sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Entrega do 4º KC‑390 à Força Aérea Portuguesa

 

A Embraer entregou o quarto avião KC‑390 à Força Aérea Portuguesa (FAP), assinalando um momento relevante no processo de modernização das capacidades de transporte aéreo militar de Portugal. Esta aeronave distingue‑se por ser a primeira da frota nacional a ser entregue equipada com o kit opcional de reabastecimento aéreo em voo.


Com esta entrega, a FAP reforça a sua capacidade de transporte tático e estratégico, apoio logístico, evacuação aeromédica, lançamento de paraquedistas e missões humanitárias, tanto em território nacional como no âmbito de operações internacionais da NATO, da União Europeia e das Nações Unidas.


O kit de reabastecimento aéreo (Air‑to‑Air Refuelling – AAR) inclui tanques de combustível do tipo roll‑on/roll‑off instalados na fuselagem e pods de mangueira e cesto montados sob as asas, permitindo que o KC‑390 atue como avião‑tanque. Esta capacidade possibilita o reabastecimento em voo de aeronaves como o F‑16M, aumentando significativamente a autonomia, o alcance e a flexibilidade operacional da Força Aérea Portuguesa.


A aeronave agora entregue será operada pela Esquadra 506 — “Rinocerontes”, sediada na Base Aérea n.º 11, em Beja, onde decorre a integração progressiva da frota KC‑390. A incorporação desta capacidade reduz a dependência de meios aliados para missões de reabastecimento aéreo e reforça a interoperabilidade com forças aéreas parceiras.

Deste modo, a entrega do quarto KC‑390 representa não apenas o reforço quantitativo da frota, mas também um importante salto qualitativo nas capacidades estratégicas e operacionais da Força Aérea Portuguesa, preparando‑a para responder de forma mais eficaz aos desafios atuais e futuros.

Fotos: Embraer















 

A Embraer entregou o quarto avião KC‑390 à Força Aérea Portuguesa (FAP), assinalando um momento relevante no processo de modernização das capacidades de transporte aéreo militar de Portugal. Esta aeronave distingue‑se por ser a primeira da frota nacional a ser entregue equipada com o kit opcional de reabastecimento aéreo em voo.


Com esta entrega, a FAP reforça a sua capacidade de transporte tático e estratégico, apoio logístico, evacuação aeromédica, lançamento de paraquedistas e missões humanitárias, tanto em território nacional como no âmbito de operações internacionais da NATO, da União Europeia e das Nações Unidas.


O kit de reabastecimento aéreo (Air‑to‑Air Refuelling – AAR) inclui tanques de combustível do tipo roll‑on/roll‑off instalados na fuselagem e pods de mangueira e cesto montados sob as asas, permitindo que o KC‑390 atue como avião‑tanque. Esta capacidade possibilita o reabastecimento em voo de aeronaves como o F‑16M, aumentando significativamente a autonomia, o alcance e a flexibilidade operacional da Força Aérea Portuguesa.


A aeronave agora entregue será operada pela Esquadra 506 — “Rinocerontes”, sediada na Base Aérea n.º 11, em Beja, onde decorre a integração progressiva da frota KC‑390. A incorporação desta capacidade reduz a dependência de meios aliados para missões de reabastecimento aéreo e reforça a interoperabilidade com forças aéreas parceiras.

Deste modo, a entrega do quarto KC‑390 representa não apenas o reforço quantitativo da frota, mas também um importante salto qualitativo nas capacidades estratégicas e operacionais da Força Aérea Portuguesa, preparando‑a para responder de forma mais eficaz aos desafios atuais e futuros.

Fotos: Embraer















terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Há 52 Anos: O Primeiro Voo do F-16 Foi um Erro… e o Melhor que Podia Acontecer

 

O primeiro voo do F-16 Fighting Falcon aconteceu há exatamente 52 anos, em 20 de janeiro de 1974 — de forma totalmente acidental. Durante um teste de alta velocidade na pista da Base Aérea de Edwards, o protótipo YF-16 começou a oscilar violentamente. O piloto de testes Phil Oestricher, para evitar um acidente, optou por descolar imediatamente. 

O voo improvisado durou apenas seis minutos, mas salvou o programa e demonstrou a robustez do design. Após reparos rápidos e ajustes no sistema fly-by-wire, o primeiro voo oficial ocorreu em 2 de fevereiro de 1974, com Oestricher novamente aos comandos. 

Três dias depois, o protótipo já superava a barreira do som. Esses testes iniciais confirmaram o potencial do caça leve e ágil desenvolvido pela General Dynamics para superar as lições da Guerra do Vietname. O YF-16 venceu a competição contra o YF-17 (futuro F/A-18) e entrou em produção. O primeiro F-16A de série voou em 1976, e a aeronave começou a operar na Força Aérea dos EUA em 1979.

 

Hoje, mais de 4.500 unidades foram produzidas, servindo em dezenas de países. O F-16 continua sendo um dos caças mais versáteis e exportados do mundo, com versões modernas como o F-16V Viper ainda em linha de produção.Aquele voo inesperado de 1974 marcou o nascimento de uma verdadeira lenda da aviação militar.

 Fotos: Lockheed Martin




























 

O primeiro voo do F-16 Fighting Falcon aconteceu há exatamente 52 anos, em 20 de janeiro de 1974 — de forma totalmente acidental. Durante um teste de alta velocidade na pista da Base Aérea de Edwards, o protótipo YF-16 começou a oscilar violentamente. O piloto de testes Phil Oestricher, para evitar um acidente, optou por descolar imediatamente. 

O voo improvisado durou apenas seis minutos, mas salvou o programa e demonstrou a robustez do design. Após reparos rápidos e ajustes no sistema fly-by-wire, o primeiro voo oficial ocorreu em 2 de fevereiro de 1974, com Oestricher novamente aos comandos. 

Três dias depois, o protótipo já superava a barreira do som. Esses testes iniciais confirmaram o potencial do caça leve e ágil desenvolvido pela General Dynamics para superar as lições da Guerra do Vietname. O YF-16 venceu a competição contra o YF-17 (futuro F/A-18) e entrou em produção. O primeiro F-16A de série voou em 1976, e a aeronave começou a operar na Força Aérea dos EUA em 1979.

 

Hoje, mais de 4.500 unidades foram produzidas, servindo em dezenas de países. O F-16 continua sendo um dos caças mais versáteis e exportados do mundo, com versões modernas como o F-16V Viper ainda em linha de produção.Aquele voo inesperado de 1974 marcou o nascimento de uma verdadeira lenda da aviação militar.

 Fotos: Lockheed Martin




























segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

F‑16 na Dinamarca: 46 Anos de “Fighting Falcon” chegam ao Fim

A Real Força Aérea Dinamarquesa (RDAF) retirou em 18 de janeiro de 2026, o F‑16 Fighting Falcon, encerrando cerca de 46 anos de operação contínua deste caça multifunções ao serviço do país. A Dinamarca recebeu o primeiro F‑16 em 17 de janeiro de 1980, no âmbito do programa europeu conjunto com a Noruega, os Países Baixos e a Bélgica, lançando então as bases para a modernização profunda da sua aviação de combate. A cerimónia de despedida decorreu na Fighter Wing Skrydstrup, na Jutlândia, símbolo da “casa” do F‑16 dinamarquês e palco das últimas missões nacionais do tipo.

Ao longo da sua carreira, a Dinamarca adquiriu um total de 77 F‑16A/B, em vários lotes e encomendas de reposição, garantindo durante décadas uma frota suficientemente robusta para cumprir simultaneamente tarefas de defesa aérea, ataque e treino avançado. Nos últimos anos, a frota em linha foi sendo reduzida, quer pelo desgaste natural, quer pela decisão política de transferir parte dos aparelhos para aliados, nomeadamente a Ucrânia, para a qual foram comprometidos 19 F‑16, bem como para a Argentina. Na fase final de operação, permanecia um núcleo de aeronaves modernizadas, dedicado a manter a prontidão de alerta rápido (QRA), o treino de pilotos e os compromissos com a NATO até à transição plena para o F‑35A.

Do ponto de vista orgânico, quatro esquadras dinamarquesas estiveram diretamente associadas à operação do F‑16: Eskadrille 723, Eskadrille 726, Eskadrille 727 e Eskadrille 730. A Eskadrille 723 e a Eskadrille 726, inicialmente baseadas em Aalborg e herdeiras dos F‑104G Starfighter, converteram para o F‑16 em 1983, enquanto a Eskadrille 727 foi a primeira unidade a receber o novo caça, a partir de 1980, em Skrydstrup, seguindo‑se a Eskadrille 730 como segunda esquadra de F‑16 naquela base. Com a concentração progressiva da frota em Skrydstrup e as sucessivas reorganizações, a 727 e a 730 assumiram o papel de núcleo duro da componente de caça, assegurando a defesa aérea e as missões expedicionárias até à chegada do F‑35A.

O F‑16 operou sobretudo a partir da Fighter Wing Skrydstrup, onde estiveram baseadas as esquadras de caça que herdaram a missão de defesa aérea e ataque da Flyvevåbnet, incluindo as antigas esquadrilhas que evoluíram para a atual estrutura de caça da força aérea dinamarquesa. A partir desta base, as esquadras de F‑16 assumiram, ao longo de décadas, o papel central na proteção do espaço aéreo nacional e na projeção de força além‑fronteiras no quadro da NATO. Skrydstrup é também o epicentro da transição para o F‑35A, já ali sediado e presente na cerimónia de despedida, simbolizando a passagem de testemunho entre gerações.

Em termos operacionais, os F‑16 dinamarqueses participaram em múltiplas operações reais, ganhando um historial significativo em cenários de combate. Destacaram‑se em missões no Afeganistão, Iraque, Líbia, Sérvia e Síria, integrados em coligações internacionais, bem como em destacamentos para o Baltic Air Policing na Estónia e na Lituânia, contribuindo para a defesa do espaço aéreo aliado no flanco leste. A frota também desempenhou um papel importante na vigilância e defesa do espaço aéreo sobre a Gronelândia e a Islândia, reforçando a presença da NATO no Atlântico Norte e consolidando a reputação da Dinamarca como operador experiente de caça tático.

O sucessor direto do F‑16 na Dinamarca é o F‑35A Lightning II, cuja primeira aeronave chegou ao país em outubro de 2023, igualmente para Skrydstrup. O plano inicial prevê a operação de 27 F‑35A, mas a Dinamarca decidiu, em 2025, adquirir mais 16 aeronaves, aumentando a frota prevista em cerca de 68% para responder a novas exigências operacionais e de dissuasão no contexto euro‑atlântico. No dia 1 de abril de 2025, os F‑35 foram declarados aptos a integrar a prontidão de defesa aérea, operando em paralelo com os F‑16 até à retirada destes e assumindo, a partir de agora, em exclusivo, a missão de caça da Real Força Aérea Dinamarquesa.




























A Real Força Aérea Dinamarquesa (RDAF) retirou em 18 de janeiro de 2026, o F‑16 Fighting Falcon, encerrando cerca de 46 anos de operação contínua deste caça multifunções ao serviço do país. A Dinamarca recebeu o primeiro F‑16 em 17 de janeiro de 1980, no âmbito do programa europeu conjunto com a Noruega, os Países Baixos e a Bélgica, lançando então as bases para a modernização profunda da sua aviação de combate. A cerimónia de despedida decorreu na Fighter Wing Skrydstrup, na Jutlândia, símbolo da “casa” do F‑16 dinamarquês e palco das últimas missões nacionais do tipo.

Ao longo da sua carreira, a Dinamarca adquiriu um total de 77 F‑16A/B, em vários lotes e encomendas de reposição, garantindo durante décadas uma frota suficientemente robusta para cumprir simultaneamente tarefas de defesa aérea, ataque e treino avançado. Nos últimos anos, a frota em linha foi sendo reduzida, quer pelo desgaste natural, quer pela decisão política de transferir parte dos aparelhos para aliados, nomeadamente a Ucrânia, para a qual foram comprometidos 19 F‑16, bem como para a Argentina. Na fase final de operação, permanecia um núcleo de aeronaves modernizadas, dedicado a manter a prontidão de alerta rápido (QRA), o treino de pilotos e os compromissos com a NATO até à transição plena para o F‑35A.

Do ponto de vista orgânico, quatro esquadras dinamarquesas estiveram diretamente associadas à operação do F‑16: Eskadrille 723, Eskadrille 726, Eskadrille 727 e Eskadrille 730. A Eskadrille 723 e a Eskadrille 726, inicialmente baseadas em Aalborg e herdeiras dos F‑104G Starfighter, converteram para o F‑16 em 1983, enquanto a Eskadrille 727 foi a primeira unidade a receber o novo caça, a partir de 1980, em Skrydstrup, seguindo‑se a Eskadrille 730 como segunda esquadra de F‑16 naquela base. Com a concentração progressiva da frota em Skrydstrup e as sucessivas reorganizações, a 727 e a 730 assumiram o papel de núcleo duro da componente de caça, assegurando a defesa aérea e as missões expedicionárias até à chegada do F‑35A.

O F‑16 operou sobretudo a partir da Fighter Wing Skrydstrup, onde estiveram baseadas as esquadras de caça que herdaram a missão de defesa aérea e ataque da Flyvevåbnet, incluindo as antigas esquadrilhas que evoluíram para a atual estrutura de caça da força aérea dinamarquesa. A partir desta base, as esquadras de F‑16 assumiram, ao longo de décadas, o papel central na proteção do espaço aéreo nacional e na projeção de força além‑fronteiras no quadro da NATO. Skrydstrup é também o epicentro da transição para o F‑35A, já ali sediado e presente na cerimónia de despedida, simbolizando a passagem de testemunho entre gerações.

Em termos operacionais, os F‑16 dinamarqueses participaram em múltiplas operações reais, ganhando um historial significativo em cenários de combate. Destacaram‑se em missões no Afeganistão, Iraque, Líbia, Sérvia e Síria, integrados em coligações internacionais, bem como em destacamentos para o Baltic Air Policing na Estónia e na Lituânia, contribuindo para a defesa do espaço aéreo aliado no flanco leste. A frota também desempenhou um papel importante na vigilância e defesa do espaço aéreo sobre a Gronelândia e a Islândia, reforçando a presença da NATO no Atlântico Norte e consolidando a reputação da Dinamarca como operador experiente de caça tático.

O sucessor direto do F‑16 na Dinamarca é o F‑35A Lightning II, cuja primeira aeronave chegou ao país em outubro de 2023, igualmente para Skrydstrup. O plano inicial prevê a operação de 27 F‑35A, mas a Dinamarca decidiu, em 2025, adquirir mais 16 aeronaves, aumentando a frota prevista em cerca de 68% para responder a novas exigências operacionais e de dissuasão no contexto euro‑atlântico. No dia 1 de abril de 2025, os F‑35 foram declarados aptos a integrar a prontidão de defesa aérea, operando em paralelo com os F‑16 até à retirada destes e assumindo, a partir de agora, em exclusivo, a missão de caça da Real Força Aérea Dinamarquesa.




























sábado, 17 de janeiro de 2026

Quarto KC-390 para a Força Aérea Portuguesa realiza primeiro voo no Brasil

 


O quarto avião KC-390 destinado à Força Aérea Portuguesa (FAP) realizou o seu primeiro voo no Brasil, assinalando mais um marco relevante no programa de modernização da capacidade de transporte aéreo militar de Portugal. A aeronave, com a matrícula provisória brasileira PT-ZNF, levantou voo a partir das instalações da Embraer em Gavião Peixoto, no estado de São Paulo, onde decorrem as fases finais de montagem, integração de sistemas e ensaios em voo.

Este primeiro voo marca o início da campanha de testes da aeronave, um processo essencial antes da sua aceitação formal e posterior entrega à Força Aérea Portuguesa. Durante esta fase, são avaliados o desempenho geral do avião, o comportamento em voo, os sistemas de aviônica, navegação, comunicações e propulsão, bem como a conformidade com os requisitos operacionais definidos pela FAP e pelas autoridades aeronáuticas militares.

O KC-390 Millennium, desenvolvido pela Embraer, é uma aeronave de transporte militar multimissão de nova geração, concebida para operar em cenários exigentes e com elevados padrões de interoperabilidade, nomeadamente no contexto da NATO. Com capacidade para transportar até cerca de 26 toneladas de carga, o KC-390 distingue-se pela elevada velocidade de cruzeiro, pela capacidade de operar a partir de pistas curtas ou pouco preparadas e pela versatilidade em missões que vão desde o transporte de tropas e material, ao reabastecimento aéreo, evacuação médica, busca e salvamento e apoio a missões humanitárias.

Portugal foi um dos primeiros clientes internacionais do KC-390 e encomendou um total de cinco aeronaves para substituir progressivamente os antigos C-130H Hercules. As aeronaves já entregues encontram-se ao serviço da Esquadra 506 “Rinocerontes”, sediada na Base Aérea n.º 11, em Beja, tendo já participado em missões operacionais e exercícios internacionais.

A entrada em serviço do quarto KC-390 permitirá reforçar a disponibilidade da frota e ampliar a capacidade de resposta da FAP, tanto em missões de interesse nacional como em operações no âmbito de compromissos internacionais. Após a conclusão dos ensaios em voo no Brasil, o avião deverá ser preparado para o voo de transferência para Portugal.

Para além do reforço das capacidades militares, o programa KC-390 tem também uma dimensão estratégica e industrial relevante para Portugal, envolvendo empresas nacionais na cadeia de fornecimento e consolidando a cooperação com a indústria aeronáutica brasileira. O voo inaugural do KC-390 PT-ZNF representa, assim, mais um passo na afirmação de Portugal como operador de referência desta plataforma no espaço europeu.

Foto: Brazil Aviation Araraquara SP

















 


O quarto avião KC-390 destinado à Força Aérea Portuguesa (FAP) realizou o seu primeiro voo no Brasil, assinalando mais um marco relevante no programa de modernização da capacidade de transporte aéreo militar de Portugal. A aeronave, com a matrícula provisória brasileira PT-ZNF, levantou voo a partir das instalações da Embraer em Gavião Peixoto, no estado de São Paulo, onde decorrem as fases finais de montagem, integração de sistemas e ensaios em voo.

Este primeiro voo marca o início da campanha de testes da aeronave, um processo essencial antes da sua aceitação formal e posterior entrega à Força Aérea Portuguesa. Durante esta fase, são avaliados o desempenho geral do avião, o comportamento em voo, os sistemas de aviônica, navegação, comunicações e propulsão, bem como a conformidade com os requisitos operacionais definidos pela FAP e pelas autoridades aeronáuticas militares.

O KC-390 Millennium, desenvolvido pela Embraer, é uma aeronave de transporte militar multimissão de nova geração, concebida para operar em cenários exigentes e com elevados padrões de interoperabilidade, nomeadamente no contexto da NATO. Com capacidade para transportar até cerca de 26 toneladas de carga, o KC-390 distingue-se pela elevada velocidade de cruzeiro, pela capacidade de operar a partir de pistas curtas ou pouco preparadas e pela versatilidade em missões que vão desde o transporte de tropas e material, ao reabastecimento aéreo, evacuação médica, busca e salvamento e apoio a missões humanitárias.

Portugal foi um dos primeiros clientes internacionais do KC-390 e encomendou um total de cinco aeronaves para substituir progressivamente os antigos C-130H Hercules. As aeronaves já entregues encontram-se ao serviço da Esquadra 506 “Rinocerontes”, sediada na Base Aérea n.º 11, em Beja, tendo já participado em missões operacionais e exercícios internacionais.

A entrada em serviço do quarto KC-390 permitirá reforçar a disponibilidade da frota e ampliar a capacidade de resposta da FAP, tanto em missões de interesse nacional como em operações no âmbito de compromissos internacionais. Após a conclusão dos ensaios em voo no Brasil, o avião deverá ser preparado para o voo de transferência para Portugal.

Para além do reforço das capacidades militares, o programa KC-390 tem também uma dimensão estratégica e industrial relevante para Portugal, envolvendo empresas nacionais na cadeia de fornecimento e consolidando a cooperação com a indústria aeronáutica brasileira. O voo inaugural do KC-390 PT-ZNF representa, assim, mais um passo na afirmação de Portugal como operador de referência desta plataforma no espaço europeu.

Foto: Brazil Aviation Araraquara SP

















quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Voar para Servir: As Missões da Força Aérea Portuguesa em 2025

 

O céu de Portugal voltou, em 2025, a ser palco da dedicação, da coragem e do serviço. A Força Aérea Portuguesa reafirmou a sua missão de proteger, salvar e servir, numa presença constante em terra, no mar e no ar onde cada minuto de voo significou vidas salvas, segurança garantida e esperança renovada.

Ao longo do ano, os seus meios e equipas realizaram 645 missões de transporte urgente de doentes, totalizando 1.601 horas de voo e 682 pessoas transportadas em situações críticas. No resgate e salvamento, muitas dessas operações realizadas em mar aberto, cumpriram-se 140 missões e 536 horas de voo, permitindo socorrer 101 pessoas em perigo.

A solidariedade também voou nas asas da Força Aérea com o transporte de órgãos, uma missão sensível e decisiva que, em 45 voos e 134 horas, devolveu esperança a inúmeras famílias. No domínio operacional, as aeronaves executaram 230 missões de patrulhamento e reconhecimento, num total de 1.183 horas de voo, reforçando a vigilância e a segurança do território nacional.

policiamento do espaço aéreo somou 260 missões e 1.469 horas de voo, assegurando a defesa do espaço soberano, enquanto o apoio ao combate a incêndios contabilizou 180 missões e 744 horas de voo, num esforço conjunto pela proteção das pessoas e do património natural.

Mais do que números, cada voo representa um compromisso — o de estar presente sempre que o país precisa. Todos os dias, as mulheres e os homens da Força Aérea colocaram as suas capacidades, o seu profissionalismo e a sua determinação ao serviço da vida e do bem comum.

Em 2026, a Força Aérea Portuguesa continuará a cumprir a sua missão com a mesma determinação e sentido de dever, preparada para enfrentar novos desafios e continuar a ser motivo de orgulho para Portugal.

Fonte: FAP



















 

O céu de Portugal voltou, em 2025, a ser palco da dedicação, da coragem e do serviço. A Força Aérea Portuguesa reafirmou a sua missão de proteger, salvar e servir, numa presença constante em terra, no mar e no ar onde cada minuto de voo significou vidas salvas, segurança garantida e esperança renovada.

Ao longo do ano, os seus meios e equipas realizaram 645 missões de transporte urgente de doentes, totalizando 1.601 horas de voo e 682 pessoas transportadas em situações críticas. No resgate e salvamento, muitas dessas operações realizadas em mar aberto, cumpriram-se 140 missões e 536 horas de voo, permitindo socorrer 101 pessoas em perigo.

A solidariedade também voou nas asas da Força Aérea com o transporte de órgãos, uma missão sensível e decisiva que, em 45 voos e 134 horas, devolveu esperança a inúmeras famílias. No domínio operacional, as aeronaves executaram 230 missões de patrulhamento e reconhecimento, num total de 1.183 horas de voo, reforçando a vigilância e a segurança do território nacional.

policiamento do espaço aéreo somou 260 missões e 1.469 horas de voo, assegurando a defesa do espaço soberano, enquanto o apoio ao combate a incêndios contabilizou 180 missões e 744 horas de voo, num esforço conjunto pela proteção das pessoas e do património natural.

Mais do que números, cada voo representa um compromisso — o de estar presente sempre que o país precisa. Todos os dias, as mulheres e os homens da Força Aérea colocaram as suas capacidades, o seu profissionalismo e a sua determinação ao serviço da vida e do bem comum.

Em 2026, a Força Aérea Portuguesa continuará a cumprir a sua missão com a mesma determinação e sentido de dever, preparada para enfrentar novos desafios e continuar a ser motivo de orgulho para Portugal.

Fonte: FAP



















terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Foi há 8 Anos o Spotterday para a despedida do Alphajet

 

O dia 13 de janeiro de 2018, na Base Aérea N.º 11, em Beja, marcou a despedida oficial do Dassault/Dornier Alpha Jet da Força Aérea Portuguesa, então operado pela Esquadra 103 – “Caracóis”. Também foi um dia pensado para a comunidade spotter acompanhar de perto o último voo operacional daquele que foi, durante décadas, o principal avião de treino avançado a jato dos futuros pilotos de caça portugueses.

O Alpha Jet entrou ao serviço na Força Aérea Portuguesa em 1993, sendo operado pelas Esquadras 103 “Caracóis” e 301 “Jaguares” na missão de instrução avançada e conversão operacional para caça. Ao longo de cerca de 25 anos de operação em Portugal, a frota somou mais de 50 mil horas de voo, formando sucessivas gerações de pilotos de combate e assegurando também demonstrações acrobáticas, como as da patrulha Asas de Portugal.

O Spotterday de 13 de janeiro de 2018 foi organizado como evento fotográfico dedicado ao “último voo” do Alpha Jet, reunindo dezenas de entusiastas na BA11 para registarem os derradeiros movimentos da aeronave. Cerca de 60 spotters foram oficialmente convidados, tendo acesso privilegiado a zonas previamente definidas da base para fotografar as descolagens, aterragens e manobras finais dos Alpha Jet da Esquadra 103.

Nesse sábado, a Esquadra 103 – “Caracóis” realizou as últimas missões em Alpha Jet, culminando numa passagem final em formação sobre a Base Aérea de Beja. A despedida incluiu momentos protocolares, com presença de autoridades da Força Aérea, antigos pilotos e pessoal da unidade, sublinhando o simbolismo do fim de ciclo de um sistema de armas que marcou profundamente a instrução de caça em Portugal.


Com o último voo em 13 de janeiro de 2018, o Alpha Jet encerrou a sua carreira na Força Aérea, deixando um legado de segurança, fiabilidade e eficácia no treino avançado. A Esquadra 103 não foi desativada, permanecendo em Beja à espera de nova aeronave de instrução, enquanto alguns Alpha Jet foram preservados em exposição estática, perpetuando a memória do tipo e da sua importância na aviação militar portuguesa.


























































 

O dia 13 de janeiro de 2018, na Base Aérea N.º 11, em Beja, marcou a despedida oficial do Dassault/Dornier Alpha Jet da Força Aérea Portuguesa, então operado pela Esquadra 103 – “Caracóis”. Também foi um dia pensado para a comunidade spotter acompanhar de perto o último voo operacional daquele que foi, durante décadas, o principal avião de treino avançado a jato dos futuros pilotos de caça portugueses.

O Alpha Jet entrou ao serviço na Força Aérea Portuguesa em 1993, sendo operado pelas Esquadras 103 “Caracóis” e 301 “Jaguares” na missão de instrução avançada e conversão operacional para caça. Ao longo de cerca de 25 anos de operação em Portugal, a frota somou mais de 50 mil horas de voo, formando sucessivas gerações de pilotos de combate e assegurando também demonstrações acrobáticas, como as da patrulha Asas de Portugal.

O Spotterday de 13 de janeiro de 2018 foi organizado como evento fotográfico dedicado ao “último voo” do Alpha Jet, reunindo dezenas de entusiastas na BA11 para registarem os derradeiros movimentos da aeronave. Cerca de 60 spotters foram oficialmente convidados, tendo acesso privilegiado a zonas previamente definidas da base para fotografar as descolagens, aterragens e manobras finais dos Alpha Jet da Esquadra 103.

Nesse sábado, a Esquadra 103 – “Caracóis” realizou as últimas missões em Alpha Jet, culminando numa passagem final em formação sobre a Base Aérea de Beja. A despedida incluiu momentos protocolares, com presença de autoridades da Força Aérea, antigos pilotos e pessoal da unidade, sublinhando o simbolismo do fim de ciclo de um sistema de armas que marcou profundamente a instrução de caça em Portugal.


Com o último voo em 13 de janeiro de 2018, o Alpha Jet encerrou a sua carreira na Força Aérea, deixando um legado de segurança, fiabilidade e eficácia no treino avançado. A Esquadra 103 não foi desativada, permanecendo em Beja à espera de nova aeronave de instrução, enquanto alguns Alpha Jet foram preservados em exposição estática, perpetuando a memória do tipo e da sua importância na aviação militar portuguesa.


























































segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

41 Anos da Esquadra 504 Linces: Entre Gente Remota Edificaram

 

A Esquadra 504 Linces da Força Aérea Portuguesa assinala hoje 41 anos de serviço, marcados pela discrição, profissionalismo e elevada exigência operacional que caracterizam as suas missões. Criada em 1985 e com operação permanente a partir do Aeródromo de Trânsito n.º 1, em Lisboa, a Esquadra 504 nasceu para cumprir uma missão muito específica: assegurar o transporte aéreo de altas individualidades nacionais e estrangeiras, garantindo elevados padrões de segurança, prontidão e eficiência.

Ao longo de mais de quatro décadas, os “Linces” tornaram-se uma referência incontornável no cumprimento de missões de transporte especial, mas também em tarefas de inequívoco valor humanitário, como evacuações aeromédicas, transporte urgente de doentes críticos e de órgãos para transplante. Estas missões, muitas vezes realizadas sob forte pressão temporal, refletem a versatilidade da Esquadra e o elevado grau de preparação das suas tripulações e equipas de manutenção, sempre prontas a responder, 24 horas por dia, às necessidades do País.

A história da Esquadra 504 está intimamente ligada às aeronaves Dassault Falcon, que desde o início asseguram as suas operações. Dos primeiros Falcon 20 aos atuais Falcon 50, estas aeronaves têm garantido fiabilidade, alcance e flexibilidade, permitindo cumprir missões em território nacional e além-fronteiras, acompanhando a ação diplomática e institucional de Portugal em todo o mundo.

Mais recentemente, a Esquadra entrou numa nova fase da sua história com a integração do Dassault Falcon 900, a mais recente aquisição da frota Falcon da Força Aérea Portuguesa. Este jato de longo alcance representa um significativo reforço das capacidades operacionais dos “Linces”, oferecendo maior autonomia, capacidade de carga, conforto e versatilidade. A sua entrada ao serviço simboliza a modernização contínua da Esquadra 504 e a adaptação às exigências atuais do transporte aéreo estratégico e governamental.

Ao celebrar 41 anos de existência, a Esquadra 504 “Linces” continua a afirmar-se como uma unidade essencial da Força Aérea Portuguesa, sustentada pela dedicação, competência e espírito de missão dos seus militares. O seu percurso é indissociável do serviço prestado ao Estado e à sociedade portuguesa, sendo um exemplo de excelência operacional, discrição e compromisso. Os “Linces” seguem assim firmes no presente, preparados para os desafios do futuro, mantendo-se sempre prontos a voar em nome de Portugal. Parabéns Linces
























 

A Esquadra 504 Linces da Força Aérea Portuguesa assinala hoje 41 anos de serviço, marcados pela discrição, profissionalismo e elevada exigência operacional que caracterizam as suas missões. Criada em 1985 e com operação permanente a partir do Aeródromo de Trânsito n.º 1, em Lisboa, a Esquadra 504 nasceu para cumprir uma missão muito específica: assegurar o transporte aéreo de altas individualidades nacionais e estrangeiras, garantindo elevados padrões de segurança, prontidão e eficiência.

Ao longo de mais de quatro décadas, os “Linces” tornaram-se uma referência incontornável no cumprimento de missões de transporte especial, mas também em tarefas de inequívoco valor humanitário, como evacuações aeromédicas, transporte urgente de doentes críticos e de órgãos para transplante. Estas missões, muitas vezes realizadas sob forte pressão temporal, refletem a versatilidade da Esquadra e o elevado grau de preparação das suas tripulações e equipas de manutenção, sempre prontas a responder, 24 horas por dia, às necessidades do País.

A história da Esquadra 504 está intimamente ligada às aeronaves Dassault Falcon, que desde o início asseguram as suas operações. Dos primeiros Falcon 20 aos atuais Falcon 50, estas aeronaves têm garantido fiabilidade, alcance e flexibilidade, permitindo cumprir missões em território nacional e além-fronteiras, acompanhando a ação diplomática e institucional de Portugal em todo o mundo.

Mais recentemente, a Esquadra entrou numa nova fase da sua história com a integração do Dassault Falcon 900, a mais recente aquisição da frota Falcon da Força Aérea Portuguesa. Este jato de longo alcance representa um significativo reforço das capacidades operacionais dos “Linces”, oferecendo maior autonomia, capacidade de carga, conforto e versatilidade. A sua entrada ao serviço simboliza a modernização contínua da Esquadra 504 e a adaptação às exigências atuais do transporte aéreo estratégico e governamental.

Ao celebrar 41 anos de existência, a Esquadra 504 “Linces” continua a afirmar-se como uma unidade essencial da Força Aérea Portuguesa, sustentada pela dedicação, competência e espírito de missão dos seus militares. O seu percurso é indissociável do serviço prestado ao Estado e à sociedade portuguesa, sendo um exemplo de excelência operacional, discrição e compromisso. Os “Linces” seguem assim firmes no presente, preparados para os desafios do futuro, mantendo-se sempre prontos a voar em nome de Portugal. Parabéns Linces
























domingo, 11 de janeiro de 2026

10.000 Horas no Koala: Os ‘Zangões’ Consolidam a Nova Era da Asa Rotativa na Força Aérea Portuguesa

 

A Esquadra 552 – “Zangões” atingiu o marco simbólico das 10.000 horas de voo com o helicóptero AW-119 Koala, consolidando a maturidade operacional deste meio na Força Aérea Portuguesa e afirmando-o como peça central no segmento ligeiro de asas rotativas. O número traduz milhares de missões de instrução, treino e operação real, refletindo anos de empenho de tripulações e equipas de manutenção na construção de uma capacidade moderna, versátil e permanentemente disponível para responder às necessidades do país.

Sediada na Base Aérea n.º 11, em Beja, com destacamentos frequentes noutras unidades como a Base Aérea n.º 8, em Ovar, a Esquadra 552 tem como missão o transporte aéreo, o apoio táctico e geral, bem como a formação de novos pilotos de helicóptero da Força Aérea. Ao longo dos anos, os “Zangões” têm marcado presença em operações de interesse público, apoio às populações e treino operacional, assumindo um papel discreto, mas fundamental, na arquitetura de defesa e proteção civil nacional. O patamar agora alcançado com o Koala acrescenta uma nova página à história da unidade, que já tinha construído uma reputação sólida durante décadas com o histórico Alouette III.

A introdução do AW-119 Koala na Força Aérea, a partir do final da década de 2010, representou o início da substituição do lendário Alouette III, helicóptero que acumulou mais de meio século de serviço e centenas de milhares de horas de voo ao serviço de Portugal. Com a chegada do Koala, a Esquadra 552 passou a dispor de um helicóptero monomotor mais potente, com cockpit e aviónicos modernos, preparado para operações de dia e de noite, incluindo o uso de óculos de visão noturna, e capaz de cumprir, com maior eficiência e segurança, missões de instrução, busca e salvamento, evacuação médica, patrulhamento e apoio ao combate a incêndios rurais. Em poucos anos, a plataforma consolidou a transição geracional, permitindo que os novos pilotos se formem já num ambiente tecnológico alinhado com as exigências contemporâneas do espaço aéreo.

Mais do que um número redondo, as 10.000 horas representam o amadurecimento de uma aposta estratégica na renovação da frota ligeira de helicópteros da Força Aérea e na valorização da componente humana que a sustenta. Tripulações, instrutores e técnicos de manutenção foram conseguindo transformar um meio relativamente recente num instrumento plenamente integrado na resposta nacional a crises, destacando a importância de continuar a investir na formação, na atualização de procedimentos e na modernização de equipamentos. Para os “Zangões”, o marco agora alcançado é simultaneamente motivo de orgulho e ponto de partida para um novo patamar de ambição, projetando a operação do AW-119 Koala ao longo da próxima década como uma das faces mais visíveis da aviação de asas rotativas em Portugal.
























 

A Esquadra 552 – “Zangões” atingiu o marco simbólico das 10.000 horas de voo com o helicóptero AW-119 Koala, consolidando a maturidade operacional deste meio na Força Aérea Portuguesa e afirmando-o como peça central no segmento ligeiro de asas rotativas. O número traduz milhares de missões de instrução, treino e operação real, refletindo anos de empenho de tripulações e equipas de manutenção na construção de uma capacidade moderna, versátil e permanentemente disponível para responder às necessidades do país.

Sediada na Base Aérea n.º 11, em Beja, com destacamentos frequentes noutras unidades como a Base Aérea n.º 8, em Ovar, a Esquadra 552 tem como missão o transporte aéreo, o apoio táctico e geral, bem como a formação de novos pilotos de helicóptero da Força Aérea. Ao longo dos anos, os “Zangões” têm marcado presença em operações de interesse público, apoio às populações e treino operacional, assumindo um papel discreto, mas fundamental, na arquitetura de defesa e proteção civil nacional. O patamar agora alcançado com o Koala acrescenta uma nova página à história da unidade, que já tinha construído uma reputação sólida durante décadas com o histórico Alouette III.

A introdução do AW-119 Koala na Força Aérea, a partir do final da década de 2010, representou o início da substituição do lendário Alouette III, helicóptero que acumulou mais de meio século de serviço e centenas de milhares de horas de voo ao serviço de Portugal. Com a chegada do Koala, a Esquadra 552 passou a dispor de um helicóptero monomotor mais potente, com cockpit e aviónicos modernos, preparado para operações de dia e de noite, incluindo o uso de óculos de visão noturna, e capaz de cumprir, com maior eficiência e segurança, missões de instrução, busca e salvamento, evacuação médica, patrulhamento e apoio ao combate a incêndios rurais. Em poucos anos, a plataforma consolidou a transição geracional, permitindo que os novos pilotos se formem já num ambiente tecnológico alinhado com as exigências contemporâneas do espaço aéreo.

Mais do que um número redondo, as 10.000 horas representam o amadurecimento de uma aposta estratégica na renovação da frota ligeira de helicópteros da Força Aérea e na valorização da componente humana que a sustenta. Tripulações, instrutores e técnicos de manutenção foram conseguindo transformar um meio relativamente recente num instrumento plenamente integrado na resposta nacional a crises, destacando a importância de continuar a investir na formação, na atualização de procedimentos e na modernização de equipamentos. Para os “Zangões”, o marco agora alcançado é simultaneamente motivo de orgulho e ponto de partida para um novo patamar de ambição, projetando a operação do AW-119 Koala ao longo da próxima década como uma das faces mais visíveis da aviação de asas rotativas em Portugal.
























sábado, 10 de janeiro de 2026

C-130H de Última Geração: Força Aérea Conclui Modernização que Revoluciona o “Hércules” Português

 

A receção do quarto e último C-130H modernizado pela Força Aérea Portuguesa, na Base Aérea N.º 6, no Montijo, assinala um marco relevante no reforço das capacidades de transporte aéreo militar do país, consolidando o processo de atualização de aviónicos da frota ao serviço da Esquadra 501 – “Bisontes”. Esta modernização resulta de um programa estruturado que abrange quatro aeronaves C-130H e que representa não apenas uma extensão da sua vida operacional, mas também uma profunda elevação dos padrões de segurança, eficiência e interoperabilidade com outros operadores aéreos modernos.

O trabalho efetuado nas instalações da OGMA, em Alverca, envolveu alterações estruturais e uma transformação profunda dos sistemas aviónicos, com a introdução de novos equipamentos, bem como de sistemas de navegação e de comunicação mais avançados. Esta intervenção traduz-se num cockpit radicalmente modernizado, aproximando estas aeronaves do que de mais evoluído existe na aviação militar contemporânea, permitindo aos pilotos dispor de maior consciência situacional, melhor integração de sistemas e maior fiabilidade em operações complexas.

A conclusão da entrega da quarta aeronave encerra formalmente o programa de modernização desta frota, um esforço coletivo que contou com o contributo essencial dos militares da Esquadra 501, da Esquadra de Manutenção C-130H, das equipas de Gestão do Sistema de Armas C-130H e da Autoridade Aeronáutica Nacional. Este trabalho conjunto evidencia a importância da cooperação entre unidades operacionais, estruturas de manutenção e órgãos reguladores, garantindo que a modernização decorre em conformidade com rigorosos padrões técnicos e regulatórios, ao mesmo tempo que assegura a continuidade das missões da Força Aérea sem ruturas significativas na disponibilidade de meios.

Inserido no programa europeu SESAR – Single European Sky ATM Research –, o esforço de atualização dos C-130H visa adaptar estas aeronaves às exigências atuais e futuras do espaço aéreo europeu, cada vez mais condicionado por requisitos de segurança, gestão de tráfego e eficiência ambiental. Ao incorporar capacidades compatíveis com o conceito de Céu Único Europeu, as aeronaves passam a operar com maior integração em corredores aéreos densos, beneficiando de sistemas que permitem otimizar rotas de voo, reduzir consumos e mitigar o impacto ambiental, sem comprometer a flexibilidade operacional típica deste tipo de plataforma.

A modernização, cofinanciada por fundos europeus, assume também uma dimensão estratégica, pois permite à Força Aérea prolongar e potenciar o emprego dos C-130H em missões de natureza militar e de interesse público, tanto em território nacional como em teatros internacionais. Estas aeronaves, agora modernizadas, continuam a ser um pilar no transporte aéreo de pessoal e cargas, bem como em operações de patrulhamento marítimo e em missões de busca e salvamento, garantindo que Portugal mantém uma capacidade credível de resposta rápida em cenários de crise, apoio humanitário e cooperação internacional. 

Fonte: FAP























 

A receção do quarto e último C-130H modernizado pela Força Aérea Portuguesa, na Base Aérea N.º 6, no Montijo, assinala um marco relevante no reforço das capacidades de transporte aéreo militar do país, consolidando o processo de atualização de aviónicos da frota ao serviço da Esquadra 501 – “Bisontes”. Esta modernização resulta de um programa estruturado que abrange quatro aeronaves C-130H e que representa não apenas uma extensão da sua vida operacional, mas também uma profunda elevação dos padrões de segurança, eficiência e interoperabilidade com outros operadores aéreos modernos.

O trabalho efetuado nas instalações da OGMA, em Alverca, envolveu alterações estruturais e uma transformação profunda dos sistemas aviónicos, com a introdução de novos equipamentos, bem como de sistemas de navegação e de comunicação mais avançados. Esta intervenção traduz-se num cockpit radicalmente modernizado, aproximando estas aeronaves do que de mais evoluído existe na aviação militar contemporânea, permitindo aos pilotos dispor de maior consciência situacional, melhor integração de sistemas e maior fiabilidade em operações complexas.

A conclusão da entrega da quarta aeronave encerra formalmente o programa de modernização desta frota, um esforço coletivo que contou com o contributo essencial dos militares da Esquadra 501, da Esquadra de Manutenção C-130H, das equipas de Gestão do Sistema de Armas C-130H e da Autoridade Aeronáutica Nacional. Este trabalho conjunto evidencia a importância da cooperação entre unidades operacionais, estruturas de manutenção e órgãos reguladores, garantindo que a modernização decorre em conformidade com rigorosos padrões técnicos e regulatórios, ao mesmo tempo que assegura a continuidade das missões da Força Aérea sem ruturas significativas na disponibilidade de meios.

Inserido no programa europeu SESAR – Single European Sky ATM Research –, o esforço de atualização dos C-130H visa adaptar estas aeronaves às exigências atuais e futuras do espaço aéreo europeu, cada vez mais condicionado por requisitos de segurança, gestão de tráfego e eficiência ambiental. Ao incorporar capacidades compatíveis com o conceito de Céu Único Europeu, as aeronaves passam a operar com maior integração em corredores aéreos densos, beneficiando de sistemas que permitem otimizar rotas de voo, reduzir consumos e mitigar o impacto ambiental, sem comprometer a flexibilidade operacional típica deste tipo de plataforma.

A modernização, cofinanciada por fundos europeus, assume também uma dimensão estratégica, pois permite à Força Aérea prolongar e potenciar o emprego dos C-130H em missões de natureza militar e de interesse público, tanto em território nacional como em teatros internacionais. Estas aeronaves, agora modernizadas, continuam a ser um pilar no transporte aéreo de pessoal e cargas, bem como em operações de patrulhamento marítimo e em missões de busca e salvamento, garantindo que Portugal mantém uma capacidade credível de resposta rápida em cenários de crise, apoio humanitário e cooperação internacional. 

Fonte: FAP























sábado, 3 de janeiro de 2026

Sair de 2025 e entrar em 2026 "Para que Outros Vivam"

 

A transição entre o final de 2025 e o início de 2026 ficou marcada por duas missões de busca e salvamento que ilustram, de forma exemplar, a prontidão permanente e o espírito de missão da Esquadra 751 “Pumas” da Força Aérea Portuguesa. Em menos de 48 horas, helicópteros AW-101 Merlin foram empenhados em duas operações distintas no Atlântico, demonstrando que, para estas tripulações, não existem feriados, fins de ano ou inícios simbólicos de calendário quando está em causa a preservação da vida humana.

No dia 31 de dezembro, enquanto o país se preparava para encerrar o ano, um EH-101 Merlin destacado no Porto Santo foi acionado pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento de Lisboa (RCC Lisboa) para prestar assistência médica urgente a um passageiro de 71 anos, a bordo de um navio que navegava a cerca de 240 quilómetros a sudoeste da ilha. A tripulação descolou de imediato, enfrentando a vastidão do Atlântico e as exigências próprias de uma operação em mar aberto, realizando com sucesso a extração do paciente através do recuperador-salvador. Após estabilização a bordo, o homem foi transportado para terra, onde pôde receber cuidados médicos diferenciados. Assim terminou 2025 para a Esquadra 751: em missão, fiel ao seu lema — para que outros vivam.

Menos de dois dias depois, já em 2 de janeiro de 2026, a Força Aérea Portuguesa iniciava o novo ano exatamente da mesma forma: em alerta e pronta a responder. Um AW-101 Merlin descolou da Base Aérea n.º 6, no Montijo, novamente sob coordenação do RCC Lisboa, para uma missão de resgate médico envolvendo uma jovem de 23 anos, a bordo de um navio de cruzeiro a cerca de 370 quilómetros da costa. A operação exigiu várias horas de voo e elevada precisão na aproximação e recolha da doente, realizada em ambiente marítimo exigente. Após a extração, o helicóptero rumou ao Aeródromo de Trânsito n.º 1, na Portela, assegurando a entrega rápida da paciente aos serviços hospitalares.

Estas duas missões consecutivas, realizadas em pleno período festivo e no arranque de um novo ano, refletem não apenas as capacidades técnicas do AW-101 Merlin, mas sobretudo o elevado nível de treino, profissionalismo e dedicação das tripulações da Esquadra 751. Com autonomia alargada, sistemas avançados de navegação e uma configuração otimizada para missões SAR e CSAR, o Merlin continua a ser um pilar essencial na resposta da Força Aérea Portuguesa às emergências no mar, particularmente numa área de responsabilidade vasta e exigente como o Atlântico Norte.

Sair de 2025 e entrar em 2026 em missão é mais do que uma coincidência de calendário. É a afirmação contínua de um compromisso assumido diariamente, quer da Esquadra 751 quer da Esquadra 752: estar presente quando tudo o resto falha, voar quando o tempo e a distância parecem obstáculos intransponíveis e garantir que, independentemente do dia ou da hora, alguém pode viver porque uma tripulação levantou voo.

Fonte: FAP
















 

A transição entre o final de 2025 e o início de 2026 ficou marcada por duas missões de busca e salvamento que ilustram, de forma exemplar, a prontidão permanente e o espírito de missão da Esquadra 751 “Pumas” da Força Aérea Portuguesa. Em menos de 48 horas, helicópteros AW-101 Merlin foram empenhados em duas operações distintas no Atlântico, demonstrando que, para estas tripulações, não existem feriados, fins de ano ou inícios simbólicos de calendário quando está em causa a preservação da vida humana.

No dia 31 de dezembro, enquanto o país se preparava para encerrar o ano, um EH-101 Merlin destacado no Porto Santo foi acionado pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento de Lisboa (RCC Lisboa) para prestar assistência médica urgente a um passageiro de 71 anos, a bordo de um navio que navegava a cerca de 240 quilómetros a sudoeste da ilha. A tripulação descolou de imediato, enfrentando a vastidão do Atlântico e as exigências próprias de uma operação em mar aberto, realizando com sucesso a extração do paciente através do recuperador-salvador. Após estabilização a bordo, o homem foi transportado para terra, onde pôde receber cuidados médicos diferenciados. Assim terminou 2025 para a Esquadra 751: em missão, fiel ao seu lema — para que outros vivam.

Menos de dois dias depois, já em 2 de janeiro de 2026, a Força Aérea Portuguesa iniciava o novo ano exatamente da mesma forma: em alerta e pronta a responder. Um AW-101 Merlin descolou da Base Aérea n.º 6, no Montijo, novamente sob coordenação do RCC Lisboa, para uma missão de resgate médico envolvendo uma jovem de 23 anos, a bordo de um navio de cruzeiro a cerca de 370 quilómetros da costa. A operação exigiu várias horas de voo e elevada precisão na aproximação e recolha da doente, realizada em ambiente marítimo exigente. Após a extração, o helicóptero rumou ao Aeródromo de Trânsito n.º 1, na Portela, assegurando a entrega rápida da paciente aos serviços hospitalares.

Estas duas missões consecutivas, realizadas em pleno período festivo e no arranque de um novo ano, refletem não apenas as capacidades técnicas do AW-101 Merlin, mas sobretudo o elevado nível de treino, profissionalismo e dedicação das tripulações da Esquadra 751. Com autonomia alargada, sistemas avançados de navegação e uma configuração otimizada para missões SAR e CSAR, o Merlin continua a ser um pilar essencial na resposta da Força Aérea Portuguesa às emergências no mar, particularmente numa área de responsabilidade vasta e exigente como o Atlântico Norte.

Sair de 2025 e entrar em 2026 em missão é mais do que uma coincidência de calendário. É a afirmação contínua de um compromisso assumido diariamente, quer da Esquadra 751 quer da Esquadra 752: estar presente quando tudo o resto falha, voar quando o tempo e a distância parecem obstáculos intransponíveis e garantir que, independentemente do dia ou da hora, alguém pode viver porque uma tripulação levantou voo.

Fonte: FAP
















sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Força Aérea Portuguesa em 2025: Missões ao Serviço do País e Além-Fronteiras

 

Ao longo de 2025, a Força Aérea Portuguesa (FAP) voltou a afirmar-se como um pilar essencial da soberania nacional e do apoio à população, cumprindo um vasto leque de missões em território nacional e no exterior, com elevados níveis de prontidão e eficácia operacional.

No plano do apoio direto à população, o transporte aéreo de doentes manteve-se como uma das missões mais sensíveis e prioritárias, com 830 transportes realizados, assegurando o acesso rápido a cuidados de saúde diferenciados. Paralelamente, as missões de Busca e Salvamento (SAR) permitiram o resgate de 101 pessoas, muitas delas em cenários exigentes, tanto em terra como no mar.

A FAP desempenhou igualmente um papel determinante no combate aos incêndios rurais, acumulando 740 horas de voo em 195 missões de apoio a fogos, contribuindo para a proteção de pessoas, bens e património natural. No domínio da saúde, destaca-se ainda o transporte de órgãos para transplante, com 45 missões realizadas, decisivas para salvar vidas.

As missões de projeção da força e transporte de carga somaram mais de 1.850 horas de voo em 274 missões, garantindo apoio logístico às Forças Armadas e a múltiplas entidades nacionais e internacionais. Já no patrulhamento marítimo, essencial para a vigilância da vasta área marítima sob responsabilidade nacional, foram registadas mais de 1.175 horas de voo.

A formação de novos pilotos continuou a ser uma aposta estratégica, com mais de 3.500 horas de voo, assegurando a preparação das futuras gerações de aviadores militares. Em simultâneo, as missões de Policiamento Aéreo ultrapassaram 945 horas de voo, garantindo a defesa do espaço aéreo nacional e o cumprimento dos compromissos internacionais de Portugal.

Missões além-fronteiras

No plano internacional, a Força Aérea Portuguesa manteve uma presença relevante em várias operações multinacionais. Na Estónia, aeronaves F-16AM participaram numa missão da NATO de policiamento aéreo reforçado, realizando mais de 20 interceções ao longo de quatro meses, num total de 480 horas de voo.

Ainda no contexto da NATO, aeronaves P-3C CUP+ estiveram destacadas na Estónia em missões de vigilância marítima, onde, em dois meses, foram efetuados 184 contactos, totalizando 180 horas de voo. Fora do espaço europeu, os mesmos meios participaram numa missão AMLEP em São Tomé e Príncipe e Cabo Verde, durante um mês, no âmbito da cooperação bilateral e do reforço das capacidades locais de vigilância marítima.

Em Itália, uma única projeção operacional de aeronaves P-3C CUP+ permitiu à FAP cumprir, em simultâneo, três missões distintas: Sea Guardian e Noble Shield, no âmbito da NATO, e IRINI, sob a égide da União Europeia. Durante um mês, estas operações conjuntas resultaram em cerca de 19.000 contactos, num total aproximado de 80 horas de voo, demonstrando a elevada flexibilidade e interoperabilidade dos meios portugueses.

Também no quadro da União Europeia, um C-295M esteve destacado em Málaga, ao serviço da Frontex, durante oito meses, acumulando 380 horas de voo e identificando 21.761 contactos, contribuindo para a vigilância das fronteiras externas da UE.

Mudança, inovação e novas capacidades

O ano ficou ainda marcado por um forte investimento na modernização e renovação de capacidades. Destaca-se a receção do Falcon 900, a modernização dos C-130H e dos P-3C CUP+, bem como a entrada ao serviço de mais um KC-390, reforçando e expandindo a frota de transporte estratégico.


A Força Aérea iniciou igualmente a incorporação dos primeiros cinco A-29N Super Tucano, bem como a receção de mais dois UH-60 Black Hawk, consolidando o aumento da frota e a diversificação de capacidades operacionais.

Mais e novas missões

O futuro aponta para novas dimensões de atuação. Um dos marcos mais relevantes foi a aposta no domínio espacial, com a aquisição do primeiro satélite SAR da Força Aérea Portuguesa, abrindo caminho a novas missões de vigilância, observação e apoio à segurança nacional.

Em 2025, a Força Aérea Portuguesa reafirmou-se como uma força moderna, credível e multifacetada, capaz de responder simultaneamente às necessidades da população, às exigências da defesa nacional e aos compromissos internacionais de Portugal. Entre missões humanitárias, operações de segurança, projeção de força e investimento em novas capacidades, o ano ficou marcado pela elevada prontidão operacional, pela adaptação a novos desafios e por uma clara aposta na inovação. Um percurso que evidencia não apenas o profissionalismo das suas tripulações e do pessoal de apoio, mas também a determinação da Força Aérea em continuar a evoluir, garantindo que permanece Sempre Pronta, Sempre Presente.

Fonte: FAP






























 

Ao longo de 2025, a Força Aérea Portuguesa (FAP) voltou a afirmar-se como um pilar essencial da soberania nacional e do apoio à população, cumprindo um vasto leque de missões em território nacional e no exterior, com elevados níveis de prontidão e eficácia operacional.

No plano do apoio direto à população, o transporte aéreo de doentes manteve-se como uma das missões mais sensíveis e prioritárias, com 830 transportes realizados, assegurando o acesso rápido a cuidados de saúde diferenciados. Paralelamente, as missões de Busca e Salvamento (SAR) permitiram o resgate de 101 pessoas, muitas delas em cenários exigentes, tanto em terra como no mar.

A FAP desempenhou igualmente um papel determinante no combate aos incêndios rurais, acumulando 740 horas de voo em 195 missões de apoio a fogos, contribuindo para a proteção de pessoas, bens e património natural. No domínio da saúde, destaca-se ainda o transporte de órgãos para transplante, com 45 missões realizadas, decisivas para salvar vidas.

As missões de projeção da força e transporte de carga somaram mais de 1.850 horas de voo em 274 missões, garantindo apoio logístico às Forças Armadas e a múltiplas entidades nacionais e internacionais. Já no patrulhamento marítimo, essencial para a vigilância da vasta área marítima sob responsabilidade nacional, foram registadas mais de 1.175 horas de voo.

A formação de novos pilotos continuou a ser uma aposta estratégica, com mais de 3.500 horas de voo, assegurando a preparação das futuras gerações de aviadores militares. Em simultâneo, as missões de Policiamento Aéreo ultrapassaram 945 horas de voo, garantindo a defesa do espaço aéreo nacional e o cumprimento dos compromissos internacionais de Portugal.

Missões além-fronteiras

No plano internacional, a Força Aérea Portuguesa manteve uma presença relevante em várias operações multinacionais. Na Estónia, aeronaves F-16AM participaram numa missão da NATO de policiamento aéreo reforçado, realizando mais de 20 interceções ao longo de quatro meses, num total de 480 horas de voo.

Ainda no contexto da NATO, aeronaves P-3C CUP+ estiveram destacadas na Estónia em missões de vigilância marítima, onde, em dois meses, foram efetuados 184 contactos, totalizando 180 horas de voo. Fora do espaço europeu, os mesmos meios participaram numa missão AMLEP em São Tomé e Príncipe e Cabo Verde, durante um mês, no âmbito da cooperação bilateral e do reforço das capacidades locais de vigilância marítima.

Em Itália, uma única projeção operacional de aeronaves P-3C CUP+ permitiu à FAP cumprir, em simultâneo, três missões distintas: Sea Guardian e Noble Shield, no âmbito da NATO, e IRINI, sob a égide da União Europeia. Durante um mês, estas operações conjuntas resultaram em cerca de 19.000 contactos, num total aproximado de 80 horas de voo, demonstrando a elevada flexibilidade e interoperabilidade dos meios portugueses.

Também no quadro da União Europeia, um C-295M esteve destacado em Málaga, ao serviço da Frontex, durante oito meses, acumulando 380 horas de voo e identificando 21.761 contactos, contribuindo para a vigilância das fronteiras externas da UE.

Mudança, inovação e novas capacidades

O ano ficou ainda marcado por um forte investimento na modernização e renovação de capacidades. Destaca-se a receção do Falcon 900, a modernização dos C-130H e dos P-3C CUP+, bem como a entrada ao serviço de mais um KC-390, reforçando e expandindo a frota de transporte estratégico.


A Força Aérea iniciou igualmente a incorporação dos primeiros cinco A-29N Super Tucano, bem como a receção de mais dois UH-60 Black Hawk, consolidando o aumento da frota e a diversificação de capacidades operacionais.

Mais e novas missões

O futuro aponta para novas dimensões de atuação. Um dos marcos mais relevantes foi a aposta no domínio espacial, com a aquisição do primeiro satélite SAR da Força Aérea Portuguesa, abrindo caminho a novas missões de vigilância, observação e apoio à segurança nacional.

Em 2025, a Força Aérea Portuguesa reafirmou-se como uma força moderna, credível e multifacetada, capaz de responder simultaneamente às necessidades da população, às exigências da defesa nacional e aos compromissos internacionais de Portugal. Entre missões humanitárias, operações de segurança, projeção de força e investimento em novas capacidades, o ano ficou marcado pela elevada prontidão operacional, pela adaptação a novos desafios e por uma clara aposta na inovação. Um percurso que evidencia não apenas o profissionalismo das suas tripulações e do pessoal de apoio, mas também a determinação da Força Aérea em continuar a evoluir, garantindo que permanece Sempre Pronta, Sempre Presente.

Fonte: FAP