domingo, 1 de março de 2026

Esquadra 751 distinguida com Louvor: Excelência Operacional ao Serviço da Vida

A Força Aérea Portuguesa agraciou a Esquadra 751 Pumas com um Louvor concedido pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves, em reconhecimento pelo desempenho excecional da unidade no apoio ao Serviço de Helicópteros de Emergência Médica. A distinção enquadra-se no esforço operacional desenvolvido entre 1 de julho e 31 de outubro de 2025, período em que a esquadra foi empenhada de forma complementar no transporte aeromédico, reforçando a capacidade nacional de resposta em situações críticas.

A Esquadra 751, atualmente sediada na Base Aérea N.º 6, no Montijo, integra o dispositivo permanente de Busca e Salvamento (SAR) da Força Aérea, assegurando uma das maiores áreas de responsabilidade do Atlântico Norte sob coordenação portuguesa. Herdeira direta das capacidades anteriormente operadas com os SA-330 Puma — aeronaves que deram origem ao indicativo “Pumas” — a unidade consolidou, ao longo de décadas, uma cultura operacional marcada por elevada prontidão, proficiência técnica e capacidade de projeção em ambientes marítimos adversos. A transição para o helicóptero EH-101 Merlin representou um salto qualitativo significativo, ampliando alcance, autonomia, capacidade de carga e integração de sistemas avançados de navegação, comunicações e sensores.

Durante o período agora reconhecido com louvor, a esquadra foi chamada a apoiar o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), assegurando missões de transporte inter-hospitalar urgente e evacuação aeromédica. Embora concebido primariamente para operações SAR e CSAR (Combat Search and Rescue), o EH-101 revelou elevada versatilidade na configuração para MEDEVAC, permitindo a instalação de macas, equipamentos de suporte avançado de vida e integração de equipas médicas especializadas. A operação exigiu planeamento rigoroso, gestão criteriosa de tripulações e manutenção intensiva, garantindo simultaneamente a continuidade do alerta SAR permanente nos Açores.

Do ponto de vista técnico, o EH-101 Merlin disponibiliza três motores turboeixo, redundância extensiva de sistemas críticos e sofisticados recursos de voo por instrumentos, incluindo piloto automático de quatro eixos, radar meteorológico e sistemas de visão noturna compatíveis com NVG, características determinantes para operações em condições meteorológicas frequentemente severas no Atlântico. A sua autonomia superior a cinco horas e o raio de ação alargado permitem cobrir vastas distâncias oceânicas, fator essencial numa região caracterizada por dispersão geográfica e elevada exigência logística.

Historicamente, a Esquadra 751 tem desempenhado um papel central em missões de salvamento marítimo, evacuações médicas, apoio a populações isoladas e cooperação internacional, acumulando milhares de horas de voo em cenários complexos. O louvor agora atribuído não representa apenas o reconhecimento de um esforço conjuntural, mas antes a confirmação de uma trajetória sustentada de excelência operacional, disciplina e espírito de missão. Num contexto em que as Forças Armadas são cada vez mais chamadas a desempenhar funções de apoio à sociedade civil, a atuação da Esquadra 751 reafirma a importância estratégica das capacidades aéreas de duplo uso e a relevância da prontidão permanente na salvaguarda de vidas humanas.

Fonte e Foto: FAP






























A Força Aérea Portuguesa agraciou a Esquadra 751 Pumas com um Louvor concedido pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves, em reconhecimento pelo desempenho excecional da unidade no apoio ao Serviço de Helicópteros de Emergência Médica. A distinção enquadra-se no esforço operacional desenvolvido entre 1 de julho e 31 de outubro de 2025, período em que a esquadra foi empenhada de forma complementar no transporte aeromédico, reforçando a capacidade nacional de resposta em situações críticas.

A Esquadra 751, atualmente sediada na Base Aérea N.º 6, no Montijo, integra o dispositivo permanente de Busca e Salvamento (SAR) da Força Aérea, assegurando uma das maiores áreas de responsabilidade do Atlântico Norte sob coordenação portuguesa. Herdeira direta das capacidades anteriormente operadas com os SA-330 Puma — aeronaves que deram origem ao indicativo “Pumas” — a unidade consolidou, ao longo de décadas, uma cultura operacional marcada por elevada prontidão, proficiência técnica e capacidade de projeção em ambientes marítimos adversos. A transição para o helicóptero EH-101 Merlin representou um salto qualitativo significativo, ampliando alcance, autonomia, capacidade de carga e integração de sistemas avançados de navegação, comunicações e sensores.

Durante o período agora reconhecido com louvor, a esquadra foi chamada a apoiar o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), assegurando missões de transporte inter-hospitalar urgente e evacuação aeromédica. Embora concebido primariamente para operações SAR e CSAR (Combat Search and Rescue), o EH-101 revelou elevada versatilidade na configuração para MEDEVAC, permitindo a instalação de macas, equipamentos de suporte avançado de vida e integração de equipas médicas especializadas. A operação exigiu planeamento rigoroso, gestão criteriosa de tripulações e manutenção intensiva, garantindo simultaneamente a continuidade do alerta SAR permanente nos Açores.

Do ponto de vista técnico, o EH-101 Merlin disponibiliza três motores turboeixo, redundância extensiva de sistemas críticos e sofisticados recursos de voo por instrumentos, incluindo piloto automático de quatro eixos, radar meteorológico e sistemas de visão noturna compatíveis com NVG, características determinantes para operações em condições meteorológicas frequentemente severas no Atlântico. A sua autonomia superior a cinco horas e o raio de ação alargado permitem cobrir vastas distâncias oceânicas, fator essencial numa região caracterizada por dispersão geográfica e elevada exigência logística.

Historicamente, a Esquadra 751 tem desempenhado um papel central em missões de salvamento marítimo, evacuações médicas, apoio a populações isoladas e cooperação internacional, acumulando milhares de horas de voo em cenários complexos. O louvor agora atribuído não representa apenas o reconhecimento de um esforço conjuntural, mas antes a confirmação de uma trajetória sustentada de excelência operacional, disciplina e espírito de missão. Num contexto em que as Forças Armadas são cada vez mais chamadas a desempenhar funções de apoio à sociedade civil, a atuação da Esquadra 751 reafirma a importância estratégica das capacidades aéreas de duplo uso e a relevância da prontidão permanente na salvaguarda de vidas humanas.

Fonte e Foto: FAP






























sábado, 28 de fevereiro de 2026

KC-390 da Força Aérea Portuguesa liga Moçambique a Portugal em voo histórico

 

No dia 23 de fevereiro de 2026, a Força Aérea Portuguesa realizou um feito sem precedentes na sua história: a concretização de um voo entre Maputo (Moçambique) e Beja (Portugal) em menos de 16 horas, empregando uma aeronave militar de grande porte que demonstra a capacidade estratégica de projeção das Forças Armadas portuguesas.

A missão foi levada a cabo por um avião de transporte multimissão KC-390, pertencente à Esquadra 506 – “Rinocerontes”, destacada na Base Aérea nº 11, em Beja. A aeronave descolou de Maputo às 05h30 e, após um trajeto de mais de 5 600 milhas náuticas (aproximadamente 10 300 km) com escalas técnicas em São Tomé e Príncipe e em Cabo Verde para reabastecimento, chegou à Base Aérea nº 11 cerca das 00h25 do dia 24 de fevereiro.

Durante o voo, o KC-390 transportou mais de seis toneladas de carga, concluindo o trajeto em cerca de 15 horas e 25 minutos, um marco que simboliza não apenas um recorde de velocidade e autonomia para a Força Aérea, mas também a consolidação das capacidades logísticas e operacionais proporcionadas pela introdução desta aeronave na frota nacional.

O KC-390, integrado na Força Aérea desde 2023, é um avião de transporte bimotor de última geração, concebido para múltiplas funções: desde missões táticas e estratégicas de transporte de tropas e material até reabastecimento em voo e operações de emergência, como busca e salvamento ou evacuações médicas. A sua versatilidade — com capacidade para transportar até 80 passageiros ou 74 macas em configurações sanitárias — e o sistema de movimentação de carga adaptável tornam-no um recurso essencial para operações nacionais e internacionais.

Esta missão histórica representa um marco para a Força Aérea Portuguesa, ilustrando de forma concreta a capacidade de transporte estratégico intercontinental, essencial tanto para a projeção de meios em cenários de cooperação internacional como para a resposta rápida em situações de crise ou apoio humanitário, reforçando o compromisso de Portugal no quadro de alianças como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Fonte e Fotos: FAP




























 

No dia 23 de fevereiro de 2026, a Força Aérea Portuguesa realizou um feito sem precedentes na sua história: a concretização de um voo entre Maputo (Moçambique) e Beja (Portugal) em menos de 16 horas, empregando uma aeronave militar de grande porte que demonstra a capacidade estratégica de projeção das Forças Armadas portuguesas.

A missão foi levada a cabo por um avião de transporte multimissão KC-390, pertencente à Esquadra 506 – “Rinocerontes”, destacada na Base Aérea nº 11, em Beja. A aeronave descolou de Maputo às 05h30 e, após um trajeto de mais de 5 600 milhas náuticas (aproximadamente 10 300 km) com escalas técnicas em São Tomé e Príncipe e em Cabo Verde para reabastecimento, chegou à Base Aérea nº 11 cerca das 00h25 do dia 24 de fevereiro.

Durante o voo, o KC-390 transportou mais de seis toneladas de carga, concluindo o trajeto em cerca de 15 horas e 25 minutos, um marco que simboliza não apenas um recorde de velocidade e autonomia para a Força Aérea, mas também a consolidação das capacidades logísticas e operacionais proporcionadas pela introdução desta aeronave na frota nacional.

O KC-390, integrado na Força Aérea desde 2023, é um avião de transporte bimotor de última geração, concebido para múltiplas funções: desde missões táticas e estratégicas de transporte de tropas e material até reabastecimento em voo e operações de emergência, como busca e salvamento ou evacuações médicas. A sua versatilidade — com capacidade para transportar até 80 passageiros ou 74 macas em configurações sanitárias — e o sistema de movimentação de carga adaptável tornam-no um recurso essencial para operações nacionais e internacionais.

Esta missão histórica representa um marco para a Força Aérea Portuguesa, ilustrando de forma concreta a capacidade de transporte estratégico intercontinental, essencial tanto para a projeção de meios em cenários de cooperação internacional como para a resposta rápida em situações de crise ou apoio humanitário, reforçando o compromisso de Portugal no quadro de alianças como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Fonte e Fotos: FAP




























“Caracóis”: 73 Anos de Memória, Tradição e Excelência

 

Comemora-se hoje, 28 de fevereiro, o 73.º aniversário da Esquadra 103 “Caracóis”, uma unidade que permanece viva na memória da Forca Aérea Portuguesa apesar de se encontrar atualmente desativada. Ao longo de mais de sete décadas, a Esquadra 103 afirma-se como uma referência incontornável na formação de pilotos militares em Portugal, deixando uma marca profunda em gerações de aviadores que por ali passam.

Criada em 1953, a Esquadra 103 assume, desde cedo, a missão essencial de instrução complementar e avançada de pilotagem, tornando-se um pilar estruturante na construção da proficiência operacional da Força Aérea. É no seio dos “Caracóis” que muitos jovens pilotos consolidam competências técnicas, disciplina aérea e espírito de corpo, numa fase decisiva da sua formação, antes de transitarem para esquadras operacionais.

Ao longo da sua história, a unidade opera diferentes aeronaves de instrução que acompanham a evolução tecnológica e doutrinária da aviação militar portuguesa. Entre as mais emblemáticas destaca-se o Dassault/Dornier Alpha Jet, aeronave que marca profundamente a identidade recente da Esquadra 103. Com o Alpha Jet, os “Caracóis” asseguram a fase avançada da instrução, preparando pilotos para aeronaves de elevado desempenho e exigência, num contexto de crescente sofisticação dos sistemas de armas e das operações aéreas.

Instalada na Base Aérea No 11 durante a sua fase mais recente, a Esquadra 103 desempenha um papel central no treino avançado, beneficiando das condições ímpares de espaço aéreo e meteorologia do sul do país. O rigor da instrução, a exigência dos voos a baixa altitude, as missões de navegação tática e os voos por instrumentos contribuem para forjar aviadores preparados para os desafios operacionais contemporâneos.

A história da Esquadra 103 conhece um momento particularmente simbólico a 31 de janeiro de 2018, data em que é voada a sua última missão, integrada no exercício Real Thaw 2018. Esse voo encerra operacionalmente um ciclo de décadas dedicadas à formação avançada, marcando o fim de uma era para os “Caracóis” e para a instrução em jato na Força Aérea Portuguesa. A desativação formal que se segue não apaga, contudo, o impacto duradouro da unidade.

A designação “Caracóis” reflete uma tradição identitária própria, reforçada por um forte espírito de camaradagem e por um sentido de pertença que ultrapassa gerações. Mesmo após a sua desativação, a Esquadra 103 mantém-se como escola de excelência na memória coletiva da Força Aérea, símbolo de uma cultura de exigência, profissionalismo e dedicação ao serviço de Portugal.

Comemora-se hoje não apenas a data da sua criação, mas também o legado humano e operacional que constrói ao longo de 73 anos. A história da Esquadra 103 confunde-se com a história da formação avançada de pilotos militares portugueses, sendo impossível dissociar o sucesso das esquadras operacionais do trabalho rigoroso desenvolvido pelos “Caracóis”. Hoje, ao assinalar-se este aniversário, honra-se o passado, celebra-se o contributo de todos os que nela servem e reafirma-se a importância da formação como alicerce da superioridade aérea.





































 

Comemora-se hoje, 28 de fevereiro, o 73.º aniversário da Esquadra 103 “Caracóis”, uma unidade que permanece viva na memória da Forca Aérea Portuguesa apesar de se encontrar atualmente desativada. Ao longo de mais de sete décadas, a Esquadra 103 afirma-se como uma referência incontornável na formação de pilotos militares em Portugal, deixando uma marca profunda em gerações de aviadores que por ali passam.

Criada em 1953, a Esquadra 103 assume, desde cedo, a missão essencial de instrução complementar e avançada de pilotagem, tornando-se um pilar estruturante na construção da proficiência operacional da Força Aérea. É no seio dos “Caracóis” que muitos jovens pilotos consolidam competências técnicas, disciplina aérea e espírito de corpo, numa fase decisiva da sua formação, antes de transitarem para esquadras operacionais.

Ao longo da sua história, a unidade opera diferentes aeronaves de instrução que acompanham a evolução tecnológica e doutrinária da aviação militar portuguesa. Entre as mais emblemáticas destaca-se o Dassault/Dornier Alpha Jet, aeronave que marca profundamente a identidade recente da Esquadra 103. Com o Alpha Jet, os “Caracóis” asseguram a fase avançada da instrução, preparando pilotos para aeronaves de elevado desempenho e exigência, num contexto de crescente sofisticação dos sistemas de armas e das operações aéreas.

Instalada na Base Aérea No 11 durante a sua fase mais recente, a Esquadra 103 desempenha um papel central no treino avançado, beneficiando das condições ímpares de espaço aéreo e meteorologia do sul do país. O rigor da instrução, a exigência dos voos a baixa altitude, as missões de navegação tática e os voos por instrumentos contribuem para forjar aviadores preparados para os desafios operacionais contemporâneos.

A história da Esquadra 103 conhece um momento particularmente simbólico a 31 de janeiro de 2018, data em que é voada a sua última missão, integrada no exercício Real Thaw 2018. Esse voo encerra operacionalmente um ciclo de décadas dedicadas à formação avançada, marcando o fim de uma era para os “Caracóis” e para a instrução em jato na Força Aérea Portuguesa. A desativação formal que se segue não apaga, contudo, o impacto duradouro da unidade.

A designação “Caracóis” reflete uma tradição identitária própria, reforçada por um forte espírito de camaradagem e por um sentido de pertença que ultrapassa gerações. Mesmo após a sua desativação, a Esquadra 103 mantém-se como escola de excelência na memória coletiva da Força Aérea, símbolo de uma cultura de exigência, profissionalismo e dedicação ao serviço de Portugal.

Comemora-se hoje não apenas a data da sua criação, mas também o legado humano e operacional que constrói ao longo de 73 anos. A história da Esquadra 103 confunde-se com a história da formação avançada de pilotos militares portugueses, sendo impossível dissociar o sucesso das esquadras operacionais do trabalho rigoroso desenvolvido pelos “Caracóis”. Hoje, ao assinalar-se este aniversário, honra-se o passado, celebra-se o contributo de todos os que nela servem e reafirma-se a importância da formação como alicerce da superioridade aérea.





































sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Primeiros pilotos do A-29N da Força Aérea Portuguesa iniciam fase de voos

 


A Força Aérea Portuguesa (FAP) alcançou um marco histórico no seu programa de modernização de aviação com o início da fase de voos dos primeiros pilotos no Força Aérea Portuguesa A-29N Super Tucano. Este momento simbólico, que teve lugar no dia 24 de fevereiro de 2026 a partir da Base Aérea N.º 11, em Beja, representa a primeira vez que a aeronave sobrevoa os céus nacionais com tripulação portuguesa.

Formação teórica e transição para voo prático

Seis pilotos pertencentes à Esquadra 101 – “Roncos” completaram com sucesso a formação teórica no A-29N, realizada no Brasil, que os habilitou a iniciar a fase prática de voo em Portugal. Esta etapa marca o início do processo de qualificação operacional em solo nacional, integrando progressivamente a aeronave na vida operacional da Força Aérea.

O voo inaugural foi acompanhado pelo Subchefe do Estado-Maior da Força Aérea, Major-General João Gonçalves, que testemunhou este momento histórico para a instituição.

O A-29N Super Tucano: capacidades e papel na FAP

O A-29N Super Tucano é uma variante da reconhecida aeronave turboélice desenvolvida pela Embraer, configurada segundo padrões da OTAN para garantir interoperabilidade com forças aliadas. Portugal tornou-se um dos primeiros operadores europeus desta versão, tendo recebido os primeiros cinco de um total de 12 aeronaves no final de 2025, com entregas adicionais previstas nos próximos anos.

O A-29N foi concebido não só para instrução avançada de pilotagem, mas também para cumprir missões operacionais como apoio aéreo próximo (CAS) e tarefas de luta contra drones, tornando-o uma plataforma versátil para treinamento e emprego em cenários de baixa ameaça.

Integração na Esquadra 101 “Roncos”

As aeronaves serão integradas na Esquadra 101 – “Roncos”, tradicional unidade de treino e operações, com base principal em Beja. Esta integração permitirá reforçar as capacidades de formação de pilotos, ao mesmo tempo que prepara a esquadra para possíveis empenhamentos em operações conjuntas ou combinadas com parceiros da NATO, reforçando a capacidade de interoperar em diferentes teatros de operações.

Impacto estratégico e futuro

A entrada em serviço da aeronave A-29N e o início dos voos com pilotos portugueses assinalam um passo decisivo na modernização da Força Aérea Portuguesa. Além de recuperar capacidades de treino avançado de pilotagem, esta aquisição representa um reforço das capacidades operacionais, alinhado com compromissos de defesa e cooperação internacional.

O programa A-29N reflete também uma aposta no desenvolvimento tecnológico e no envolvimento de indústrias nacionais na adaptação e manutenção destas aeronaves, potenciando know-how e competências no setor aeroespacial português.

Fonte e Fotos: FAP











































 


A Força Aérea Portuguesa (FAP) alcançou um marco histórico no seu programa de modernização de aviação com o início da fase de voos dos primeiros pilotos no Força Aérea Portuguesa A-29N Super Tucano. Este momento simbólico, que teve lugar no dia 24 de fevereiro de 2026 a partir da Base Aérea N.º 11, em Beja, representa a primeira vez que a aeronave sobrevoa os céus nacionais com tripulação portuguesa.

Formação teórica e transição para voo prático

Seis pilotos pertencentes à Esquadra 101 – “Roncos” completaram com sucesso a formação teórica no A-29N, realizada no Brasil, que os habilitou a iniciar a fase prática de voo em Portugal. Esta etapa marca o início do processo de qualificação operacional em solo nacional, integrando progressivamente a aeronave na vida operacional da Força Aérea.

O voo inaugural foi acompanhado pelo Subchefe do Estado-Maior da Força Aérea, Major-General João Gonçalves, que testemunhou este momento histórico para a instituição.

O A-29N Super Tucano: capacidades e papel na FAP

O A-29N Super Tucano é uma variante da reconhecida aeronave turboélice desenvolvida pela Embraer, configurada segundo padrões da OTAN para garantir interoperabilidade com forças aliadas. Portugal tornou-se um dos primeiros operadores europeus desta versão, tendo recebido os primeiros cinco de um total de 12 aeronaves no final de 2025, com entregas adicionais previstas nos próximos anos.

O A-29N foi concebido não só para instrução avançada de pilotagem, mas também para cumprir missões operacionais como apoio aéreo próximo (CAS) e tarefas de luta contra drones, tornando-o uma plataforma versátil para treinamento e emprego em cenários de baixa ameaça.

Integração na Esquadra 101 “Roncos”

As aeronaves serão integradas na Esquadra 101 – “Roncos”, tradicional unidade de treino e operações, com base principal em Beja. Esta integração permitirá reforçar as capacidades de formação de pilotos, ao mesmo tempo que prepara a esquadra para possíveis empenhamentos em operações conjuntas ou combinadas com parceiros da NATO, reforçando a capacidade de interoperar em diferentes teatros de operações.

Impacto estratégico e futuro

A entrada em serviço da aeronave A-29N e o início dos voos com pilotos portugueses assinalam um passo decisivo na modernização da Força Aérea Portuguesa. Além de recuperar capacidades de treino avançado de pilotagem, esta aquisição representa um reforço das capacidades operacionais, alinhado com compromissos de defesa e cooperação internacional.

O programa A-29N reflete também uma aposta no desenvolvimento tecnológico e no envolvimento de indústrias nacionais na adaptação e manutenção destas aeronaves, potenciando know-how e competências no setor aeroespacial português.

Fonte e Fotos: FAP











































terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Força Aérea reforça capacidade nacional com a chegada do sexto UH-60 Black Hawk

No dia 21 de fevereiro de 2026, pelas 21h05, a Força Aérea Portuguesa recebeu, na Base Aérea N.º 8, em Ovar, o sexto helicóptero UH-60 Black Hawk a integrar a sua frota. A aeronave foi transportada desde os Estados Unidos a bordo de um KC-390 Millennium, numa operação logística que teve início em Huntsville, Alabama, com escalas técnicas nas Lajes, Açores, e em território norte-americano, antes da chegada a Portugal. A incorporação deste novo aparelho representa mais um passo firme na consolidação das capacidades nacionais no domínio do combate aéreo a incêndios rurais e no reforço da resposta do Estado a situações de emergência.

Após a sua chegada à BA8, o helicóptero entrará numa fase de inspeções, testes técnicos e voos de verificação, processo essencial para a aceitação formal e integração plena na linha operacional. Esta etapa garante que todos os sistemas, equipamentos e modificações específicas solicitadas pela Força Aérea cumprem os requisitos técnicos e operacionais definidos, assegurando elevados padrões de segurança e fiabilidade antes da sua entrada ao serviço ativo.

O novo aparelho será operado pela Esquadra 551, unidade responsável pela operação dos Black Hawk em Portugal. Entre as missões atribuídas destacam-se o combate aéreo a incêndios rurais, através do emprego de sistemas de descarga de água, a projeção e inserção de forças no terreno — podendo transportar até 12 operacionais equipados — e, com a instalação de guincho externo, a execução de missões de busca e salvamento. Este leque de capacidades reforça significativamente a versatilidade da Esquadra 551, ampliando o espectro de missões que a Força Aérea pode desempenhar em apoio à proteção civil e a outras entidades do Estado.

No que respeita à comparação entre versões, a frota portuguesa integra helicópteros nas variantes “Alpha” (UH-60A) e “Lima” (UH-60L), sendo este sexto exemplar o segundo da versão Lima. A principal diferença entre ambas reside na motorização e no sistema de transmissão. A versão Alpha, mais antiga, está equipada com motores T700-GE-700 e apresenta limites inferiores de peso máximo à descolagem e de carga externa. Já a versão Lima incorpora motores T700-GE-701C mais potentes e uma nova caixa de transmissão reforçada, o que permite um aumento do peso máximo à descolagem em cerca de 680 kg e uma capacidade adicional de carga suspensa na ordem dos 450 kg. Estas melhorias traduzem-se em melhor desempenho em ambientes de elevada temperatura e altitude, maior margem de segurança em operações exigentes e maior longevidade estrutural. Acresce ainda a integração de radar meteorológico e de guincho externo na versão Lima, ampliando o leque de missões possíveis e a segurança operacional.

A aquisição dos UH-60 Black Hawk insere-se num programa mais amplo de reforço das capacidades aéreas do Estado português, no seguimento da transferência para a Força Aérea da responsabilidade pelos meios aéreos próprios de combate a incêndios rurais. O programa prevê a expansão progressiva da frota, estando já contratadas unidades adicionais, o que permitirá consolidar uma capacidade estrutural, permanente e sustentada de resposta a emergências. Com a chegada deste sexto helicóptero, a Força Aérea dá mais um passo na construção de uma frota robusta, moderna e adaptada aos desafios operacionais atuais e futuros.

Fotos: FAP












No dia 21 de fevereiro de 2026, pelas 21h05, a Força Aérea Portuguesa recebeu, na Base Aérea N.º 8, em Ovar, o sexto helicóptero UH-60 Black Hawk a integrar a sua frota. A aeronave foi transportada desde os Estados Unidos a bordo de um KC-390 Millennium, numa operação logística que teve início em Huntsville, Alabama, com escalas técnicas nas Lajes, Açores, e em território norte-americano, antes da chegada a Portugal. A incorporação deste novo aparelho representa mais um passo firme na consolidação das capacidades nacionais no domínio do combate aéreo a incêndios rurais e no reforço da resposta do Estado a situações de emergência.

Após a sua chegada à BA8, o helicóptero entrará numa fase de inspeções, testes técnicos e voos de verificação, processo essencial para a aceitação formal e integração plena na linha operacional. Esta etapa garante que todos os sistemas, equipamentos e modificações específicas solicitadas pela Força Aérea cumprem os requisitos técnicos e operacionais definidos, assegurando elevados padrões de segurança e fiabilidade antes da sua entrada ao serviço ativo.

O novo aparelho será operado pela Esquadra 551, unidade responsável pela operação dos Black Hawk em Portugal. Entre as missões atribuídas destacam-se o combate aéreo a incêndios rurais, através do emprego de sistemas de descarga de água, a projeção e inserção de forças no terreno — podendo transportar até 12 operacionais equipados — e, com a instalação de guincho externo, a execução de missões de busca e salvamento. Este leque de capacidades reforça significativamente a versatilidade da Esquadra 551, ampliando o espectro de missões que a Força Aérea pode desempenhar em apoio à proteção civil e a outras entidades do Estado.

No que respeita à comparação entre versões, a frota portuguesa integra helicópteros nas variantes “Alpha” (UH-60A) e “Lima” (UH-60L), sendo este sexto exemplar o segundo da versão Lima. A principal diferença entre ambas reside na motorização e no sistema de transmissão. A versão Alpha, mais antiga, está equipada com motores T700-GE-700 e apresenta limites inferiores de peso máximo à descolagem e de carga externa. Já a versão Lima incorpora motores T700-GE-701C mais potentes e uma nova caixa de transmissão reforçada, o que permite um aumento do peso máximo à descolagem em cerca de 680 kg e uma capacidade adicional de carga suspensa na ordem dos 450 kg. Estas melhorias traduzem-se em melhor desempenho em ambientes de elevada temperatura e altitude, maior margem de segurança em operações exigentes e maior longevidade estrutural. Acresce ainda a integração de radar meteorológico e de guincho externo na versão Lima, ampliando o leque de missões possíveis e a segurança operacional.

A aquisição dos UH-60 Black Hawk insere-se num programa mais amplo de reforço das capacidades aéreas do Estado português, no seguimento da transferência para a Força Aérea da responsabilidade pelos meios aéreos próprios de combate a incêndios rurais. O programa prevê a expansão progressiva da frota, estando já contratadas unidades adicionais, o que permitirá consolidar uma capacidade estrutural, permanente e sustentada de resposta a emergências. Com a chegada deste sexto helicóptero, a Força Aérea dá mais um passo na construção de uma frota robusta, moderna e adaptada aos desafios operacionais atuais e futuros.

Fotos: FAP












segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Real Thaw 2026 vai realizar-se em Setembro


O exercício Real Thaw 2026 terá lugar em setembro, na cidade de Beja, tendo como principal palco a Base Aérea n.º 11. Este treino operacional constitui uma das mais relevantes atividades aéreas realizadas anualmente em Portugal, reunindo meios aéreos e humanos num ambiente de elevada complexidade tática, concebido para replicar cenários realistas e exigentes e está programado para decorrer entre 13 e 24 de setembro.

Organizado pela Força Aérea Portuguesa, o Real Thaw tem como objetivo central reforçar a interoperabilidade entre forças aliadas e parceiras, promovendo a integração de capacidades aéreas, terrestres e, em determinados cenários, marítimas. O exercício permite treinar missões de defesa aérea, apoio aéreo próximo, interdição, busca e salvamento em combate (CSAR), evacuação aeromédica, operações especiais e coordenação avançada de fogos, entre outras tipologias operacionais. A vasta área de treino disponível no sul do país, aliada às infraestruturas modernas da Base Aérea n.º 11, proporciona condições ideais para a execução de missões complexas, tanto de dia como de noite.

Para a edição de 2026, a participação internacional além da Força Aérea Portuguesa aguarda ainda confirmação oficial. Tradicionalmente, o exercício tem contado com destacamentos de diferentes países aliados, muitos deles membros da NATO, o que contribui para elevar o nível de exigência operacional e para consolidar procedimentos comuns no âmbito de operações combinadas. A dimensão multinacional do Real Thaw tem sido um dos seus principais fatores de relevância estratégica, permitindo testar cadeias de comando e controlo, logística destacada e integração de sistemas de armas distintos num mesmo cenário operacional.

Mais do que um simples exercício aéreo, o Real Thaw afirma-se como uma plataforma de treino avançado e de afirmação da capacidade nacional para planear e conduzir operações aéreas de grande escala. A edição de 2026 deverá, assim, reforçar o papel de Beja como um dos principais centros de treino operacional da Europa, contribuindo simultaneamente para a prontidão e credibilidade das forças envolvidas.

Fonte: scramble.nl




























O exercício Real Thaw 2026 terá lugar em setembro, na cidade de Beja, tendo como principal palco a Base Aérea n.º 11. Este treino operacional constitui uma das mais relevantes atividades aéreas realizadas anualmente em Portugal, reunindo meios aéreos e humanos num ambiente de elevada complexidade tática, concebido para replicar cenários realistas e exigentes e está programado para decorrer entre 13 e 24 de setembro.

Organizado pela Força Aérea Portuguesa, o Real Thaw tem como objetivo central reforçar a interoperabilidade entre forças aliadas e parceiras, promovendo a integração de capacidades aéreas, terrestres e, em determinados cenários, marítimas. O exercício permite treinar missões de defesa aérea, apoio aéreo próximo, interdição, busca e salvamento em combate (CSAR), evacuação aeromédica, operações especiais e coordenação avançada de fogos, entre outras tipologias operacionais. A vasta área de treino disponível no sul do país, aliada às infraestruturas modernas da Base Aérea n.º 11, proporciona condições ideais para a execução de missões complexas, tanto de dia como de noite.

Para a edição de 2026, a participação internacional além da Força Aérea Portuguesa aguarda ainda confirmação oficial. Tradicionalmente, o exercício tem contado com destacamentos de diferentes países aliados, muitos deles membros da NATO, o que contribui para elevar o nível de exigência operacional e para consolidar procedimentos comuns no âmbito de operações combinadas. A dimensão multinacional do Real Thaw tem sido um dos seus principais fatores de relevância estratégica, permitindo testar cadeias de comando e controlo, logística destacada e integração de sistemas de armas distintos num mesmo cenário operacional.

Mais do que um simples exercício aéreo, o Real Thaw afirma-se como uma plataforma de treino avançado e de afirmação da capacidade nacional para planear e conduzir operações aéreas de grande escala. A edição de 2026 deverá, assim, reforçar o papel de Beja como um dos principais centros de treino operacional da Europa, contribuindo simultaneamente para a prontidão e credibilidade das forças envolvidas.

Fonte: scramble.nl



























sábado, 21 de fevereiro de 2026

Museu do Ar celebra 58 anos

 

O Museu do Ar assinala, hoje dia 21, o seu 58.º aniversário, celebrando quase seis décadas dedicadas à preservação, valorização e divulgação da história da aviação em Portugal. Criado em 1968 por iniciativa da então Força Aérea Portuguesa, o Museu nasceu da consciência de que o património aeronáutico nacional — feito de aeronaves históricas, equipamentos, documentos e memórias humanas — constituía um legado de inestimável valor que importava salvaguardar para as gerações futuras.

Atualmente instalado na Granja do Marquês, em Sintra, o Museu do Ar é muito mais do que um espaço expositivo: é um verdadeiro centro de memória aeronáutica nacional. Ao longo dos anos, foi reunindo um acervo notável que inclui aeronaves militares e civis, motores, instrumentos de navegação, fardamentos, fotografias e arquivos documentais que testemunham a evolução tecnológica e operacional da aviação portuguesa. Entre as suas peças mais emblemáticas encontram-se aviões que marcaram diferentes épocas da Força Aérea, bem como exemplares ligados à aviação civil e ao início da aventura aérea em Portugal.

O percurso expositivo permite ao visitante viajar desde os primórdios da aviação, passando pelo período heroico dos pioneiros portugueses, até à consolidação da aviação militar e civil no século XX. Nomes como o de Sacadura Cabral e Gago Coutinho, protagonistas da primeira travessia aérea do Atlântico Sul em 1922, encontram no Museu o devido enquadramento histórico, reforçando o papel de Portugal na epopeia aeronáutica mundial.

Ao completar 58 anos, o Museu do Ar reafirma a sua missão pedagógica e cultural. Ao longo das décadas, tem acolhido milhares de visitantes, investigadores, escolas e entusiastas da aviação, promovendo exposições temáticas, atividades educativas e iniciativas comemorativas que aproximam o público da realidade aeronáutica. Mais do que conservar aeronaves, o Museu preserva histórias de coragem, inovação e serviço, muitas delas ligadas às missões desempenhadas pela Força Aérea Portuguesa em território nacional e além-fronteiras.

Mais do que conservar aeronaves, o Museu preserva histórias de coragem, inovação e serviço, muitas delas ligadas às missões desempenhadas pela Força Aérea Portuguesa em território nacional e além-fronteiras. Assinalar este aniversário é também reafirmar o “dever de memória” da Força Aérea Portuguesa: a responsabilidade de honrar os que serviram, de preservar o património que construíram e de transmitir às gerações futuras a herança histórica, técnica e humana que moldou a aviação militar e civil em Portugal.

















 

O Museu do Ar assinala, hoje dia 21, o seu 58.º aniversário, celebrando quase seis décadas dedicadas à preservação, valorização e divulgação da história da aviação em Portugal. Criado em 1968 por iniciativa da então Força Aérea Portuguesa, o Museu nasceu da consciência de que o património aeronáutico nacional — feito de aeronaves históricas, equipamentos, documentos e memórias humanas — constituía um legado de inestimável valor que importava salvaguardar para as gerações futuras.

Atualmente instalado na Granja do Marquês, em Sintra, o Museu do Ar é muito mais do que um espaço expositivo: é um verdadeiro centro de memória aeronáutica nacional. Ao longo dos anos, foi reunindo um acervo notável que inclui aeronaves militares e civis, motores, instrumentos de navegação, fardamentos, fotografias e arquivos documentais que testemunham a evolução tecnológica e operacional da aviação portuguesa. Entre as suas peças mais emblemáticas encontram-se aviões que marcaram diferentes épocas da Força Aérea, bem como exemplares ligados à aviação civil e ao início da aventura aérea em Portugal.

O percurso expositivo permite ao visitante viajar desde os primórdios da aviação, passando pelo período heroico dos pioneiros portugueses, até à consolidação da aviação militar e civil no século XX. Nomes como o de Sacadura Cabral e Gago Coutinho, protagonistas da primeira travessia aérea do Atlântico Sul em 1922, encontram no Museu o devido enquadramento histórico, reforçando o papel de Portugal na epopeia aeronáutica mundial.

Ao completar 58 anos, o Museu do Ar reafirma a sua missão pedagógica e cultural. Ao longo das décadas, tem acolhido milhares de visitantes, investigadores, escolas e entusiastas da aviação, promovendo exposições temáticas, atividades educativas e iniciativas comemorativas que aproximam o público da realidade aeronáutica. Mais do que conservar aeronaves, o Museu preserva histórias de coragem, inovação e serviço, muitas delas ligadas às missões desempenhadas pela Força Aérea Portuguesa em território nacional e além-fronteiras.

Mais do que conservar aeronaves, o Museu preserva histórias de coragem, inovação e serviço, muitas delas ligadas às missões desempenhadas pela Força Aérea Portuguesa em território nacional e além-fronteiras. Assinalar este aniversário é também reafirmar o “dever de memória” da Força Aérea Portuguesa: a responsabilidade de honrar os que serviram, de preservar o património que construíram e de transmitir às gerações futuras a herança histórica, técnica e humana que moldou a aviação militar e civil em Portugal.

















sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Portugal Treina as Primeiras Equipas Neerlandesas do C-390

 

As primeiras tripulações da Real Força Aérea Holandesa (RNLAF) concluíram com sucesso o curso de qualificação no Embraer C-390 Millennium em Portugal, no passado dia 3 de fevereiro de 2026, marcando um passo decisivo na introdução da nova aeronave de transporte tático ao serviço dos Países Baixos. A formação decorreu na Base Aérea n.º 11, em Beja, sob responsabilidade da Força Aérea Portuguesa, através da Esquadra 506 “Rinocerontes”, unidade pioneira na operação do C-390 na Europa.

O curso integrou formação teórica aprofundada sobre sistemas de bordo, aviônica e gestão de missão, treino intensivo em simulador de voo e sessões práticas na aeronave, permitindo às tripulações neerlandesas consolidar procedimentos normais e de emergência, técnicas de operação tática, planeamento de missões logísticas e gestão de carga. A combinação entre instrução académica, ambiente sintético e voo real garantiu uma transição estruturada e segura para a nova plataforma, preparando pilotos e loadmasters para os exigentes perfis operacionais que o C-390 permite executar, desde transporte estratégico a missões táticas em cenários multinacionais.

A escolha de Portugal como centro de formação reflete a experiência já acumulada pela Força Aérea Portuguesa na introdução e consolidação operacional do C-390, bem como a infraestrutura instalada em Beja, que inclui simuladores de última geração e um corpo de instrutores qualificado. Esta cooperação reforça a interoperabilidade entre dois aliados da NATO e evidencia o papel de Portugal como polo europeu de treino para operadores do C-390.

Paralelamente à formação das tripulações, o programa neerlandês registou um marco industrial relevante quando, a 10 de novembro, teve início a construção do primeiro C-390 destinado aos Países Baixos nas instalações da Embraer no Brasil. Este momento simbolizou a passagem da fase contratual para a materialização física da aeronave, representando um avanço concreto no calendário de entregas.

Os Países Baixos deverão receber o seu primeiro de cinco C-390 em 2027, dando início à substituição progressiva da atual frota de transporte tático e inaugurando uma nova fase na sua capacidade de projeção estratégica. A conclusão da formação em Portugal, aliada ao avanço da produção industrial, coloca a Real Força Aérea Holandesa numa posição sólida para integrar plenamente o C-390 Millennium no seu dispositivo operacional, beneficiando de uma aeronave moderna, versátil e interoperável com parceiros europeus e aliados.

Fonte e Fotos: defensie.nl























 

As primeiras tripulações da Real Força Aérea Holandesa (RNLAF) concluíram com sucesso o curso de qualificação no Embraer C-390 Millennium em Portugal, no passado dia 3 de fevereiro de 2026, marcando um passo decisivo na introdução da nova aeronave de transporte tático ao serviço dos Países Baixos. A formação decorreu na Base Aérea n.º 11, em Beja, sob responsabilidade da Força Aérea Portuguesa, através da Esquadra 506 “Rinocerontes”, unidade pioneira na operação do C-390 na Europa.

O curso integrou formação teórica aprofundada sobre sistemas de bordo, aviônica e gestão de missão, treino intensivo em simulador de voo e sessões práticas na aeronave, permitindo às tripulações neerlandesas consolidar procedimentos normais e de emergência, técnicas de operação tática, planeamento de missões logísticas e gestão de carga. A combinação entre instrução académica, ambiente sintético e voo real garantiu uma transição estruturada e segura para a nova plataforma, preparando pilotos e loadmasters para os exigentes perfis operacionais que o C-390 permite executar, desde transporte estratégico a missões táticas em cenários multinacionais.

A escolha de Portugal como centro de formação reflete a experiência já acumulada pela Força Aérea Portuguesa na introdução e consolidação operacional do C-390, bem como a infraestrutura instalada em Beja, que inclui simuladores de última geração e um corpo de instrutores qualificado. Esta cooperação reforça a interoperabilidade entre dois aliados da NATO e evidencia o papel de Portugal como polo europeu de treino para operadores do C-390.

Paralelamente à formação das tripulações, o programa neerlandês registou um marco industrial relevante quando, a 10 de novembro, teve início a construção do primeiro C-390 destinado aos Países Baixos nas instalações da Embraer no Brasil. Este momento simbolizou a passagem da fase contratual para a materialização física da aeronave, representando um avanço concreto no calendário de entregas.

Os Países Baixos deverão receber o seu primeiro de cinco C-390 em 2027, dando início à substituição progressiva da atual frota de transporte tático e inaugurando uma nova fase na sua capacidade de projeção estratégica. A conclusão da formação em Portugal, aliada ao avanço da produção industrial, coloca a Real Força Aérea Holandesa numa posição sólida para integrar plenamente o C-390 Millennium no seu dispositivo operacional, beneficiando de uma aeronave moderna, versátil e interoperável com parceiros europeus e aliados.

Fonte e Fotos: defensie.nl























segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

C-295M e Militares Portugueses Consolidam Cooperação Aérea e Marítima com Cabo Verde

Regressaram a Portugal os 25 militares da Força Aérea destacados na ilha de Santiago, em Cabo Verde,  após concluírem uma missão de Cooperação Bilateral iniciada a 24 de janeiro, centrada na fiscalização do espaço marítimo sob soberania e jurisdição cabo-verdiana. 

Ao longo da operação, foram controlados mais de 380 contactos no mar, numa área superior a um milhão de quilómetros quadrados, registo que ficou igualmente marcado pela primeira participação da aeronave C-295M da Esquadra 502 – “Elefantes” em missões deste tipo. No total, realizaram-se oito saídas aéreas, somando 40 horas de voo dedicadas à vigilância e fiscalização conjuntas, reforçando a presença e a capacidade de controlo nas zonas sob responsabilidade de Cabo Verde, atribuídas ao destacamento português. 

Em resposta a um pedido específico das autoridades cabo-verdianas, os militares efetuaram ainda uma missão de Busca e Salvamento em período noturno, destinada a apoiar a localização de uma pessoa desaparecida em alto-mar, demonstrando elevada prontidão operacional. 

A estadia em Cabo Verde foi também marcada por uma cooperação próxima com várias entidades locais, sobretudo na área da saúde. Os militares de saúde da Força Aérea promoveram cerca de 36 horas de formação, distribuídas por várias palestras técnicas, dirigidas a públicos específicos, abordando temas como transporte de doentes, técnicas de primeiros socorros e gestão de situações epidemiológicas, envolvendo mais de 70 participantes. 

Dado o enquadramento da missão no âmbito da Cooperação Bilateral, cada voo contou, de forma sistemática, com pelo menos três representantes das autoridades cabo-verdianas, incluindo elementos da Polícia Judiciária, Polícia Nacional, Inspeção Geral das Pescas e Guarda Costeira. Esta presença assegurou uma atuação conjunta, coordenada e alinhada com as estruturas oficiais do país anfitrião. 

Durante duas semanas, os militares da Força Aérea evidenciaram profissionalismo, resiliência e espírito de serviço, contribuindo para afirmar o prestígio da instituição e de Portugal, bem como para consolidar o compromisso nacional com a segurança e estabilidade no Atlântico e com o reforço da cooperação técnico-militar com os Estados parceiros africanos.

Fonte e Fotos (1 e 2): FAP


























Regressaram a Portugal os 25 militares da Força Aérea destacados na ilha de Santiago, em Cabo Verde,  após concluírem uma missão de Cooperação Bilateral iniciada a 24 de janeiro, centrada na fiscalização do espaço marítimo sob soberania e jurisdição cabo-verdiana. 

Ao longo da operação, foram controlados mais de 380 contactos no mar, numa área superior a um milhão de quilómetros quadrados, registo que ficou igualmente marcado pela primeira participação da aeronave C-295M da Esquadra 502 – “Elefantes” em missões deste tipo. No total, realizaram-se oito saídas aéreas, somando 40 horas de voo dedicadas à vigilância e fiscalização conjuntas, reforçando a presença e a capacidade de controlo nas zonas sob responsabilidade de Cabo Verde, atribuídas ao destacamento português. 

Em resposta a um pedido específico das autoridades cabo-verdianas, os militares efetuaram ainda uma missão de Busca e Salvamento em período noturno, destinada a apoiar a localização de uma pessoa desaparecida em alto-mar, demonstrando elevada prontidão operacional. 

A estadia em Cabo Verde foi também marcada por uma cooperação próxima com várias entidades locais, sobretudo na área da saúde. Os militares de saúde da Força Aérea promoveram cerca de 36 horas de formação, distribuídas por várias palestras técnicas, dirigidas a públicos específicos, abordando temas como transporte de doentes, técnicas de primeiros socorros e gestão de situações epidemiológicas, envolvendo mais de 70 participantes. 

Dado o enquadramento da missão no âmbito da Cooperação Bilateral, cada voo contou, de forma sistemática, com pelo menos três representantes das autoridades cabo-verdianas, incluindo elementos da Polícia Judiciária, Polícia Nacional, Inspeção Geral das Pescas e Guarda Costeira. Esta presença assegurou uma atuação conjunta, coordenada e alinhada com as estruturas oficiais do país anfitrião. 

Durante duas semanas, os militares da Força Aérea evidenciaram profissionalismo, resiliência e espírito de serviço, contribuindo para afirmar o prestígio da instituição e de Portugal, bem como para consolidar o compromisso nacional com a segurança e estabilidade no Atlântico e com o reforço da cooperação técnico-militar com os Estados parceiros africanos.

Fonte e Fotos (1 e 2): FAP


























sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Eurofighter Typhoon ultrapassa 1.000.000 de horas de voo

 

O Eurofighter Typhoon atingiu oficialmente a marca de **1 000 000 de horas de voo globalmente no dia 29 de janeiro de 2026, um marco que sublinha a sua importância operacional e a confiança que as nações operadoras depositam neste caça europeu de 4ª geração. Desde o início do seu desenvolvimento no final dos anos 1980 e primeiro voo em 1994, o Typhoon teve uma carreira notável, evoluindo de um caça de superioridade aérea para uma plataforma multifunção capaz de realizar policiamento aéreo, patrulhas conjuntas, proteção do espaço aéreo, missões de ataque de precisão e Quick Reaction Alert.

O programa Eurofighter Typhoon nasceu de uma cooperação industrial e militar entre Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha, com os primeiros exemplares a entrarem em serviço no início dos anos 2000. Ao longo das últimas duas décadas, o Typhoon consolidou-se como pilar das forças aéreas europeias, sendo frequentemente destacado em missões da NATO e em operações reais, incluindo o policiamento do espaço aéreo europeu e envolvimento em teatros operacionais no Médio Oriente.

A frota global de Eurofighter Typhoon soma atualmente cerca de 610 aeronaves operacionais em serviço em nove nações, um número que reflete tanto os operadores parceiros originais como os clientes de exportação. As nações que operam o Typhoon incluem os quatro países fundadores (Reino Unido – Royal Air Force, Alemanha – Luftwaffe, Itália – Aeronautica Militare e Espanha – Ejército del Aire y del Espacio) e os operadores exportadores Áustria, Arábia Saudita, Omã, Kuwait e Qatar. O consórcio também tem vários outros pedidos e ofertas em curso, ampliando o potencial de utilizadores no futuro próximo.

O Eurofighter Typhoon distinguiu-se pela sua agilidade, versatilidade e capacidade tecnológica, com uma arquitetura que permite integração contínua de sistemas, sensores e armamento de última geração. Desde os primeiros dias em que a Luftwaffe e a RAF começaram a operá-lo, o Typhoon foi gradualmente equipado com capacidades ar-solo avançadas, mísseis de longo alcance e sensores que aumentaram substancialmente a sua utilidade estratégica e operacional.

Ultrapassar as 1 000 000 de horas de voo reflete não apenas a quantidade de tempo no ar, mas também a maturidade logística da plataforma, a eficácia das redes de manutenção e apoio, e a confiança das forças aéreas que o empregam diariamente para proteger o seu espaço aéreo e contribuir para as missões coletivas da NATO e aliados. Este marco chega no momento em que o Typhoon continua a receber atualizações e contratos para reforçar ainda mais a sua capacidade, assegurando que a aeronave permaneça um elemento central da defesa aérea europeia pelas próximas décadas.


























 

O Eurofighter Typhoon atingiu oficialmente a marca de **1 000 000 de horas de voo globalmente no dia 29 de janeiro de 2026, um marco que sublinha a sua importância operacional e a confiança que as nações operadoras depositam neste caça europeu de 4ª geração. Desde o início do seu desenvolvimento no final dos anos 1980 e primeiro voo em 1994, o Typhoon teve uma carreira notável, evoluindo de um caça de superioridade aérea para uma plataforma multifunção capaz de realizar policiamento aéreo, patrulhas conjuntas, proteção do espaço aéreo, missões de ataque de precisão e Quick Reaction Alert.

O programa Eurofighter Typhoon nasceu de uma cooperação industrial e militar entre Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha, com os primeiros exemplares a entrarem em serviço no início dos anos 2000. Ao longo das últimas duas décadas, o Typhoon consolidou-se como pilar das forças aéreas europeias, sendo frequentemente destacado em missões da NATO e em operações reais, incluindo o policiamento do espaço aéreo europeu e envolvimento em teatros operacionais no Médio Oriente.

A frota global de Eurofighter Typhoon soma atualmente cerca de 610 aeronaves operacionais em serviço em nove nações, um número que reflete tanto os operadores parceiros originais como os clientes de exportação. As nações que operam o Typhoon incluem os quatro países fundadores (Reino Unido – Royal Air Force, Alemanha – Luftwaffe, Itália – Aeronautica Militare e Espanha – Ejército del Aire y del Espacio) e os operadores exportadores Áustria, Arábia Saudita, Omã, Kuwait e Qatar. O consórcio também tem vários outros pedidos e ofertas em curso, ampliando o potencial de utilizadores no futuro próximo.

O Eurofighter Typhoon distinguiu-se pela sua agilidade, versatilidade e capacidade tecnológica, com uma arquitetura que permite integração contínua de sistemas, sensores e armamento de última geração. Desde os primeiros dias em que a Luftwaffe e a RAF começaram a operá-lo, o Typhoon foi gradualmente equipado com capacidades ar-solo avançadas, mísseis de longo alcance e sensores que aumentaram substancialmente a sua utilidade estratégica e operacional.

Ultrapassar as 1 000 000 de horas de voo reflete não apenas a quantidade de tempo no ar, mas também a maturidade logística da plataforma, a eficácia das redes de manutenção e apoio, e a confiança das forças aéreas que o empregam diariamente para proteger o seu espaço aéreo e contribuir para as missões coletivas da NATO e aliados. Este marco chega no momento em que o Typhoon continua a receber atualizações e contratos para reforçar ainda mais a sua capacidade, assegurando que a aeronave permaneça um elemento central da defesa aérea europeia pelas próximas décadas.


























quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Dois Pilotos Portugueses Alcançam o Patamar de Mission Commander no TLP — Um da Esquadra 201 e Outro da 301

 


Entre 15 de janeiro e 5 de fevereiro de 2026, um grupo de três caças F-16M da Força Aérea Portuguesa, acompanhado por cerca de 50 militares, integrou o Tactical Leadership Programme (TLP) Flight Course 26-1, que teve lugar na Base Aérea de Los Llanos, em Albacete, Espanha. 

Esta missão marcou a segunda vez que Portugal participa como membro ativo no TLP, um curso de alto nível que visa treinar equipas de pilotos e elementos de apoio em ambientes operacionais exigentes e multinacionais. No final do curso, dois pilotos portugueses — um da Esquadra 201 “Falcões” e outro da Esquadra 301 “Jaguares” — concluíram com sucesso a formação, sendo graduados como Mission Commander, o que representa um elevado reconhecimento das suas capacidades. 

Durante o exercício, as aeronaves e tripulações portuguesas voaram em conjunto com unidades de várias forças aéreas aliadas e sistemas de defesa aérea estrangeiros, realizando missões complexas em cenários realistas. Este tipo de treino permite reforçar a integração e a capacidade de interoperar com nações parceiras, bem como praticar ações conjuntas contra ameaças aéreas e terrestres, e aperfeiçoar técnicas, táticas e procedimentos de alto nível. 

A participação no TLP reforça o compromisso de Portugal com a Aliança Atlântica e os seus princípios de defesa coletiva, ao permitir que as suas forças se alinhem com as doutrinas e táticas da NATO, enquanto elevam a prontidão operacional e o nível de qualificação das tripulações de caça. 

O Tactical Leadership Programme é uma organização multinacional baseada num Memorando de Entendimento entre 11 países aliados, com o objetivo de fortalecer a eficácia das forças aéreas da NATO através do desenvolvimento de competências de liderança, planeamento e execução de operações aéreas combinadas, e contribuir para a evolução doutrinária da Aliança. Desde 2009, o TLP tem sido realizado em Albacete, sendo considerado um dos principais fóruns de treino avançado e desenvolvimento operacional no seio da NATO.

Fonte: FAP 

























 


Entre 15 de janeiro e 5 de fevereiro de 2026, um grupo de três caças F-16M da Força Aérea Portuguesa, acompanhado por cerca de 50 militares, integrou o Tactical Leadership Programme (TLP) Flight Course 26-1, que teve lugar na Base Aérea de Los Llanos, em Albacete, Espanha. 

Esta missão marcou a segunda vez que Portugal participa como membro ativo no TLP, um curso de alto nível que visa treinar equipas de pilotos e elementos de apoio em ambientes operacionais exigentes e multinacionais. No final do curso, dois pilotos portugueses — um da Esquadra 201 “Falcões” e outro da Esquadra 301 “Jaguares” — concluíram com sucesso a formação, sendo graduados como Mission Commander, o que representa um elevado reconhecimento das suas capacidades. 

Durante o exercício, as aeronaves e tripulações portuguesas voaram em conjunto com unidades de várias forças aéreas aliadas e sistemas de defesa aérea estrangeiros, realizando missões complexas em cenários realistas. Este tipo de treino permite reforçar a integração e a capacidade de interoperar com nações parceiras, bem como praticar ações conjuntas contra ameaças aéreas e terrestres, e aperfeiçoar técnicas, táticas e procedimentos de alto nível. 

A participação no TLP reforça o compromisso de Portugal com a Aliança Atlântica e os seus princípios de defesa coletiva, ao permitir que as suas forças se alinhem com as doutrinas e táticas da NATO, enquanto elevam a prontidão operacional e o nível de qualificação das tripulações de caça. 

O Tactical Leadership Programme é uma organização multinacional baseada num Memorando de Entendimento entre 11 países aliados, com o objetivo de fortalecer a eficácia das forças aéreas da NATO através do desenvolvimento de competências de liderança, planeamento e execução de operações aéreas combinadas, e contribuir para a evolução doutrinária da Aliança. Desde 2009, o TLP tem sido realizado em Albacete, sendo considerado um dos principais fóruns de treino avançado e desenvolvimento operacional no seio da NATO.

Fonte: FAP 

























quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Primeira missão do Rinoceronte 04 - KC-390

 


O KC-390 com o número de cauda 26904 poderá ter realizado a sua primeira missão operacional ao descolar da Base Aérea N.º 11, em Beja, às 17h06, assumindo o call sign Medic33. A aeronave seguiu em direção ao Aeroporto do Porto, onde aterrou às 17h53, numa missão de evacuação aeromédica que marcou simbolicamente a entrada do aparelho na atividade operacional ao serviço da Força Aérea Portuguesa. Este voo evidenciou desde logo a capacidade de resposta rápida, flexibilidade e prontidão do KC-390, reforçando o papel estratégico da nova aeronave no apoio às missões de transporte e emergência médica.

Fonte ADSB














 


O KC-390 com o número de cauda 26904 poderá ter realizado a sua primeira missão operacional ao descolar da Base Aérea N.º 11, em Beja, às 17h06, assumindo o call sign Medic33. A aeronave seguiu em direção ao Aeroporto do Porto, onde aterrou às 17h53, numa missão de evacuação aeromédica que marcou simbolicamente a entrada do aparelho na atividade operacional ao serviço da Força Aérea Portuguesa. Este voo evidenciou desde logo a capacidade de resposta rápida, flexibilidade e prontidão do KC-390, reforçando o papel estratégico da nova aeronave no apoio às missões de transporte e emergência médica.

Fonte ADSB














quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Os Falcões da Esquadra 201 fazem hoje 68 anos

 

Com o lema "Guerra ou Paz Tanto Nos Faz" e o símbolo do Falcão Peregrino, nasceu faz hoje 68 anos, a Esquadra 50 tendo como primeiro comandante o Capitão Moura Pinto, decorria o ano de 1958. Em setembro desse mesmo ano é feito o primeiro voo de um piloto português no F-86F que foi a primeira aeronave a equipar a esquadra e nessa altura já tinha sido alterada para Esquadra 51. Uns dias depois é ultrapassada a barreira do som pelo mesmo piloto, pela primeira vez em Portugal.

Em 1961 foi desencadeada pela Força Aérea a "Operação Atlas" que consistiu num destacamento de 8 F-86F da Base Aérea de Monte Real para a Guiné-Bissau que durou até 1963 cumprindo cerca de 577 missões operacionais. Em 1978 os Falcões foram renomeados e para "Esquadra 201, onde continuaram a operar o F-86F até 30 de junho de 1980, somando um total de 60.000 horas. Com a chegada dos A-7P Corsair II em dezembro de 1981, onde presenciei a chegada dos primeiros 9. Nessa data os Falcões passaram a designar-se Esquadra 302 e ao longo de 15 anos efetuaram cerca de 30.000 horas de voo.

No dia 4 de outubro de 1993, com a aquisição dos F-16 A/B a Força Aérea Portuguesa decide renomear os Falcões como Esquadra 201, voltando à nomenclatura original relacionada com a missão de Defesa Aérea. Desde então a Esquadra 201 tem integrado missões importantes conjuntamente com os países aliados no âmbito da NATO, como a operação "Allied Force" onde realizou um total de 270 missões operacionais no Kosovo, participou no Red Flag de 2000, diversas missões de Defesa Aérea em eventos de alta visibilidade, efetuou destacamentos para execução da missão de Policiamento Aéreo da NATO sobre os Países Bálticos.

Desde 26 de Maio de 2011, a Esquadra 201 passou a operar a plataforma F-16 MLU. Historicamente, os “Falcões” são uma Esquadra de referência para a Força Aérea Portuguesa e para a Nação, não só pelos meios que operam, mas também na vanguarda em termos tecnológicos, pela atitude profissional, competente e dedicada dos seus elementos.




















 

Com o lema "Guerra ou Paz Tanto Nos Faz" e o símbolo do Falcão Peregrino, nasceu faz hoje 68 anos, a Esquadra 50 tendo como primeiro comandante o Capitão Moura Pinto, decorria o ano de 1958. Em setembro desse mesmo ano é feito o primeiro voo de um piloto português no F-86F que foi a primeira aeronave a equipar a esquadra e nessa altura já tinha sido alterada para Esquadra 51. Uns dias depois é ultrapassada a barreira do som pelo mesmo piloto, pela primeira vez em Portugal.

Em 1961 foi desencadeada pela Força Aérea a "Operação Atlas" que consistiu num destacamento de 8 F-86F da Base Aérea de Monte Real para a Guiné-Bissau que durou até 1963 cumprindo cerca de 577 missões operacionais. Em 1978 os Falcões foram renomeados e para "Esquadra 201, onde continuaram a operar o F-86F até 30 de junho de 1980, somando um total de 60.000 horas. Com a chegada dos A-7P Corsair II em dezembro de 1981, onde presenciei a chegada dos primeiros 9. Nessa data os Falcões passaram a designar-se Esquadra 302 e ao longo de 15 anos efetuaram cerca de 30.000 horas de voo.

No dia 4 de outubro de 1993, com a aquisição dos F-16 A/B a Força Aérea Portuguesa decide renomear os Falcões como Esquadra 201, voltando à nomenclatura original relacionada com a missão de Defesa Aérea. Desde então a Esquadra 201 tem integrado missões importantes conjuntamente com os países aliados no âmbito da NATO, como a operação "Allied Force" onde realizou um total de 270 missões operacionais no Kosovo, participou no Red Flag de 2000, diversas missões de Defesa Aérea em eventos de alta visibilidade, efetuou destacamentos para execução da missão de Policiamento Aéreo da NATO sobre os Países Bálticos.

Desde 26 de Maio de 2011, a Esquadra 201 passou a operar a plataforma F-16 MLU. Historicamente, os “Falcões” são uma Esquadra de referência para a Força Aérea Portuguesa e para a Nação, não só pelos meios que operam, mas também na vanguarda em termos tecnológicos, pela atitude profissional, competente e dedicada dos seus elementos.