domingo, 4 de outubro de 2026

Esquadra 201 Falcões celebra 68 anos


A Esquadra 201 “Falcões” assinala hoje, 4 de outubro, 68 anos de uma história indissociavelmente ligada à aviação de caça portuguesa e à Base Aérea N.º 5, em Monte Real.

Apesar de atualmente ser conhecida como Esquadra 201, a história dos Falcões remonta a 4 de fevereiro de 1958, data em que foi criada a Esquadra 50 “Falcões”, tendo como primeiro comandante o Capitão Piloto-Aviador Gualdino Moura Pinto. Poucos meses depois, em setembro desse mesmo ano, a unidade passou a designar-se Esquadra 51, no âmbito da revisão do sistema de numeração das unidades da Força Aérea.

Foi com o F-86F Sabre que os Falcões iniciaram a sua história operacional. A 22 de setembro de 1958 realizou-se o primeiro voo de um piloto português neste caça, e apenas dois dias depois seria ultrapassada pela primeira vez a barreira do som em Portugal por um piloto português. Os F-86F tornar-se-iam, durante mais de duas décadas, a imagem de marca dos Falcões.

Em 1961, oito F-86F da Esquadra 51 foram destacados de Monte Real para a Guiné-Bissau, no âmbito da Operação Atlas, onde permaneceram envolvidos em missões operacionais até 1964. Mais tarde, entre 1966 e 1973, os Falcões operaram também o Fiat G.91, utilizado na preparação dos pilotos destinados às unidades operacionais nos teatros africanos. Em 1977 chegaram à Esquadra 51 os T-38 Talon, destinados ao treino avançado de combate.

A reorganização da Força Aérea em 1978 trouxe uma nova designação: a Esquadra 51 passou a ser a Esquadra 201, mantendo as tradições e a identidade dos Falcões. Contudo, em 1980, com o fim da operação dos F-86F, a unidade passou a designar-se Esquadra 302 e, a partir de 1981, assumiu a operação dos A-7P Corsair II. Embora a designação tivesse mudado, a herança dos Falcões permaneceu associada à unidade.

Seria em 4 de outubro de 1993 que a Força Aérea recuperaria novamente a designação Esquadra 201 “Falcões”, desta vez para operar o novo sistema de armas F-16. No ano seguinte chegaram à BA5 os primeiros F-16A/B OCU, iniciando-se uma nova era na história da unidade.

Desde então, os Falcões têm desempenhado um papel de relevo na Defesa Aérea de Portugal e nas missões internacionais da Força Aérea. Entre os momentos de maior destaque contam-se a participação na operação Allied Force, no Kosovo, em 1999, o exercício Red Flag, nos Estados Unidos, e os numerosos destacamentos de Policiamento Aéreo da NATO nos Estados Bálticos, Islândia, Roménia e Polónia.


A 26 de maio de 2011, a Esquadra 201 passou oficialmente a operar o F-16 no padrão MLU, mantendo-se desde então na vanguarda da capacidade de combate da Força Aérea Portuguesa.

Uma particularidade da comemoração do aniversário dos Falcões merece também ser recordada. Embora a Esquadra tenha sido criada em fevereiro de 1958, a partir de determinada altura foi instituída a tradição de celebrar o seu aniversário a 4 de outubro. A escolha desta data não é casual: coincide com o Dia da Unidade da Base Aérea N.º 5, cuja inauguração oficial ocorreu precisamente a 4 de outubro de 1959. Assim, a celebração dos Falcões ficou para sempre associada à sua casa, Monte Real, e à própria história da BA5.

Ao longo de 68 anos, mudaram as designações, as aeronaves e as gerações de homens e mulheres que serviram na unidade. Permaneceu, contudo, aquilo que verdadeiramente identifica os Falcões: o seu espírito, a sua tradição e o lema que os acompanha desde 1958 — “Guerra ou Paz Tanto Nos Faz”.

Hoje, ao celebrarem 68 anos, os Falcões continuam a escrever uma história que começou com o F-86F Sabre e que prossegue aos comandos do F-16M, mantendo viva uma das mais antigas e prestigiadas tradições da aviação de caça portuguesa.




























A Esquadra 201 “Falcões” assinala hoje, 4 de outubro, 68 anos de uma história indissociavelmente ligada à aviação de caça portuguesa e à Base Aérea N.º 5, em Monte Real.

Apesar de atualmente ser conhecida como Esquadra 201, a história dos Falcões remonta a 4 de fevereiro de 1958, data em que foi criada a Esquadra 50 “Falcões”, tendo como primeiro comandante o Capitão Piloto-Aviador Gualdino Moura Pinto. Poucos meses depois, em setembro desse mesmo ano, a unidade passou a designar-se Esquadra 51, no âmbito da revisão do sistema de numeração das unidades da Força Aérea.

Foi com o F-86F Sabre que os Falcões iniciaram a sua história operacional. A 22 de setembro de 1958 realizou-se o primeiro voo de um piloto português neste caça, e apenas dois dias depois seria ultrapassada pela primeira vez a barreira do som em Portugal por um piloto português. Os F-86F tornar-se-iam, durante mais de duas décadas, a imagem de marca dos Falcões.

Em 1961, oito F-86F da Esquadra 51 foram destacados de Monte Real para a Guiné-Bissau, no âmbito da Operação Atlas, onde permaneceram envolvidos em missões operacionais até 1964. Mais tarde, entre 1966 e 1973, os Falcões operaram também o Fiat G.91, utilizado na preparação dos pilotos destinados às unidades operacionais nos teatros africanos. Em 1977 chegaram à Esquadra 51 os T-38 Talon, destinados ao treino avançado de combate.

A reorganização da Força Aérea em 1978 trouxe uma nova designação: a Esquadra 51 passou a ser a Esquadra 201, mantendo as tradições e a identidade dos Falcões. Contudo, em 1980, com o fim da operação dos F-86F, a unidade passou a designar-se Esquadra 302 e, a partir de 1981, assumiu a operação dos A-7P Corsair II. Embora a designação tivesse mudado, a herança dos Falcões permaneceu associada à unidade.

Seria em 4 de outubro de 1993 que a Força Aérea recuperaria novamente a designação Esquadra 201 “Falcões”, desta vez para operar o novo sistema de armas F-16. No ano seguinte chegaram à BA5 os primeiros F-16A/B OCU, iniciando-se uma nova era na história da unidade.

Desde então, os Falcões têm desempenhado um papel de relevo na Defesa Aérea de Portugal e nas missões internacionais da Força Aérea. Entre os momentos de maior destaque contam-se a participação na operação Allied Force, no Kosovo, em 1999, o exercício Red Flag, nos Estados Unidos, e os numerosos destacamentos de Policiamento Aéreo da NATO nos Estados Bálticos, Islândia, Roménia e Polónia.


A 26 de maio de 2011, a Esquadra 201 passou oficialmente a operar o F-16 no padrão MLU, mantendo-se desde então na vanguarda da capacidade de combate da Força Aérea Portuguesa.

Uma particularidade da comemoração do aniversário dos Falcões merece também ser recordada. Embora a Esquadra tenha sido criada em fevereiro de 1958, a partir de determinada altura foi instituída a tradição de celebrar o seu aniversário a 4 de outubro. A escolha desta data não é casual: coincide com o Dia da Unidade da Base Aérea N.º 5, cuja inauguração oficial ocorreu precisamente a 4 de outubro de 1959. Assim, a celebração dos Falcões ficou para sempre associada à sua casa, Monte Real, e à própria história da BA5.

Ao longo de 68 anos, mudaram as designações, as aeronaves e as gerações de homens e mulheres que serviram na unidade. Permaneceu, contudo, aquilo que verdadeiramente identifica os Falcões: o seu espírito, a sua tradição e o lema que os acompanha desde 1958 — “Guerra ou Paz Tanto Nos Faz”.

Hoje, ao celebrarem 68 anos, os Falcões continuam a escrever uma história que começou com o F-86F Sabre e que prossegue aos comandos do F-16M, mantendo viva uma das mais antigas e prestigiadas tradições da aviação de caça portuguesa.



























A Base Aérea 5 de Monte Real comemora 67 anos

 

A Base Aérea nº5, sediada em Monte Real, celebra hoje 67 anos de existência, destacando-se como um dos pilares da aviação de caça e defesa aérea em Portugal. Desde a sua fundação, a unidade foi responsável por importantes marcos operacionais e pela evolução da aviação de combate da Força Aérea Portuguesa.


História

A origem da Base Aérea nº5 remonta ao tempo em que o Aeroclube de Leiria utilizava o terreno entre 1938 e 1941, dando posteriormente lugar a um aeródromo militar. Oficialmente inaugurada a 4 de outubro de 1959, a BA5 foi criada com o objetivo estratégico de garantir a defesa aérea, sendo construída num local central do país para permitir uma resposta rápida a quaisquer ameaças. Ao longo da sua história, a base recebeu distintos reconhecimentos institucionais e foi palco de missões nacionais e internacionais ligadas à defesa e preparação operacional


Esquadras de voo

A BA5 foi originalmente equipada com duas esquadras, a 51 “Falcões” e a 52 “Galos”, ambas operando F-86F Sabre. Atualmente, acolhe duas das principais esquadras de caça da Força Aérea Portuguesa:

  • Esquadra 201 “Falcões”: Opera atualmente o F-16AM/BM Fighting Falcon, com missão principal de defesa aérea e atribuições secundárias em apoio e interdição aérea.
  • Esquadra 301 “Jaguares”: Transferida em 2005 da Base Aérea nº11, também opera o F-16AM/BM, com capacidades em missões defensivas, ofensivas e anti-superfície.

Anteriormente, a base acolheu outras esquadras, como a Esquadra 52 “Galos” (desativada em 1961), a Esquadra 103 “Caracóis” (treino), Esquadra 302 e Esquadra 304, bem como outros núcleos operacionais temporários relacionados com conversão e formação.

  • F-86F Sabre – Introduzidos em 1959 como primeira linha de caça.
  • Fiat G.91 – Operacional entre 1966 e 1973, especialmente para treino de pilotos.
  • T-33A e T-38 Talon – Usados para instrução complementar e avançada nos anos 70.
  • A-7P Corsair II – Principal vetor de ataque entre 1981 e 1999.
  • F-16A/B OCU e F-16AM/BM MLU – Introduzidos a partir de 1994 e, desde 2003, modernizados com Mid Life Update, são atualmente a principal aeronave da base e da aviação de caça nacional.


Atualmente, a BA5 mantém-se como o núcleo da aviação de caça da Força Aérea Portuguesa, operando uma frota de cerca de 28 F-16AM/BM pelas esquadras 201 e 301, garantindo a soberania e defesa do espaço aéreo nacional. Aproveitando esta data importante na vida da Base da Aviação de Caça, comemora-se também o aniversário da Esquadra 201 Falcões que fazem este ano 68.


A Base Aérea nº5 continua, assim, a escrever a sua história, mantendo viva a tradição, profissionalismo e dedicação daqueles que ao longo de 67 anos serviram e continuam a servir Portugal a partir de Monte Real.





























 

A Base Aérea nº5, sediada em Monte Real, celebra hoje 67 anos de existência, destacando-se como um dos pilares da aviação de caça e defesa aérea em Portugal. Desde a sua fundação, a unidade foi responsável por importantes marcos operacionais e pela evolução da aviação de combate da Força Aérea Portuguesa.


História

A origem da Base Aérea nº5 remonta ao tempo em que o Aeroclube de Leiria utilizava o terreno entre 1938 e 1941, dando posteriormente lugar a um aeródromo militar. Oficialmente inaugurada a 4 de outubro de 1959, a BA5 foi criada com o objetivo estratégico de garantir a defesa aérea, sendo construída num local central do país para permitir uma resposta rápida a quaisquer ameaças. Ao longo da sua história, a base recebeu distintos reconhecimentos institucionais e foi palco de missões nacionais e internacionais ligadas à defesa e preparação operacional


Esquadras de voo

A BA5 foi originalmente equipada com duas esquadras, a 51 “Falcões” e a 52 “Galos”, ambas operando F-86F Sabre. Atualmente, acolhe duas das principais esquadras de caça da Força Aérea Portuguesa:

  • Esquadra 201 “Falcões”: Opera atualmente o F-16AM/BM Fighting Falcon, com missão principal de defesa aérea e atribuições secundárias em apoio e interdição aérea.
  • Esquadra 301 “Jaguares”: Transferida em 2005 da Base Aérea nº11, também opera o F-16AM/BM, com capacidades em missões defensivas, ofensivas e anti-superfície.

Anteriormente, a base acolheu outras esquadras, como a Esquadra 52 “Galos” (desativada em 1961), a Esquadra 103 “Caracóis” (treino), Esquadra 302 e Esquadra 304, bem como outros núcleos operacionais temporários relacionados com conversão e formação.

  • F-86F Sabre – Introduzidos em 1959 como primeira linha de caça.
  • Fiat G.91 – Operacional entre 1966 e 1973, especialmente para treino de pilotos.
  • T-33A e T-38 Talon – Usados para instrução complementar e avançada nos anos 70.
  • A-7P Corsair II – Principal vetor de ataque entre 1981 e 1999.
  • F-16A/B OCU e F-16AM/BM MLU – Introduzidos a partir de 1994 e, desde 2003, modernizados com Mid Life Update, são atualmente a principal aeronave da base e da aviação de caça nacional.


Atualmente, a BA5 mantém-se como o núcleo da aviação de caça da Força Aérea Portuguesa, operando uma frota de cerca de 28 F-16AM/BM pelas esquadras 201 e 301, garantindo a soberania e defesa do espaço aéreo nacional. Aproveitando esta data importante na vida da Base da Aviação de Caça, comemora-se também o aniversário da Esquadra 201 Falcões que fazem este ano 68.


A Base Aérea nº5 continua, assim, a escrever a sua história, mantendo viva a tradição, profissionalismo e dedicação daqueles que ao longo de 67 anos serviram e continuam a servir Portugal a partir de Monte Real.