sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Eurofighter Typhoon ultrapassa 1.000.000 de horas de voo

 

O Eurofighter Typhoon atingiu oficialmente a marca de **1 000 000 de horas de voo globalmente no dia 29 de janeiro de 2026, um marco que sublinha a sua importância operacional e a confiança que as nações operadoras depositam neste caça europeu de 4ª geração. Desde o início do seu desenvolvimento no final dos anos 1980 e primeiro voo em 1994, o Typhoon teve uma carreira notável, evoluindo de um caça de superioridade aérea para uma plataforma multifunção capaz de realizar policiamento aéreo, patrulhas conjuntas, proteção do espaço aéreo, missões de ataque de precisão e Quick Reaction Alert.

O programa Eurofighter Typhoon nasceu de uma cooperação industrial e militar entre Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha, com os primeiros exemplares a entrarem em serviço no início dos anos 2000. Ao longo das últimas duas décadas, o Typhoon consolidou-se como pilar das forças aéreas europeias, sendo frequentemente destacado em missões da NATO e em operações reais, incluindo o policiamento do espaço aéreo europeu e envolvimento em teatros operacionais no Médio Oriente.

A frota global de Eurofighter Typhoon soma atualmente cerca de 610 aeronaves operacionais em serviço em nove nações, um número que reflete tanto os operadores parceiros originais como os clientes de exportação. As nações que operam o Typhoon incluem os quatro países fundadores (Reino Unido – Royal Air Force, Alemanha – Luftwaffe, Itália – Aeronautica Militare e Espanha – Ejército del Aire y del Espacio) e os operadores exportadores Áustria, Arábia Saudita, Omã, Kuwait e Qatar. O consórcio também tem vários outros pedidos e ofertas em curso, ampliando o potencial de utilizadores no futuro próximo.

O Eurofighter Typhoon distinguiu-se pela sua agilidade, versatilidade e capacidade tecnológica, com uma arquitetura que permite integração contínua de sistemas, sensores e armamento de última geração. Desde os primeiros dias em que a Luftwaffe e a RAF começaram a operá-lo, o Typhoon foi gradualmente equipado com capacidades ar-solo avançadas, mísseis de longo alcance e sensores que aumentaram substancialmente a sua utilidade estratégica e operacional.

Ultrapassar as 1 000 000 de horas de voo reflete não apenas a quantidade de tempo no ar, mas também a maturidade logística da plataforma, a eficácia das redes de manutenção e apoio, e a confiança das forças aéreas que o empregam diariamente para proteger o seu espaço aéreo e contribuir para as missões coletivas da NATO e aliados. Este marco chega no momento em que o Typhoon continua a receber atualizações e contratos para reforçar ainda mais a sua capacidade, assegurando que a aeronave permaneça um elemento central da defesa aérea europeia pelas próximas décadas.


























 

O Eurofighter Typhoon atingiu oficialmente a marca de **1 000 000 de horas de voo globalmente no dia 29 de janeiro de 2026, um marco que sublinha a sua importância operacional e a confiança que as nações operadoras depositam neste caça europeu de 4ª geração. Desde o início do seu desenvolvimento no final dos anos 1980 e primeiro voo em 1994, o Typhoon teve uma carreira notável, evoluindo de um caça de superioridade aérea para uma plataforma multifunção capaz de realizar policiamento aéreo, patrulhas conjuntas, proteção do espaço aéreo, missões de ataque de precisão e Quick Reaction Alert.

O programa Eurofighter Typhoon nasceu de uma cooperação industrial e militar entre Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha, com os primeiros exemplares a entrarem em serviço no início dos anos 2000. Ao longo das últimas duas décadas, o Typhoon consolidou-se como pilar das forças aéreas europeias, sendo frequentemente destacado em missões da NATO e em operações reais, incluindo o policiamento do espaço aéreo europeu e envolvimento em teatros operacionais no Médio Oriente.

A frota global de Eurofighter Typhoon soma atualmente cerca de 610 aeronaves operacionais em serviço em nove nações, um número que reflete tanto os operadores parceiros originais como os clientes de exportação. As nações que operam o Typhoon incluem os quatro países fundadores (Reino Unido – Royal Air Force, Alemanha – Luftwaffe, Itália – Aeronautica Militare e Espanha – Ejército del Aire y del Espacio) e os operadores exportadores Áustria, Arábia Saudita, Omã, Kuwait e Qatar. O consórcio também tem vários outros pedidos e ofertas em curso, ampliando o potencial de utilizadores no futuro próximo.

O Eurofighter Typhoon distinguiu-se pela sua agilidade, versatilidade e capacidade tecnológica, com uma arquitetura que permite integração contínua de sistemas, sensores e armamento de última geração. Desde os primeiros dias em que a Luftwaffe e a RAF começaram a operá-lo, o Typhoon foi gradualmente equipado com capacidades ar-solo avançadas, mísseis de longo alcance e sensores que aumentaram substancialmente a sua utilidade estratégica e operacional.

Ultrapassar as 1 000 000 de horas de voo reflete não apenas a quantidade de tempo no ar, mas também a maturidade logística da plataforma, a eficácia das redes de manutenção e apoio, e a confiança das forças aéreas que o empregam diariamente para proteger o seu espaço aéreo e contribuir para as missões coletivas da NATO e aliados. Este marco chega no momento em que o Typhoon continua a receber atualizações e contratos para reforçar ainda mais a sua capacidade, assegurando que a aeronave permaneça um elemento central da defesa aérea europeia pelas próximas décadas.


























quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Dois Pilotos Portugueses Alcançam o Patamar de Mission Commander no TLP — Um da Esquadra 201 e Outro da 301

 


Entre 15 de janeiro e 5 de fevereiro de 2026, um grupo de três caças F-16M da Força Aérea Portuguesa, acompanhado por cerca de 50 militares, integrou o Tactical Leadership Programme (TLP) Flight Course 26-1, que teve lugar na Base Aérea de Los Llanos, em Albacete, Espanha. 

Esta missão marcou a segunda vez que Portugal participa como membro ativo no TLP, um curso de alto nível que visa treinar equipas de pilotos e elementos de apoio em ambientes operacionais exigentes e multinacionais. No final do curso, dois pilotos portugueses — um da Esquadra 201 “Falcões” e outro da Esquadra 301 “Jaguares” — concluíram com sucesso a formação, sendo graduados como Mission Commander, o que representa um elevado reconhecimento das suas capacidades. 

Durante o exercício, as aeronaves e tripulações portuguesas voaram em conjunto com unidades de várias forças aéreas aliadas e sistemas de defesa aérea estrangeiros, realizando missões complexas em cenários realistas. Este tipo de treino permite reforçar a integração e a capacidade de interoperar com nações parceiras, bem como praticar ações conjuntas contra ameaças aéreas e terrestres, e aperfeiçoar técnicas, táticas e procedimentos de alto nível. 

A participação no TLP reforça o compromisso de Portugal com a Aliança Atlântica e os seus princípios de defesa coletiva, ao permitir que as suas forças se alinhem com as doutrinas e táticas da NATO, enquanto elevam a prontidão operacional e o nível de qualificação das tripulações de caça. 

O Tactical Leadership Programme é uma organização multinacional baseada num Memorando de Entendimento entre 11 países aliados, com o objetivo de fortalecer a eficácia das forças aéreas da NATO através do desenvolvimento de competências de liderança, planeamento e execução de operações aéreas combinadas, e contribuir para a evolução doutrinária da Aliança. Desde 2009, o TLP tem sido realizado em Albacete, sendo considerado um dos principais fóruns de treino avançado e desenvolvimento operacional no seio da NATO.

Fonte: FAP 

























 


Entre 15 de janeiro e 5 de fevereiro de 2026, um grupo de três caças F-16M da Força Aérea Portuguesa, acompanhado por cerca de 50 militares, integrou o Tactical Leadership Programme (TLP) Flight Course 26-1, que teve lugar na Base Aérea de Los Llanos, em Albacete, Espanha. 

Esta missão marcou a segunda vez que Portugal participa como membro ativo no TLP, um curso de alto nível que visa treinar equipas de pilotos e elementos de apoio em ambientes operacionais exigentes e multinacionais. No final do curso, dois pilotos portugueses — um da Esquadra 201 “Falcões” e outro da Esquadra 301 “Jaguares” — concluíram com sucesso a formação, sendo graduados como Mission Commander, o que representa um elevado reconhecimento das suas capacidades. 

Durante o exercício, as aeronaves e tripulações portuguesas voaram em conjunto com unidades de várias forças aéreas aliadas e sistemas de defesa aérea estrangeiros, realizando missões complexas em cenários realistas. Este tipo de treino permite reforçar a integração e a capacidade de interoperar com nações parceiras, bem como praticar ações conjuntas contra ameaças aéreas e terrestres, e aperfeiçoar técnicas, táticas e procedimentos de alto nível. 

A participação no TLP reforça o compromisso de Portugal com a Aliança Atlântica e os seus princípios de defesa coletiva, ao permitir que as suas forças se alinhem com as doutrinas e táticas da NATO, enquanto elevam a prontidão operacional e o nível de qualificação das tripulações de caça. 

O Tactical Leadership Programme é uma organização multinacional baseada num Memorando de Entendimento entre 11 países aliados, com o objetivo de fortalecer a eficácia das forças aéreas da NATO através do desenvolvimento de competências de liderança, planeamento e execução de operações aéreas combinadas, e contribuir para a evolução doutrinária da Aliança. Desde 2009, o TLP tem sido realizado em Albacete, sendo considerado um dos principais fóruns de treino avançado e desenvolvimento operacional no seio da NATO.

Fonte: FAP 

























quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Primeira missão do Rinoceronte 04 - KC-390

 


O KC-390 com o número de cauda 26904 poderá ter realizado a sua primeira missão operacional ao descolar da Base Aérea N.º 11, em Beja, às 17h06, assumindo o call sign Medic33. A aeronave seguiu em direção ao Aeroporto do Porto, onde aterrou às 17h53, numa missão de evacuação aeromédica que marcou simbolicamente a entrada do aparelho na atividade operacional ao serviço da Força Aérea Portuguesa. Este voo evidenciou desde logo a capacidade de resposta rápida, flexibilidade e prontidão do KC-390, reforçando o papel estratégico da nova aeronave no apoio às missões de transporte e emergência médica.

Fonte ADSB














 


O KC-390 com o número de cauda 26904 poderá ter realizado a sua primeira missão operacional ao descolar da Base Aérea N.º 11, em Beja, às 17h06, assumindo o call sign Medic33. A aeronave seguiu em direção ao Aeroporto do Porto, onde aterrou às 17h53, numa missão de evacuação aeromédica que marcou simbolicamente a entrada do aparelho na atividade operacional ao serviço da Força Aérea Portuguesa. Este voo evidenciou desde logo a capacidade de resposta rápida, flexibilidade e prontidão do KC-390, reforçando o papel estratégico da nova aeronave no apoio às missões de transporte e emergência médica.

Fonte ADSB














quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Os Falcões da Esquadra 201 fazem hoje 68 anos

 

Com o lema "Guerra ou Paz Tanto Nos Faz" e o símbolo do Falcão Peregrino, nasceu faz hoje 68 anos, a Esquadra 50 tendo como primeiro comandante o Capitão Moura Pinto, decorria o ano de 1958. Em setembro desse mesmo ano é feito o primeiro voo de um piloto português no F-86F que foi a primeira aeronave a equipar a esquadra e nessa altura já tinha sido alterada para Esquadra 51. Uns dias depois é ultrapassada a barreira do som pelo mesmo piloto, pela primeira vez em Portugal.

Em 1961 foi desencadeada pela Força Aérea a "Operação Atlas" que consistiu num destacamento de 8 F-86F da Base Aérea de Monte Real para a Guiné-Bissau que durou até 1963 cumprindo cerca de 577 missões operacionais. Em 1978 os Falcões foram renomeados e para "Esquadra 201, onde continuaram a operar o F-86F até 30 de junho de 1980, somando um total de 60.000 horas. Com a chegada dos A-7P Corsair II em dezembro de 1981, onde presenciei a chegada dos primeiros 9. Nessa data os Falcões passaram a designar-se Esquadra 302 e ao longo de 15 anos efetuaram cerca de 30.000 horas de voo.

No dia 4 de outubro de 1993, com a aquisição dos F-16 A/B a Força Aérea Portuguesa decide renomear os Falcões como Esquadra 201, voltando à nomenclatura original relacionada com a missão de Defesa Aérea. Desde então a Esquadra 201 tem integrado missões importantes conjuntamente com os países aliados no âmbito da NATO, como a operação "Allied Force" onde realizou um total de 270 missões operacionais no Kosovo, participou no Red Flag de 2000, diversas missões de Defesa Aérea em eventos de alta visibilidade, efetuou destacamentos para execução da missão de Policiamento Aéreo da NATO sobre os Países Bálticos.

Desde 26 de Maio de 2011, a Esquadra 201 passou a operar a plataforma F-16 MLU. Historicamente, os “Falcões” são uma Esquadra de referência para a Força Aérea Portuguesa e para a Nação, não só pelos meios que operam, mas também na vanguarda em termos tecnológicos, pela atitude profissional, competente e dedicada dos seus elementos.




















 

Com o lema "Guerra ou Paz Tanto Nos Faz" e o símbolo do Falcão Peregrino, nasceu faz hoje 68 anos, a Esquadra 50 tendo como primeiro comandante o Capitão Moura Pinto, decorria o ano de 1958. Em setembro desse mesmo ano é feito o primeiro voo de um piloto português no F-86F que foi a primeira aeronave a equipar a esquadra e nessa altura já tinha sido alterada para Esquadra 51. Uns dias depois é ultrapassada a barreira do som pelo mesmo piloto, pela primeira vez em Portugal.

Em 1961 foi desencadeada pela Força Aérea a "Operação Atlas" que consistiu num destacamento de 8 F-86F da Base Aérea de Monte Real para a Guiné-Bissau que durou até 1963 cumprindo cerca de 577 missões operacionais. Em 1978 os Falcões foram renomeados e para "Esquadra 201, onde continuaram a operar o F-86F até 30 de junho de 1980, somando um total de 60.000 horas. Com a chegada dos A-7P Corsair II em dezembro de 1981, onde presenciei a chegada dos primeiros 9. Nessa data os Falcões passaram a designar-se Esquadra 302 e ao longo de 15 anos efetuaram cerca de 30.000 horas de voo.

No dia 4 de outubro de 1993, com a aquisição dos F-16 A/B a Força Aérea Portuguesa decide renomear os Falcões como Esquadra 201, voltando à nomenclatura original relacionada com a missão de Defesa Aérea. Desde então a Esquadra 201 tem integrado missões importantes conjuntamente com os países aliados no âmbito da NATO, como a operação "Allied Force" onde realizou um total de 270 missões operacionais no Kosovo, participou no Red Flag de 2000, diversas missões de Defesa Aérea em eventos de alta visibilidade, efetuou destacamentos para execução da missão de Policiamento Aéreo da NATO sobre os Países Bálticos.

Desde 26 de Maio de 2011, a Esquadra 201 passou a operar a plataforma F-16 MLU. Historicamente, os “Falcões” são uma Esquadra de referência para a Força Aérea Portuguesa e para a Nação, não só pelos meios que operam, mas também na vanguarda em termos tecnológicos, pela atitude profissional, competente e dedicada dos seus elementos.




















sábado, 31 de janeiro de 2026

Epsilon TB-30 - 37 anos a operar na Força Aérea Portuguesa

 

A 31 Janeiro de 1989 marca a chegada do primeiro Epsilon TB-30 de um total de 18 adquiridos pela Força Aérea Portuguesa. Os restantes 17 seriam montados nas OGMA tendo o primeiro sido entregue em Março desse ano e o ultimo em junho de 1990.

Nesta mesma data a Esquadra 101 Roncos muda-se da Base Aérea 2 Ota para a Base Aérea nº1 Sintra deixando nessa data de operar o DCH-1 Chipmunk.

Durante estes 37 anos tem existido diversas alterações da “casa” dos Roncos e e estas alterações têm sido entre Beja e Sintra, atualmente a Esquadra 101 está sediada na Base Aérea nº11 de Beja. Fiquem bem, Jorge Ruivo

 


















 

A 31 Janeiro de 1989 marca a chegada do primeiro Epsilon TB-30 de um total de 18 adquiridos pela Força Aérea Portuguesa. Os restantes 17 seriam montados nas OGMA tendo o primeiro sido entregue em Março desse ano e o ultimo em junho de 1990.

Nesta mesma data a Esquadra 101 Roncos muda-se da Base Aérea 2 Ota para a Base Aérea nº1 Sintra deixando nessa data de operar o DCH-1 Chipmunk.

Durante estes 37 anos tem existido diversas alterações da “casa” dos Roncos e e estas alterações têm sido entre Beja e Sintra, atualmente a Esquadra 101 está sediada na Base Aérea nº11 de Beja. Fiquem bem, Jorge Ruivo

 


















Ultima missão do Alphajet - Real Thaw 2018

 

Faz hoje 8 anos que neste dia 31 e depois de 65 anos a formar pilotos, os Caracóis encerram um capítulo da história da Força Aérea Portuguesa bem como o Alpha Jet termina o seu contributo operacional tendo voado 25 anos com as cores da Cruz de Cristo.

Um dia que ficará na memória de todos os militares que passaram e serviram nesta Esquadra. Pelas 14.50 descolaram os Alpha Jet 15211 e 15206 para a última missão integrada no exercício Real Thaw, tendo o corte do motor sido efetuado uma hora e meia depois.

Será sem dúvida nenhuma, um orgulho para todos os militares que serviram na Esquadra 103 e também para todos os que deram o seu contributo para os elevados índices de segurança atingidos.

Aos entusiastas da aviação, ficámos mais pobres, mas temos com certeza matéria suficiente para encher o nosso capítulo das memórias com fotos fantásticas dos Alpha Jet, Patrulha Cruz de Cristo e dos Asas de Portugal. Fiquem bem, Jorge Ruivo.





















































 

Faz hoje 8 anos que neste dia 31 e depois de 65 anos a formar pilotos, os Caracóis encerram um capítulo da história da Força Aérea Portuguesa bem como o Alpha Jet termina o seu contributo operacional tendo voado 25 anos com as cores da Cruz de Cristo.

Um dia que ficará na memória de todos os militares que passaram e serviram nesta Esquadra. Pelas 14.50 descolaram os Alpha Jet 15211 e 15206 para a última missão integrada no exercício Real Thaw, tendo o corte do motor sido efetuado uma hora e meia depois.

Será sem dúvida nenhuma, um orgulho para todos os militares que serviram na Esquadra 103 e também para todos os que deram o seu contributo para os elevados índices de segurança atingidos.

Aos entusiastas da aviação, ficámos mais pobres, mas temos com certeza matéria suficiente para encher o nosso capítulo das memórias com fotos fantásticas dos Alpha Jet, Patrulha Cruz de Cristo e dos Asas de Portugal. Fiquem bem, Jorge Ruivo.





















































sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Tempestade Kristin fez estragos na Base Aérea 5 de Monte Real

 

A tempestade Kristin provocou estragos significativos na Base Aérea n.º 5, em Monte Real, na madrugada de quarta-feira, quando rajadas de vento que chegaram aos 178 km/h atingiram a unidade da Força Aérea Portuguesa, estabelecendo um novo recorde de vento máximo registado na base e interrompendo mesmo o funcionamento da estrutura meteorológica local devido aos danos sofridos. A depressão atingiu com particular violência a região de Leiria e, em especial, a área de Monte Real, levando a Força Aérea a confirmar, em comunicado, a existência de “danos materiais avultados” nas infraestruturas, embora sem qualquer registo de feridos entre militares ou trabalhadores civis que se encontravam ao serviço na unidade.

O impacto do vento extremo fez ceder grandes portões e elementos estruturais de um hangar de manutenção, que acabaram por cair sobre aeronaves estacionadas no interior, danificando pelo menos dois caças F-16 da Força Aérea Portuguesa, num prejuízo estimado em vários milhões de euros, segundo fontes citadas pela comunicação social. Em resultado da força das rajadas, um dos aviões foi empurrado contra o nariz de outra aeronave, agravando os danos estruturais, enquanto outros F-16, abrigados em shelters mais protegidos, terão escapado sem consequências visíveis. Para além das aeronaves, há registo de estragos noutros edifícios da base e em várias viaturas, confirmando a violência do fenómeno meteorológico e a sua capacidade destrutiva mesmo sobre infraestruturas militares concebidas para operar em condições adversas.

Apesar da dimensão dos danos materiais e da necessidade de avaliar com detalhe o estado das aeronaves afetadas e das estruturas atingidas, a Força Aérea assegurou publicamente que a missão de defesa aérea do país se mantém operacional, sublinhando que os meios e recursos disponíveis permitem continuar a garantir a vigilância e prontidão do dispositivo nacional. Em paralelo, foram de imediato desencadeadas ações internas para restabelecer a normalidade da atividade na unidade, com prioridade à segurança do pessoal e à estabilização das áreas danificadas, abrindo caminho às inspeções técnicas e aos trabalhos de reparação que se seguirão. Neste contexto, a Base Aérea de Monte Real enfrenta agora uma fase de recuperação e reconstituição de capacidades, num processo que passará pela avaliação minuciosa das estruturas, pela reparação dos F-16 afetados e pela eventual adaptação de procedimentos e infraestruturas para mitigar o impacto de fenómenos meteorológicos extremos que se venham a repetir no futuro.

Fotos: Via CM
























 

A tempestade Kristin provocou estragos significativos na Base Aérea n.º 5, em Monte Real, na madrugada de quarta-feira, quando rajadas de vento que chegaram aos 178 km/h atingiram a unidade da Força Aérea Portuguesa, estabelecendo um novo recorde de vento máximo registado na base e interrompendo mesmo o funcionamento da estrutura meteorológica local devido aos danos sofridos. A depressão atingiu com particular violência a região de Leiria e, em especial, a área de Monte Real, levando a Força Aérea a confirmar, em comunicado, a existência de “danos materiais avultados” nas infraestruturas, embora sem qualquer registo de feridos entre militares ou trabalhadores civis que se encontravam ao serviço na unidade.

O impacto do vento extremo fez ceder grandes portões e elementos estruturais de um hangar de manutenção, que acabaram por cair sobre aeronaves estacionadas no interior, danificando pelo menos dois caças F-16 da Força Aérea Portuguesa, num prejuízo estimado em vários milhões de euros, segundo fontes citadas pela comunicação social. Em resultado da força das rajadas, um dos aviões foi empurrado contra o nariz de outra aeronave, agravando os danos estruturais, enquanto outros F-16, abrigados em shelters mais protegidos, terão escapado sem consequências visíveis. Para além das aeronaves, há registo de estragos noutros edifícios da base e em várias viaturas, confirmando a violência do fenómeno meteorológico e a sua capacidade destrutiva mesmo sobre infraestruturas militares concebidas para operar em condições adversas.

Apesar da dimensão dos danos materiais e da necessidade de avaliar com detalhe o estado das aeronaves afetadas e das estruturas atingidas, a Força Aérea assegurou publicamente que a missão de defesa aérea do país se mantém operacional, sublinhando que os meios e recursos disponíveis permitem continuar a garantir a vigilância e prontidão do dispositivo nacional. Em paralelo, foram de imediato desencadeadas ações internas para restabelecer a normalidade da atividade na unidade, com prioridade à segurança do pessoal e à estabilização das áreas danificadas, abrindo caminho às inspeções técnicas e aos trabalhos de reparação que se seguirão. Neste contexto, a Base Aérea de Monte Real enfrenta agora uma fase de recuperação e reconstituição de capacidades, num processo que passará pela avaliação minuciosa das estruturas, pela reparação dos F-16 afetados e pela eventual adaptação de procedimentos e infraestruturas para mitigar o impacto de fenómenos meteorológicos extremos que se venham a repetir no futuro.

Fotos: Via CM
























Peace Atlantis I - Faz hoje 32 anos que a FAP aceitou o primeiro F-16A

 

Em 30 de Janeiro de 1994 a Força Aérea aceitou o seu primeiro F-16A 15101 (na altura 5101). A Força Aérea Portuguesa entrou na era F-16 quando o programa Peace Atlantis I foi iniciado com a assinatura de uma Carta de Aceitação em agosto de 1990. 

O acordo foi em parte um pagamento pelo uso (pelos EUA) da Lajes AB nos Açores. Incluiu não só as 20 aeronaves F-16 do bloco 15OCU (17 A's e 3 B's) com motores PW, mas também o apoio logístico inicial: peças de reposição, equipamentos de apoio, livros, instrução de pilotos e pessoal de manutenção, participação no Grupo de Coordenação Técnica do F-16, Programa de Integridade Estrutural de Aeronaves F-16, na Gestão Internacional de Motores - Motores F100, Programa de Melhoria de Sistemas de Guerra Eletrônica EWSIP (Electronic Warfare Systems Improvement Program), entre outros. 

As aeronaves foram construídas de acordo com o padrão Block 15OCU, o que as torna quase idênticas ao F-16 ADF (Air Defense Fighter).. A configuração da aeronave é quase padrão, mas recebeu algumas melhorias, principalmente o Ring Laser Gyro, o Wide-Angle HUD, motor Pratt & Whitney F100-PW-220E com DEEC e provisões para o uso do AIM-120 AMRAAM.



























 

Em 30 de Janeiro de 1994 a Força Aérea aceitou o seu primeiro F-16A 15101 (na altura 5101). A Força Aérea Portuguesa entrou na era F-16 quando o programa Peace Atlantis I foi iniciado com a assinatura de uma Carta de Aceitação em agosto de 1990. 

O acordo foi em parte um pagamento pelo uso (pelos EUA) da Lajes AB nos Açores. Incluiu não só as 20 aeronaves F-16 do bloco 15OCU (17 A's e 3 B's) com motores PW, mas também o apoio logístico inicial: peças de reposição, equipamentos de apoio, livros, instrução de pilotos e pessoal de manutenção, participação no Grupo de Coordenação Técnica do F-16, Programa de Integridade Estrutural de Aeronaves F-16, na Gestão Internacional de Motores - Motores F100, Programa de Melhoria de Sistemas de Guerra Eletrônica EWSIP (Electronic Warfare Systems Improvement Program), entre outros. 

As aeronaves foram construídas de acordo com o padrão Block 15OCU, o que as torna quase idênticas ao F-16 ADF (Air Defense Fighter).. A configuração da aeronave é quase padrão, mas recebeu algumas melhorias, principalmente o Ring Laser Gyro, o Wide-Angle HUD, motor Pratt & Whitney F100-PW-220E com DEEC e provisões para o uso do AIM-120 AMRAAM.



























segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Força Aérea volta a marcar presença no TLP: Esquadras 201 e 301 no FC 2026-01

 

Mais uma presença portuguesa através das Esquadras 201 “Falcões” e 301 “Jaguares” marca a participação da Força Aérea Portuguesa no primeiro flying course do ano do Tactical Leadership Programme (TLP) — o FC 2026-01 — que teve início na Base Aérea de Los Llanos, em Albacete, Espanha, e se prolonga até 6 de fevereiro de 2026.

O Flying Course FC 2026-01 do TLP insere-se na componente prática e intensiva da formação, após a fase académica teórica que precede os voos. Os estudos e briefings iniciais estruturam missões complexas de Composite Air Operations (COMAO), integrando múltiplos vetores aéreos e funções de apoio de comando e controlo, e preparando as equipas para execução no ar.

No âmbito das operações de voo, as forças participantes são organizadas em equipas de “Blue Side” — que representam as forças amigas a cumprir os objetivos de missão — e em elementos de “Red Air”, que desempenham o papel de forças inimigas ou adversárias simuladas, criando um ambiente tático realista para treino de combate e tomada de decisão sob pressão.

TLP 2024-4

Embora o curso tenha iniciado formalmente em 15 de janeiro com sessões académicas, a participação prática da Força Aérea Portuguesa na fase de voos começou apenas a 26 de janeiro de 2026, data em que os F-16M das esquadras 201 e 301 começaram as saídas programadas no espaço aéreo de treino em torno de Albacete. Esta abordagem escalonada permite que os participantes integrem o planeamento de missões e briefings teóricos antes de transpor o plano para a prática nos céus, com múltiplas saídas diárias para treino de coordenação, combate e táticas avançadas.

TLP 2025-4

A presença portuguesa no TLP reforça o compromisso de Portugal com a interoperabilidade e excelência operacional ao lado das forças aéreas aliadas, permitindo aos pilotos e equipas de apoio consolidarem competências cruciais na liderança de operações aéreas conjuntas, planeamento de emergências, e execução de missões complexas de combate.

Este curso representa, assim, uma oportunidade valiosa para a Força Aérea Portuguesa aprofundar a experiência em cenários multinacionais de elevada exigência, integrando-se em forças Blue e enfrentando adversários simulados (Red Air) no desenvolvimento de capacidades táticas e de liderança, essenciais para as operações aéreas contemporâneas.










































 

Mais uma presença portuguesa através das Esquadras 201 “Falcões” e 301 “Jaguares” marca a participação da Força Aérea Portuguesa no primeiro flying course do ano do Tactical Leadership Programme (TLP) — o FC 2026-01 — que teve início na Base Aérea de Los Llanos, em Albacete, Espanha, e se prolonga até 6 de fevereiro de 2026.

O Flying Course FC 2026-01 do TLP insere-se na componente prática e intensiva da formação, após a fase académica teórica que precede os voos. Os estudos e briefings iniciais estruturam missões complexas de Composite Air Operations (COMAO), integrando múltiplos vetores aéreos e funções de apoio de comando e controlo, e preparando as equipas para execução no ar.

No âmbito das operações de voo, as forças participantes são organizadas em equipas de “Blue Side” — que representam as forças amigas a cumprir os objetivos de missão — e em elementos de “Red Air”, que desempenham o papel de forças inimigas ou adversárias simuladas, criando um ambiente tático realista para treino de combate e tomada de decisão sob pressão.

TLP 2024-4

Embora o curso tenha iniciado formalmente em 15 de janeiro com sessões académicas, a participação prática da Força Aérea Portuguesa na fase de voos começou apenas a 26 de janeiro de 2026, data em que os F-16M das esquadras 201 e 301 começaram as saídas programadas no espaço aéreo de treino em torno de Albacete. Esta abordagem escalonada permite que os participantes integrem o planeamento de missões e briefings teóricos antes de transpor o plano para a prática nos céus, com múltiplas saídas diárias para treino de coordenação, combate e táticas avançadas.

TLP 2025-4

A presença portuguesa no TLP reforça o compromisso de Portugal com a interoperabilidade e excelência operacional ao lado das forças aéreas aliadas, permitindo aos pilotos e equipas de apoio consolidarem competências cruciais na liderança de operações aéreas conjuntas, planeamento de emergências, e execução de missões complexas de combate.

Este curso representa, assim, uma oportunidade valiosa para a Força Aérea Portuguesa aprofundar a experiência em cenários multinacionais de elevada exigência, integrando-se em forças Blue e enfrentando adversários simulados (Red Air) no desenvolvimento de capacidades táticas e de liderança, essenciais para as operações aéreas contemporâneas.










































domingo, 25 de janeiro de 2026

O Quarto KC‑390 da FAP Completa Travessia Intercontinental Sem Escalas

 

O KC-390 26904 da Força Aérea Portuguesa (FAP), com o indicativo operacional AFP89, correspondente à quarta aeronave deste tipo entregue a Portugal, completou com sucesso a sua missão de transferência intercontinental para território nacional, confirmando na prática as capacidades estratégicas do vetor e a maturidade do programa KC-390 no seio da FAP.

Após a cerimónia formal de entrega por parte da Embraer, realizada no Brasil, a aeronave iniciou o processo de deslocação para a Europa, incluindo uma escala técnica no Aeroporto Internacional do Recife (SBRF) destinada a reabastecimento e preparação da travessia oceânica. Este ponto marcou o início do segmento mais exigente da missão, tanto do ponto de vista operacional como de planeamento, tratando-se de um voo de longo curso efetuado por uma aeronave recém-integrada na frota.

De acordo com os dados públicos disponíveis em sistemas de radar civil, nomeadamente o FlightAware, o voo AFP89 descolou do Recife às 02h18 UTC (23:18 Locais), iniciando de imediato a travessia do Atlântico com destino direto a Portugal continental. Durante este segmento, o KC-390 manteve um perfil de cruzeiro típico de missão intercontinental, estimado entre FL300 e FL370, com velocidades compatíveis com a otimização de autonomia e eficiência, características intrínsecas à conceção da aeronave. Embora as plataformas públicas não disponibilizem integralmente dados de posição para voos militares, a rota seguida é consistente com um traçado direto pelo Atlântico Médio, com aproximação ao espaço aéreo europeu via a região das Ilhas Canárias, antes da fase final de penetração no espaço aéreo nacional.

O aspeto mais relevante desta missão reside na sua duração total de voo: 7 horas e 37 minutos, um valor particularmente expressivo para uma travessia intercontinental realizada sem escalas intermédias adicionais após a saída do continente americano. Este desempenho evidencia de forma inequívoca a capacidade de longo alcance do KC-390, bem como a fiabilidade dos seus sistemas, a eficiência da plataforma e a robustez do planeamento operacional. Trata-se de um marco importante para a Força Aérea Portuguesa, demonstrando a aptidão do KC-390 para missões de projeção estratégica e transporte de longo curso em contexto real.

A missão foi concluída com a aterragem na Base Aérea n.º 11, em Beja, às 09h55 (hora local), selando a integração do 26904 na frota nacional. Para além do significado simbólico da chegada do quarto KC-390, este voo constituiu uma demonstração prática das capacidades operacionais da aeronave, reforçando o papel da FAP enquanto operador de referência do KC-390 na Europa e no contexto da NATO, particularmente nas vertentes de transporte estratégico, apoio logístico e prontidão expedicionária.

Fotos: FAP





















 

O KC-390 26904 da Força Aérea Portuguesa (FAP), com o indicativo operacional AFP89, correspondente à quarta aeronave deste tipo entregue a Portugal, completou com sucesso a sua missão de transferência intercontinental para território nacional, confirmando na prática as capacidades estratégicas do vetor e a maturidade do programa KC-390 no seio da FAP.

Após a cerimónia formal de entrega por parte da Embraer, realizada no Brasil, a aeronave iniciou o processo de deslocação para a Europa, incluindo uma escala técnica no Aeroporto Internacional do Recife (SBRF) destinada a reabastecimento e preparação da travessia oceânica. Este ponto marcou o início do segmento mais exigente da missão, tanto do ponto de vista operacional como de planeamento, tratando-se de um voo de longo curso efetuado por uma aeronave recém-integrada na frota.

De acordo com os dados públicos disponíveis em sistemas de radar civil, nomeadamente o FlightAware, o voo AFP89 descolou do Recife às 02h18 UTC (23:18 Locais), iniciando de imediato a travessia do Atlântico com destino direto a Portugal continental. Durante este segmento, o KC-390 manteve um perfil de cruzeiro típico de missão intercontinental, estimado entre FL300 e FL370, com velocidades compatíveis com a otimização de autonomia e eficiência, características intrínsecas à conceção da aeronave. Embora as plataformas públicas não disponibilizem integralmente dados de posição para voos militares, a rota seguida é consistente com um traçado direto pelo Atlântico Médio, com aproximação ao espaço aéreo europeu via a região das Ilhas Canárias, antes da fase final de penetração no espaço aéreo nacional.

O aspeto mais relevante desta missão reside na sua duração total de voo: 7 horas e 37 minutos, um valor particularmente expressivo para uma travessia intercontinental realizada sem escalas intermédias adicionais após a saída do continente americano. Este desempenho evidencia de forma inequívoca a capacidade de longo alcance do KC-390, bem como a fiabilidade dos seus sistemas, a eficiência da plataforma e a robustez do planeamento operacional. Trata-se de um marco importante para a Força Aérea Portuguesa, demonstrando a aptidão do KC-390 para missões de projeção estratégica e transporte de longo curso em contexto real.

A missão foi concluída com a aterragem na Base Aérea n.º 11, em Beja, às 09h55 (hora local), selando a integração do 26904 na frota nacional. Para além do significado simbólico da chegada do quarto KC-390, este voo constituiu uma demonstração prática das capacidades operacionais da aeronave, reforçando o papel da FAP enquanto operador de referência do KC-390 na Europa e no contexto da NATO, particularmente nas vertentes de transporte estratégico, apoio logístico e prontidão expedicionária.

Fotos: FAP





















sábado, 24 de janeiro de 2026

71 Anos de Elefantes: Uma História que Continua a Voar

 

A Esquadra 502 – “Elefantes” assinala hoje 71 anos de vida, celebrando uma história iniciada a 24 de janeiro de 1955, quando então surgiu como Esquadra 32, vocacionada para o apoio às Tropas Paraquedistas com os robustos Junkers Ju 52/3m na Base Aérea N.º 3, em Tancos.

Ao longo das décadas, a unidade acompanhou a evolução da Força Aérea e do próprio país, passando por diversas redesignações e plataformas – de Esquadra 32 a Esquadra 502 – mas mantendo sempre a mesma essência: garantir, com discrição e eficácia, o transporte aéreo que sustenta operações militares, apoia as populações e aproxima territórios. A chegada dos Nordatlas e, mais tarde, dos CASA C-212 Aviocar marcou fases importantes da sua maturidade operacional, tanto em território continental como nos arquipélagos, afirmando os “Elefantes” como referência no transporte tático, no lançamento de paraquedistas e no apoio logístico em cenários exigentes. 

Equipada com o C-295M, a Esquadra 502 continua a escrever diariamente a sua história, somando missões que vão do transporte de tropas e carga à evacuação médica, ao apoio às autoridades civis e às operações de busca e salvamento, muitas vezes em condições meteorológicas adversas e sobre um mar particularmente desafiante. Nos Açores e na Madeira, os “Elefantes” têm sido presença constante, garantindo ligações vitais e transporte urgente de bens de primeira necessidade quando o isolamento e o mau tempo ameaçam as comunidades, como sucedeu em missões recentes entre Ponta Delgada e as Flores. Cada descolagem traduz o compromisso de mais de uma centena de militares que, ao longo dos anos, vestiram o emblema do elefante e levaram consigo um espírito de serviço que não se mede apenas em horas de voo, mas em vidas tocadas e em confiança pública conquistada. 

Ao celebrar 71 anos, a Esquadra 502 olha para o passado com orgulho e para o futuro com a serenidade de quem sabe que a sua missão está longe de estar concluída. Os aviões mudaram, as bases foram-se ajustando, os teatros de operação diversificaram-se, mas permanece uma cultura de rigor, competência e espírito de corpo que faz dos “Elefantes” uma unidade incontornável na Força Aérea Portuguesa. Neste aniversário, cada fotografia de um C-295M em aproximação, cada lembrança de um Ju 52 sobre Tancos ou de um Aviocar recortado no céu dos arquipélagos é também uma homenagem silenciosa a todos os que serviram e servem a esquadra. Setenta e um anos depois, os “Elefantes” continuam a cumprir o lema inscrito na sua história: voar onde for preciso, quando for preciso, para que Portugal nunca fique sem o apoio aéreo de que necessita.































































 

A Esquadra 502 – “Elefantes” assinala hoje 71 anos de vida, celebrando uma história iniciada a 24 de janeiro de 1955, quando então surgiu como Esquadra 32, vocacionada para o apoio às Tropas Paraquedistas com os robustos Junkers Ju 52/3m na Base Aérea N.º 3, em Tancos.

Ao longo das décadas, a unidade acompanhou a evolução da Força Aérea e do próprio país, passando por diversas redesignações e plataformas – de Esquadra 32 a Esquadra 502 – mas mantendo sempre a mesma essência: garantir, com discrição e eficácia, o transporte aéreo que sustenta operações militares, apoia as populações e aproxima territórios. A chegada dos Nordatlas e, mais tarde, dos CASA C-212 Aviocar marcou fases importantes da sua maturidade operacional, tanto em território continental como nos arquipélagos, afirmando os “Elefantes” como referência no transporte tático, no lançamento de paraquedistas e no apoio logístico em cenários exigentes. 

Equipada com o C-295M, a Esquadra 502 continua a escrever diariamente a sua história, somando missões que vão do transporte de tropas e carga à evacuação médica, ao apoio às autoridades civis e às operações de busca e salvamento, muitas vezes em condições meteorológicas adversas e sobre um mar particularmente desafiante. Nos Açores e na Madeira, os “Elefantes” têm sido presença constante, garantindo ligações vitais e transporte urgente de bens de primeira necessidade quando o isolamento e o mau tempo ameaçam as comunidades, como sucedeu em missões recentes entre Ponta Delgada e as Flores. Cada descolagem traduz o compromisso de mais de uma centena de militares que, ao longo dos anos, vestiram o emblema do elefante e levaram consigo um espírito de serviço que não se mede apenas em horas de voo, mas em vidas tocadas e em confiança pública conquistada. 

Ao celebrar 71 anos, a Esquadra 502 olha para o passado com orgulho e para o futuro com a serenidade de quem sabe que a sua missão está longe de estar concluída. Os aviões mudaram, as bases foram-se ajustando, os teatros de operação diversificaram-se, mas permanece uma cultura de rigor, competência e espírito de corpo que faz dos “Elefantes” uma unidade incontornável na Força Aérea Portuguesa. Neste aniversário, cada fotografia de um C-295M em aproximação, cada lembrança de um Ju 52 sobre Tancos ou de um Aviocar recortado no céu dos arquipélagos é também uma homenagem silenciosa a todos os que serviram e servem a esquadra. Setenta e um anos depois, os “Elefantes” continuam a cumprir o lema inscrito na sua história: voar onde for preciso, quando for preciso, para que Portugal nunca fique sem o apoio aéreo de que necessita.































































sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Entrega do 4º KC‑390 à Força Aérea Portuguesa

 

A Embraer entregou o quarto avião KC‑390 à Força Aérea Portuguesa (FAP), assinalando um momento relevante no processo de modernização das capacidades de transporte aéreo militar de Portugal. Esta aeronave distingue‑se por ser a primeira da frota nacional a ser entregue equipada com o kit opcional de reabastecimento aéreo em voo.


Com esta entrega, a FAP reforça a sua capacidade de transporte tático e estratégico, apoio logístico, evacuação aeromédica, lançamento de paraquedistas e missões humanitárias, tanto em território nacional como no âmbito de operações internacionais da NATO, da União Europeia e das Nações Unidas.


O kit de reabastecimento aéreo (Air‑to‑Air Refuelling – AAR) inclui tanques de combustível do tipo roll‑on/roll‑off instalados na fuselagem e pods de mangueira e cesto montados sob as asas, permitindo que o KC‑390 atue como avião‑tanque. Esta capacidade possibilita o reabastecimento em voo de aeronaves como o F‑16M, aumentando significativamente a autonomia, o alcance e a flexibilidade operacional da Força Aérea Portuguesa.


A aeronave agora entregue será operada pela Esquadra 506 — “Rinocerontes”, sediada na Base Aérea n.º 11, em Beja, onde decorre a integração progressiva da frota KC‑390. A incorporação desta capacidade reduz a dependência de meios aliados para missões de reabastecimento aéreo e reforça a interoperabilidade com forças aéreas parceiras.

Deste modo, a entrega do quarto KC‑390 representa não apenas o reforço quantitativo da frota, mas também um importante salto qualitativo nas capacidades estratégicas e operacionais da Força Aérea Portuguesa, preparando‑a para responder de forma mais eficaz aos desafios atuais e futuros.

Fotos: Embraer















 

A Embraer entregou o quarto avião KC‑390 à Força Aérea Portuguesa (FAP), assinalando um momento relevante no processo de modernização das capacidades de transporte aéreo militar de Portugal. Esta aeronave distingue‑se por ser a primeira da frota nacional a ser entregue equipada com o kit opcional de reabastecimento aéreo em voo.


Com esta entrega, a FAP reforça a sua capacidade de transporte tático e estratégico, apoio logístico, evacuação aeromédica, lançamento de paraquedistas e missões humanitárias, tanto em território nacional como no âmbito de operações internacionais da NATO, da União Europeia e das Nações Unidas.


O kit de reabastecimento aéreo (Air‑to‑Air Refuelling – AAR) inclui tanques de combustível do tipo roll‑on/roll‑off instalados na fuselagem e pods de mangueira e cesto montados sob as asas, permitindo que o KC‑390 atue como avião‑tanque. Esta capacidade possibilita o reabastecimento em voo de aeronaves como o F‑16M, aumentando significativamente a autonomia, o alcance e a flexibilidade operacional da Força Aérea Portuguesa.


A aeronave agora entregue será operada pela Esquadra 506 — “Rinocerontes”, sediada na Base Aérea n.º 11, em Beja, onde decorre a integração progressiva da frota KC‑390. A incorporação desta capacidade reduz a dependência de meios aliados para missões de reabastecimento aéreo e reforça a interoperabilidade com forças aéreas parceiras.

Deste modo, a entrega do quarto KC‑390 representa não apenas o reforço quantitativo da frota, mas também um importante salto qualitativo nas capacidades estratégicas e operacionais da Força Aérea Portuguesa, preparando‑a para responder de forma mais eficaz aos desafios atuais e futuros.

Fotos: Embraer















terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Há 52 Anos: O Primeiro Voo do F-16 Foi um Erro… e o Melhor que Podia Acontecer

 

O primeiro voo do F-16 Fighting Falcon aconteceu há exatamente 52 anos, em 20 de janeiro de 1974 — de forma totalmente acidental. Durante um teste de alta velocidade na pista da Base Aérea de Edwards, o protótipo YF-16 começou a oscilar violentamente. O piloto de testes Phil Oestricher, para evitar um acidente, optou por descolar imediatamente. 

O voo improvisado durou apenas seis minutos, mas salvou o programa e demonstrou a robustez do design. Após reparos rápidos e ajustes no sistema fly-by-wire, o primeiro voo oficial ocorreu em 2 de fevereiro de 1974, com Oestricher novamente aos comandos. 

Três dias depois, o protótipo já superava a barreira do som. Esses testes iniciais confirmaram o potencial do caça leve e ágil desenvolvido pela General Dynamics para superar as lições da Guerra do Vietname. O YF-16 venceu a competição contra o YF-17 (futuro F/A-18) e entrou em produção. O primeiro F-16A de série voou em 1976, e a aeronave começou a operar na Força Aérea dos EUA em 1979.

 

Hoje, mais de 4.500 unidades foram produzidas, servindo em dezenas de países. O F-16 continua sendo um dos caças mais versáteis e exportados do mundo, com versões modernas como o F-16V Viper ainda em linha de produção.Aquele voo inesperado de 1974 marcou o nascimento de uma verdadeira lenda da aviação militar.

 Fotos: Lockheed Martin




























 

O primeiro voo do F-16 Fighting Falcon aconteceu há exatamente 52 anos, em 20 de janeiro de 1974 — de forma totalmente acidental. Durante um teste de alta velocidade na pista da Base Aérea de Edwards, o protótipo YF-16 começou a oscilar violentamente. O piloto de testes Phil Oestricher, para evitar um acidente, optou por descolar imediatamente. 

O voo improvisado durou apenas seis minutos, mas salvou o programa e demonstrou a robustez do design. Após reparos rápidos e ajustes no sistema fly-by-wire, o primeiro voo oficial ocorreu em 2 de fevereiro de 1974, com Oestricher novamente aos comandos. 

Três dias depois, o protótipo já superava a barreira do som. Esses testes iniciais confirmaram o potencial do caça leve e ágil desenvolvido pela General Dynamics para superar as lições da Guerra do Vietname. O YF-16 venceu a competição contra o YF-17 (futuro F/A-18) e entrou em produção. O primeiro F-16A de série voou em 1976, e a aeronave começou a operar na Força Aérea dos EUA em 1979.

 

Hoje, mais de 4.500 unidades foram produzidas, servindo em dezenas de países. O F-16 continua sendo um dos caças mais versáteis e exportados do mundo, com versões modernas como o F-16V Viper ainda em linha de produção.Aquele voo inesperado de 1974 marcou o nascimento de uma verdadeira lenda da aviação militar.

 Fotos: Lockheed Martin




























segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

F‑16 na Dinamarca: 46 Anos de “Fighting Falcon” chegam ao Fim

A Real Força Aérea Dinamarquesa (RDAF) retirou em 18 de janeiro de 2026, o F‑16 Fighting Falcon, encerrando cerca de 46 anos de operação contínua deste caça multifunções ao serviço do país. A Dinamarca recebeu o primeiro F‑16 em 17 de janeiro de 1980, no âmbito do programa europeu conjunto com a Noruega, os Países Baixos e a Bélgica, lançando então as bases para a modernização profunda da sua aviação de combate. A cerimónia de despedida decorreu na Fighter Wing Skrydstrup, na Jutlândia, símbolo da “casa” do F‑16 dinamarquês e palco das últimas missões nacionais do tipo.

Ao longo da sua carreira, a Dinamarca adquiriu um total de 77 F‑16A/B, em vários lotes e encomendas de reposição, garantindo durante décadas uma frota suficientemente robusta para cumprir simultaneamente tarefas de defesa aérea, ataque e treino avançado. Nos últimos anos, a frota em linha foi sendo reduzida, quer pelo desgaste natural, quer pela decisão política de transferir parte dos aparelhos para aliados, nomeadamente a Ucrânia, para a qual foram comprometidos 19 F‑16, bem como para a Argentina. Na fase final de operação, permanecia um núcleo de aeronaves modernizadas, dedicado a manter a prontidão de alerta rápido (QRA), o treino de pilotos e os compromissos com a NATO até à transição plena para o F‑35A.

Do ponto de vista orgânico, quatro esquadras dinamarquesas estiveram diretamente associadas à operação do F‑16: Eskadrille 723, Eskadrille 726, Eskadrille 727 e Eskadrille 730. A Eskadrille 723 e a Eskadrille 726, inicialmente baseadas em Aalborg e herdeiras dos F‑104G Starfighter, converteram para o F‑16 em 1983, enquanto a Eskadrille 727 foi a primeira unidade a receber o novo caça, a partir de 1980, em Skrydstrup, seguindo‑se a Eskadrille 730 como segunda esquadra de F‑16 naquela base. Com a concentração progressiva da frota em Skrydstrup e as sucessivas reorganizações, a 727 e a 730 assumiram o papel de núcleo duro da componente de caça, assegurando a defesa aérea e as missões expedicionárias até à chegada do F‑35A.

O F‑16 operou sobretudo a partir da Fighter Wing Skrydstrup, onde estiveram baseadas as esquadras de caça que herdaram a missão de defesa aérea e ataque da Flyvevåbnet, incluindo as antigas esquadrilhas que evoluíram para a atual estrutura de caça da força aérea dinamarquesa. A partir desta base, as esquadras de F‑16 assumiram, ao longo de décadas, o papel central na proteção do espaço aéreo nacional e na projeção de força além‑fronteiras no quadro da NATO. Skrydstrup é também o epicentro da transição para o F‑35A, já ali sediado e presente na cerimónia de despedida, simbolizando a passagem de testemunho entre gerações.

Em termos operacionais, os F‑16 dinamarqueses participaram em múltiplas operações reais, ganhando um historial significativo em cenários de combate. Destacaram‑se em missões no Afeganistão, Iraque, Líbia, Sérvia e Síria, integrados em coligações internacionais, bem como em destacamentos para o Baltic Air Policing na Estónia e na Lituânia, contribuindo para a defesa do espaço aéreo aliado no flanco leste. A frota também desempenhou um papel importante na vigilância e defesa do espaço aéreo sobre a Gronelândia e a Islândia, reforçando a presença da NATO no Atlântico Norte e consolidando a reputação da Dinamarca como operador experiente de caça tático.

O sucessor direto do F‑16 na Dinamarca é o F‑35A Lightning II, cuja primeira aeronave chegou ao país em outubro de 2023, igualmente para Skrydstrup. O plano inicial prevê a operação de 27 F‑35A, mas a Dinamarca decidiu, em 2025, adquirir mais 16 aeronaves, aumentando a frota prevista em cerca de 68% para responder a novas exigências operacionais e de dissuasão no contexto euro‑atlântico. No dia 1 de abril de 2025, os F‑35 foram declarados aptos a integrar a prontidão de defesa aérea, operando em paralelo com os F‑16 até à retirada destes e assumindo, a partir de agora, em exclusivo, a missão de caça da Real Força Aérea Dinamarquesa.




























A Real Força Aérea Dinamarquesa (RDAF) retirou em 18 de janeiro de 2026, o F‑16 Fighting Falcon, encerrando cerca de 46 anos de operação contínua deste caça multifunções ao serviço do país. A Dinamarca recebeu o primeiro F‑16 em 17 de janeiro de 1980, no âmbito do programa europeu conjunto com a Noruega, os Países Baixos e a Bélgica, lançando então as bases para a modernização profunda da sua aviação de combate. A cerimónia de despedida decorreu na Fighter Wing Skrydstrup, na Jutlândia, símbolo da “casa” do F‑16 dinamarquês e palco das últimas missões nacionais do tipo.

Ao longo da sua carreira, a Dinamarca adquiriu um total de 77 F‑16A/B, em vários lotes e encomendas de reposição, garantindo durante décadas uma frota suficientemente robusta para cumprir simultaneamente tarefas de defesa aérea, ataque e treino avançado. Nos últimos anos, a frota em linha foi sendo reduzida, quer pelo desgaste natural, quer pela decisão política de transferir parte dos aparelhos para aliados, nomeadamente a Ucrânia, para a qual foram comprometidos 19 F‑16, bem como para a Argentina. Na fase final de operação, permanecia um núcleo de aeronaves modernizadas, dedicado a manter a prontidão de alerta rápido (QRA), o treino de pilotos e os compromissos com a NATO até à transição plena para o F‑35A.

Do ponto de vista orgânico, quatro esquadras dinamarquesas estiveram diretamente associadas à operação do F‑16: Eskadrille 723, Eskadrille 726, Eskadrille 727 e Eskadrille 730. A Eskadrille 723 e a Eskadrille 726, inicialmente baseadas em Aalborg e herdeiras dos F‑104G Starfighter, converteram para o F‑16 em 1983, enquanto a Eskadrille 727 foi a primeira unidade a receber o novo caça, a partir de 1980, em Skrydstrup, seguindo‑se a Eskadrille 730 como segunda esquadra de F‑16 naquela base. Com a concentração progressiva da frota em Skrydstrup e as sucessivas reorganizações, a 727 e a 730 assumiram o papel de núcleo duro da componente de caça, assegurando a defesa aérea e as missões expedicionárias até à chegada do F‑35A.

O F‑16 operou sobretudo a partir da Fighter Wing Skrydstrup, onde estiveram baseadas as esquadras de caça que herdaram a missão de defesa aérea e ataque da Flyvevåbnet, incluindo as antigas esquadrilhas que evoluíram para a atual estrutura de caça da força aérea dinamarquesa. A partir desta base, as esquadras de F‑16 assumiram, ao longo de décadas, o papel central na proteção do espaço aéreo nacional e na projeção de força além‑fronteiras no quadro da NATO. Skrydstrup é também o epicentro da transição para o F‑35A, já ali sediado e presente na cerimónia de despedida, simbolizando a passagem de testemunho entre gerações.

Em termos operacionais, os F‑16 dinamarqueses participaram em múltiplas operações reais, ganhando um historial significativo em cenários de combate. Destacaram‑se em missões no Afeganistão, Iraque, Líbia, Sérvia e Síria, integrados em coligações internacionais, bem como em destacamentos para o Baltic Air Policing na Estónia e na Lituânia, contribuindo para a defesa do espaço aéreo aliado no flanco leste. A frota também desempenhou um papel importante na vigilância e defesa do espaço aéreo sobre a Gronelândia e a Islândia, reforçando a presença da NATO no Atlântico Norte e consolidando a reputação da Dinamarca como operador experiente de caça tático.

O sucessor direto do F‑16 na Dinamarca é o F‑35A Lightning II, cuja primeira aeronave chegou ao país em outubro de 2023, igualmente para Skrydstrup. O plano inicial prevê a operação de 27 F‑35A, mas a Dinamarca decidiu, em 2025, adquirir mais 16 aeronaves, aumentando a frota prevista em cerca de 68% para responder a novas exigências operacionais e de dissuasão no contexto euro‑atlântico. No dia 1 de abril de 2025, os F‑35 foram declarados aptos a integrar a prontidão de defesa aérea, operando em paralelo com os F‑16 até à retirada destes e assumindo, a partir de agora, em exclusivo, a missão de caça da Real Força Aérea Dinamarquesa.