugueses e romenos. O reabastecimento em voo, manobra tecnicamente exigente, realiza-se dentro de parâmetros de precisão milimétrica, evidenciando o elevado grau de treino e coordenação das equipas envolvidas.

Para Portugal, esta rotação da eAP26 reforça o compromisso de segurança coletiva no flanco nordeste da NATO, contribuindo para a defesa do espaço aéreo da Estónia, Letónia e Lituânia. Além de promover a interoperabilidade entre forças aliadas, a missão destaca a capacidade da Força Aérea Portuguesa em operar num contexto multinacional complexo e em regiões distantes do território nacional.

Fotos: Armée française 



















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