sábado, 25 de fevereiro de 2017
25 anos de presença dos F-15E em Lakenheath
Fez esta semana 25 anos que o F-15E Strike Eagle pertencente ao 48th Fighter Wing da Força Aérea dos Estados Unidos, opera a partir da Base Aérea de Lakenheath, no Reino Unido.
Composto por 2 esquadras, a 492th e a 494th, são os unicos Stike Eagle a operar para missões na Europa e em Africa.
CannonTwo já teve a oportunidade de fazer fotografias ar-ar com eles. Fiquem bem, Jorge Ruivo
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Piloto japonês efectua primeiro voo em F-35
F-35A no RIAT 2016
Fonte: JASDF
Tornados da Esquadra XV de Lossiemouth vão deixar de voar.
A Base Aérea de Lossiemouth da RAF prepara-se iniciar o fim de uma Era no próximo mês com o encerramento de uma das esquadras lendárias da base. A Esquadra XV ( Reserva ), uma das esquadras de Tornados que está baseada à mais de 20 anos vai acabar.
Esta unidade da RAF que participou em diversas operações militares históricas irá deixar de voar nos finais de Março iniciando-se assim o programa que a RAF tem de acabar com a frota do Tornado GR4 em 2019.
A ultima vez que tive a oportunidade de fotografar um Tornado desta esquadra foi durante o RIAT de 2015, ano em que se comemorou os 35 anos de treino conjunto de tripulações do Reino Unido, Alemanha e Itália. Fiquem bem. Jorge Ruivo
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Saab 37 Viggen - 50 anos
Foi à 50 anos que o Saab 37 Viggen, único caça bombardeiro sueco fez o seu primeiro voo em 8 de Fevereiro de 1967. Projetado para substituir o Saab 32 Lancen e o Saab 35 Draken, o Viggen tornou-se o pilar da Força Aérea Sueca durante o auge da Guerra Fria.
O meu encontro com esta aeronave, ocorreu em 2013 durante as comemorações dos 100 da Real Força Aérea Holandesa. Fiquem bem. Jorge Ruivo
sábado, 4 de fevereiro de 2017
Esquadra 201 faz hoje 59 anos - Parabéns
Com o lema "Guerra ou Paz Tanto Nos Faz" e o símbolo do Falcão Peregrino, nasceu faz hoje 59 anos, a Esquadra 50 tendo como primeiro comandante o Capitão Moura Pinto, decorria o ano de 1958.Em Setembro desse mesmo ano é feito o primeiro voo de um piloto português no F-86F que foi a primeira aeronave a equipar a esquadra e nessa altura já tinha sido alterada para Esquadra 51. Uns dias depois é ultrapassada a barreira do som pelo mesmo piloto, pela primeira vez em Portugal.
Em 1961 foi desencadeada pela Força Aérea a "Operação Atlas" que consistiu num destacamento de 8 F-86F da Base Aérea de Monte Real para a Guiné-Bissau que durou até 1963 cumprindo cerca de 577 missões operacionais. Em 1978 os Falcões foram renomeados e para "Esquadra 201, onde continuaram a operar o F-86F até 30 de Junho de 1980, somando um total de 60.000 horas. Com a chegada dos A-7P Corsair II em Dezembro de 1981, onde presenciei a chegada dos primeiros 9. Nessa data os Falcões passaram a designar-se Esquadra 302 e ao longo de 15 anos efectuaram cerca de 30.000 horas de voo.
No dia 4 de Outubro de 1993, com a aquisição dos F-16 A/B a Força Aérea Portuguesa decide renomear os Falcões como Esquadra 201, voltando à nomenclatura original relacionada com a missão de Defesa Aérea. Desde então a Esquadra 201 tem integrado missões importantes conjuntamente com os países aliados no âmbito da NATO, como a operação "Allied Force" onde realizou um total de 270 missões operacionais no Kosovo, participou no Red Flag de 2000, diversas missões de Defesa Aérea em eventos de alta visibilidade, efectuou 3 destacamentos para execução da missão de Policiamento Aéreo da NATO sobre os Países Bálticos, sendo o ultimo efectuado em 2016.
Desde 26 de Maio de 2011, a Esquadra 201 passou a operar a plataforma F-16 MLU. Historicamente, os “Falcões” são uma Esquadra de referência para a Força Aérea Portuguesa e para a Nação, não só pelos meios que operam, mas também na vanguarda em termos tecnológicos, pela atitude profissional, competente e dedicada dos seus elementos.
Fonte: EMFA
Com o lema "Guerra ou Paz Tanto Nos Faz" e o símbolo do Falcão Peregrino, nasceu faz hoje 59 anos, a Esquadra 50 tendo como primeiro comandante o Capitão Moura Pinto, decorria o ano de 1958.Em Setembro desse mesmo ano é feito o primeiro voo de um piloto português no F-86F que foi a primeira aeronave a equipar a esquadra e nessa altura já tinha sido alterada para Esquadra 51. Uns dias depois é ultrapassada a barreira do som pelo mesmo piloto, pela primeira vez em Portugal.
Em 1961 foi desencadeada pela Força Aérea a "Operação Atlas" que consistiu num destacamento de 8 F-86F da Base Aérea de Monte Real para a Guiné-Bissau que durou até 1963 cumprindo cerca de 577 missões operacionais. Em 1978 os Falcões foram renomeados e para "Esquadra 201, onde continuaram a operar o F-86F até 30 de Junho de 1980, somando um total de 60.000 horas. Com a chegada dos A-7P Corsair II em Dezembro de 1981, onde presenciei a chegada dos primeiros 9. Nessa data os Falcões passaram a designar-se Esquadra 302 e ao longo de 15 anos efectuaram cerca de 30.000 horas de voo.
No dia 4 de Outubro de 1993, com a aquisição dos F-16 A/B a Força Aérea Portuguesa decide renomear os Falcões como Esquadra 201, voltando à nomenclatura original relacionada com a missão de Defesa Aérea. Desde então a Esquadra 201 tem integrado missões importantes conjuntamente com os países aliados no âmbito da NATO, como a operação "Allied Force" onde realizou um total de 270 missões operacionais no Kosovo, participou no Red Flag de 2000, diversas missões de Defesa Aérea em eventos de alta visibilidade, efectuou 3 destacamentos para execução da missão de Policiamento Aéreo da NATO sobre os Países Bálticos, sendo o ultimo efectuado em 2016.
Desde 26 de Maio de 2011, a Esquadra 201 passou a operar a plataforma F-16 MLU. Historicamente, os “Falcões” são uma Esquadra de referência para a Força Aérea Portuguesa e para a Nação, não só pelos meios que operam, mas também na vanguarda em termos tecnológicos, pela atitude profissional, competente e dedicada dos seus elementos.
Fonte: EMFA
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Este ano os F-16 Holandeses não vão para Jordânia em destacamento
Este ano a Força Aérea Holandesa não vai deslocar os seus F-16 para a Jordânia para assumir o papel no combate ao estado Islâmico que está a ser executado pelo contingente Belga. O motivo é de ordem orçamental no entanto a Força Aérea Holandesa pode regressar a esse papel já em Janeiro de 2018, referiu uma fonte oficial.
Fonte: Alert 5
Este ano a Força Aérea Holandesa não vai deslocar os seus F-16 para a Jordânia para assumir o papel no combate ao estado Islâmico que está a ser executado pelo contingente Belga. O motivo é de ordem orçamental no entanto a Força Aérea Holandesa pode regressar a esse papel já em Janeiro de 2018, referiu uma fonte oficial.
Fonte: Alert 5
sábado, 28 de janeiro de 2017
F-16 BM 15140 - O meu episódio real 9 anos depois
28 de Janeiro será sempre uma data que fará parte dos meus
momentos inesquéciveis. Faz hoje precisamente 9 anos que eu presenciei uma
ejeção num F-16 e como se isso já não bastasse, uns minutos depois estava eu a
falar com o piloto, TC Pereira, então comandante da Esquadra 301.
Um dia que
também não se irá apagar do meu "disco rígido". Parecia um dia normal
de spotting em Monte Real, mas ia levar uma volta de 180 graus, curiosamente
também cá estava uma esquadra de F-16 Dinamarqueses, mas parecia que havia algo
no ar e eu não lhes dei atenção nenhuma com a minha canon.
Eis que de repente
surge no meu horizonte a silhueta característica de um voo de teste, mais um
MLU acabadinho de sair da "fábrica", o relógio marcava 13:05:17, eu
estava posicionado, lateralmente, na zona da rotação favorável ao sol, em que o
F-16 sobe á vertical em full afterburn. Disparei continuamente tentando
enquadrar o avião no máximo zoom, canja para quem já está habituado a estas
andanças eh eh eh.
É um momento muito rápido, dada a velocidade o avião
desaparece logo, fiquem a saber que demora tanto como um estalar de dedos. Até
aqui tudo normal, segui para um almoço em 10 minutos, voltei ao local para
tentar fotografar o close do touch and go, seguido da passagem tradicional pelo
hangar da Doca 4, que significa que o avião está operacional.
Mas desta vez ia
ser diferente, comecei a ouvir um ruído de motor mas em vez de ser o habitual
som, não, não era, era bem diferente, como se estivessem a dar e a tirar
potencia ao motor. Eu estava no topo norte e o 15140 vinha na final da 01,
nessa fase inicial eu não tenho visibilidade do avião, devidos aos pinheiros, e
quando o vejo, está desalinhado com a pista 01 a direcionar-se para o lado
direito da Base.
Pensei, mas que raio de manobras são aquelas? Longe de mim de
pensar numa falha, o F-16 tanto ficava na horizontal como de repente se
colocava na vertical (ou quase), já vi dezenas de demos de F-16, mas aquilo não
se parecia com nada. Para se situarem, a trajetória do avião, partindo da final
da 01, começou a voltar á direita, numa trajetória inconstante, devido á falta
de controlo que se notava e descreveu +- uma volta a 270 graus a subir
ligeiramente, ficando direcionado para o mar, por cima das povoações do Casal
Novo/Coucinheira, toda esta manobra foi efetuada por cima das povoações, eu
estaria a uns 4/5 Km e como era longe, utilizei o zoom da maquina para ver
melhor, foi então que vi uma explosão no cockpit, a canopy a saltar e numa
fração de segundos a ejeção do piloto 13:43:05.
Naquele momento disparei a máquina mas estava em off e gesto
de a ligar, não deu para captar esse momento. 9 segundos depois o avião já não
estava a voar e havia um para-quedas no ar. A minha leitura do momento foi
esta, um ato de bravura do piloto atendendo a: avião fora de controlo, por
cima de povoações, ejeção e avião caiu no pinhal e nenhuma fatalidade. Estava
um pouco nervoso, tinha acabado de ver uma ejeção, não estava ainda a
acreditar, parecia um filme, mas era a realidade.
De seguida tomei a decisão,
errada, de tentar dar com o local, mas como a estrada já estava cortada pelos
militares (junto do portão em que entramos na BA5 para os spotterday), voltei
logo para trás e qual não é o meu espanto quando na estrada principal, +- na
zona em frente á pista 01, vejo uma pessoa com fato de voo e capacete na mão.
Parei o carro e como conhecia o TC Pereira de idas à Esquadra, fui cumprimentá-lo,
lembro-me de ter dito que aquele não era o local mais indicado que eu o
gostaria de cumprimentar, mas ainda bem que o estava a fazer naquele momento,
era muito bom sinal. Eu é que estava mais nervoso, porque ainda não acreditava
no que tinha presenciado.
Claro que entreguei as fotos á Força Aérea, uns dias
mais tarde na Esquadra 301 e face ao compromisso assumido documento esta
história apenas com uma foto, apenas a mais bonita. Ah! E relembro a minha leitura
deste momento que testemunhei, acto de bravura, é que semanas mais tarde li na
revista Mais Alto a condecoração do TC Pereira pelo seu bravo desempenho neste
episódio que marcará para sempre a vida de qualquer ser humano. Um abraço ao
Skipper e ao resto do pessoal, mantenham-se por aqui, ok? Jorge Ruivo.
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